O diário de Noriaki

4 Quantas pessoas você conhece que você realmente entende?


Notas iniciais
E aí? Eis mais um garotinho saindo do forno! Quero agradecer a algumas pessoas hoje: Bravinto, VVave, e, como sempre, Isa e Tales, meus queridos "beta readers". O de hoje ficou meio faltando coisa, mas eu decidi isso a ficar enchendo linguiça. Tem um arco interessante que eu tô preparando, tô meio pensando nele agora. É nóis!

18 de janeiro de 1981

Hierophant:

Hoje foi... estranho. É, acho que não tem outra palavra. Quer dizer, não foi estranho o dia todo, mas teve uma coisa importante que aconteceu que foi assim. Deixa eu contar.

Cê se lembra do Hideo, que eu falei dele ano passado? Aquele lá que me jogou pedra (foi ele? Nem lembro, mas ele tava lá), e depois o Hierophant Green jogou as esmeraldas nele e nos amigos? É, ele apareceu de novo.

Eu não sei nem mais o que ele quer. Ele ficou um tempão me zoando, depois ficou com medo de mim (ainda deve ter, se for ver o que ele fez hoje, segura aí que eu conto), agora veio pra cima de mim e da Suki-chan... querendo fingir que era meu amigo? Ai, meu Deus. Deixa eu contar.

Pra começar, queria te explicar tudo do começo de como as coisas funcionam na escola agora, já que eu acho que não tinha contado isso antes. Eu e a Suki-chan estudamos na mesma sala, mas a gente não senta um do lado do outro, até porque a professora não quer que a gente fique conversando.

Mas depois, na hora do recreio, a gente se encontra naquela mesma árvore onde eu ficava uns dois anos atrás (quando eu te contei das esmeraldas... ainda preciso de um nome pra aquilo lá) e toma lanche lá. Eu não deixo mais o Hierophant Green solto porque tenho a Suki-chan pra conversar agora... será que ele tá com ciúme? Eu devia começar a conversar com ele em casa. Só que bem baixinho.

(Aliás, deixa eu parar um pouco de contar a história pra te contar uma coisa: a mamãe tá tão mais feliz agora... ela esses dias me levou até pra tomar sorvete. Eu achei estranho na hora. Acho que ela tá feliz porque eu arranjei uma amiga! E isso me deixa feliz também!!)

Continuando. Hoje a Suki-chan disse que não queria tomar lanche na árvore, sei lá por quê. Eu perguntei se por acaso ela não gosta de ficar lá, se tem algum bicho... ela só falou que não queria e pronto. Fazer o quê. Eu não gosto de forçar, tem de respeitar o que os outros querem. Daí a gente ficou lá no pátio mesmo, tem umas mesinhas pra gente sentar e comer.

Eu nunca gostei de ficar lá, porque primeiro que os moleques que me enchiam o saco ficavam sentados lá em bando, e segundo que sempre vem um com cara de dó perguntando se eu não quero sentar com ele. Eu não gosto muito disso, não. Só que sei lá, eu tentei me convencer que dessa vez a Suki-chan ia ficar comigo, só enchem o saco de quem tá sozinho, e já têm medo de mim mesmo... Ai, ai.

Daí tava eu e ela lá. Comendo, falando um pouquinho, e daí eu sinto uma mão pegando na minha cabeça.

“NORIAAAAAAAAAAAKI!”

Eu reconheci a voz na hora. Só de ouvir aquele moleque falando, eu já sentia vontade de chorar, mesmo não tendo motivo nenhum, afinal eu sei que ele não ia tentar me machucar. Mas eu sei lá. Eu não sei como a cabeça dele funciona. Às vezes ele decide que vai me encher, às vezes ele decide que não vai. Eu só sei que eu vi o Hierophant Green sair na hora, e a Suki-chan fez uma cara estranha, tipo “pra quê o Stand?”. E eu puxei ele de volta, como se eu tivesse falando pra ele ficar quieto.

Era o Hideo.

“Como vai o meu grande amigo? Tá indo bem nas matérias?!”, ele ficava falando. Eu preferia morrer que dizer na cara da Suki-chan que eu era completamente sem amigos antes dela vir. Ou que dizer que esse cara aí me zoava. Ninguém quer ser amigo de quem zoam. Daí eu só fiz que sim, dei corda pra ele.

“É... tô? Tá tudo bem... bem fácil”, eu falei.

“E quem é essa menina bonitinha? É sua namorada? Olha o Nori, já tá peg...”

“NÃO!”, eu gritei, todo vermelho. “É, não. É minha amiga. Suki-chan, esse é o...”

“Eu sou o Hideo, moça! Prazer!” Tava educado demais. Como eu falei, eu sei lá como ele funciona. “Eu e o Nori somos muito bons amigos, sabe. Ele nunca tá aqui e eu quis dar um oi! Vem cá, você tem par pro bailinho?”

“Que... que bailinho? Vai ter? Não falaram de nada...”, a Suki-chan falou. Eu sinceramente não sei quem de nós tava mais confuso.

“Ah, é que a festa de aniversário de um amigo meu vai ser um bailinho! Eu sabia que ele tinha esquecido de convidar alguém! Eu falo com ele depois e passo o endereço pra vocês, beleza? E, é, menina... cê tem certeza que não quer ir comigo?”

“Eu nem te conheço... e talvez nem dê pra ir, eu sou cheia de compromisso e tal” (dava pra ver na cara dela a desculpa esfarrapada, viu), “desculpa”.

“Ah, que pena! Mas você vai, né, Norizinho?”

Nem morto, eu pensei. Vai que só tão me chamando pra me fazer de otário. Se bem que eu posso jogar esmeralda em todo mundo, hein. (Brincadeira. Mas eu não gosto deles, não vou porque não quero.)

Eu continuei mentindo só pra Suki-chan não desconfiar de nada. E também porque ia pegar meio mal eu negar, não queria deixar ninguém bravo comigo não.

“Ahhhhhh, eu posso ver! Acho que vou estar livre, dependendo do dia!”, eu falei.

“Legal, legal. Bom lanche aí, meu grande amigo!” O estranho é que ele não parecia que tava forçando nada, pelo menos não de ser falso pra me zoar. Sabe quando as pessoas se fazem de suas amigas e na verdade tão rindo de você? Eu não achei isso, não.

Pra mim parecia que ele tava com medo. Ainda. Faz tempo daquilo, mas ele também nunca quis falar direto comigo. Acho que, agora que apareceu a oportunidade, foi que ele veio tentar forçar amizade depois que viu o que eu fiz. Aquele negócio de deixar os inimigos perto.

Daí ele foi embora. Deixou eu e a Suki-chan confusos (eu não queria mostrar que tava, mas eu tava. Muito).

“Era seu amigo mesmo? Nunca vi ele”, ela falou.

“Ah... a gente não... se fala muito”, eu continuei mentindo. Eu odeio mentir. Dava raiva de ter de continuar com aquilo, mas eu não sei. Ela ia querer continuar fazendo caridade pro menino sozinho, depois que ela descobrisse que ele é sozinho?

Nossa, como eu falo bobagem. Sei lá, acho que eu não sei como se continua uma amizade. Meu Deus, que raiva! Ai, chega, continuando, que você não precisa ficar vendo eu ficar chorando por mim mesmo. Eu também não quero mais, não.

“Entendi. Achei ele estranho... ficou dando em cima de mim.”

“Você ficou incomodada? Eu posso... falar pra ele parar.” Ainda mais mentira.

“Sei lá, eu não tô nem aí pra meninos. Na minha escola antiga vinham uns ficar me falando bobagem, que queriam casar comigo e sei lá, mas eu não tava nem aí. Primeiro que a gente é criança, não tem nada que ficar namorando. Segundo que, sei lá. Meninos são... chatos. Meninas são muito mais legais.”

Eu fingi que fiquei triste.

“Não você, Nori! Você é meu amigo!”

“Eu sei, tava brincando com você.” Daí eu ri.

Nhé. Ficou nisso aí. Clima estranho e a Suki-chan falando mal de menino. O resto do dia nem vale a pena ficar contando, porque foi tudo muito normal. Eu não escrevo dia normal mesmo que isso tenha de ser um diário, porque tipo... não vale a pena ficar contando um dia igual a todos os outros. Sei lá.

Te vejo depois!

Noriaki

***

20 de janeiro de 1981

Hierophant:

Hoje eu e a Suki-chan fizemos uma coisa bem legal juntos, na escola. A gente ajudou um menino que tavam zoando. Foi tipo... eu virei quem eu queria que tivesse aparecido pra mim antes, sabe? Eu achei isso muito legal. Deixa eu te contar essa história toda, direitinho.

A gente tava debaixo da árvore lá que eu sempre fiquei (na verdade nem sempre, mas...), de boa, conversando da escola, e daí a Suki-chan falou que ouviu alguém chorando. Quando ela falou isso, eu também comecei a ouvir. Eu usei o Hierophant Green pra ver se eu achava de onde tava vindo o choro (ele consegue ir bem longe, a Suki-chan e eu testamos isso esses dias) e, com os olhos dele, eu vi dois meninos, um de pé e o outro no chão, encostado na parede. Eu sabia bem onde era. Lá era a parte de trás de um lugar que é tipo uma casinha, onde eles deixam guardados os materiais de educação física. Era onde eu costumava ficar... até aquele dia que quebraram meu braço.

“Eu sei onde é! Me segue!”, eu falei pra Suki-chan. Foi uma caminhada até que curta até lá. Não era tão longe da árvore, mas era longe o suficiente pra você se cansar bastante se fosse correndo de um lugar até o outro. Eu lembro que eu tinha pensado nisso na época, pra quando fossem descobrir onde eu ficava.

A gente decidiu tentar ouvir o que tava acontecendo direito, antes. Vai saber... Eu e ela encostamos na parede, atrás deles. Deixa eu contar o que eu ouvi.

Era um menino (não era amigo dos que me bateram, isso eu sei. Reconheci a voz, e esse era brigado com os outros) gritando com o outro por causa de uma história, que o que tava encostado na parede tinha roubado a bola de beisebol do outro. Eu ia inclinar minha cabeça pra ver, mas a Suki-chan disse que ia ser melhor se eu só visse com os olhos do meu Stand, porque aí eles não iam saber que tinha mais alguém lá. Foi o que eu fiz.

Eu vi que o que tava levantado gritou “cê quer tanto essa bola, então toma!” e... jogou a bola no olho do outro, com força. Eu ouvi o menino gritar e chorar ainda mais. É. Eu acho que essa seria uma boa hora pra gente aparecer.

A Suki-chan ficou na minha frente. Foi mais porque ela quis, em vez de pra me proteger, porque ela ainda não sabia de como era antes dela. E a gente invadiu a briga. Ela decidiu ir primeiro no menino machucado, antes de ir brigar com o que jogou a bola. “Ei, você tá bem? Nori, vem cá ver. A sua mãe é médica, né? Cê sabe como dá pra ajudar ele?”, ela me disse.

O outro menino não ficou muito feliz de ter sido ignorado, não.

“Ah, cê chamou seus amiguinhos aqui, foi, seu imbecil?”, ele disse. “Eu ia ficar muito feliz de dar uma surra neles também! Dois trouxas que se meteram onde não foram chamados!”.

Eu não sabia o que fazer. Eu até usaria o Hierophant Green, mas me parecia tão injusto... esse menino não parecia ter Stand, até porque ele nem me viu espiando pelo canto. Mas a Suki-chan usou o Ace of Hearts, pra fazer uma distração e deixar a gente fugir.

Ela colocou o Stand atrás dele (mas tipo a uns metros, não logo atrás, sabe?), e criou tipo um sino. Bem grande. Daí ele tocou o sino. Um monte de gente deve ter ouvido, mas acho que esse não era o maior problema nosso ali.

“VAI!”, ela gritou. Eu e a Suki-chan pegamos o menino machucado, que a gente achava que nem tava acordado mais, e fomos embora o mais rápido que deu com ele. Era meio difícil correr com ele nas costas, mas a gente tentou. O outro menino não era tão rápido assim, mas com a gente carregando peso, ele começou a chegar perto demais.

Nessa hora, eu tive uma ideia. Falei pra Suki-chan deixar ele comigo, e chamei o Hierophant. Não pra atacar, mas pra fazer aquele negócio que a gente tinha feito no parque, aquele dia: fiz a mão dele virar uma corda, pegar no lugar mais alto que dava, e fazer eu e o menino irmos bem alto, tipo o Homem-Aranha com as teias dele, sabe?

Daí, a corda dele foi parar no telhado do ginásio de verdade (não a casinha com os materiais, onde a gente tava). Eu segurei o menino bem firme e deixei o Hierophant levar a gente lá pra cima. Foi um pouco difícil pra ele com o peso, mas deu bem de boa. De lá, eu mandei ele pegar a Suki-chan com a corda.

E deu. Com a gente em um lugar seguro, dava pra relaxar e respirar um pouco. (Mas olha, pra ser bem sincero, achei que a gente ter fugido tão rápido cortou o clima. Só que, sei lá, a gente tinha outra pessoa que precisava ajudar, ficar querendo brigar só ia dar mais problema pra ele. E outra que aquele menino nem Stand tinha, pra responder direito. Talvez um dia a gente se meta numa coisa bem mais interessante que isso...)

“Agora sim. Nori, vê se ele tá acordado”, a Suki-chan disse. Eu virei pro menino, que não parecia muito bem, não. Eu fiquei com medo era dele ter ficado cego, porque o outro tinha jogado a bola nele com força, quase esmagou o olho dele.

“Não, não tá”, eu disse. “E agora? A gente usa o Hierophant pra atravessar pro outro lado? Pra lá fica a escola mesmo, é melhor a gente deixar isso pra enfermeira resolver. Mamãe me ensinou a fazer uns curativos, mas eu não sei o que é pra fazer quando pegam assim no seu olho.”

“É, é melhor. Pega o mais longe que você conseguir, tá? Vai saber onde ele tá. Ah! E você sabe o nome do menino que brigou com ele? A gente podia dedurar. Daí vai que ele é suspenso!”. Ela tava era muito feliz com essa ideia de suspensão, viu. Eu vi ela dar um sorrisinho do mal.

“Ele era amigo do Hideo Shima, isso eu sei. O nome dele, eu nunca lembro... era alguma coisa com S. Shotaro, eu acho? É, por aí.”

Naquela hora, falando o nome do Hideo, eu lembrei. Eu lembrei por que eu sabia que lugar era aquele. Eu lembrei de como tinha doído naquela hora, que eu pensei que eu não conseguia fazer nada, daquela vontade de fazer o Hierophant sumir, porque ele só me colocava em furada. Acho que a Suki-chan percebeu. Ela me olhou e perguntou se tava tudo bem.

Diário, pra falar a verdade eu não queria que ela soubesse que tava andando com o menino que ficavam zoando antes. Só que não deu pra esconder por tanto tempo. Afinal, eu acho que ela ia acabar descobrindo. Talvez fofocassem pra ela, não sei.

Eu tô te devendo faz anos a tal da história do meu braço, também. Foi a que eu contei pra ela, e eu acho que devia contar aqui também. Ela me deixa triste, mas eu tinha prometido. Lá vai.

Isso não foi nem um mês antes de eu ter ganhado você, e pra ser bem sincero, não foi tão diferente assim daquela história que você já conhece, não. Era eu conversando com o Hierophant e eles vindo encher meu saco, de novo. Atrás da casinha em vez de perto da árvore... e sem ele me defendendo. É. Como já dá pra você pensar, não tinha ninguém pra me salvar... e eu só aguentei, mesmo.

O negócio é que eles não paravam. Eu lembro que tinha um que cuspiu no meu cabelo, outro que bateu a minha cabeça na parede. Eu tava perdendo a voz de tanto gritar e chorar, mas eles não paravam. A hora que eles decidiram que tava suficiente foi a hora que eles ouviram um barulho, que era parecido com quando você estala o dedo. Era meu braço esquerdo (e eu lembro que era o esquerdo porque eu ainda conseguia escrever depois disso).

“Peraí. Tempo. Para. Parou.”

“Parou por isso?”

“Parei. Eu não quero matar ele. Ele é um idiota, mas eu não quero matar ele.”

“Tá bom. A gente faz o quê? Chama alguém?”

“Pra botarem a gente de castigo depois? Óbvio que não!”

“Não precisa dizer que foi a gente que bateu nele. Fala que ele tava tentando subir uma árvore, sei lá. Inventa uma mentira. Se a gente deixar ele aqui, ele vai morrer porque ninguém vai vir ajudar!”

“Ai, tá bom. Chama a tia. Fala o que você falou.”

Daí um foi chamar a professora. Eu ainda tava acordado, ouvi tudo. Falaram aquele tanto de mentira e eu não falei nada na hora porque tinha muito medo de ficar contra eles (até a história das esmeraldas). A enfermaria não podia fazer nada, então ligaram pra mamãe. De novo, ela não quis me levar onde ela trabalha, ficava dizendo que iam comentar muito. (Eu ainda acho que tem mais alguma coisa além disso, mas sei lá.)

Eu fiquei com o gesso no meu braço um tempo. Ninguém quis escrever como fazem com as outras crianças, mas eu já esperava isso mesmo (mas o papai desenhou o Kiyoshi Nakahata dos Giants, meu jogador favorito do melhor time de beisebol, no meu braço, depois!). Fazer o quê. O que eu lembro foi que eu cheguei no Hideo um dia e perguntei por que ele parou.

“Uma coisa que o meu pai me fala é que eu não posso chutar quem tá por baixo”, ele falou. “Quer dizer que eu não podia continuar te batendo se eu já tinha quebrado seu braço. Ia ser injusto. Pode aproveitar esse teu braço quebrado, porque enquanto não sarar eu não te bato. Só não vai achando que isso é trégua pra sempre não. Não abusa.”

Foi estranho, mas eu também não fiquei querendo mais conversa. Vai saber o que esse menino quer.

E é, foi isso. Eu contei tudo isso pra Suki-chan, até o último comentário do Hideo. Ela ficou com cara de quem não sabia o que dizer.

“Nori... me desculpa”, ela falou. Não entendi por que ela quis pedir desculpa por uma coisa que não tinha como ser culpa dela, mas tudo bem, né... deve ser jeito de falar. “Eu... eu não posso dizer que eu não imaginava. Você tava tão desconfortável quando ele fingiu que era seu amigo. Dava pra ver. Você nem olhava na cara dele, dava pra ver você suando, e se o Hierophant saiu, deve ser porque ele achava que o Hideo ia te bater.

Fazer o quê. Eu sou ruim de mentir, até porque não gosto. Ela ia perceber, alguma hora.

“...Ah. Desculpa ter mentido.” Eu me senti muito mal, diário. Já tinha feito coisa errada tão rápido.

“Tá desculpado, mas eu quero mesmo é saber se você tá bem agora.”

”Ahhh, tá tudo bem. Eles não me enchem mais o saco, faz uns anos já. Eu tô bem, não se preocupa. E se vierem atrás de mim... eu tenho meu Stand.” Eu ri, lembrando daquela vez. É engraçado como eu não tenho mais medo.

Daí a gente meio que “lembrou” do menino com a gente. Acho que o tempo de eu ter contado essa história deu pra despistar o que tava procurando. Primeiro eu usei o Hierophant pra me trazer pra baixo, bem do lado do prédio da escola, depois o menino e a Suki-chan. A gente levou ele até a enfermaria e explicou o que tinha acontecido... inclusive deduramos o que jogou a bola de beisebol, hehe!

Como eu falei, eu me senti bem hoje. Finalmente eu usei esse meu Stand pra ajudar alguém! Espero continuar fazendo isso!

Noriaki

Notas finais
E aí? O negócio da bola de beisebol não foi tão aleatório assim. É um comentariozinho de nada que o Kakyoin faz em canon, depois de ter tido os olhos cortados pelo N'Doul, onde ele diz que, quando ele era um jovem garotinho no fundamental, esmagaram o olho de um menino com uma bola de beisebol, mas no final ele ficou bem e só saiu um pouco do fluido. Eu vi aquilo e pensei "ISSO É PERFEITO" e acabei incorporando, heh. Vejo vocês no próximo!