Notas iniciais
Tá gente açsldkaçsdklas to muito feliz por causa do Willy divo que me deu o primeiro review. Esse capítulo é dedicado a você! enfim, ei-lo. xoxo

Maldito!

01 de Outubro

Ainda odeio James.

Tipo, muito.

Eu adoraria usar ele de alvo no arco-e-flecha.

Mas o babaca sabe que é só trazer comida que eu já me acendo toda.

– Toma, anão de jardim. Come. – Pulei de alegria, o cara me trouxe um pote gigante de Nutella.

– Ai meus deuses, eu amei, amei... – Ele começou a rir da minha cara. – Pare de rir de mim. Ainda estou muito irritada com você. Vem bebê.

Saí andando com o pote de Nutella parecendo que era meu filho. Ouvi James rindo histericamente. Guardei o meu bebê no armário, e enquanto tentava desamassar o ninho de rato que era meu cabelo a porta do chalé abriu com tudo.

– Vagabunda! – Aquela ruiva estranha jogou as malas no chão e me agarrou, tirando meus pezinhos lindos do chão. – Saudades de ti, não mudou nada!

Olhei pra ela com cara de bunda.

– Oi, Mary. – Ela estalou os dedos, mania doida de filha de Afrodite. Achou que eu iria carregar as malas dela.

– Querida, não sou seu chofer. – Mary jogou os cabelos sedosos e maravilhosos para trás. Eu peguei os meus e os encarei no espelho. Por que eu não podia ter o cabelo pelo menos razoável?

Ela viu.

– Menina, senta aí que eu vou arrumar essa juba de leão.

Duas horas, meio tufo de cabelo e dois quilos de alguma coisa que não sei o nome depois e ela conseguiu abaixar – um pouco – o que alguns chamam de cabelo.

– Pronto. Agora me leva no chalé. – Vagabunda! Só fez isso pra me comprar.

Chegar naquele lugar rosa, cheio de flores e perfume e glitter só deixa bem claro o quanto eu odeio Afrodite. Ô mulher deusa mais exagerada! As meio-irmãs da Mary estavam me olhando como se eu fosse de outro mundo. E, de certa forma, era mesmo...

Saí do chalé logo mandando o dedo do meio pra todo mundo quando aquela girafa estranha esbarrou em mim de novo.

– Mas você de novo? – Cutuquei o máximo que alcançava (seu ombro) – Olha aonde anda!

Ele riu com escárnio. Me mandou o dedo do meio. Virei as costas e vi que Mary olhava pra nós dois com aquela cara de “hmmmm vai dar namoro”. Nós duas saímos andando até a aula de canoagem.

Sério, eu preciso dizer que não devia nunca entrar na água? As náiades me olhavam como se quisessem que eu saísse dali o mais rápido possível, e não era novidade eu sair completamente molhada.

O tal girafão ria da minha cara, estava encostado em uma pedra cheia de musgo. Sem camisa, aliás. Magrelo? Nem!

Mas meus olhos – e os de metade das meninas dali – pararam em um cara: Chris, O filho de Apolo.

Aquele deuso grego com os cabelos loiros, o sorriso branquíssimo e um tanquinho que eu adoraria lavar minhas roupas ali – sem tirá-las do corpo, óbvio -. Mas eu, pobre filha de Hades que acabou de cair no lago, nunca chamaria a atenção dele, que ia a minha direção...

O que?

Droga, ele foi falar com Mary.

– Oi ruiva, tudo bom com você? – Ele a abraçou. Que inveja. Fiquei babando nos olhos azuis dele até que percebi que ele já tinha ido embora havia muito tempo.

– Gosta dele, é? – O gigante se aproximou de mim. Eu estava sozinha. – Aliás, meu nome é Shawn.

O tal Shawn estendeu a mão. Fiquei olhando.

– Não, que... Não! – Corei imediatamente. – Não se mete na minha vida, praga do submundo.

– Que fofa, a tampinha gosta do Chris! – Shawn apertou minhas bochechas.

Ele ficou rindo da minha cara, mas bati o pé e fui embora.

Quem esse cara pensa que é?

02 de Outubro

Estou pensando seriamente em desistir de escrever, mas não posso.

Maldito Estige.

03 de Outubro

É, diário, eu gosto de amaldiçoar todo mundo. Coisa de filho de Hades.

Mas preciso dizer que O NICO VOLTOU!

Nico é meu meio-irmão, meu amigo, meu dengo. Somos da mesma idade e ele tem a altura normal, mas é – como todo mundo – mais alto que eu.

– Niquito! – Pulei nos seus braços. – Que saudade de você, irmãozinho.

Ele mordeu meu nariz e me abraçou.

– Ah pequena! Trouxe uma coisa pra você.

Me soltou e entregou um envelope branco. Ergui uma sobrancelha, ele sorriu me dizendo pra continuar.

Olhei-o.

Ai meus deuses!

Eram três ingressos para um show do Nickelback, em Orlando.

– Ai meus deuses, Niquito, eu te amo! – Pulei nele e enchi sua bochecha de beijos. Ele bagunçou meu cabelo.

– Olha, só digo que muita gente do acampamento quer ir, então não dê esses ingressos a qualquer pessoa. Sério mesmo. Precisei de Piper, duas viagens nas sombras e muita Coca pra consegui-los. Entendeu? – Nico beijou minha testa e saiu do chalé.

Algum tempo depois, estava eu sentada sobre uma árvore, lendo meu mais recente mangá, quando alguém senta do meu lado.

– Ei. – Agora vi que era Shawn, que estalou os dedos na minha frente. – Preciso de ajuda.

– Por que diabos eu tenho que te ajudar? – Estalei a língua.

– Porque eu posso te ajudar também. – oh, maldito, eu sabia do que ele estava falando. Chris. Só de lembrar o nome dele, meu rosto já queimava. – Você sabe do que estou falando.

Uma dríade bateu na minha cabeça, me mandando parar de me encostar-se a ela. Dei de ombros.

– O que você quer?

– Um dos ingressos.

– Não!

– Por quê?

– Porque não, ué! São meus. – Comecei a me levantar, mas ele me puxou pra baixo de novo.

– Eu posso pagar.

– Não quero seu dinheiro. Por que não comprou o seu?

– Um menino comprou na minha frente, viado. – Ele falou a última palavra como um sussurro, mas ouvi.

– Por que quer justamente o meu?

– Eu... – Shawn corou. – Achei sua amiga bem bonita.

Comecei a rir. Histericamente. Meu rosto ficou vermelho de tanto rir e ele fechou a cara.

– Sério mesmo? Você gosta da Mary? – Bati em seu ombro. Ele ficou irritado, conseguir sentir.

– Vai me ajudar ou não?

Ele esperou uns segundos pra eu me recompor.

– Olha, até posso, mas tenho condições.

– Pode falar.

– Quero muita comida. E não essa de acampamento.

– Fácil.

– Se algo acontecer comigo, você vai me defender.

– O quê?

– Não vou fazer propaganda de você para ela.

– Mas...

– Seja lá o que acontecer lá em Orlando, você não tem o direito de zoar da minha cara.

– Tudo bem.

– E você não tem o direito de rir de mim. Em nenhuma ocasião.

– Droga... Algo mais?

– Não, é só. Ah, quero o dinheiro do ingresso também.

Ele me entregou um pacotinho com vários dólares – nem imaginei que seriam tantos – e foi embora.

Maldito!

Notas finais
tá meio assim, pq n era mesmo pra acontecer muita coisa. É tipo uma ponte entre o 1° cap e os próximos =) *cofcof desculpas* Até o próximo!