Estou tão aborrecido, todos os dias faço a mesma coisa, levanto-me, vou para a escola, vou para casa, deito-me. A mesma rotina, todos os dias.

Ah! Esqueci-me de me apresentar, sou o Ryu, rapaz do colegial, estou no último ano, e mal posso esperar, finalmente poderei sair desta rotina.... Mas para ter outra parecida...

Por vezes queria um pouco de aventura, queria que este mundo não fosse o mesmo e fosse abaixo, a sociedade e todos que estão nela.

— Deverias ter cuidado do que desejas... — ouvi esta voz a ecoar na minha cabeça. Virei-me para trás e não estava aqui ninguém, deveria estar apenas a ficar maluquinho, ou assim pensei de início.

Como pensava que não era nada, fui de novo para a sala de aula, lá encontrei o meu melhor amigo, Tirus. Confiante, extrovertido, um pouco maluco, mas muito engraçado.

— YOOO! Ryu, tudo bem? — Perguntou ele com uma voz suspeita, e muito estranha, mas como era meu amigo decidi alinhar em qualquer estratégia que ele tinha.

—Estou bem, obrigado, então e tu? — Logo que me sentei, vi uma poça de água debaixo da minha secretária, ele tinha posto uma garrafa de água na minha secretária e continuava a escorrer.

— EU NÃO ACREDITO QUE ERA ISTO QUE ESTAVAS A TRAMAR! EU VOU TE MATAR! — Gritei eu, eufórico, e muito zangado. De repente a professora chega, olha para a minha secretária e sorri.

— Ryu, acho que precisas de ver o director, imediatamente! — E assim fui sem reclamar nem nada.

Então fui até a sala do director, e quando entrei, estava lá mais uma rapariga, pelos visto também deve ter causado algum problema, todos começaram a olhar para mim.

—Ah, Ryu estava a tua espera, senta-te, e Mary aqui está o teu diploma parabéns, a número um da escola. — Disse vivamente o director.

— Obrigada, se me dá licença tenho que voltar para as aulas. — Ela abandona a sala, ao passar por mim, deixou cair algo no meu bolso do casaco, mas não me apercebi de nada. Então sentei-me na cadeira onde ela estava.

— Ryu, que farei contigo, as tuas notas continuam a baixar, és um dos piores da tua turma, e ainda por cima fazes porcaria na sala de aula. Nós só queremos o melhor para os alunos.... Vais ser expulso. — Disse o director muito sério.

— Espere, como!?- perguntei, assustado, nem soube que era possível ser expulso por aquilo.

— Vou ligar aos teus pais...- então ele ligou e eu estive a esperar, e esperar — a rede foi a baixo... que estranho... vou ligar ao centro de ajuda informática...- algo se passava, estranho era tudo estar a ir abaixo- outra vez um erro estás com sor...

De repente um homem atira-se contra o vidro, partindo a janela, ficou cheio de vidros no corpo, estava a sangrar tanto. Então o director foi socorrer, no entanto é mordido, e a pele dele começa a escurecer e do nada, os olhos dele começam a ficar cada vez mais vermelhos, depois caiu no chão. Fiquei a ver, assustado, então do nada, volta a levantar-se aos poucos, eu estava feliz pensava que estava bem, no entanto, ele começa a balançar, ele não estava bem, de repente levanta-se o homem estranho, e começam a aproximar-se de mim, as caras deles... era como se a sua alma tivesse sido levada do seu corpo.

Eu apercebi-me então do que fazer e fugi, corri o máximo que consegui, mas a escola estava cercada por estas criaturas, então procurei nos meus bolsos, e encontrei algo, quando tirei vi que era uma caneta, desesperado nem pensei, tinha que me proteger com algo, então carreguei no botão da caneta, e do nada a caneta, virou uma espécie de katana.

—MAS QUE RAIOS SE ESTÁ A PASSAR!? — Gritei desesperado, — fiquem onde estão ou eu corto-vos ao meio! — Porem eles não paravam, então decidi-me e com um golpe cortei um deles ao meio, mas ainda se mexiam!

—São zumbis, só pode! — Depois de pensar nestas palavras, golpeei o que estava no chão, mas desta vez na cabeça, fazendo-o ficar imóvel.

Fiquei feliz por matar um, mas eram imensos, vi a janela mais próxima e saltei. Feri-me, mas nada de grave, de repente, senti uma dor estranha na perna, virei-me para trás e vi um deles a morder-me a perna. Assustado, cotei-lhe a cabeça e matei-o. Então desmaiei na altura.