O escolhido

7 Amberly Schreave


Notas iniciais
Gente só pra avisar que pretendo postar mais um capítulo hoje, mas se não der, amanhã vocês ganham dois capítulos

Ouço batidas no meu cérebro, mas com certeza devem ser na porta. Não devia ter bebido daquele jeito. Se bem que essa dor de cabeça é em parte culpa do Ben que me segurou parcialmente de cabeça pra baixo.
– Amberly!
Ouço a voz da minha mãe do outro lado da porta. Não parece muito feliz.
Empurro as cobertas e vou arrastando os pés até a porta.
Do outro lado vejo minha mãe em um vestido simples verde, que realça a cor dos cabelos ruivos, em momentos como esse que eu percebia o quanto Violet e ela eram parecidas.
Ela mantém um semblante irritado. Passa por mim e entra no quarto para abrir as cortinas, a claridade incomoda meus olhos, por isso viro o rosto para o outro lado.
– Que horas são?
– Sete.
– Aí mãe, por que me acordou tão cedo, por acaso estamos sendo atacados ou tem algum incêndio? — digo me dirigindo para cama.
Assim que eu me sento e começo a puxar as cobertas minha mãe joga algo em cima das cobertas.
– Com certeza temos um incêndio, mas não é de hoje.
Olho para o que ela atirou na cama, é uma revista. Não uma revista qualquer, nada menos que a revista que sempre tinha as primeiras informações e fofocas sobre celebridades e a minha família. Era incrível como eles conseguiam as informações e em menos de 24h, toda Illéa também sabia.
A estrela dessa edição era uma bela foto minha dando um soco, muito bem dado, humildemente falando, em Júlia Herbert. Com certeza o fotógrafo sortudo que tinha caputarado o exato momento do soco, tinha ficado um pouquinho mais rico aquela manhã. Com letras garrafais dizia:
" Princesa surta durante festa, será que ela estava porre?"
Que ótimo, penso. Lá vem sermão de como uma princesa deveria se comportar em um abiente público, que era contra as normas de etiqueta, que Silvia sempre tentou enfiar na minha cabeça, de como era deplorável uma princesa beber de forma exagerada e todo o blá, blá, blá.
– Eplique-se.
– Acho que uma imagem vale por mil palavras.
– Amberly, você acha que tudo na vida vai ser esse mar de rosas que você vive? Sua irmã anunciará a sua seleção em menos de um mês. — diz um pouco triste. — Estamos enfrentando críticas constantes, por pessoas que ainda não aceitam a retiradas das castas, sem contar ainda PRESENTE rebeldia sulista.
Ela respira fundo e dessa vez vejo, sua irritação se dissipar. Ela senta na beira da cama e toca meu rosto.
– Eu sei que deve ser difícil pra você, querer ter uma vida normal, amigas, poder ir a festas, mas querida, você não é uma garota normal, você é uma princesa e como tal, deve mostrar ao povo que ele sempre poderá contar com você. Atitudes como essa põem em dúvida esse seu apoio. — diz mostrando a foto, para enfatizar seu argumento. — Eu e seu pai confiamos em você ontem a noite, mas você nos decepcionou. Emily e Joana, estão vindo para cá em meia hora para ajudá-la a arrumar suas coisas.
– Arrumar minhas coisas? Por que?
– Como punição pelo que ocorreu ontem, eu e seu pai, decidimos que você não vai ficar aqui enquanto estivermos na Itália, você vira conosco.
– O que?
Ela se levanta e alisa o vestido, se encaminha para porta e antes de sair olha uma última vez para mim com um semblante triste. Enquanto eu devo estar com uma cara de idiota por ter estragado meu planos com aquele soco.