O estranho caso de Sherlock
11 Capítulo 11
Notas iniciais
– Oh, olá John
– Sherlock?! O que faz aqui? Meu Deus, se Moriarty souber que você está aqui...
– Está tudo bem, John, calma. Acabou.
– Como assim "acabou"?
– Sherlock, oi!
– Mary! Cuidou bem dele pelo visto.
– Sim, com certeza.
– Sherlock, fiz uma pergunta, vou repeti-la. Como assim "acabou"?
– John, vai ser uma historia meio longa.
Me sentei no sofá, interessado.
– Certo, vou contar.
– Será que também posso ouvir? — disse Molly, saindo do quarto do detetive.
– Molly, venha cá. Nosso amigo chegou... e sua esposa também. — Ela se sentou ao lado de Sherlock.
– Olá, John. Olá, Mary.
– Molly? Agora estou confuso, mas conte-me a história.
– É meio engraçada, John — disse Molly.
– Como é?
– Não é tão engraçada, mas... — disse Lestrade, entrando.
– O que?
– John, me deixe explicar. — pediu Sherlock — Tudo não passou de uma aposta entre mim e Lestrade.
– Como?
– Foi tudo de brincadeira, foi uma pegadinha. — falou Molly — Tudo ideia de Mary.
– O que? Mary?
– Desculpe, meu amor, mas era preciso.
– PRECISO? EU NÃO ACREDITO NISSO!
Nessa hora, alguém saiu do quarto e caminhou na nossa direção. Adivinha quem era! Isso mesmo, James Moriarty!
– O que ele faz aqui?
– Calma, John, não é ele de verdade. — falou Greg
– Que?
– Não é Moriarty. — ele olhou para o cara e eu o imitei.
Realmente, não era Jim, mas Dimmock com a roupa de Moriarty, máscara, lentes e cabelo postiço. Percebi então, naquele momento, que estavam falando a verdade, foi tudo uma brincadeira que quase resultou na minha morte. Começei a rir e Sherlock me acompanhou.
– Porque fizeram isso comigo? Eu quase morri!
– Não, dr. Watson, a bala que eu disparei era de borracha, mas Molly e Sherlock prepararam uma mistura química que, quando a bala entra no seu corpo, ela libera um líquido que faz você desmaiar.
– E o tiro em seu ombro, Sherlock?
– Também era bala de borracha, mas não coloquei nenhuma substância química nela.
– porque fizeram isso?
– Sherlock estava apostando comigo se você desistiria dos amigos ou não. — disse Lestrade — E eu perdi.
– Pode ir pagando. — disse Sherlock à Greg, que lhe jogou um saquinho cheio de dinheiro. — Agora sim!
– Bem, agora nunca mais duvidarei de você, Watson. — disse Lestrade
– Um viva para John! — disse Sherlock
VIVA!
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