Oi. Simplesmente isso quem está lendo meu diário. Começo com um simples oi. Não gosto de me apresentar. Mas estou escrevendo a minha simples história de quando eu tinha 14 anos. Bem, eu estou escrevendo esse diário com 35. Isso não assusta? Está bem, só quero deixar minha história na humanidade com esse simples livro.

Finalmente, meu nome é Marina Oliveira Carvalho Albuquerque. Antes, somente Marina Oliveira Carvalho. Mas isso não interessa. Vocês devem está curiosos com essa história.

Primeiramente, antes de você começar a ler, quero deixar bem claro uma coisa: não se assuste com meus atos. Eu era — e ainda sou — uma menina louca.

Tudo começou mais ou menos no dia 14 de abril de 2015, quando eu estava completando 14 anos. Era uma festa animada só com gente ou 30 anos mais velha do que eu ou bem mais nova do que eu. Só havia uma pessoa que me salva-se: a Natália, minha melhor amiga do colégio. Das 95 pessoas do colégio que eu convidei — sim, e olha que sou pouco sociável — só vieram a Natália e o Leandro, um menino nerd legal, mas vivia misturado com gente chata, o que fez o tornar um pouco chato.

Eu estava no meu quarto — a festa foi lá em casa mesmo — com a Natália, conversando sobre qualquer coisa nada importante.

–Vamos assistir alguma coisa? Já estou cansada de falar. — Perguntei a Natália, que franziu suas sobrancelhas.

–Vamos. — Ela respondeu com cara de tédio.

Estava passando os canais, até que passou um noticiário falando sobre o "fim do mundo".

Falou que astrônomos descobriram naves no espaço, onde haviam espécies diferentes, da cor verde-limão com orelhas pontiagudas, supostos "extraterrestres" que iam invadir a Terra em uma semana, e teríamos que achar um "herói" para impedir esse acontecimento.

Dei uma gargalhada. Lembro-me que disse a minha amiga que aquilo era uma piada, que extraterrestres não existiam.

Ela ficou séria.

–Hum... Acho que ele está dizendo verdades.

–Que verdades o quê! Isso não existe! — Exclamei.

–É que meu pai é astrônomo, e me contou que viu essas coisas no céu. — A menina ruiva resmungou.

–Ah, isso pode ser qualquer coisa, menos extraterrestres.

–Quer saber Marina? Tchau. Já são quase meia noite, minha mãe disse que era pra eu ficar aqui até meia noite e quinze. — Natália pegou suas coisas e saiu do meu quarto.

Fiquei deitada lá, pensando naquilo.

E fiquei deitada, sem dormir, até o amanhecer.

Se não me engano, eu levantei-me. Chegou a um ponto que fui até meus pais perguntar se eles viram a notícia. Eles afirmaram que sim. Perguntei se eles acreditaram, e eles confirmaram de novo.

Quase tive um enfarto. Não podia acreditar que os meus pais acreditavam naquelas coisas.

Corri para o meu quarto e fiquei por lá até dá sono. Antes de dormir, pensei como meus pais podiam acreditar naquilo.

Caí no sono. Dormi profundamente.

E se é que eu acreditava em extraterrestres quando era menor. Tinha medo de algum chegar até a mim e dizer "VOU TE ABDUZIR!" , roubassem meu cérebro e me unisse ao exército deles. Eu era simplesmente maluca.

Mas, chegou a um momento que eu consegui acreditar, mesmo com 14 anos, que extraterrestres realmente existiam. Vão com calma aí, que ainda vou explicar direito essa história.

Notas finais
Isso foi tecnicamente um prólogo longo. Darei continuidade se tiver pelo menos um comentário ;-;