O diário de Noriaki
5 Eu arrisco minha vida lutando e não me arrependo de nada disso
Notas iniciais
21 de março de 1981
Hierophant:
Começaram as férias! A gente volta em abril, já no quinto ano. É bem pouquinho tempo que a gente tem, mas eu gosto. Dá pra parar e relaxar uns dias.
Às vezes a família vai viajar pra algum canto, normalmente algum lugar do Japão ou outro país que fica perto. Já contei que a gente foi pra Hong Kong uma vez, né? Eu tomei chá, foi legal. Lá você deixa a tampa do bule meio solta pra falar que quer mais chá. E eu também comi mingau de arroz com um ovo meio estranho, que me contaram que pra preparar tem de deixar ele ficar meio podre. É. É nojento mesmo. Mas era gostoso, isso eu te conto. Eu não sou chato pra comer.
Só que esse ano, eu recebi um convite. (Que foi até bem na hora. Já tinha ouvido mamãe dizer que não queria viajar esse ano. Eu não queria ficar olhando pra parede até voltar as aulas, mas também odeio ficar brigando com ela por viagem. Eu acho que fico parecendo um menino mimado, e é muito chato. Enfim.)
A mãe da Suki-chan, a dona Yoko, ligou aqui em casa. Eu atendi.
“Oi, Nori! A Suki me falou que você gosta que te chamem assim, posso te chamar assim também?”
“Aaah... claro, dona Yoko!”
“Beleza, então vai ser Nori. Deixa eu te contar... a família Tanaka aqui, eu, o Damo e a Suki, queria fazer uma viagenzinha. Mas agora que a Suki arranjou esse amiguinho lindo, eu queria convidar ele! Ele se chama Noriaki, você conhece ele?” Ela deu uma risada, eu também ri. “E não se preocupa que eu já falei com a sua mãe, tem um tempinho que eu liguei pra ela. Prometi te trazer com todos os membros do corpo!”
“Ah, ainda bem, né!” Eu dei um risinho. Eu gosto desse tipo de piada, a dona Yoko é legal. “Eu ia ficar feliz de ir sim, viu! Não tenho nada pra fazer, também... que dia que você leva a gente? E onde que é?”
“A gente queria acampar, lá no Mizunomori, por uns cinco dias. A Suki que sugeriu, às vezes essa minha filha enfia umas coisas na cabeça dela... acho que cê devia esperar essa menina te arrastando pra brincar das coisas malucas que ela gosta! Se você gostar da ideia, a gente passa pra te pegar amanhã mesmo!”
Coisas malucas, é? Eu pensei em Stand na hora. Era mesmo uma boa oportunidade. Já tinha ouvido falar de histórias de crianças treinando na floresta... não sei se foi na vida real ou em algum anime que eu vi. Mas eu vi, OK? (E espero que os pais da Suki-chan saibam direitinho o que é exatamente que ela vai fazer... será que eles têm Stand?)
“Amanhã? Opa, aí eu gostei! Eu topo!”
“Boa! A gente se vê!” E ela desligou.
A primeira coisa que eu fui fazer foi um “toca aqui” com o Hierophant Green. Finalmente a gente ia se divertir de verdade com um amigo! AÊ! (E daí depois eu fui contar pra mamãe que a dona Yoko tinha ligado e falado da gente sair pra acampar. Ela já sabia, mas eu queria avisar mesmo assim. Vai saber se ela não sabia e de repente eu saio de casa, com uma malinha toda feita, pronto pra fugir pro meio do mato com a minha amiga nova e a família dela.)
E eu queria falar que tô agora colando um monte de papel pela casa escrito “LEVAR O DIÁRIO PRO ACAMPAMENTO”. Eu não quero mesmo esquecer. Da vez que a gente foi pra Nara eu deixei você pra trás, mas essa viagem vai ser muito legal pra eu só ficar aqui contando como foi o que aconteceu uns dez dias atrás.
É isso! Amanhã, quando a gente chegar e acabar o dia, eu te conto tudo o que aconteceu!
Noriaki
***
23 de março de 1981
Hierophant:
Como dá pra ver, lembrei de te trazer! Hoje foi o segundo dia do acampamento. O primeiro a gente só montou barraca o dia todo, daí eu pulei.
É um lugarzinho legal, esse que os pais da Suki-chan escolheram. Tem um chalé, mas a gente quis mesmo foi dormir fora. Essa é a graça, mesmo. Foi meio chato de armar as barracas, mas no final deu tudo certo. Pelo menos não tem tanto mosquito quanto eu achava que ia ter. (Mamãe botou umas três latas de repelente na minha mala. “É pra prevenir, vai que perde”, ela ficou falando.)
Mas no segundo dia foi que deu o que foi mais legal. Eu tenho de te falar, a dona Yoko sabia do que tava falando quando disse que a Suki-chan ia querer inventar moda. Porque foi isso que ela fez.
Ela entrou com uma piração de que a gente tinha que caçar o almoço, como se ali fosse o meio do nada e ninguém tivesse pensado em trazer comida pros cinco dias, e tentando me puxar com ela. Eu entendi pra quê que ela queria fazer essa doideira, pra treinar Stand, mas fiquei lá, né, só pensando em como que ela achava que os pais iam deixar a filha se meter no meio do mato pra matar urso. A dona Yoko deu um suspiro e disse...
“Menina, mas como você abusa do meu Stand, hein? Cê sabe a regra, né? Não ir longe demais, ou o efeito acaba?”
Mas meu amigo, eu nem ouvi o resto. Eu tava ocupado demais, me segurando pra não gritar “O QUÊÊÊÊ?!”. E, é, eu confesso, na hora bateu uma inveja. Queria eu ter mãe com Stand, e... ah, eu tenho de parar de enfiar minhas coisas tristes em tudo. Continuando, vai.
Eu acho que a Suki-chan só fez aquele “ahã” clássico, vou fingir que foi isso. Bem, se tinha um Stand que ia, até onde eu entendi, proteger a gente de se machucar... eu topei. A dona Yoko deu beijinho nas nossas bochechas (nessa hora eu ouvi uma risadinha bem baixa de uma voz bem fininha, foi estranho) e a gente se despediu.
A gente foi andando e conversando.
“Cê já foi caçar antes, Nori?”, a Suki-chan me perguntou.
“Não. Eu nunca nem tinha acampado. Parece que não conhece minha mãe...”, eu respondi. Dei uma risadinha no final da frase, só pra não ficar um clima muito triste. “E você?”
“Eu fui uma vez, papai foi e quis me levar. Com o Stand da mamãe protegendo, claro.” (Essa parte eu já explico.) “Eu tinha tipo uns oito anos, então não faz tanto tempo... ele me ensinou a fazer umas armadilhas. Acho que com o Ace of Hearts, eu vou conseguir copiar. Quer dizer, tomara.”
“É... cê não espera que eu use o Hierophant contra quem não consegue ver, né?”
Ela parou um pouco.
“Nori, eu não ia nem ter tido essa ideia se eu não soubesse de uma coisa. Eu ouvi algumas histórias de que aquele lugar ali, onde a gente vai, tem uma terra que todo mundo diz que é mágica. Que diz que plantam alguma coisa, uma árvore, e ela cresce e fica adulta em nem um dia inteiro.”
“Então você acha que tem alguém que mora ali que tem Stand?”
“É, eu queria ver. Eu queria encontrar, se a gente pudesse... não tirar o Stand de lá, senão todo mundo ia ficar pensando se a gente não, sei lá, amaldiçoou o lugar inteiro.”
“Entendi. Então, se ele quiser machucar a gente, usar Stand vai ser justo. E a gente tá protegido... tá bom!”
Eu acho que eu não tava olhando direito o caminho, porque eu tropecei numa raiz de árvore e caí. Dava pra ver que uma pedrinha que tinha ali no chão fez um corte no meu joelho, mas engraçado que eu não senti nada.
Essa parte que eu vou contar agora, diário, você decide se quer acreditar. Mas também, se você tá faz um tempão acreditando no que um menino que tem um amigo alienígena, que só ele consegue ver, e que ainda por cima vira corda e joga esmeralda nos outros, te conta... enfim, aconteceu isso aqui, ó:
Lembra da risadinha que eu ouvi? Eu ouvi de novo, parecia que tava no meu joelho. Fui olhar e tinha um monte de bicho rosa, de olho amarelo (igualzinho os do Hierophant!), um colado no outro, rindo. Eles ficaram em cima do machucado que eu fiz por um tempo, só uns segundinhos na verdade, e quando eu fui ver que a risada tinha parado, eles sumiram.
Eu virei a cabeça pra Suki-chan e disse “que isso?”. Daí que ela me explicou que era o Stand da mãe dela, que ela tinha comentado, e o nome dele é Queen of Hearts. Ele tem um alcance bem grande pra poder proteger a gente bem, e ele conserta qualquer machucado enquanto estiver na gente. OK, agora já tava explicado por que a dona Yoko deixou dois pirralhos se enfiarem assim na floresta. E a gente seguiu caminho.
A gente não queria ir muito longe, até pelo alcance do Queen of Hearts. Então fomos parar quando a Suki-chan viu a árvore que ela conhecia. (Ela sabia que tinha um tronco velho de cerejeira, de alguém que tentou plantar uma ali. Crescer ela cresceu, e ficou adulta em um dia por causa do Stand, mas morreu rápido porque não adaptou, a floresta aqui é longe do parque onde tem as cerejeiras. Deve ter sido tipo um experimento.)
“Ace of Hearts!”, ela chamou. O Stand dela deu um pouco daquela massinha cor de rosa, e ela fez uma pá. “Nori, vai pegar uns galhos. Se a gente fingiu que foi caçar, a gente tem de trazer alguma coisa. Eu vou cavar um buraco pra fazer uma armadilha, daí a gente tem de disfarçar ele. Papai ensinou isso pra mim, naquele dia que eu falei.”
E daí eu fui. Pensando agora que eu tô escrevendo, eu gosto de como a Suki-chan é inteligente. Acho que, tendo o Stand que ela tem, tem de ser, pra conseguir fazer tanta coisa, né?
Só que já era a área do Stand. Eu tinha ido pro caminho errado. Quando eu vi que não ia achar muito galho no chão (o alcance...), eu decidi que ia tentar tirar um de uma árvore. E tinha uma coisa que eu não sabia...
Essas árvores não gostavam de ser incomodadas. Não mesmo.
Quando eu arranquei um galho, eu senti o resto do lugar de onde eu tirei o galho agarrar o meu braço. Com força. O Stand da dona Yoko me protegia da árvore me quebrar inteiro, mas eu senti a pressão.
E daí eu senti o resto. A árvore estendeu mais dos galhos dela. Eles pegaram meu outro braço, minhas pernas, tudo. Outro galho fez pressão em cima das minhas costas, e começou a parecer que a árvore queria me engolir. Eu comecei a sentir uma falta de ar, e daí que eu desesperei. O Stand da dona Yoko não ia me ajudar a não morrer sufocado.
Eu nem pensei. Eu só puxei o Hierophant.
“EMERALD SPLASH!”, eu gritei. Eu não sei de onde veio esse nome. Eu só gritei. Ainda bem que ele entendeu. As esmeraldas vieram voando, e a árvore me deixou em paz. É, acho que agora eu achei um nome pro ataque.
E daí eu ouvi um grito. Aliás, eu acho que “grito” é meio errado de falar, porque o som que eu ouvi não tem nem como uma pessoa ter feito. A primeira coisa que eu pensei é que eu tinha acordado algum bicho, e daí que eu voltei correndo pra onde a Suki-chan tava. A gente precisava sair dali.
Só que ela também tava correndo pra me procurar (ela depois me disse que tinha me ouvido gritar), e a gente indo pelo mesmo caminho... um trombou no outro e os dois foram pro chão. A gente não se machucou, até por causa do Stand da dona Yoko, mas o tombo deu uma chance pra floresta tentar me atacar de novo. Ou era porque eu incomodei a árvore, ou era porque eu tinha acordado o bicho.
Eu só sei que foi eu piscar o olho e já tinha uma planta me puxando. Será que era um cipó? Uma raiz? Eu sei lá, eu só sei que eu tava preso. Acho que controlar as plantas dali era outra habilidade do Stand. Eu ouvi a Suki-chan gritando meu nome...
E daí que eu vi.
Eu vi o bicho (era um urso, acho), indo direto pra mim, e eu vi outra coisa atrás dele. Uma outra coisa, quase do tamanho dele, toda coberta de cipós pontudos, cor de folha. Tinha um buracão no meio, como se fosse uma boca, e dali pingava um negócio que era tipo sangue, mas era verde. Será que era sangue de planta? Mas planta tem sangue? Ai, deixa pra lá, que isso não é importante.
Um bicho atrás dele, com um corpo parecido mas ao mesmo tempo bem diferente... eu já tinha até entendido. O urso era o dono do Stand. Eu não tinha encontrado nem gente com o mesmo poder que eu, e agora eu tava achando até urso! Não deu muito tempo pra ficar empolgado, porque, né... ele tava tentando me matar...
E, naquela hora, eu juro que eu ouvi aquele bicho falar. Se eu tivesse de escrever aqui o que ele falou, eu diria que foi... “Thistle and Weeds”*. Não sei o que significa, mas que ele falou, falou! Enfim.
Eu só sei que ali, com ele na minha cara, eu mandei o Hierophant descer logo um “Emerald Splash” (gostei desse nome) na fuça do bicho. Só que ele foi mais rápido pra se defender... também, né, com ele tendo um Stand, ele podia me ver atacando, e aí fica tudo justo. Ele cobriu o rosto com as mãos, e essas sim ficaram machucadas, mas acho que pra ele era o de menos.
E foi daí que o bichão usou o Stand dele pra pegar um galho e espetar no meu ombro. Eu não ia me preocupar muito normalmente, eu tava onde o Stand da dona Yoko alcançava, né?
Ééééé... não. Eu não tava. O bicho tinha me puxado pra longe, lembra?
Eu acho que não tem nem como eu te explicar como foi a dor que eu senti naquela hora. Não dava nem pra pensar. Só eu te contando disso agora, dá pra eu lembrar um pouquinho de como foi e até sentir como se eu ainda tivesse essa ferida (já, já eu explico o que aconteceu).
Mas rapaz, eu dei um belo dum grito. Deu até pra sentir a minha garganta doendo. Acho que a Suki-chan, de lá de baixo, achou que seria uma hora boa pra me tirar de lá de cima, agora que eu tava gritando que nem doido e meio que distraindo o bicho. Ela usou o Ace of Hearts e fez uma corda bem comprida, e já tava se preparando pra jogar, mas, é... acabou que era uma raiz, o lugar onde o urso tinha me prendido. Não ia dar pra me tirar dali só com uma corda, o negócio é muito duro.
Mas dava pra prender o urso. E foi o que ela fez.
Eu tava ainda meio perdido por causa da dor do galho enfiado no meu ombro, mas eu consegui ouvir a Suki-chan gritando pra eu dar um “Emerald Splash” na raiz, aproveitar que o bicho tava preso, e foi o que eu fiz. Eu fiquei livre daquilo ali, mas uma coisa que eu pensei na hora... se esse bicho picotasse as cordas que a gente fez, ele ia ficar livre, me prender com outra raiz, e sei lá eu o que ele ia fazer depois. Tentar com o “Emerald Splash” de novo talvez não desse tão certo, porque o urso tinha desviado.
O Hierophant Green entendeu. Ele aprende bem rápido, sabe? Ele se... adapta (aprendi essa palavra esses dias) muito bem com o que acontece. Saca só o que ele fez!
Eu fui ver e ele tava virando corda, e se espalhando todo pela floresta. Pra falar a verdade, ele é uma corda enorme que fica em forma de gente, deve ser porque ele gosta de ser gente. Tava até me deixando tonto, tanto rodopio que ele tava fazendo, porque afinal eu também sinto o que ele sente. Se eu quiser, eu posso até começar a ver o mundo com o olho dele (eu já fiz isso antes! Foi lá quando a gente salvou o menino. E, falando nele, eu esqueci de te contar... no fim das contas, ele ficou bem, foi só um “fluido”, chamaram assim, que saiu do olho dele. Agora, deixa eu continuar).
No começo eu não entendi pra quê que ele fez isso. Deu um tempinho, uns dois segundos, e a corda toda que ele espalhou ficou invisível. E daí que o urso levantou, depois de rasgar a corda da Suki-chan, e começou a andar, meio rosnando.
Ele esbarrou onde tinha uma corda daquelas do Hierophant... e levou um monte de esmeralda na cara. Ele nem tentou defender, acho que ele nem esperava mesmo, não deve ter visto ela aparecendo. Daí que ele andou um pouco pra trás, devia ter perdido o equilíbrio, e dá-lhe mais esmeralda, porque ele tinha esbarrado em outra corda. Acho que foi o suficiente pra ele... ele caiu no chão, deve ter morrido. Não sei.
“Acho que a gente acabou com a lenda da terra, né...”, a Suki-chan disse. Eu fiquei quieto, não tinha nada pra falar. E, rapaz, a dor do meu ombro parecia que tava aumentando com o tempo.
E daí eu não sei mais nada que aconteceu, acho que eu caí duro no chão mesmo. De cansado, ou de tanto que tava incomodando.
Eu só sei que eu acordei já no acampamento, deitado numa cama lá dentro do chalezinho que tinha (a gente montou barraca porque é teimoso, mesmo). O meu ombro não tava mais doendo, e eu passei a mão achando que tinham feito um curativo, mas eu só senti a minha pele mesmo. Eu ouvi, e acho que era de lá de fora, a Suki-chan chorando, ouvindo bronca dos pais. Eu até tinha pensado em levantar dali e perguntar o que tinha acontecido, mas acho que o clima tinha ficado meio pesado. Melhor não. Eu esperei alguém aparecer.
Deu um tempinho e veio a dona Yoko.
“Nori, tô vendo que você acordou! Tá tudo bem?”, ela perguntou. Eu gosto muito dela. Ela parece que consegue acalmar todo mundo.
“Ah, tá sim... eu só queria saber o que que aconteceu”, eu respondi.
“A Suki contou que você desmaiou lá na floresta, e ela te trouxe até aqui. Eu consertei o seu machucado com o meu Stand, que você deve ter conhecido quando os dois saíram pra floresta... o Queen of Hearts. Ela me contou que você tem Stand também, né?”
“Eu tenho! O nome dele é Hierophant Green! Não fui eu que escolhi o nome, foi uma mulher muito velha que parecia uma bruxa, de uma vez que eu fui numa cabana com a mamãe... era pra ver um tal de tarô, mamãe gosta disso.”
Chamei o Hierophant pra ela ver. Ele parecia até feliz de ver a dona Yoko, a cara dele tava como se ele tivesse dando um sorriso debaixo da máscara que ele usa (se é que ele tem boca, né). Ela fez um carinho na cabeça dele, e eu senti também. Foi legal!
“Ahhh, entendi. Ele é muito fofo! E, como o Stand representa quem tem ele... você também é!” Eu fiquei todo sem jeito, ela é muito legal. Acho que eu não tô nem acostumado a ter uma pessoa tão legal na vida... OK, OK, chega de história triste, já deu.
“Obrigado!” Eu dei um sorriso todo bobo.
“Enfim, só queria te pedir pra tomar cuidado com o ombro. Ele não tá mais machucado, mas vai ficar bem sensível por pelo menos uns dois dias. Falei com a Suki e pedi pra ela não inventar de te levar na floresta de novo, OK?”
“Tá bom! Eu prometo que vou me comportar, dona Yoko!”
E daí acabou o dia! Tá na hora de dormir. Boa noite, diário!
Noriaki
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