Numa noite eu acordei sem saber onde eu estava, mas sabia que alguém tinha me levado até ali, mas quem seria?

Me perguntei sem saber a resposta, eu estava dentro de uma casa totalmente vazia, não consegui rastrear nenhum ser vivo por ali, nem mesmo usando meus poderes.

Decidi sair daquela casa pois lá não havia nada ninguém que pudesse me ajudar, tentei rastrear novamente e senti um forte odor de sangue, meu instinto começou a me alertar. Eu estava mais de três dias sem me alimentar, minha fome estava começando a aparecer. Olhei para os lados, tentando encontrar alguém me pudesse me ajudar, mas só havia uma longa estrada e bem no final dela tinha uma praça, eu não conseguia enxergar direito estava longe demais para a minha visão funcionar, o caminho era escuro cheio de arvores o caminho estava deserto e não tinha uma alma viva por ali.

Tinha uma tocha de fogo pendurada na parede da casa que eu estava, sem pensar duas vezes eu peguei tocha e comecei a andar em direção à praça, comecei a enxergar um pouco melhor usei meus poderes novamente e minha fome aumentava cada vez mais, estava me segurando para não perder meu controle. Afinal, eu não posso aprontar em um lugar desconhecido de novo.

Caminhando finalmente chego na praça e vejo um corpo pendurados com estaca cravada no peito, chego bem próximo do corpo e sinto o cheiro de sangue ficando cada vez mais forte eu tento me controlar, mas não consigo a fome está falando mais alto no momento. Me aproximo mais do corpo que não estava em bom estado os corpos estavam em um estágio muito avançado além da decomposição havia algo de muito errado com aqueles corpos.

Mas a minha fome não pensou nisso, acabei perdendo um pouco do meu controle e tentei sugar o sangue do corpo que estava na minha frente quando de repente eu só consegui ouvir o barulho de um tiro, quando eu olho para o meu braço direito ele está sangrando muito em seguida veio mais uma bala em minha direção ela passa de raspão pelo outro braço e vejo mais sague, tento sair dali correndo mas acabo sendo pega, um arpão acerta o meu peito e fico presa a ele sinto a corda do arpão me puxando, mas não consigo enxergar quem fez isso comigo.

Eu tento usar o meu poder de cura nos meus ferimentos, mas acabo fracassando ridiculamente meu corpo estava tenso demais para me concentrar e eu acabo jogando a minha cura no corpo morto na minha frente automaticamente o corpo vira pó e some quando o vento sopra.

Começo a ficar cada vez mais assustada eu não consigo identificar quem faz isso comigo olho para todos os lados tentando achar o rosto da pessoa, até que num momento inesperado eu não sinto meu braço esquerdo quando eu tento colocar minha mão direita nele eu não o sinto, assim que eu olho ele está estirado no chão, no chão há uma enorme poça de sangue se formando eu começo a entrar em desespero meus olhos se enchem de lagrimas, não sabia que era possível uma vampira chorar daquele jeito. Me ajoelho no chão me sentindo fraca e quase desmaiando perdi muito sangue, sinto que posso desmaiar a qualquer momento eu não consigo achar outra forma a não ser rezar e pedir ajuda. Eu nunca estive certa sobre a minha fé, mas não havia outra solução, comecei a rezar pedindo ajuda implorando por socorro. Fechei meus olhos tentando me concentrar na minha prece e já não sabia o que dizer, eu estava perdendo minha consciência faltava pouco para desmaiar eu estava sentindo isso.

Foi quando surgiu dentro da minha cabeça duas vozes em tons completamente diferentes, uma era fina e a outra muito grossa num tom arrogante.

Tentei me concentrar para saber o que elas diziam, as duas estavam falando juntas em um momento consegui entender.

A voz mais grossa me dizia: — Invoque-me, deixe-me entrar nesse mundo para te vingar.

A mais fina dizia: — Escolha a inteligência e deixe-me te ajudar.

Pensei durante meio minuto, acabei pedindo ajuda a inteligência pois eu não sabia qual era o ser demoníaco que eu invocaria, senti um medo no tom de voz que ele usou. Eu só conseguia pensar na dor que eu sentia eu queria me livrar dessa dor, eu queria sentir meu braço de volta.

*Uma luz branca e forte surge na minha frente. Há um ser com lindas vestes, um lindo cabelo e olhos com duas cores diferentes. E ele sorrir e olha nos meus olhos e diz*

— Ainda bem que você me escolheu. *A pessoa que me atacou tentar lançar um golpe com um chicote na minha direção, neste momento eu apenas fechei os olhos e esperei minha morte. Mas a pessoa que eu pedi cujo o nome eu não sei, faz com que o chicote que vinha na minha direção pare imediatamente. O sujeito que me atacou diz bem alto*

— Você vai se arrepender! Ela não merece ser salva e você sabe disso.

*Ele responde no mesmo tom* — Isso quem decide sou eu.

*O sujeito diz* -Você não vai querer comprar essa briga, deixe-me terminar meu serviço.

*Em seguida ele responde* — Você já não tem mais nada para fazer aqui.

*enquanto isso eu estava no chão quase desmaiando, quando eu senti um enorme poder envolvendo meu corpo era uma cura bem poderosa, olhei em volta e vi meu braço levitando do chão e se encaixando no meu corpo. Eu sentia meu corpo sendo todo reconstruído, a lança em meu pente havia desaparecido não havia mais sangue jorrando para todos os lados. Minha sanidade havia voltando eu já poderia pensar na situação em que eu havia me metido, eu já não me preocupava com a dor. Eu apenas fiquei ali observando os dois encarando um ao outro eu não sabia o que fazer nesse momento. Eu só queria agradecer ele por ter salvo a minha vida. Depois de tanta discussão o sujeito resolve desaparecer, mas antes ele me ameaça dizendo que vai me encontrar em outro lugar e que na próxima vez não vai deixar ninguém me salvar. *

— Eu fiquei com um enorme medo que você não me escolhesse, pensei que você escolheria o caos e a vingança. *ele diz*

— Não escolho demônios desconhecidos, ainda mais com aquele tom arrogante.

— Devo te parabenizar por ter me escolhido.

— E eu lhe devo agradecimentos sem você eu teria ido para o inferno, literalmente. Obrigada. *Esboço um leve sorriso, sem muita expressão *

— Mas eu gostaria de saber qual é o seu nome, não posso ficar te chamando de “deus” ou algo parecido.

— Bem, antes vamos sair daqui. *Num piscar de olhos, ele nos coloca em outro lugar*

— Onde estamos? E vai me dizer de uma vez quem é você? *pergunto*

— Calma, não posso dizer ainda. Mas vou te dar dicas, pois hoje não é a primeira vez que eu apareço para você.

*começo a fazer expressões, pensando em quem seria esse cara* — Desculpe, minha memória é ruim e não consigo lembrar o nome de todas as pessoas que passam por mim.

— Bom, quando eu passei por você eu não estava nesta forma a minha aparência era bem diferente.

— Tsc, você quer que me lembre de você assim? *reviro os olhos*

— Sim, se eu disser meu nome assim não tem graça *ele solta uma leve risada*

— Onde estamos? *olho ao redor*

— Esta é a minha casa.

— Por que me trouxe para cá? *fico reparando na casa, olhando para todos os lados*

— Você já vai descobrir o motivo. Faça uma coisa, abra a porta e dê uma olhada lá fora. *ele aponta para a porta*

— Hm, certo. *Ao abrir a porta eu vejo um longo caminho repleto de flores e animais felizes e em harmonia*

— Já tem uma ideia de onde você está?

— Você mora no limbo? *eu pergunto sem pensar*

— Acertou rápido.

— Então eu estou morta? E vou ser julgada?

— Nada disso, você veio aqui por um único motivo.

— Qual seria?

— Quando você escolheu a sabedoria você já saberia que ao escolher ela, ela vinha com uma missão para você. Certo?

— Sim, eu sei. Qual é a missão?

*Continua no próximo capitulo

Notas finais
É a primeira vez que eu escrevo e posto aqui.
Espero que gostem ><!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.