O espirito do menino gótico.

1 Capítulo 1 - Um Sonho, um anjo negro, e minha nova


Notas iniciais
Espero que vocês gostem

boa leitura

Estou em uma sala escura, amarrado a uma cadeira o ambiente é iluminado apenas por uma lâmpada de luz baixa e branca, de repente ouço passos pesados e uma figura sombria me aparece, — ele esta com um, sobretudo preto que esta fechado de seu pescoço ate um pouco abaixo de seus joelhos, esta com um coturno que tem algumas fivelas e um grande salto, seus olhos estavam muito negros e sua pele branca, realçava seus lábios negros assim como seus cabelos desgrenhados e lisos e alguns fios caiam sobre seu o rosto. — Ele me desfere um soco na barriga e começa falar com um a voz pesada.

- Andei pensando em fugir para um lugar onde haja amigos de verdade, mas, sei que este local não existe, sou o estranho, aquele que fica quieto lá no canto da sala e que você procura quando precisa de uma boa nota, ou quer um motivo para rir com seus amigos, sempre vive me zoando por que simplesmente não sou "normal", não que esteja reclamado, mas, pare e pense em mim como me sinto quando você me juga ou me surra; Então mais um ano se passa e você continua com a sua vida medíocre, às vezes quero gritar e te dizer; “Cara, como isto me excita”, sei que depois com certeza sentirei um muro no meu rosto; “Mas, posso me acostumar, você me criou assim como um monstro masoquista, que necessita de você.”.

Acordo assustado e dou um grito, mais uma vez peguei no sono na aula de historia; Todos me olham assustados, menos ele “O estranho” ele está com o olhar serio de sempre concentrado, todos os dias eu estou sonhando com ele, mas, por que talvez esteja me tornando fraco, ou me arrependendo de tudo que fiz para este cara que nem ao menos, me lembro do nome dele. Na infância ele sempre foi um garoto meigo e inocente, mas, eu nem liguei para isto, batia nele todos os dias no colégio, sempre esperando que ele chora-se, isto me dava prazer, hoje quando vejo meus amigos zoando ele sinto vontade de voar em cima dele e protege-lo e perguntar onde foram seus sentimentos, depois que entramos na 6ª serie ele foi adotado, a partir dai ele começou a mudar a sua nova família tem costumes estranhos ele cresceu e hoje com 17 anos está igual a eles seguindo seus padrões de roupas, musica, mas, o que me perturba o que houve com os sentimentos, todos sumiram , quando zoamos, ele nenhuma lagrima escore de seus olhos ele parece apenas uma casca vazia sem alma, sem coração, que não sente dor, muito mesmo piedade de alguém, só de olhar ele nos olhos, qualquer um pode ver que não a ninguém ali dentro.

- Diego! Vamos acorda! O professor vai sortear as duplas para o trabalho. – Grita Suzana.

- Já acordei calma.

O professor foi sorteando a duplas, depois de umas 4 duplas sorteada ele retira meu nome.

- Senhor Diego, você irá fazer o trabalho com.- Ele da uma pausa e pega um nome que está jogado na mesa. – Alecsey.

- Professor quem é Alecsey? – Pergunto.

- Seu novo parceiro de turma, por favor, sente ao lado dele. – Ele profere.

- Serio professor eu não sei quem é a pessoa?- Pergunto novamente.

- O único menino que se veste de preto todos os dias. — responde ele irritado

Naquele momento me sinto paralisado eu vou fazer um trabalho com “o estranho”; Depois de uns minutos organizo meu material e me sento ao lado dele, que está me olhando de maneira indiferente, acho que vou puxar assunto quem sabe, ele conversa comigo.

- Oi! Sou Diego, tudo bem? – Digo tudo rápido.

- Oi.Sou Alecsey, estou bem sim, e você? –pergunta ele desanimado.

- Estou bem, Ahm...o que você curte fazer?

- Escrever.

- E qual estilo você curte?

- Rock, gótico de preferencia.

Depois a ultima pergunta fiquei quieto vi que ele estava se irritando; De repente ouço o sinal da escola. Todos começam a sair, termino de arrumar meu material e vou atrás de Alecsey, ele se encontra com o pai dele e entra em um carro todo preto paro e fico observando, o pai dele se dirigi para a porta da frente se senta e põe as mãos no volante e depois olha para mim e me chama fazendo um gesto com a mão.

- Você é amigo do meu filho não é? – Ele pergunta serio.

- S-sim, bom eu acho. – Gaguejo.

-Quer uma carona? Afinal você mora ao lado de nossa casa. – Ele comenta.

- Se não tiver nenhum problemas eu aceito. – sorrio para ele.

- Não há problema algum, vamos entre! – Ele retribui o sorriso.

Dou a volta no carro e me sento no banco de trás com Alecsey que está, jogado no mesmo, ouvindo musica, ele retira a mochila e me sento ao seu lado.

- Bom. Meninos estão todos acomodados então vamos.

Durante o trajeto fomos em silêncio quando chegamos agradeci a carona e dei um abraço nos dois e Alecsey me deu um beijo no rosto, e sussurrou algo em meu ouvido: “Ate mais tarde”. Sorrio para ele sem entender; vou para minha casa assim que entro vejo minha mãe e a mãe dele conversando.

- Oi! Meu filhinho. – Minha mãe vai ate mim e me da um beijo e um abraço. – Vem cá vou te apresentar está é minha amiga Sophia você vai ficar na casa dela já que vamos viajar, então arrume suas coisas eu e seu pai já vamos indo você vai para casa dela e se comporte lá.

- Tudo bem mamãe. – Digo e subo as escadas correndo.

Jogo minhas coisas em uma mala, agora entendo o que o gótico estranho quis dizer, — Estou um pouco triste afinal meus pais não se importam tanto comigo. – Enquanto o Alecsey parece ter uma vida quase como eu queria ter, Não pensa direito Dieno você não quer isto. – Afinal que ideia é esta da minha mãe me deixar na casa deles como não tenho como perguntar o por que, sei que minha mãe não ira me dizer, e aquela mulher estranha desde que se mudaram para casa ao lado sempre foi amiga de minha mãe. Pego a mala e desço lá em baixo encontro minha mãe e meu pai já terminando de colocar as malas no carro, e a senhora Sophia, estava bebendo um copo de agua na cozinha, minha mãe entra e diz.

- Bom filho aqui tem uma chave caso precise de algo venha pegar, obedeça a Sophia, e não cause problemas, bom vou indo tchau filho. – Ele me abraça e em seguida meu pai me abraça também.

- Tchau filho. — Diz ele.

- Tchau mãe e tchau pai. – Digo e sinto um vazio dentro de mim.

A Sophia fica ao meu lado até o carro sumir de vista, de repente ela põe a mão em meu ombro e me olha com um olha calmo e terno, saímos em silêncio, ela foi na frente assim que saímos tranco da casa e seguimos para a casa deles, assim que entramos vejo que é uma casa normal.

- Bom, chegamos Diego, sinta-se em casa vou chamar o Ale para dizer a você onde você vai ficar. — Ela me deixa na sala e vai à cozinha que fica ao lado da sala, poucos minutos vejo Alecsey, sair da cozinha e vir na minha direção ele está diferente. – Está com uma camiseta cinza uma calça de moletom, descalço e com o rosto limpo sem tanta maquiagem, mas, com os olhos ainda um pouco contornados. Ele me olha e pega uma das minhas duas malas e vai em direção à escada.

- Vamos, cara é por aqui e não fica com medo eu não mordo. – Ele diz tranquilo.

Não falo nada apenas sigo ele na parte de cima tem 3 portas, duas de cada lado do corredor, e uma ao fundo ele me fala que a primeira porta é o quarto dos pais dele a segunda do irmão dele que está viajando e a terceira toda rabiscada é a dele, e eu iria dormir com ele já quero irmão dele não gosta que entrem no quarto dele. Ele abre a porta do quarto e entra e eu o sigo, é um quarto normal meio bagunçado com uns pôsteres na parede um banheiro e duas camas.

- A cama azul é a sua. – Ele diz esse senta na cama dele. – A se precisar de mim é só me procurar no escritório do meu pai que fica ao lado direito da sala. – Ele diz se levantando.

- Ah... Alecsey desculpe.

- Hey, cara me chama de Ale está bem, esquece, não precisa pedir desculpas, mais, alguma coisa.

- Sim, Ale você pode me esperar tomar um banho e trocar de roupa eu quero falar com você?

- Posso sim, não tenho nada para fazer. – Ele se deita na cama e fica lá.

Depois quando sai, do banho conversei com ele, descobri que ele é legal meio arrogante às vezes mais legal, agora já é tarde, já jantamos e Alecsey, estava se arrumando ele me chamou para sair com ele, e os pais dele deixaram, saímos e fomos andando até uma clareia que fica em um bosque perto de onde a gente mora. Lá tinha uma casa de madeira fomos até lá e quando entrei, senti uma pancada muito forte na cabeça e em seguida tudo escurece e desmaio.

- Vamos, acorde seu idota! – Ouço a voz de Ale, e em seguida um jato de água fria em meu rosto.

Acordo meio tonto e observo que o lugar é exatamente como no meu pesadelo.

- Acordou, até que fim! Bom, vamos brincar um pouco.

Ele pega duas caixas uma branca e uma vermelha e põe na minha frente.

- Você se lembra das brincadeiras que você fazia comigo quando éramos pequenos reponde? – Ele grita e me dá um, tapa no rosto.

-Sim me lembro.

- Então é minha vez de brincar; Escolhe uma caixa.

- A vermelha. – Digo com medo.

-Ótimo. – Ele guarda a branca em uma mochila e abre à vermelha – Você lembra que você colocava uma coleira em mim e me puxava como um cachorro e se eu reclamasse você me batia bom aqui está ela, e o pedaço de madeira também espero, que você seja bonzinho e me obedeça, soltarei suas mãos seus pés ficarão amarrados assim você não pode fugir.

Ele solta as minhas mãos, e me coloca a coleira e aperta com força não me movo sei que tudo que ele faz foi minha culpa, e depois disto ele me manda ficar de joelhos em seguida desfere 4 golpes nas costas com a madeira eles ardem muito, não aguento e começo a chorar.

- E gosto do gosto das lagrimas. – Ele puxa meu rosto e lambe as lagrima que caem.

- Ale por favor para me perdoe.

- Não ainda não me convenceu diga à verdade que eu te solto e deixo você ir.

Ele me bate novamente, e abaixa e fica me observando, quando me levanto e olho nos seus olhos vejo que ele está chorando também e observo a dor em seu rosto que é pior do que a das minhas costas, sinto vontade de morrer a culpa, é minha eu destruí toda a vida dele, quero arrumar tudo isto, velo sorrir novamente, queria que ele soubesse que todo dia que batia nele com o incentivo de meus amigos eu chorava muito, de noite.

- Por que você não entende que seus amigos não são de verdade, eles faziam você fazer a coisas para eles rirem de você e depois se dava mal, eu queria te proteger eu sei que você chorava quando me batia sua mãe me contava toda vez que ia lá, em minha casa ver se eu estava bem e pedir desculpas, ela sofreu muito com isto, mas, mesmo assim ela e minha mãe se uniram para acabar com isto, você parou depois da 6º serie, mas, nunca fez nada quando seus amigos me zoavam. Eu perdoou você; Se você prometer que vai melhorar e escolher amigos de verdade, e não estes que te fazem tanto mal, e me deixar em paz. – Ele me diz enquanto me levantava e me colocava na cadeira de volta.

- Mas, Ale eu sentia prazer em te ver sofrer.

- Eu sei, é um prazer momentâneo depois você se sentia mal.

- Como você sabe de tudo isto? — Pergunto

- Apenas sei.

- Eu prometo que vou mudar, mas, quero começar com você.

- Por mim por quê?- Ale diz confuso

- Vou te ajudar a deixar de ser masoquista.

- Isto é um estilo de vida eu gosto, disto quando a pessoa que eu amo me provoca a dor.

- Como assim? – Digo surpreso

- Andei pensando em fugir para um lugar onde haja amigos de verdade, mas, sei que este local não existe, sou o estranho, aquele que fica quieto lá no canto da sala e que você procura quando precisa de uma boa nota, ou quer um motivo para rir com seus amigos, sempre vive me zoando por que simplesmente não sou normal, não que esteja reclamado, mas, pare e pense em mim como me sinto quando você me juga ou me surra; Então mais um ano se passa e você continua com a sua vida medíocre, às vezes quero gritar e te dizer; “Cara, como eu te amo”, sei que depois com certeza sentirei um soco em meu rosto; “Mas, posso me acostumar, você me criou assim como um monstro masoquista, que necessita de você”.

- Você não é um monstro você a partir de hoje é meu amigo seu nome é Ale. – Paro por uns instantes. – No meu pesadelo você disse o mesmo.

- Eu sei, eu só queira que você entendesse por isto te disse o que sinto agora deixa tirar isto do seu pescoço e vamos.

Dias se passaram, ele cuidou de mim até minhas costas melhorassem na escola parei de falar com os meus amigos idiotas meus pais voltaram depois de uns quatro meses, e cotei que me tornei amigo de Ale.

Novamente acordo, desta vez em um quarto de hospital totalmente branco, vários médicos me examinando, e vejo meus pais eles estavam com uma aparência mais madura estou um pouco tonto ainda, olho no relógio meio desnorteado e vejo que já é meio dia, e começo a ter flash de um acidente. Eu estava em um carro com meus pais e Ale, de repente tudo fica claro e mais nada. Consigo me recuperar rápido deste transe.

- Mãe, pai onde está Ale? – Pergunto preocupado.

- Meu filho você ficou 12 anos desacordado depois do acidente, e daí descobrimos que você sofre de uma doença que é conhecida como transtorno dissociativo de múltiplas personalidades e, sinto lhe dizer mais o Ale, não existe ele foi uma invenção de sua mente para que você não sofresse com a morte de seu irmão adotivo. – Disse meu pai serio.

Fiquei quieto eu sei que Ale existe e que me ensinou uma lição valiosa que não devo deixar com que os outros comandem em minhas ações, e a respeitar às diferenças, mas, depois que compreendi isto nunca mais vi Ale ele sumiu e ninguém sabia quem ele era, e todos me diziam que ele era mais um delírio de minha mente perturbada, mas, todos os dias, me pergunto; onde foi parar o estranho menino gótico? E assim como eu existem vários outros adolescentes que viram "O Estranho", em quanto tentavam compreender suas pequenas vidas.

Fim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!