O diário de um feiticeiro diferente
1 O Princípio
Notas iniciais
“Olá o meu nome é William (Will) Pines, tenho 15 anos, a minha nacionalidade é portuguesa e estou a um dia de voltar a Hogwarts, eu sei o que estão a pensar, o que é que um feiticeiro de 15 anos, português está a fazer no Reino Unido? E em Hogwarts? Só para que saibam vim para Londres com 1 mês, não foi uma mudança drástica de país porque eu era bem pequeno mas visito todos verões Portugal. Eu, uma vez, perguntei ao meu pai porque é que nós nos mudámos para cá. Ele respondeu-me que em Portugal as escolas de magia não são tão boas e seguras como a Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts. Sou magro e com uma estrutura mediana e tenho cabelos castanhos espessos e olhos verdes. Muitos me dizem ser parecido com o meu pai mas acho que sou parecido com o meu pai e mãe. Agora já sabem alguma coisa sobre mim.”
O Will saiu do quarto esfomeado e absorto nos seus pensamentos. Desceu as escadas que davam acesso ao andar de baixo para entrar na sua cozinha, que como ele suspeitava a sua mãe estaria a fazer nesse momento lasanha, a sua preferida. Aí lembrou-se da comida feita pelos elfos domésticos no Salão Nobre apinhado de gente.
Ele estava ansioso por voltar para a sua “segunda” casa, Hogwarts. Ele adorava a sua família mas havia alguma coisa naquele castelo repleto de torres, salas, passagens secretas e mistérios que ele adorava.
Quando estava a abrir a porta da cozinha estacou à frente da porta pois algo se mexeu nos seus ombros, era Zico a sua coruja-das-torres. Zico era de um castanho tão claro quase dourado que parecia um raio de sol e com olhos pretos, profundos e característicos que bastou uma olhadela entre ambos para Will saber o que Zico queria. “Um animal muito esperto aquela coruja” pensou. Tudo o que o pobre animal queria era ir com ele para a cozinha para comer os restos de carne que sobrassem.
Por muito que Will quisesse levá-la não podia pois sua mãe dizia sempre “ nada de corujas à mesa”. A sua mãe, Emily, era muggle, ou seja, não tem magia. Sua mãe era baixa com cabelos castanhos-escuros e lisos e olhos verdes. Era muito exigente e desde sempre ensinou-lhe que a magia não devia ser um atalho no trabalho árduo.
Seu pai, John, e sua irmã, Rosie, eram feiticeiros tal como ele mas a sua família morava num bairro muggle, em Londres. Seu pai era um homem alto, com cabelo espesso encaracolado castanho-escuro e com olhos castanhos e a sua irmã era uma bela rapariga, alta, com cabelos castanhos-claros encaracolados e olhos castanhos.
Quando voltou ao seu quarto, levou Zico para a gaiola e alimentou-o. “Não era de admirar que ele fique amuado e não me olhe” pensou Will.
A sua refeição foi muito calma, Will praticamente não falara. O seu pai e a sua irmã passaram o jantar a falar sobre os seus empregos e as novidades. O seu pai estava entusiasmado com o Mundial de Quidditch que ele próprio ajudou a organizar e que iria se realizar no ano seguinte e a Rosie falou do seu emprego novo. Ambos trabalham no Ministério da Magia, seu pai no Departamento de Jogos e Desportos Mágicos e Rosie no Departamento de Cooperação Internacional em Magia.
Assim que acabou de jantar subiu as escadas e entrou no seu quarto. Não era lá muito grande mas estava cheio de roupas, livros, penas, pergaminhos e uma vassoura desarrumados. Ainda lhe faltava fazer as malas. Primeiro ele apanhou as vestes novas e conferiu, à frente do espelho, como lhe ficavam. De seguida pegou em algumas roupas muggle, livros para o seu 5ºAno em Hogwarts; pergaminhos, penas e tinteiros novos; o seu velho caldeirão de estanho, luvas de dragão para Herbologia, a sua vassoura, algumas fotografias da sua família e a sua varinha. Achou que não faltava nada e fechou o malão.
Logo que o fez deitou-se, estava cansadíssimo. Os seus sonhos tinham todos sido sobre Hogwarts e Hogsmeade.
No dia seguinte, Will acordou às 9h30 e foi chamado pela sua mãe para tomar o pequeno-almoço. Tomou o pequeno-almoço, vestiu-se, penteou-se, lavou os dentes e foi buscar o seu malão, quando reparou que já eram 10h30 e estava muito atrasado para ir de carro para a estação de comboio.
– Estamos atrasados, querida — disse seu pai – vamos ter de Desaparatar e Aparatar na estação.
Sua mãe assentiu e quando saíram de casa, ele, Rosie e o seu pai….Crack… Aparataram à frente da plataforma 9 ¾. Will ficou enjoadíssimo e quase sem respirar mas aguentou. Ele não gostava nada de Aparatar! Atravessou a parede entre as plataformas 9 e 10 e apareceu do outro lado no qual o comboio, o expresso Hogwarts, já estava apinhado de gente a entrar.
– Pai, Rosie vou arranjar um compartimento – despediu-se ele com um beijo na irmã e um abraço ao pai – Até ao Natal!
Quando entrou no comboio avistou logo a sua melhor amiga com os seus cabelos castanhos cacheados e com algumas madeixas claras.
– Olá Anne! Como vais? – Perguntou Will — Vamos entrar neste compartimento?
– Sim estou bem, ok… mais ou menos, vi o Steven lá fora!
– Que choque tu o teres visto lá fora, supostamente ele anda em Hogwarts! – Ironizou ele acompanhando-a a um compartimento vazio mas vendo a sua cara triste disse – Esquece-o.
Assim que se sentaram, o comboio começou a andar. Passaram uma hora a falar sobre as férias e as novidades.
– Já soubeste que andam a haver muitas mortes? E todas por causa dos vampiros! – Disse Anne – Aiai aqueles vampiros enojam-me! Diz-se que eles estão se a multiplicar imenso! O Ministério da Magia anda atrapalhadíssimo! Imagina, os seus alvos preferidos para transformar em vampiros novatos são as crianças e adolescentes!
– Porquê? – Indagou Will com imensa repulsa – Porque é que eles fazem isso a crianças e adolescentes?
– Ninguém sabe…
Assim que Anne acabou de dizer isso a senhora do carrinho de doces apareceu e perguntou:
– O que é vai ser meninos?
– Eu queria seis sapos de chocolate e três pimentas delirantes – respondeu Will.
– E tu, querida? – Perguntou a senhora.
– Ah, não quero nada, obrigada.
– Ohm, afinal são doze sapos de chocolate e seis pimentas delirantes, por favor – corrigiu Will.
– Muito bem, querido, aqui tens – entregou-lhe ela os doces – são 2 galeões e 6 sicles.
Ele entregou lhe o dinheiro e a senhora despediu-se deles fechando a porta atrás dela.
– Aqui tens – disse ele entregando a Anne alguns doces.
– Não era preciso, mas obrigada.
Will abriu um dos sapos de chocolate e o cromo que lhe saiu era o de Hermione Granger.
– Uau vocês são extremamente parecidas! – Disse ele comparando a sua amiga com a imagem do cromo.
Mas isso foi interrompido pela vinda de um velho inimigo…
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