Acabei ficando para a festa. Sozinha. Meus pais se certificaram de me empurrar para F de novo, mas eu já fui logo comentando sarcasticamente sobre a noiva dele e os dois me deixaram em paz. F ouviu de longe e começou a rir. Talvez tenha sido por conta do meu look de Vampira charmosa no meio de dezenas de convidados com roupas normais.

― Esqueceram de te avisar? ― F sentou-se ao meu lado, perto dos arbustos.

― Que era pra esconder minha verdadeira identidade? Sim, uma pena. Pensei que estivéssemos em família!

F riu outra vez. Eu também.

― Se servir de consolo, acho a roupa de hoje melhor que a da festa anterior.

Fechei a cara. Que homem ridículo! Eu já havia perdido a paciência desde cedo, mas aquilo só me irritou mais ainda. Dei um chute bem dado nas partes íntimas do idiota e acenei para o motorista de T me levar embora.

― Ei! ― ele correu para me alcançar.

― O que você quer? Vai lá pedir pra sua noiva por um gelinho aí.

F revirou os olhos.

― Eu ia pedir desculpas.

― Que pena! Pois eu iria recusar.

Sorrindo, dei adeus e entrei no carro.