Estou faminto, com o corpo enfraquecido

O frio se faz constante , meu teto é o céu estrelado

Minha pele ferida, suja e desgastada

Passam por mim, não me veem

Minha dor, meu choro , minha fome, minha miséria

Estou abandonado a mercê da morte

Estou na calçada coberto com papelão, que

se faz minha única proteção

Meu corpo enfraquecido , quase morto

Totalmente solitário, invisível

Minhas últimas palavras não serão escutadas,

Serão elas abafadas pelo silêncio, jogadas ao esquecimento

O dia irá amanhecer, meu último suspiro foi dado

Meu corpo foi pelos cães de rua velado

Meu brilho apagou-se e ninguém se compadeceu

No final era a rua e apenas eu .

Notas finais
Um poema que retrata uma dor que poucos se atrevem a amenizar , e se compadecer.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!