Notas iniciais
Olááááááá, Muito muito muito obrigada a quem está acompanhando a história, isso significa muito para mim.

Tivera sorte naquele dia, além de ter presenciado uma cena um tanto quanto cômica e dolorosa durante a aula de educação física – um menino acabara levando uma bolada nas bolas, chegou a doer no próprio cacheado, porém a reação do garoto fora engraçada demais para impedi-lo de rir do mesmo – ainda tivera a sorte de não ter encontrado nenhum casal digno de suas rosas.

Não encontrara Luke o resto do dia, aparentemente não tinham nenhuma aula em comum. Também não fizera questão de procura-lo tanto na hora do almoço quanto na saída, poderia achar o garoto extremamente engraçado – igual ao irmão ruivo –, porém continuava preferindo ficar sozinho em uma sala qualquer do que com outras pessoas. Era um tanto quanto antissocial, disso sabia muito bem, mas não se importava muito com o fato.

Quando chegou a sua casa sua mãe o esperava com um olhar um tanto quanto severo, sequer imaginava do que ela iria falar, por isso mesmo nem abriu a boca. Apenas ficou em pé, olhando para a mesma, na esperança que fosse algo rápido e não muito chato, odiava ouvir sermões. E no final das contas, ela apenas ficara irritada porque ele derrubara um pouco do adubo que usava em suas rosas no carpete da sala, que segundo ela deixara a casa fedendo por horas sem fim.

Sua mãe era exagerada.

Ashton apenas concordou e prometeu que isso não aconteceria novamente e foi liberado para ir para o quarto, estava de castigo semi-aberto – era como sua mãe chamava quando ele tinha que ir direto da escola para casa e vice versa, porém deixava com que ele ficasse tanto com o celular quanto com o computador – pelo resto da semana. Ou seja, passaria mais uma semana sem ter chances de dar a rosa de sua cabeceira para o casal mais bonito que já vira.

Graças a issoganhara algumas horas extras em seu dia, e não sabia o que fazer com elas. Sua vida era um tanto quanto monótona, e de um tempo para cá vivia em uma rotina agradável. Acordava, ia para a escola, passava pelo parque e dava uma olhada rápida para ver se via o casal, voltava para casa e almoçava, depois voltava para o parque e ficava lá por algumas horas, então retornava para casa para fazer a lição de casa, jantar e cuidar de suas rosas.

Não sabia o que faria com essas horas extras, não tinha nada de interessante para fazer no computador – fizera questão de excluir todos os jogos que tinha instalado alguns anos atrás –, não poderia ouvir musica o dia inteiro e não era bom cuidar de suas rosas no horário de pico do sol, poderia danifica-las e até mesmo queima-las.

Então olhou para a bela rosa em seu criado mudo. E foi assim que lembrou que ainda não havia escolhido uma rosa para Luke e sua alma gêmea, melhor, que ele ainda não havia descoberto quem era a alma gêmea de Luke. O mesmo poderia não querer um “spoiler” de sua vida, porém Ashton era curioso demais para deixar isso de lado, ainda mais sabendo que poderia ajudar. Poderia descobrir quem era a alma gêmea do garoto e fazer com que o mesmo tivesse uma iniciativa, que fosse dar em cima de Luke sem que o mesmo soubesse que o cacheado estava por detrás de tudo.

Era uma ideia genial, só tinha um problema: Ashton não fazia a menor ideia de quem era à alma gêmea de Luke. Não poderia simplesmente seguir a linha vermelha por toda a cidade, seria estranho demais até para ele, sem falar que as linhas sempre se embolavam, principalmente quando estavam perto demais de quem está do outro lado.

Por isso que dificilmente dava uma de cupido, era mais difícil do que parecia. Só ajudava ou quando as pessoas estavam muito perto – o que dificilmente acontecia – ou quando ia muito com a cara da pessoa em questão – o que acontecera um par de vezes apenas e sempre que começava com aquilo tinha vontade de jogar tudo para o alto e esquecer que havia prometido encontrar o amor da vida daquela pessoa.

– Você deveria me amar por fazer isso. – Disse em voz alta, pouco se importando com o fato de parecer um completo maluco por estar a falar consigo mesmo – Vamos lá, Ashton, formas de não parecer um maluco enquanto anda atrás de uma linha completamente embolada e invisível para todos os outros em plena luz do dia. – Fez uma pausa dramática, fingindo pensar a respeito – É, não tem como. – Murmurou se jogando na própria cama – Mas eu posso procurar a noite, quando todos estiverem dormindo. Isso soou um tanto quanto assustador, mas deve funcionar. Só preciso saber onde ele mora, e ai só me resta seguir o fio até o fim, não deve ser tão difícil assim. – Murmurou fechando os olhos – Quem eu estou querendo enganar? Isso vai ser exaustivo e degradante, me sinto como o cupido propriamente dito, e não me sinto muito animado ou feliz com isso.

Não demorou muito para que o cacheado caísse no sono, e mesmo não estando cansado acabou dormindo por todas as horas que normalmente passava no parque e ainda mais algumas. Acordou só no meio da madrugada, assustado e completamente suado. Dessa vez não se lembrava do sonho, muito menos o porquê ter acordado tão assustado, apenas acordou. Odiava não lembrar de seus sonhos, ainda mais quando tinha aquela sensação de que se tratava de algo de extrema importância. Porém se assustou ao ver o quão tarde era, tinha tanta coisa a fazer em tão pouco tempo que até deixara de pensar sobre o que tratava o seu mais recente sonho.

Caso tivesse prestado atenção em sua rosa de cabeceira, teria percebido a gota vermelha escorrendo pelo caule verde e saudável da mesma, teria percebido a gota de sangue – seu sangue – que havia saído de uma das lindas pétalas vermelhas. Ele poderia até mesmo se lembrar de seu sonho caso tivesse visto essa cena, poderia até mesmo entender o que o futuro lhe reservara. Mas não viu e – como o próprio Luke diria – acabou não recebendo o “spoiler” mais importante de sua vida.

Notas finais
Bem, espero que vocês tenham gostado do capítulo tanto quanto eu. Qualquer duvida ou erro, é só comentar. Juro que sou uma autora muito legal e que não mordo ninguém -risos. Mols de beijos, Natalia
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.