O epílogo - meu gremista
1 EPILOGO - Capítulo Único
Notas iniciais
– Perseu!!!!
Eu gritei ao chegar na sala e ver penas para todos os lados, dois colchões de casal, lençóis, cabos de vassouras, lanternas, meu filho com a cara suja de chocolate com Leary e seus dois filhotes embolados nas suas perninhas minúsculas, e minhas meninas gargalhando em cima do meu cabeça de alga.
– Me ajuda amor! Elas estão me sufocando! – Ouvi ele dizer de algum lugar embaixo delas que riram ainda mais. Parei de pensar na bagunça e ri daquilo. – Ahhh suas porquinhas agora acabou o jogo pra vocês! – Ele pegou uma de cada lado e as jogou no colchão fazendo cócegas nelas. – Hey campeão vem ajudar o papai! – Tony, ao ouvir a voz dele o chamando abriu os olhos azuis e tentou cambalear até a bagunça, ele quase caiu, mas Leary estava do lado e serviu de apoio pra ele. Ele deu um passinho de cada vez até cair no colchão junto da farra das minhas outras 3 crianças.
Me apoiei no batente da porta e observei as coisas mais importantes da minha vida rindo em meio a uma bagunça tremenda. Eu sorri e mordi a ponta do dedo. Se alguém me dissesse que eu teria uma família assim anos atrás eu teria certeza que essa pessoa estava usando drogas.
– Hey, ta faltando um anjo aqui. – Percy disse quando eles se acalmaram e deitaram todos amontoados em meio as penas. Ele limpou o chocolate da boquinha de Tony com a própria camiseta recebendo um olhar desaprovador meu.
– Vem mamãe! – Marie levantou e me pegou pela mão. Eu me deixei ser arrastada por ela, tirei os sapatos e engatinhei sobre os lençóis até chegar à eles. Percy me ofereceu um pedaço do seu braço livre e Antony se aconchegou sobre mim assim como Marie, Olivia deitou a cabeça no peito de Percy e me ofereceu a mãozinha que parecia um pão, eu sorri e a beijei.
– O que é toda essa bagunça? – Eu perguntei. Marie riu.
– Papai deu a ideia de fazer uma cabana de lençóis!
– É a gente ia constluir uma beeeem glande! – Olivia disse com seu problema de língua presa.
– Mas papai não é muito bom nessas coisas. – Marie disse e cutucou a costela de Percy. Ele deu de ombros sorrindo.
– Eu nunca fui bom com tendas. – Ele disse e me olhou com os olhos azuis brilhantes me lembrando do desastre que foi ele e Malcom tentando montar aquela tenda na praia. Eu ri. – Ah mas a mamãe é muito boa com essas coisas. – Ele disse e se inclinou pra me beijar. Nossos lábios nem se encostaram direito e Olivia nos separou.
– Olivia! Deixa o papai e a mamãe namorarem! – Marie disse e Percy olhou pra ela assustado.
– Eieiei onde você aprendeu isso mocinha? – Ela revirou os olhos idênticos aos dele.
– Papai! Nos livros os casais se beijam e namoram toda hora. – Ele continuou a encara-la e ela corou. – E eu também tenho um namorado. – Eu vi várias expressões passarem por seu rosto, assim como a coloração. De rosa pra vermelho, depois pra roxo.
– Respira amor. – Ele voltou a respirar novamente e se sentou, colocando Olivia do meu lado e encarando minha primogênita.
– COMO É QUE É MARIE CHASE JACKSON?!!! – Ela arregalou os olhos e se sentou também.
– Ué pai! Eu também posso namorar! – Ela disse encarando ele de frente, eu não pude conter um sorriso ao ver como ela era teimosa como eu.
– PODE MAS AOS, SEI LÁ, 40 ANOS QUEM SABE? – Nós duas explodimos em uma gargalhada e ele bagunçou os cabelos (que estava um pouco grisalho no canto, deixando ele totalmente sexy) e os puxou desesperado. – QUEREM PARAR! O ASSUNTO É SÉRIO!
– Não papai, é hilário. Eu não vou terminar com o Matheus. – Ela disse cruzando os braços. Eu encarei aquilo com divertimento.
– Ahhh então o nome do bandidinho é Matheus?
– Ele não é bandido! – Ela levantou ficando da altura dele. Antony começou a chorar e eu peguei ele no colo e o ninei.
– Percy! Pelos deuses!
– Annie! Olha ela! – Ele disse igual a uma criança birrenta. Eu revirei os olhos e beijei a testa do meu loirinho e coloquei ele sentado perto da Olivia.
– Cuida do irmãozinho ta meu amor? – Ela assentiu e eu dei um beijinho na sua testa. – Percy, para de agir como uma criança. – Ele bufou.
– Não estou agindo como uma criança, ela é que tem que agir assim. Pelos deuses ela só tem 6 anos!
– 6 anos e 7 meses! – Ela disse e veio pro meu lado.
– Percy é só um namorinho.
– Não vem com essa de namorinho.
– Papai ele nem me beija! Eu não deixo.
– Isso mesmo filha. Não deixa ele chegar perto de você.
– Porque não Marie?
– Não da corda Annabeth. – Mandei ele se calar com os olhos, e assim ele fez.
– Eca é nojento. Eu não gosto nem de dividir o copo com vocês porque eu iria beijar outro menino? – Percy suspirou aliviado e veio de joelhos perto dela a abraçando.
– Isso minha princesa, você só pode fazer isso depois de casar. – Ela cruzou os braços sobre o peito e o encarou com uma cara de brava.
– Você está mentindo. Vocês se beijam e não são casados. – Ele me olhou acusador.
– A culpa é inteiramente da sua mãe. Você não sabe quantas vezes eu já pedi ela em casamento.
– E porque você não casa com o papai mamãe? – Ela me olhou com aqueles olhos e ele também, ai eu me desarmei por completo.
– Tudo bem Perseu. Você quer casar então vamos casar. – Ele me olhou chocado e Marie bateu palmas assim como Olivia. Tony tentava morder o próprio pé, tão esperto como o pai.
– Você está falando sério? – Eu revirei os olhos.
– Anda, aproveita que você está de joelhos. – Ele riu assim como eu e se levantou.
– Nós vamos nos casar? – Ele perguntou colando nossos corpos, eu olhei pra ele o repreendendo. Era difícil de entender que só de estar perto ele já mexia com meus hormônios? O tempo passou mas ele continuava um gostoso da porra. E sinceramente, só não temos mais filhos porque eu não desgrudo dos anticoncepcionais.
– Nós vamos. – Eu lhe dei um selinho e o empurrei, ele cambaleou até cair sentado no colchão ainda com uma cara abobalhada. – Quem vai me ajudar a arrumar as malas? – Eu perguntei pulando por cima da bagunça. Vi Olivia tentando apoiar o irmão até chegarem a Percy que me olhava com um misto de emoções no rosto. Confusão, alegria, amor e principalmente choque.
– Onde nós vamos querida noiva? – Ele perguntou e se levantou com os pequenos no colo. Marie veio saltitante atrás.
– Las Vegas baby, se é pra casar que seja rápido. Liga pro povo e compra as passagens pela internet, vou subir e arrumar as malas depois ligo pra sua secretária pedindo pra desmarcar seus pacientes da semana. Tenho que ligar pro laboratório também. – Eu disse já subindo as escadas.
– Nosso casamento demorará uma semana? – Percy colocou as crianças no chão e veio atrás de mim com o telefone na orelha. Eu revirei os olhos.
– Percy, qual é a finalidade de casar se não tiver lua de mel? – Ele me olhou com aquela cara de safado e parou atrás de mim, beijando as sardas dos meus ombros enquanto eu arrumava as coisas. Abri a primeira mala e coloquei as coisas mais básicas possíveis. Uma mala foi suficiente pras minhas coisas e pras dele.
– Malcom?... Não me interessa o que você estava fazendo, vocês já nos interromperam inúmeras vezes também, sirva de lição... Vai se foder cara, me escuta. Desmarque seus compromissos, Annie e eu vamos casar em Vegas! – Ele afastou o telefone da orelha rindo. – É ela finalmente aceitou, vamos no primeiro voo que tiver pra hoje. Faz o favor de avisar os outros que eu vou ligar pra minha mãe e pra minha sogra... Sim, sim. Ah mais uma coisa, fiquem a semana lá?... É o que seria de um casamento sem uma lua de mel não é?... Eu bem que queria, mas Annie disse que não aguenta outro. – Eu revirei os olhos, já temos 3 filhos e esse louco quer me engravidar de novo, ve se pode. – Vão ficar com as crianças né? Deixa que eu me viro com a Olivia e o povo também vai, vai ser moleza pra vocês... Beleza, valeu cara nos vemos daqui a pouco no aeroporto, mando as passagens por email. – Ele desligou e me beijou o pescoço indo pegar o notebook.
– Me dá o telefone. – Ele discou um número e me entregou, segurei com o ombro e abri uma segunda mala pras crianças. – Hey Piper.
– Olá senhorita Chase. – Revirei os olhos, ela nunca vai aprender.
– Já que você é teimosa, comece a se acostumar com Senhora Jackson, vou me casar daqui a algumas horas.
– O que? – Ela gritou do outro lado da linha. – O D-doutor Jackson não me disse nada, não tem nada agendado aqui...
– É por isso que eu estou te ligando querida, foi tudo ao acaso. Nós vamos pra Vegas hoje e voltamos daqui uma semana. Será que tem como você remarcar os compromissos de Percy, por favor?
– Sim, sim. Claro Senhora Jackson. – Ela pegou rápido. – Felicidades ao casal.
– Obrigada Piper. Cuide de tudo por ai sim?
– Pode deixar. A senhora gostaria que eu ligasse no laboratório? – Eu suspirei contente.
– Sim, por favor faça isso. Você é uma benção Piper. – Tenho certeza de que ela está corando nesse momento.
– Imagina Senhora Jackson. – Eu sorri, estava me acostumando ao sobrenome.
– Obrigada novamente.
– Não tem porque agradecer. Façam uma boa viagem. – Eu me despedi e desliguei.
– Comprei as passagens, nosso voo sai as 21:40. – Acenei e me virei pra buscar as coisas dos meus bebes, mas ele me puxou pelo braço e colou nossos corpos. Eu ofeguei pela intensidade do seu olhar sobre mim. – Eu disse que algum dia você ia acabar aceitando. – Eu ri e passei meus braços pelo seu pescoço.
– Obrigada por não desistir. – Ele bufou indignado e eu o beijei. Os arrepios subiam pelo meu corpo e eu me sentia totalmente extasiada.
– Isso é completamente impossível anjo. – Ele acariciou meu rosto e me beijou novamente. Sua mão escorregou pra minha bunda e eu ri agarrando sua camiseta puxando ele mais pra mim.
– Só depois do casamento! – Marie entrou no quarto correndo e nos separou pelas pernas. Olivia apoiava Antony, mas perdeu a paciência e veio na frente abraçando as pernas de Percy. Ele se abaixou e a pegou no colo. Fui até o meu pequeno e o ajudei a chegar até nós.
– O que Marie? Está dizendo que não podemos mais nos beijar até o casamento. – Ela colocou as mãos na cintura. Atrevida.
– Exatamente Doutor Jackson. – Percy fechou os olhos em fendas assim como ela. Eles ficaram ainda mais parecidos assim.
– Mas eu posso. – Olivia tirou o dedo da boca e beijou Percy. Ele sorriu bobo pra ela. – Eu só vou deixa você casa polque é com a mamãe. Mas depois você casa comigo, plomete? – Eu ri.
– Papai não pode casar com você amor. – Ela fez um biquinho e abraçou o pescoço dele.
– Pol que não?
– Porque você é minha filhinha. – Ele deu um beijo nos cabelos pretos dela e ela deu uma fungada e se aconchegou no seu pescoço. Eu revirei os olhos e o fulminei. Ele mima ela demais. – O que? Ela é muito parecida com você! Eu não consigo me controlar. – Ele sempre usa essa desculpinha.
– Ta bom, quem vai me ajudar a arrumar as coisas? Vão no quarto pegar o que vocês querem levar pra Las Vegas. – Marie saiu correndo na frente, Olivia se debateu no colo de Percy e foi atrás. Eu peguei Antony no colo e fui pro quarto dele. – E você querido noivo, inventou aquela história de “cabana” na sala, vai arrumar aquela zona. – Soprei um beijo pra ele e ele bufou e foi pra sala. – Hey Tony, imagina que coisa mais linda você vai ficar de terninho. – Ele fez uma bolha com a boca e botou suas mãos gorduchinhas no meu rosto. – Você ainda consegue ser mais bonito que seu pai quando criança, você sabe.
– Papai? – Ele perguntou botando a mão na boca.
– É seu papai bobo. – Dei um beijinho no seu nariz e coloquei ele de pé no berço. – Que roupinha nós vamos por em você?
– Guêmio – Eu revirei os olhos. Ele finalmente conseguiu.
– Sério? Isso é decepcionante sabia? Eu tenho um menino e ele não torce pro mesmo time que eu! Seu pai fez uma lavagem cerebral em você. – Eu peguei a camiseta do grêmio que Percy comprou assim que Antony nasceu e coloquei nele. Assim como Percy, os olhos azuis ficaram ainda mais intensos, e eu babei no meu filho lindo. – Mas eu tenho que admitir. Vocês ficam lindos com essa camiseta feia. – Ele sorriu e pegou o peixe de pelúcia que Malcom deu pra ele. – Vai levar o peixinho filho?
– Pexinhu. – Peguei uma muda de roupa e Tony no colo voltando pro quarto. Minhas meninas estavam empoleiradas em cima da cama enfiando as coisas dentro da mala de tudo conté jeito.
– Eieieiei pode para por ai. Deixa que eu termino vai. Vão toma banho. – As duas saíram correndo pro banheiro. – E é de chuveiro! Nem pense em enxerem a banheira! – Ouvi uns “Ah mamãe!” e mais alguns resmungos. “Vou lá pedir pro papai” ouvi Olivia dizer. – Nem pense nisso Olivia Jackson. É banho rápido que nós temos que pegar o avião.
– Hey! Quem é o meu gremista? – Percy pegou Tony no colo e o jogou pro alto. Sua gargalhada infantil ecoava pelo quarto me fazendo sorrir mesmo que eu não quisesse.
– Guêmio! – Percy riu e virou o menino de ponta cabeça.
– Isso mesmo campeão! Meu mosqueteiro loiro.
– Percy, não vira ele de ponta cabeça. – Tony ria e balançava os cabelos.
– Ele gosta Annie. – Percy deitou Tony na cama e fez cócegas na barriga dele. Eu parei de dobrar as roupas para apreciar aquela cena. – Hey Tony olha a mamãe babando na gente. – Ele deitou na cama e colocou Tony deitado sobre seu peito.
– Babo mesmo. – Eu engatinhei até eles e dei um beijo nos cabelinhos loiros. – Não conta pra suas tatas ta filho? – Ele me fitou curioso e eu me inclinei beijando os lábios de Percy, ele sorriu entre o beijo.
– Não vai dedurar a gente né campeão?
– Tata.
– É não pode conta pra elas. – Ele fez mais uma bolha com a boca e eu estourei. – Depois que você ensinou o menino a fazer isso ele não para mais. Fica cheirando baba. – Eu enxuguei a boca dele e limpei na camiseta de Percy.
– Baba de bebê é cheirosa né meu loiro? – Percy amaçou a cara do meu filho fazendo uma careta engraçada. – Oie eu sou o Tony e sou a cara da minha mãe. – Ele disse apertando a bochecha vermelha dele.
– Ah tá. Se você não percebeu, nenhum deles se parecem comigo. Só Tony que tem os cabelos loiros.
– Marie é você com a minha cara. – Eu ri, isso é verdade. – E eu não preciso nem comentar em como Olivia é o seu melhor lado.
– Ela vai ser difícil, você fica com mel pra cima dela.
– Eu não posso fazer nada! Ela me olha com aqueles olhos cinza grandes e lindos e você quer que eu negue alguma coisa pra ela! – Eu ri.
– Você tem que ser forte.
– Eu não consigo, a culpa é sua que me deu filhos lindos. – Ele ergueu Tony e deu um beijo na sua bochecha. Sorri e deitei a cabeça no seu ombro.
– Eles são mesmo. – Cheirei o pescocinho do meu pequeno e Percy começou a fazer um cafuné em mim.
– Manhê!! – Eu resmunguei e Percy riu.
– Vai lá mamãe. Os rapazes fazem as malas. – Ele beijou minha cabeça e eu levantei vendo o que as meninas queriam.
...
– É típico você querer as coisas estranhas né Annabeth? – Eu ri, Thalia tentava entrar no vestido com a barrigona de 7 meses.
– Não é estranho! É Vegas.
– E você sabe que gravidas não podem viajar assim de uma hora pra outra.
– Acontece, que nós temos uma equipe médica aqui. Heeey não tem com o que se preocupar. – Ela riu e respirou fundo e Hazel finalmente conseguiu fechar o vestido.
– Consegue respirar?
– Sim, sim. Só preciso sentar e levantar algumas vezes. – Ela sentou na cama e levantou com tremenda dificuldade. – Vamos lá Caleb, ajude a mamãe. – Ela acariciou a barrigona e sentou de novo.
– Perva, isso é muita inveja sabia?
– Claro que não, eu não vou me casar de azul só porque você se casou de verde. Primeiro, eu nunca pensei que me casaria mas quando isso vinha a minha cabeça eu pensava em azul então assim vai ser. – Eu alisei meu vestido e ela sorriu pra mim.
– Eu sei. Estou muito feliz por estar em Vegas!
– Tia! Eu não sei fazer esse laço. – Marie apareceu com o vestido todo torto e com um nó no lugar do laço. Eu gargalhei.
– Oh princesa. – Ela revirou os olhos azuis. – Vem aqui que a titia vai deixa você ainda mais linda. – Drew se agachou a arrumando. – E Olivia, cade?
– Deve estar com o papai. Ela sempre está com o papai. – Eu ri.
– É eu vi ela correr até a capelinha com o dedo na boca. – Clarisse disse terminando de colocar as sandálias.
– E ela estava pronta?
– Sim Barbie girl, Como uma boneca. – A barbie sorriu e terminou o laço do vestido da Marie.
– Pronto linda, Agora sim você está parecendo uma princesinha. – Ela bufou e se virou pra mim.
– Mãe, acaba com isso logo por favor.
– Você que inventou isso filha. Agora vá atrás dos seus irmãos. – Ela bufou de novo.
– Sempre eu! – Eu a peguei no colo ouvindo a Barbie me xingar por estar amassando os vestidos.
– Sempre você porque você é a mais inteligente e responsável minha ferinha. – Ela riu e me deu um beijo. Coloquei ela no chão e ela correu até a capela. Suspirei e me olhei no espelho. – Então é isso? Eu vou me casar.
– E eu estou aqui pra jogar isso na sua cara! – Thalia disse rindo e me abraçou de lado. – “nunca vou me casar... nunca terei filhos.” Olha pra você agora. – Eu suspirei.
– Estou radiante. – Ela sorriu.
– Está. E eu estou muito orgulhosa de você ter quebrado a cara. – Eu ri e alisei sua barriga.
– Tenho até um afilhado.
– Sério gente, muito lindo esse momento de vocês, mas está na hora. – Minha mãe disse deixando todo mundo agitado. – ACALMEM-SE!
– Ok gente, vão indo até lá. Pede pra Poseidon vir até aqui, ele vai leva-la até o altar. – Sally disse e Clarisse foi chama-lo. Eu me emocionei.
– Obrigada gente. Eu sei que foi de repente. Mas é bom ter doidos ao meu lado que aceitam tudo numa boa. – Elas soltaram um Awwwn e me abraçaram.
– Ainda bem que eu fui busca-lo. – Clarisse chegou com meu sogro e ele sorriu pra todas nós.
– É bom vocês irem logo meninas. Sally vá acalmar seu filho ele está enlouquecendo. – Elas foram pra capela e me deixaram ali com Poseidon. – Hey loirinha. – Ele me estendeu os braços e eu fui abraça-lo. – É o maior prazer do mundo acompanha-la até o altar.
– Obrigada. – Respirei fundo esperando não chorar.
– Segure o choro está na hora. – Eu ri e limpei o cantinho dos olhos.
– Cade meus pequenos?
– Estão vindo, eu acho.
– Mãããe. – Ouvi meu pequeno chamar e sorri.
– Ai estão eles.
– Hey Tony, você está a coisa mais linda que eu já vi. – Peguei ele no colo e beijei sua bochecha vermelha.
– Papai pediu pra você não demola. – Olivia disse abraçando a perna do vô, e tão rendido quanto Percy ele a pegou no colo e a abraçou.
– Não vou filha. – Coloquei meu pequeno no chão. – Cadê Marie?
– To aqui. – Ela entrou com uma cesta na mão cheia de pétalas vermelhas. Lágrimas me vieram aos olhos novamente. – Não mãe, não temos tempo para choros. – Nós rimos.
– Ok, então vamos. – Poseidon colocou Olivia no chão e ela deu a mão pra Tony e outra ora Marie e eles foram na frente. – Vamos? – Ele me estendeu o braço eu sorri e aceitei.
– Vamos.
Entramos na capela não tão decorada assim, mas eu não me importava. Percy estava no final do corredor e sorria pra mim e isso foi o que me fez chorar.
– Cuide bem do meu filho loirinha. – Eu ri e ele entregou minha mão para Percy.
– Essa fala era pra mim.
– É mas ela é o homem da casa. – Percy fingiu uma cara feia e se aproximou de mim para enxugar as lágrimas do meu rosto.
– Quando você ficou tão chorona anjo? – Eu dei um tapa no seu braço enquanto íamos em direção ao Elvis que falava português.
– Depois que virei mãe. – Olhei pras minhas crianças e sorri com vontade de chorar de novo.
– Estamos aqui reunidos para casar este casal. – Ok, ele estava bêbado. Malcom gargalhou recebendo um beliscão da 78. – Vocês se aceitam? – Eu ri.
– Sim.
– Sim.
– Ótimo! Assinem aqui. – Ele tirou uma caneta do bolso e nos estendeu um contrato previamente preparado. Assinamos onde tinha o X e esperamos o Elvis bêbado colocar tudo dentro de uma pasta.
– Ok, agora vocês podem trocar as alianças e os votos.
– Oh, ah eu não sabia que teríamos votos. Não escrevi um. – Percy riu.
– Nem eu.
– Óóótimo assim terminamos mais rápido. Cadê as alianças? – Onde encontraram essa figura?
– Hey campeão vem aqui. – Percy chamou Tony e ele veio tropeçando nos próprios pés. Olivia o ajudou chegar até o altar. Ele entregou uma caixinha de veludo na mão dele e voltou pro lugar.
– Quando comprou alianças? Quase não da tempo de alugar o vestido! – Ele abriu a caixinha e eu ofeguei. Era dourada com uma pedra azul. – E ainda tem algo escrito nela!
– Faz dois anos eu acho. – Ele tirou a menor e pegou minha mão. Olhei pra ele chocada. – O que? Eu sempre soube que você aceitaria. – Eu ri.
– Você é impossível.
– E você me ama. – Ele beijou meu dedo com a aliança. – Meu gremista. – Olá novas lágrimas. Peguei a maior e li.
– Meu anjo. – Ele sorriu e me estendeu a mão, eu deslizei a aliança pelo seu dedo e também o beijei.
– BLEEEH alguém me traga insulina, vou morrer de diabete aqui. – Nós rimos da dramática da Clarisse.
– E eu os declaro, marido e mulher. Pode beijar a noiva. – Percy sorriu e olhou pra Marie.
– Podemos agora? – Ela sorriu e assentiu. Eu puxei minha saia longa e pulei no seu colo ouvindo todos rirem e olhando pra sua cara de surpresa.
– Me beija cabeça de alga. – Ele riu e me beijou profundamente. Um bom beijo cheio de paixão e que me deixou completamente excitada.
– Hey, hey, hey coelhos. Vocês tem 3 crianças e elas estão vendo essa pornografia ai. – Eu ri e dei um ultimo selinho nos seus lábios inchados e desci do seu colo limpando o batom do seu rosto.
– Estamos casados agora. – Ele sorriu e se inclinou pra me beijar de novo.
– Finalmente! – Ele me pegou no colo no estilo noiva e saiu correndo pelo corredor. Eu ri e me segurei no seu pescoço enquanto via meus bebes correrem atrás da gente.
– E agora? – Chris parou do nosso lado abraçado com Clarisse.
– Agora, vamos tirar algumas fotos e depois vocês vão curtir uma semana de lua de mel! – Malcom disse já ligando a câmera e batendo uma foto nossa.
– Tem certeza que podem ficar com eles? – Eu me abaixei e os três correram pros meus braços eu os abracei com força já sentindo falta deles.
– Fala sério, vai ser ótimo passar esse tempo com a dinda aqui né branquelo? – 78 piscou pro meu pequeno e ele fez um bico mandando um beijo pra ela.
– Prometem não dar muito trabalho pros titios. Marie cuida dos seus irmãos. – Ela sorriu orgulhosa. – Tenta dar um jeito na Olivia, você sabe que ela vai dar um escândalo. – Sussurrei no seu ouvido.
– Vovô ta ai, tio Tyson também, eles cuidam dela. – Eu sorri e trocamos uma piscadinha.
– Olivia. – Ela me olhou já chorosa e me deu um abraço. – Hey boneca, não fica assim tá? A gente vai voltar bem rápido. – Ela assentiu e me largou indo pro colo de Percy. – E você pequeno. – Ele fez a bolha com a boca e eu sorri explodindo a bolha de baba dele. – Não faça isso filho, seu pai tem merda na cabeça pra te ensinar uma coisa dessas. E falando nisso tenta não absorver muitas coisas que seu padrinho te diz.
– Hey!
– Clarisse, não deixe que a Barbie torture minhas filhas. – Ela riu e a Barbie fez um bico enorme na cara. – E meninos, fiquem de olho na Thalia. Ela é teimosa e vai deixar Nico doido.
– Pode deixar, nós vamos cuidar muito bem deles. – Leo disse e abraçou a Barbie.
– Agora vocês tem que ir. – Nico pegou Marie no colo e ela acenou pra gente. Malcom também pegou Tony e bateu uma foto deles junto.
– Filha, papai tem que ir. – Os olhos de Olivia se encheram d’água. Agora é a parte do drama.
– Hey pequena, vem com o vovô. – Ela negou e se grudou mais no pescoço do meu marido.
– Olivia, Leary e os branquinhos estão no meu quarto, vamos lá ver eles. – Tyson estendeu os braços pra ela. Olivia olhou pra Percy e ele sorriu a encorajando. Ela deu um beijo nele e o soltou indo pro colo do tio. Suspirei aliviada.
– Tudo bem, agora podemos ir. – Percy deu um ultimo beijo nas crianças, assim como eu é lógico e eu quase chorei ao pedir pela ultima vez a Thalia pra me ligar se alguma coisa não saísse do jeito que planejamos.
– Relaxa Annie. Eles vão ficar bem. Agora vá curtir seu marido que eu vou curtir meus sobrinhos.
– Vai filha, nós vamos ficar bem. – Dei um ultimo abraço na minha mãe e entrei no carro. Percy passou o braço sobre meus ombros e acenamos enquanto o motorista nos levava para o nosso hotel.
...
– Você está me fazendo passar vergonha. – Eu ria abraçada ao seu pescoço.
– É tradição carregar a noiva.
– É mas pra entrar no quarto! Não pelo hall de entrada do hotel! Ta todo mundo olhando Percy. – Eu olhei por cima do seu ombro e vi todos nos encarando enquanto meu vestido azul voava a nossa volta e o buquê de tulipas vermelhas se destacava enquanto eu me segurava nele. Percy riu e nos girou fazendo meu vestido voar ainda mais e eu soltar uma gargalhada fazendo todos presentes rirem com a gente.
– Deixem que olhem. Agora você é oficialmente minha. – Ele me beijou enquanto esperávamos o elevador. Eu sorri nos seus lábios.
– Eu sempre fui sua cabeça de alga.
– É mas agora você é legalmente minha. – Ele me ajeitou no colo e entramos em um elevador com várias pessoas. Percy sorriu e se enfiou no meio delas que riram e nos deram espaço.
– Quando vai deixar de ser criança? Você já é pai sabia? – Ele riu e encostou a testa na minha.
– Depois que me tornei pai, fiquei ainda mais criança. – Ele me chacoalhou nos braços e eu lhe dei um tapa fazendo as pessoas rirem mais a nossa volta.
– Concordo plenamente. – Depois de inúmeras paradas, chegamos até a cobertura de mais um Hotel dos Jackson. Oh meus deuses, eu também sou uma Jackson agora.
Percy passou o cartão na porta e a destrancou.
O quarto estava iluminado por velas estrategicamente colocadas. Havia uma cama enorme com aqueles véus em cima balançando ao vento que entrava pela varanda. E no meio do quarto tinha uma enorme hidromassagem cheia de espuma e pétalas e alguma flor azul. Eu sorri com lágrimas nos olhos e coloquei meu buquê sobre o aparador que tinha ali.
Percy colocou meus cabelos pro lado e beijou meu pescoço. Desceu suas mãos pelos meus braços e entrelaçou seus dedos nos meus. Eu sorri e me encostei nele sentindo todo meu corpo entrar em combustão com seus gestos lentos.
Ele me virou como em um passo de dança sem música e eu ri indo de encontro com seu corpo. Percy acariciou a maça do meu rosto assim como eu. Ele riu e me beijou.
Desci minha mão para o botão do seu terno e o desabotoei empurrando ele pelo seu ombro. Percy levou a mão aos meus cabelos, tirando a coroa que estava presa ao véu, colocando junto com meu buquê. Ele acariciou os meus cachos fazendo um cafuné no meu coro cabeludo eu ronronei e voltei a beija-lo.
Desfiz o nó da sua gravata e lentamente abri cada botão da sua camisa, passando a mão por todo seu abdome. Ele escorregou a mão pelas minhas costas mas eu o impedi.
– Não acabe com a brincadeira, o meu é só tirar o vestido e pronto. – Ele riu e espalmou as mãos na minha bunda, me esperando continuar. Eu sorri e desafivelei seu cinto já desabotoando sua calça. Percy tirou os sapatos com o próprio pé e deixou a calça social escorregar pela sua perna me dando a incrível visão do seu corpo gostoso. Eu ri e mordi o lábio encarando. Ele sorriu terminando de tirar a calça chutando ela pro lado. Ele levantou os pés e tirou as meias jogando pro canto também, abriu os braços pra eu analisar.
– Posso agora? – Eu fiz uma cara de safada e neguei.
– Faltou uma peça Doutor Jackson. – Eu infiltrei as mãos dentro da sua boxer preta e apertei sua bunda durinha antes de tira-la também. Eu literalmente salivei ao ve-lo completamente nu e ereto à minha frente.
– E então? – Eu sorri e passei a mão no seu corpo. Eu fiz um bico e me aproximei dele.
– Esse vestido foi tão caro pra usar apenas por alguns minutos Percy. – Eu sussurrei no seu ouvido. Ele se arrepiou e eu ri. – Acho que vou usar mais um pouquinho. – Eu me ajoelhei a sua frente fazendo meu vestido se esparramar à minha volta, o ouvi gemer em antecedência. – Eu nem toquei em você ainda amor. – Ele trincou o maxilar quando eu lambi apenas a cabeça do seu pau. – Confessa que você tinha essa fantasia. – Engoli seu pênis e ele gemeu puxando os cabelos. – De me ver vestida de noiva te chupando. – Voltei a enfia-lo na boca cada vez mais fundo ouvindo seus gemidos roucos.
– Ah sim, eu sempre tive. – Ele massageou meu couro cabeludo sentindo os movimentos de vai e vem da minha boca. – Mas o que eu mais quero nesse momento, é rasga-lo com os dentes e te foder Senhora Jackson. – Ele me levantou com um puxão, colando seu corpo no meu e começou a tatear minhas costas a procura do fecho. Eu aproveitei pra chupar seu pescoço enquanto massageava seu membro cada vez mais duro. – Como que abre essa merda? – Eu ri.
– Nesses botões ai Percy. – Ele passou a mão contando os mais de dez botões para abrir e rugiu.
– Porra! Pra que tudo isso? – E com um puxão, ele rasgou o vestido de fora a fora.
– Puta que pariu! – Eu disse surpresa, porque, porra, é um vestido de noiva! Não é uma malha qualquer. Peguei suas duas mãos e espalmei na minha cintura. – Usa toda essa força comigo. – Lambi seus lábios sentindo sua mão passear pelo meu corpo.
– Estava sem calcinha esse tempo todo? – Ele disse com a voz rouca, eu sorri e assenti. – Cachorra. – Ele me pegou no colo e fomos em direção a banheira.
– Hmmm vai me foder na banheira? – Ele me aninhou no encosto e jogou espuma pelos meus seios.
– Não. – Sua cara estava séria enquanto seus olhos azuis me analisavam. – Eu vou te amar na banheira. – Ele disse e se inclinou me beijando, sua língua quente se entrelaçou com a minha ao mesmo tempo em que sua mão apertou meu seio, me fazendo gemer nos seus lábios.
– Eu amo você Percy. Muito mesmo. – Ele sorriu e se deitou sobre mim. Nossos narizes se tocaram, eu deslizei minhas mãos pelas suas costas e o beijei.
– Eu também anjo. Mais do que eu achava possível. – Eu ri e ele desceu sua boca para os meus seios enquanto seus dedos fizeram uma trilha até meu sexo. Eu tremi em seus braços e me grudei mais a ele.
Agarrei seus cabelos da nuca e dei leve mordidas no seu pescoço. Ele esfregou meu sexo e me penetrou com um dedo. Eu ofeguei baixinho e rebolei na sua mão.
– Tão linda Annie. Cada vez mais linda. – Ele delineou meu corpo e eu suspirei. Percy passou os dedos pela cicatriz das cesárias sorrindo. E eu não consigo ver o que ele via de tão especial nela.
Percy me penetrou lentamente e eu me agarrei a ele sentindo ele me preencher por completo. Eu ofeguei e rebolei.
Ele puxou meus cabelos delicadamente, fazendo minha cabeça pender pra trás e deu vários beijos molhados no meu pescoço amostra. Percy começou a estocar lentamente, mas com tanta força que eu cheguei a engasgar. Suas mãos percorriam todo meu corpo enquanto eu o beijava nos ombros.
Gemi alto quando ele esfregou meu clitóris aumentando o ritmo. Revirei os olhos e ergui o quadril sentindo ele ir mais fundo, mais forte. Busquei sua boca para um beijo lascivo e apertei os seios me sentindo extasiada ao chegar ao ápice.
Percy caiu sobre mime eu abri os olhos vendo a quantidade de água que tínhamos derrubado pra fora da banheira. Ele se ergueu e me encarou com os olhos azuis brilhando. Estendi minha mão esquerda pra ele, que entrelaçou com a sua. Nossas alianças pareciam emitir um brilho próprio.
– Você finalmente conseguiu. – Ele riu e levou nossas mãos entrelaçadas aos lábios e beijou cada nó do meu dedo.
– Finalmente. – Eu sorri pra ele e assoprei um pouco de espuma que estava na minha outra mão. Ele riu. – Annie, vamos ter mais um? – Revirei os olhos.
– Nem vem, pelos deuses Perseu já temos 3 crianças! Pra que você quer outra?
– Porque eu quero uma menina loira de olhos cinza.
– Ah é, porque Olivia não é mimada o suficiente. Me desculpe, mas não to mais na idade.
– O que? Fala sério está em plena forma nos seus 31. É a idade perfeita para termos outro filho.
– Eu vou pensar. – Ele sorriu.
– Vai pensar é? Então já posso mandar fazer outro quarto. – Olhei pra ele cética. – O que? Você disse que não se casaria comigo, e olha nós agora. – Eu ri e o empurrei no peito com o pé. Ele sorriu ainda mais amplamente e começou a massageá-lo. Eu gemi de prazer.
– Você sabe o que ajudaria nessa decisão?
– O que? – Eu sorri e engatinhei até ele. Sentei sobre seu colo e abracei seu pescoço, colando a boca no seu ouvido.
– Você me chupar bem gostoso.
...
POV 78
– Inda. – Eu sorri pro meu afilhado que era a coisa mais linda desse mundo.
– Diga meu fofo.
– Colate.
– Nem pensar Tony, mamãe disse que não é pra você comer doce. – A veia veio se intrometer no meu particular com meu fofucho.
– É nem pensar. – Eu concordei, mas assim que ela se virou eu fui até o frigobar e peguei uma barrinha e dei na mão dele. – Aqui lindeza. – Os olhinhos azuis brilharam e ele começou a chupar o chocolate.
– Marie! Você ta roubando! – Ouvi a gargalhada dela.
– Você é muito ruim tio Malcom, ninguém consegue ganhar de mim e do Dindo. – Ela trocou um toque com o Nico, e só agora que eu fui perceber que a pirralha estava sem o vestido e usava um boné do meu marido.
– Sinceramente Malcom, eu tenho que concordar. Você esta afundando nosso time! – Frank estava indignado por estar perdendo de uma criança de 6 anos.
– Da um desconto pro meu bem, ele é café com leite. – Eu passei perto deles e dei um beijo nos cabelos lindos cor de areia do meu mané. Ele assentiu e beijou a minha perna.
– Pois eu já sei o que falta, vem cá moleque, vem com o Dindo que agora a gente ganha. – Tony estendeu os braços pra ele e Malcom o pegou no colo, colocando ele entre as pernas.
– Eu não acredito que você deu chocolate pra ele. – A velha ralhou.
– Foi só um pedacinho.
– É, mas esse pedacinho não vai deixar esse moleque dormir anoite. Você que vai ficar acordada, não quero saber. – Fiz um boneco com a mão imitando ela falar.
– Sério, quanto mais o tempo passa, mas rabugenta você fica sabia?
– E você mais criança.
– Sinceramente, eu não sei quem é pior. – Clarisse sentou ao lado de Marie e deu um saco de chips na mão dela.
– Vocês estão estragando meus netos. – Sally resmungou atrás da gente sentada do lado de Poseidon.
– Deixe as crianças querida, eles estão de férias dos pais, época de comer bobagem e dormir até tarde.
– Eu não acho isso nada certo também. – Atena resmungou encarando Tony com a cara toda lambuzada.
– Relaxem, vai ficar tudo bem. Eles só vão ficar meio elétricos. – Chris disse dando uma tacada e acertando a bola 12 na caçapa do canto. Leo xingou porque estava jogando contra ele.
– Então alguém de alguma coisa pra Olivia. Tadinha da minha afilhada ta tão tristinha.
Olivia não queria sair do colo de Tyson de maneira nenhuma. Seus olhos estavam chorosos e ela resmungava que queria o papai a todo o momento.
– Isso é culpa do Percy. – Thalia acariciou a barriga enorme enquanto um dos filhotinhos da Leary descansava nas suas pernas.
– É verdade, o papai faz tudo o que ela quer.
– E você não sente ciúmes disso? – Malcom boca aberta disse.
– Eu não, não sou mulherzinha que nem ela. – Eu ri.
– Gente, você é uma perva no corpo de um cabeça de algas feminino mirim. – Todo mundo riu.
– Quem derrubou água? – Malcom perguntou de repente.
– Ninguém cara. – Nico disse, ainda concentrado no jogo.
– Viiish. O Tony fez xixi! – Pronto, gritaria pra todo lado.
– Eca Tony, você mijou no padrinho! – Ele riu e bateu palminhas, que fofo. Marie ria sem parar.
– Quem vai trocar ele? – Ela perguntou. Malcom segurou ele no alto e o xixi ainda escorria pela perna dele o que fez molhar todas as cartas do jogo. – Ahhhhh tio! Olha o que você fez.
– Eca ele tava me molhando de mijo! Atena! Troca seu netinho lindo. – Ela riu.
– Nem vem, vocês não estão cuidando bem deles? Então não sou eu quem vai trocar.
– Nem eu, meus filhos já estão bem crescidinhos. – Sally disse.
– Nem olha pra mim, quando fui trocar Percy eu colei a fita adesiva nele. Sally quase me matou. – Malcom olhou pidão pra todos nós.
– Vai lá padrinho, mostra que tem o poder. – Nico ria da cara do meu marido, e a quem estou querendo enganar? Eu é quem mais ria ali.
– Amoooooor! – Ele disse manhoso.
– Não vai adiantar. Levanta o cu dai e vai limpar nosso afilhado.
– Não fala palavrão na frente das crianças.
– Na verdade veia, cu é uma palavrinha. – Ela bufou.
– Ta bom, eu vou lá limpar o moleque. – Malcom levantou com Tony ainda pendurado, que ria de tudo aquilo, e foi pro quarto respingando xixi por toda parte.
– Tá, e quem vai limpar você? – Leo disse maldosamente. Eu sorri.
– Cuidem das crianças por algum tempo que eu faço questão de limpa-lo. – Ah veia fez uma cara feia do tipo “sou a virgem, santa, intocável” ta bom.
– AHHH ELE TA MIJANDO PRA CIMA!!!! – Ouvimos ele gritar e caímos na risada.
Parece que quanto mais o tempo passa, mais doido ficamos. A gangue foi aumentando, e eu não vejo a hora de um novo integrante do time chegar. Acariciei minha barriga discretamente e sorri sozinha.
Até parece que eu ia ficar pra trás.
Fale com o autor