O diabo tem medo dela.

1 O diabo tem medo dela.


Na calmaria de uma noite quente, o perturbador grito cortou o ar. Os bêbados vagabundos correram confusos sem saber de que fugiam, a mulher pouco vestida na esquina suspirou, aquela criança devia ter as cordas vocais danificadas para o bem da humanidade.
Numa das janelas com escada de incêndio de um prédio qualquer, naquela mesma rua, os gritos ecoavam de um peito pequeno arfante, que se revirava na cama já desfeita, se enroscando no longo cabelo negro e hora ou outra sentindo uma gota de suor frio escorrer, tão absorta em seu pesadelo que não percebeu a densidade da escuridão no cômodo se intensificar, e a luz da Lua que lhe tocava a pele sumir, assim como a brisa morna desaparecer quando a janela continuava aberta.
Ele se sentou no batente da janela, e com um estalar de dedos, a criança abriu os olhos, despertando finalmente. A figura na janela era curiosa. Cabelos negros desconexos e bagunçados naturalmente. Uma barba por fazer no rosto fino, e olhos vermelhos como rubis sangrentas. Pele de um branco doentio e cadavérico. Um sobretudo negro e quase empoeirado, por tanto ficar pendurado sem uso, cobria-lhe dos ombros aos pés, fechado por uma fivela em frente ao peitoral desnudo. Calças de tecido mais humano que sua aparência, jeans roubadas de um defunto qualquer.
Não tornou seus olhos à pequena menina na cama, que lhe encarava sem medo, sentada em meio a uma coberta, fios de cabelo negro grudando na testa por suor, o calor da noite agora fazendo efeito. Ela inspirou profundamente, e questionou:

Quem é você?– Ele não olhou para ela quando respondeu, com sua voz indiferente.

Quem sou eu não importa, é só mais um pesadelo, minha doce criança. Como se chama?– Disse, ainda sem virar seu rosto. A menina olhou para as próprias mãos. Seus pesadelos nunca teriam fim. Já não importava.

Me chamo Morgana. Mas eles me chamam de Ravena. Dizem que para a filha de uma macumbeira, qualquer nome bastará. — Ele riu baixo, para a surpresa da garotinha.

Diga-me, Morgana, sua mãe era uma macumbeira?– Perguntou, ainda sem olhar. Esta desceu da cama, desenroscando o pé do lençol, suas bochechas coradas de calor e uma fúria infantil encantadora.

Não, não era. Ela era uma enfermeira, salvou mais vidas que qualquer pessoa nessa cidade! Só usava plantas medicinais para amenizar coisas simples, quando o hospital não recebia os devidos remédios!– Esbravejou, defendendo a criadora, sem saber que aquela mulher mal era sua mãe. Ele riu baixo. Ao menos o encanto colocado na mulher havia garantido orgulho para a pequena Morgana. Suspirou, e ficou em pé, ainda de costas para a menina. Era alto e esguio, embora forte.

Tenha calma, doce criança. Devia ser uma mulher corajosa. Como ela morreu?– Perguntou, já sabendo da resposta. A menina notou a indiferença com que o estranho homem sem rosto falava da morte, e uma lágrima escorreu-lhe pela bochecha. Antes que respondesse, ele estalou os dedos, e com um calor confortável a certo ponto, vindo de lugar nenhum, a lágrima evaporou de sua bochecha corada. Tocou a face, inquieta, certa de que sentira escorrer uma lágrima.

Ela adoeceu no hospital, não me deixaram vê-la, e então ela foi para o céu…– Respondeu-o, ingenuamente. O homem ergueu as sobrancelhas, espantado. Então fora isso que os crápulas haviam dito a menina. Que adoecera. Ela não tinha visto o corpo pendurado numa árvore perto do East River, e tampouco soubera que a mulher se matara, influenciada por uma voz que lhe ordenava aquilo. Assim como ordenara que criasse Morgana. E que saísse de uma esquina e trabalhasse num hospital. Um boneco para interagir naquele mundo. Mais espantado estava, com a inocência da garota. Aquela mulher queimaria sob seu domínio algum dia, e a garota dissera céu com uma certeza absurda. Era curioso, a inocência das crianças humanas, era verdade. Mas ela tinha um destino diferente. Ele esperava que ela fosse menos ingênua.

Não chore, doce criança. Durma. Tenha bons pesadelos. Não seja uma menina boa. E Papai Noel não existe. — Respondeu, um sorriso brincando em seus lábios. Virou-se a tempo de ver o choque no rosto da pequena, quando focalizou seus olhos vermelhos e ouviu suas palavras, antes que ele estalasse os dedos, e ela caísse inconsciente no tapete. Ergueu-a facilmente, repousando-a na cama e virando as costas. Ele voltaria. Havia algo nela que o instigava. Uma criança infernal, com tamanha inocência?… Seth nunca vira nada igual.

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Seth se demorou a voltar. Demorou muito. Em sua primeira visita, a garota tinha 10 anos. Agora havia alcançado os 12, mas jamais esquecera daquele estranho pesadelo de infância. Sonolenta, notou a densidade das sombras aumentar consideravelmente, considerando se aquilo era verdade ou pesadelo. Ao vê-lo pisar para fora das sombras, soube que não podia ser imaginação. Ele ergueu as sobrancelhas, ao ter seus olhos vermelhos focalizados pela noite escura presente nos da criança.

Ainda de pé, Morgana?– Questionou, parando em pé, do lado esquerdo da cama. Ela não disse nada, mas algo lhe dizia que ela estava prestando atenção, mesmo com o rosto afundado em travesseiros. Sentia-se incomodado por uma leve dor de cabeça, então estalou os dedos e a menina sentiu como se alguém forçasse seus olhos a manterem-se abertos, de modo agonizante.

Responda, criança. Não vim aqui para nada. — Disse, cancelando seja lá o que fosse aquilo. A menina respirava ofegantemente, e tinha fúria nos olhos.

Você é só um pesadelo sem nome. — Disse, resmungando algo em seguida. Seth suspirou. Aí estava a criança infernal se revelando, mesmo que minimamente. Sua cabeça agora latejava. Não era nada comum.

Me diga Morgana, o que você sabe sobre demônios e...– A palavra se embolou em sua boca e a garganta queimou. Ele não conseguia dizer. A garota observou-o em expectativa, e ergueu uma sobrancelha infantil:

Anjos? Demônios e anjos? Sei que os demônios eram anjos caídos. — Soltou, pensativa, e continuou a murmurar. Algo nisso o estava incomodando absurdamente. Uma pontada de dor na cabeça o fez perceber o que:

Morgana... Está rezando?– Perguntou, com certo humor negro irritadiço na voz. A garota estremeceu. Tentara a todo custo esconder o medo que sentia do rapaz encapuzado. Mas isso agora escapava em gotas de suor. Ele observou. Sentiu o cheiro do medo dela. Sentiu o caos das dúvidas que ela tinha a respeito dele. Um sorriso sinistro cresceu em seu rosto. Inocentemente ela bufou tremulamente:

Está rindo de mim? Me disseram para pedir proteção aos anjos quando o bicho-papão viesse!– Exclamou, verdadeiramente convicta. Ele ergueu as sobrancelhas. Bicho-papão era um apelido novo para o príncipe dos infernos. Ergueu a mão no ar, e Morgana levitou desesperadamente esperneando em busca de gravidade, seus olhos estavam na altura dos dele agora. Ele não se abaixaria para olhá-la nos olhos nunca.

Nenhum deles intercederia por você, Morgana. — Disse cruelmente, e suspendeu o controle, deixando-a cair de volta à cama. Uma lágrima rapidamente enxugada tocou a bochecha da garota. Piscando rapidamente e cruzando os braços ela responde invocada:

Por que eu? Eu sei que você sabe as respostas. O que tem de errado comigo? Por que quando eu chego perto dos cachorrinhos eles fogem? O. Que. Tem. De. Errado. Comigo?!– Já quase gritava, sem mais conter lágrimas. Ele manteve-se indiferente. Encarou-a uma última vez:

Você vai entender. Bons pesadelos, criança. — E estalou os dedos, de modo que ela apagasse. Sumiu nas sombras no instante seguinte. Decidindo claramente não voltar.

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Sete dias depois.

Escutava-a gritar claramente. Tão claramente como se estivesse ao seu lado. Gritava com vigor, totalmente apavorada. O desesperava e perturbava como nada nunca fizera. Pisou para fora das sombras já estalando os dedos. Morgana despertou de seus pesadelos, suando frio, ofegante. O medo estampado nos olhos. Suspirou de modo cansado ao finalmente focalizar Seth. Fazia dias que não a visitava mais. E no entanto, lá estava ele. Parado observando-a indiferente como sempre. Afastou os cabelos negros grudados na testa, e finalmente falou:

O que está fazendo aqui? Já não me infernizou o suficiente?– Questionou. Ele sorriu minimamente.

Nenhum deles viria por você, criança. Mas eu sempre virei quando gritar. — Declarou e ela bufou.

Grande ajuda, você é a personificação dos meus pesadelos, o meu maior problema, o que de bom pode me dar?– Soltou, e ele abriu o sorriso bizarro.

Tenho mil coisas boas em meu lar. Você não poderia sequer imaginar. — Disse, não se dando ao trabalho de conter malícia. Isso deixou algumas duvidas na cabeça da garota. Mas antes que perguntasse algo, Seth a desmaiou. Estava cansado de crianças. Estava exigindo paciência demais. Ele não esperaria tanto por nada. Se não fosse obrigado, teria deixado de observá-la. Mas seu superior deixava claro que queria cada detalhe sobre a evolução da garota. E claramente isso sobrara para Seth.

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Mantendo a constante de dois anos, ele voltou nos seus quatorze. Ao menos, voltou a falar com ela. Ele sempre vinha quando ela gritava. Mas em vez de acordá-la, esvaziava sua mente. Um sono limpo e pesado. E depois ia embora, colecionando os pesadelos da garota num cômodo de seu lar. Encontrou-a como ultimamente encontrava. Deitada de bruços, apenas roupas íntimas, desmaiada na cama. Da primeira vez se surpreendera. A adolescência humana e seus hormônios eram estranhos. Porém parara, e pensara por um instante, aproveitara os detalhes e depois do processo rotineiro de acalmar os gritos da garota, fora-se embora. Sabia que era errado. Mas o certo sempre o enjoara. Desta vez, apenas observou sem demoras a garota desacordada que criava o corpo de uma mulher, e cobriu-lhe com uma grande blusa presente na cama bagunçada. Em seguida, estalou os dedos, e ela acordou, assustada. Imediatamente olhou em volta, vendo a costumeira aparência que não mudava em Seth.

Você...– Disse, sem se mover, e ele se aproximou dos pés da cama.

Seu bicho-papão.– Disse, rindo no fundo da garganta. Ela parecia sem reação, levantou-se, fechando a blusa com pressa e ponderando o que fazer.

Quem é você?... Já passou da hora de me contar. — Disse por fim. Ele se manteve impassível.

Não tente me dar ordens, criança. — Disse num tom que causara um calafrio na garota. Soava sombrio e perigoso. Mas tudo o que disse foi:

Eu não sou uma criança. — Com um tanto de irritação. Seth riu sarcasticamente.

Estou sendo gentil. No meu Reino você mal saiu das fraldas.– Respondeu, e ela arfou de curiosidade.

De onde você vem? Diga-me pelo menos o seu nome. — Tentou, e ele considerou suas opções. Ela ainda não estava pronta para ir. Mas talvez devesse saber ao menos um pouco sobre tudo.

Muito bem, criança. Eu me chamo Seth. Fui escolhido por Asmodeus para ser seu guardião. Eu vim do inferno. Você é metade demônio. Satisfeita? Não direi mais do que isso. — A reação de Morgana foi a mais humana o possível. Ela empalideceu, as pernas fraquejaram e ela se sentou, sua cabeça girando, presa ao olhar vermelho sanguíneo de Seth.

V-você é louco...– Soltou, engolindo em seco e gaguejando. Ele revirou os olhos, não tinha paciência.

Você tem sangue demoníaco nas suas veias, Morgana. Você foi escolhida por Asmodeus para ser a rainha do inferno e governar ao lado dele. — Terminou de explicar. E típica e pateticamente, ela desmaiou. Seth suspirou, e estalou os dedos. Ela acordou imediatamente, levantando-se com rapidez e ficando tonta. Respirou fundo, encarando-o, havia lágrimas em seus olhos.

Você... Seth... Você fez os pesadelos pararem... Não é mesmo?... Se é meu guardião e essa loucura for verdade, vai me proteger, certo?... Como um anjo.– Soltou, um tanto fantasiosa e distante. Seth não deixou transparecer a surpresa que sentiu com a comparação. Aquela garota não devia ser inocente assim. Nunca. Era impossível, e fascinava-o. Repentinamente, ela se lançou, abraçando-o, entre soluços e agradecimentos. Ele estava em choque. Finalmente despertando, afastou a garota que chorava, e friamente encarou-lhe os olhos negros como a noite pura.

Você não me conhece para agradecer. Estive neste mundo mais vezes do que jamais poderia imaginar, criança. Suas lágrimas não significam nada. Eu só virei quando você gritar. Bons pesadelos, Morgana. — E com isso, seu olhar desolado se fechou, e ela desabou inerte num ângulo estranho na cama. Ele foi embora. As lágrimas da garota evaporando de suas roupas.

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Dezesseis primaveras. Ele já estava se cansando. Saiu das sombras, mas a garota já tinha interligado seu tempo, e o esperara acordada.

Olá, crian... – Pela primeira vez ele esboçou surpresa. Ela havia crescido. Viu na criança de outrora, curvas femininas e traços suaves. Uma mulher. Mas a surpresa se dissipou. O corpo humano já não lhe impressionava mais. A garota suspirou.

Você veio, Anjo. Eu não gritei. – Ela disse, e ele revirou os olhos. Se perguntava quando a inocência da menina iria se apagar. Ela estava parada na janela, enrolada em lençóis brancos, os cabelos negros caindo pelas costas. Seth já tinha vontade de partir.

Não sou um deles, Morgana. E essa visita é uma exceção aos seus gritos, criança. – Respondeu-a. Mas como se ignorando o que ele dissera, Morgana virou-se, e com os olhos tristes, questionou:

Quando vai me levar, Seth? Não quero mais estar aqui. Quero ir com você. Se o que diz é verdade, serei uma princesa. Minha vida será boa. – Soltou, fazendo Seth se irritar.

Uma princesa do inferno! Não consegue enxergar as coisas como elas são? Sua vida não é um conto de fadas, Morgana. Você deseja coisas que não compreende. Asmodeus não é um cavalheiro gentil. Eu não vejo a hora de te entregar a ele e ter sossego. Só queria tirar essa sua inocência... – Ele esbravejou de início, e se acalmou depois. Estalaria os dedos, mas a garota o impediu.

Não dessa vez! Chega! – Gritou, e Seth só teve tempo de ver os olhos dela ficarem vermelhos como sangue, antes de ser lançado às sombras, diretamente para seu palácio. Expulso por uma criança com os olhos cegos para a verdade. Sentia o sangue ferver. Mas ao menos a parte demoníaca finalmente se mostrava. E novamente... Escutava-a gritar, chorar. Mas sabia que estava acordada. E hoje ele não iria até ela novamente. Naquela noite, ela sonhou com sua voz dizendo: “Não me siga para casa, mesmo que saiba que consegue, criança. É perfeita demais para tê-la em minhas mãos...”. E Seth sabia... Ele não podia tê-la.

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Morgana sentou-se na calçada, chorando, abraçada aos joelhos. Não entendia em que estava metida. Estava abandonada numa esquina qualquer. Sozinha, perdida. Fugira para esconder os olhos vermelhos, sem conhecer a cidade. Seu Anjo não viera mais por ela. Hoje era o dia marcado. Sua décima oitava primavera. Ela gritou. Com toda as forças que tinha, deixou saírem as mágoas, as dúvidas, o medo, tudo transbordou. Parecia presa num pesadelo. Um pesadelo que Seth havia tornado inegavelmente real.

Ah, não há nada como destino. Só pode culpar a si mesma, criança. Tem dezoito agora. Se vier comigo, vai jogar fora tudo o que conhece. – Ouviu Seth. Estivera alheia a presença dele, em pé na sua frente. Estendeu uma mão. Ela não tinha escolha. Estava fadada a ele. Aceitou sua mão, e Seth a abraçou pela primeira vez. Os dois desapareceram nas sombras.

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Um ano depois.

O diabo tem medo dela.

Ela se espreguiçou, a cama era tão grande que seus braços mal chegavam às beiradas. O quarto era enorme. Cama de dossel, janelas do chão ao teto, sem propósito, não havia o que ver do lado de fora. Tudo era impecavelmente branco, seriamente conflitante para a princesa do inferno. Ela se levantou e vestiu as costumeiras roupas e acessórios góticos. Vestiu suas botas em cima da cama, pois adorava o impacto que causavam quando pisava pela primeira vez no chão. Iam até as coxas. Preto envernizado, fivelas, saltos altíssimos e o melhor... Solas vermelhas. O estalo dos saltos reverberou por todas as paredes de pedra negra do palácio infernal.

Droga, ela acordou... – Resmungou Seth, lá embaixo, na cozinha. Tinha os braços cheios de variados tipos de doce, e na boca um sonho de padaria. Virou-se e fechou a geladeira com o pé, pronto para entrar nas sombras, mas ouviu os saltos estalando na escada e a voz que lhe causava alguns tipos de calafrios impróprios.

Péssimo dia, Seth. Onde exatamente pretendia ir com os meus doces, Anjo? – Questionou, sentando-se na bancada, e Seth revirou os olhos, ao vê-la agora em toda a sua pose. Desde a queda de Asmodeus, ela estava insuportavelmente arrogante, como Rainha do Inferno. Soltou tudo em cima da bancada, inclusive o sonho.

Péssimo dia para você também, Morgana. A lugar nenhum, Alteza. – Disse, suspirando, e se dirigindo às escadas. Em meio ao caminho, sussurrou-lhe ao pé do ouvido: “Não se esqueça que, de uma forma ou outra, ainda sou eu quem acalma os seus pesadelos, criança”, e seguiu para seu quarto, inteiramente negro, ao contrário do dela. Ele adoraria descer e dizer milhares de coisas, mas a verdade era uma só: O diabo tinha medo dela.

Foi o que pensei, Anjo”, Morgana murmurou, dentro da mente dele, fazendo-o gritar de frustação. Desapareceu em sombras, deixando uma única resposta cheia de significados...

Nos vemos a noite, criança”.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem opiniões, pleaaase. :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!