O diário da jovem Camila

2 Duvidas cruéis rondando a minha cabeça


Notas iniciais
Oiee pessoal !!Tudo bem com vocês?! Bom...eu realmente espero que vocês gostem desse capitulo,fiz com muito carinho e dedicação... ;-)

Depois que a enfermeira cuidou do meu ferimento,eu saí da enfermaria junto com a Bianca,ela tinha visto o vaso se quebrar sozinho mas nem sequer quis falar algo sobre o acontecimento.Ela me mostrou a minha sala que era a mesma que a dela,então entramos na sala,eu fui até uma carteira lá do fundo,me sentei na cadeira e coloquei a minha mochila encima da carteira.Ela se sentou na carteira á frente da minha,suspirei pensando em quantos fatos estranhos aconteceu só nesse começo do dia,era realmente estranho "Na minha antiga cidade,nada disso acontecia,por que aqui está acontecendo? Eu nunca vou ter uma vida calma,relaxante e nem perfeita?"pensei enquanto copiava as lições.Depois de um belo tempo,o sinal bateu,era finalmente a hora de ir embora.Guardei meu material em minha mochila,me levantei da cadeira,peguei minha mochila e coloquei uma das alças em meu ombro,olhei para a Bianca e ela estava sorrindo (como sempre).Suspirei calmamente,e logo dei um sorriso fraco.
— Você mora longe daqui?Se quiser eu te acompanho.-disse Bianca,ela parecia esquecer tudo que aconteceu,e sinceramente eu não sei como.
Eu estava enlouquecendo com tudo aquilo,não tinha um minuto sequer que eu conseguisse pensar em algo bom.Os fatos desse dia era terrivelmente atormentadores.
— Bom,por mim tudo bem,e eu moro aqui pertinho...-disse eu,olhando ela.
— Ah...okay então,eu vou contigo.-disse ela,enquanto sorriu e foi saindo da sala.
Eu sai da sala de aula logo depois dela.Nós duas saímos de dentro da escola.Depois que saí da escola fui andando tranquilamente pelas calçadas ao lado de Bianca,ela estava cantarolando uma musica,e eu não parava de pensar,pois aquela escola tinha algo estranho,e eu iria descobrir,de uma forma ou de outra!

A rua estava um silencio,só dava para ouvir a Bianca cantarolando uma musica,até o momento em que ouvimos alguém gritar “Hey Camila Malarke y! espera a i,eu e a Bianca olhamos para trás,nós duas vimos a garota que brigou comigo,eu e a Bianca paramos de andar e nos olhamos por um segundo,quando voltamos á olhar para trás não vimos mais ninguém Não eu não estou loucapensei.Quando olhei para frente novamente,pronta para voltar a andar,vi a mesma garota,levei um pequeno susto,ela me olhava com um sorriso maligno em seus lábios,eu estava ficando assustada mas não demonstrei por nenhum minuto sequer.Olhei rapidamente para Bianca e ela parecia estar acostumada á ver esse tipo de coisa,logo voltei a olhar a garota.
— Quem é você? Como me conhece? E o que quer agora?-Disse eu á ela com um olhar seguro do que falava.
— Ai nossa! Se acalma.Bom,em primeiro lugar,eu sou Lílian Wood .Em segundo lugar,seus pais acabaram com a minha família e é por esse motivo que odeio você e sua família medíocre.E em terceiro lugar que nos leva á um pequeno arrependimento,eu só queria saber como você está,eu não devia ter feito aquilo...por mais que você merecesse.-Disse ela enquanto olhava profundamente em meus olhos,ainda com aquele sorriso maligno em seus lábios.
— Ah...sei!Bom eu vou ficar melhor,é só questão de tempo.Mas...o que a minha família fez com a sua?-Disse eu,olhando ela com um olhar sério.
— Pergunta ao seu paizinho “O herói do ano” ah claro...se ele estiver vivo ainda -Disse ela,em um tom ameaçador,e logo em seguida deu uma risada assustadora.– Cuidado garota,seu mundo está prestes á mudar...e eu adoraria poder te ver assustada com tudo que vai acontecer daqui para frente -Continuou ela,logo em seguida se afastou de mim deixando o meu caminho livre.– Tenha um belo, ops...quer dizer,tenha um horrível dia Camila Malarkey!
Eu rapidamente sai de lá indo á minha casa com a Bianca ao meu lado.Ela também estava assustada,mas por algum motivo ela não queria falar sobre aquilo,ela falou de varias coisas enquanto andávamos,mas nada era relacionado ao que a Lílian falo "O que será que essa Bianca está me escondendo?" pensei.

Depois de uns minutos andando ao lado de Bianca,cheguei em minha casa,notei algo muito estranho ao olhar a frente da casa,meus pais odiavam deixar a porta aberta e a mesma estava aberta,Bianca me olhou e logo perguntou.
— O que foi Camila? Há algo de errado?-Ela disse de uma forma preocupada e baixa.
— Ah,eu..eu...eu acho que sim- Disse eu,com a voz baixa e andei um pouco devagar até a entrada.Vi que a Bianca me acompanhou até a entrada.
Quando entrei em casa,olhei em volta e fui dando passos lentos e curtos até a sala.Ao chegar na sala vi minha mãe agachada ao lado do meu pai que estava deitado,confesso que fiquei assustada de primeira e então me aproximei,ouvi minha mãe soluçar entre o choro sem parar,enquanto segurava a mão do meu pai,olhei para o meu pai e então vi uma poça de sangue que tinha se formado em volta da cabeça dele,olhei rapidamente para Bianca que estava entrando na sala.Fiquei paralisada voltei meu olhar para a minha mãe, ela estava com um livro que tinha folhas amareladas como se fossem antigas apoiada em seu colo ainda segurando a mão do meu pai.Não consegui fingir que não estava abalada com aquilo senti minhas pernas bambear e quando fui ver já estava caída no chão,logo em seguida senti lagrimas quentes escorrerem de meus olhos,minha mãe me olhou ainda soluçando entre o choro ela soltou a mão do meu pai colocou o livro no chão e se arrastou até mim,ela me abraçou meio de lado deitando minha cabeça no ombro dela e então disse quase como um sussurro:
— Calma querida...vai ficar tudo bem eu prometo -Ela beijou de leve os meus cabelos e acariciou os mesmos.
— Mãe como aconteceu isso?Quem fez isso?Eu...eu exijo saber!-Disse eu com uma voz de choro mas me mostrando ser forte.
Uma coisa que não tinha como ser naquela hora.Olhar para o corpo do meu pai,e saber que ele não iria se levantar e dizer que estava tudo bem,era muito frustante...
Minha mãe me olhou mas ficou quieta o que conseguia ser muito mais frustante.De repente ouvimos a sirene da policia,ela me soltou e se levantou indo até a porta que estava aberta,e eu me aproximei um pouco mais do corpo do meu pai.Por mais doloroso que fosse,se aproximar dele,eu precisava e muito.Bianca veio até mim,e se agachou ao meu lado enquanto me abraçou.
— Não acredito Lílian passou dos limites dessa vez...-Sussurrou ela para si mesma,mas eu consegui ouvir.- Se acalme Camila,logo tudo irá se esclarecer.-Disse ela de uma forma calma e meio triste.
Eu retribui o abraço,logo em seguida Bianca me soltou e se levantou.A unica coisa que me passava pela cabeça era o que a Bianca sussurrou, "Ela sabia!!Bianca está me escondendo algo muito grave.Não posso acreditar que Lílian foi tão cruel á ponto de matar o meu pai!!" pensei,mas claro não falei nada para a Bianca.
— Vamos Camila,temos que sair daqui,para os policiais poderem ver a cena do crime.-Disse Bianca enquanto me olhava.
Ouvi a Bianca,concordei com a cabeça,e olhei o livro que minha mãe tinha deixado lá,eu não consegui ver muito pois estava com a vista um pouco embaçada por causa do choro.Mas como eu estava curiosa para saber o que tinha nele,peguei o livro,me levantei olhei para a porta e vi que minha mãe ainda estava falando com o policial,então corri até o começo da escada,eu ainda estava chorando mas mesmo assim subi as escadas correndo,e logo entrei em meu quarto.onde resolvi esconder o livro.Bianca subiu logo atrás,ela me olhou meio confusa,e então eu resolvi mentir para ela falando que eu iria ficar em meu quarto,ela entendeu ou talvez,fingiu que entendeu,pois ela desceu as escadas e foi embora.Eu sei que ela queria me ajudar,mas ela sabia que eu queria um momento sozinha.
E então eu tive o meu pequeno surto.
—NÃO,por que está acontecendo isso comigo??O QUE TEM DE ERRADO NESTA CIDADE MALDITA!!!!!-Gritei em meu quarto chorando sem parar,estava doendo demais aquela sensação de nunca mais ver meu pai vivo.

Depois que eu consegui segurar meu choro e me acalmar,sai do meu quarto,desci as escadas e fui até a entrada da sala onde vi os policiais enfaixando a sala inteira para poder interditar o local até a perícia chegar,minha mãe me puxou para fora da casa onde me fez se sentar junto com ela no gramado que havia lá,eu olhei ela com os olhos cheios de lagrimas.Por mais que eu tentasse ser forte não dava,eu chorava só de lembrar.
— Mãe...você não me disse ainda...o que aconteceu.-Disse eu á ela enquanto deixei as lagrimas quentes escorrerem pelo meu rosto.
Ela me olhou com um olhar de confusa enquanto chorava,e em seguida ela olhou para o céu e novamente ela se calou,eu entendia ou achava que entendia pois era doloroso falar como aconteceu.Mas uma hora eu teria que saber “Ah sim,o livro!” pensei.”Com certeza há alguma coisa no livro que possa dizer o que aconteceu com meu pai...”.
— Mãe?O que vai acontecer daqui pra frente?Eu estou com medo.-Disse eu com voz de choro.
Vi ela deixar lagrimas saírem de seus olhos,mas ela não me respondia ela simplesmente ignorava tudo que eu falava.Aquilo já estava me deixando nervosa,então olhei para uma poça d’água que tinha na guia da calçada perto de onde estávamos,concentrei toda a minha raiva junto com a minha tristeza naquela poça que de repente se tornou fogo forte e alto conforme eu olhava.Minha mãe viu a poça se transformar em fogo em seguida ela me olhou,ela viu que eu estava concentrada,fora de mim enquanto olhava para o fogo que havia se formado,ela me sacudiu e eu tirei os olhos do fogo que no mesmo momento se apagou.Olhei ela um pouco assustada.
— Como fez aquilo?Desde quando começou a fazer isso Camila?-Disse ela,me olhando de uma forma séria.
— Eu...eu não sei mãe,ah meu Deus,eu fiz isso!O que está acontecendo?-Disse eu á ela,muito assustada.
— Camila não minta pra mim!-Gritou ela me olhando.
— Eu juro mãe!Não estou mentindo,eu não sei de nada.-Disse eu muito assustada.
Ela se calou enquanto pensava,e mais uma vez eu não conseguia entender "Primeiro a velocidade anormal da Lílian. Depois o garoto bebendo sangue na enfermaria da escola.Logo depois o vaso se quebrando.Logo em seguida a ameaça da Lílian e a morte do meu pai e agora uma simples poça d'água vira fogo!O que está acontecendo?" pensei.A perícia chegou e então minha mãe se levantou e ficou perto da porta.
Depois de um bom tempo a perícia saiu de lá,falou algo com a minha mãe e logo foi embora,depois de umas horas,vieram tirar o corpo do meu pai de lá de dentro,eu e minha mãe choramos muito,ela me mandou fazer uma mala,porque nós iriamos passar essa noite em um hotel.Ela não queria me ver sofrendo ou chorando lá dentro,então preferiu que nós duas saímos de lá.Eu fiz a minha mala,e claro eu peguei o meu diário e o livro que eu havia escondido e guardei na mala.Quando desci as escadas,vi que ela já havia feito a mala dela.Assim que saímos de casa,fomos até um hotel,e então depois disso passei a noite naquele hotel com a minha mãe,e eu estava praticamente em negação eu não queria acreditar em nada que tinha acontecido.
No dia seguinte,quando acordei estava um pouco mais calma,por mais difícil que fosse eu tinha que admitir “Meu pesadelo se realizou”É basicamente isso,o meu pior pesadelo era perder um dos meus pais ou até mesmo os dois.Era a pior sensação que eu já senti.Fiquei deitada na cama,pensando em tudo que tinha acontecido tanto na escola quanto em casa,logo em seguida me levantei da cama indo ao banheiro,eu queria muito que tudo que tinha acontecido no dia anterior fosse apenas um pesadelo,mas nem tudo é o que queremos.Assim que fiz a minha higiene pessoal,saí do banheiro,vi minha mãe entrar no quarto do hotel,usando um vestido de pregas preto que ia até os joelhos dela,e um par de salto alto preto com varias bolinhas brancas.

— Filha?Você está pronta?-Disse ela me olhando.

Uma hora tinha que cair a ficha pra mim,então peguei um vestido preto com mangas compridas e de renda,fui até o banheiro,me arrumei,logo saí do mesmo e peguei um par de salto alto preto de veludo,calcei os mesmos e olhei minha mãe encostada na porta conversando com alguém no corredor,saí do quarto e olhei minha mãe e um homem dos olhos verdes super claros,dos cabelos castanhos escuros,que usava um terno preto sem gravata,que me olhou no mesmo momento que apareci.
— Quem é ele?-Disse eu,olhando ele,minha mãe olhou ele e depois me olhou.
— Filha,é o Kaleb Insper,ele é um amigo da família,e irá nos levar ao enterro -Disse ela dando um sorriso fraco.
— Se ele é um amigo da família porque meu pai nunca falou dele?-Disse eu,o encarando.
— Você é muito curiosa para uma menina da sua idade,não acha?-Disse ele,com um sorriso sarcástico em seus lábios,enquanto desviou o olhar para o chão e logo voltou á mim.– Vamos logo,não queremos perder o enterro tão...especial,não é mesmo?-Continuou ele.
— Sim eu sou muito curiosa,tem algum problema nisso?Ah quer saber nem precisa responder,sua opinião não é nada para mim.-Disse eu de uma forma fria,olhando nos olhos dele.
— Camila!-Gritou minha mãe.– Chega!Vamos logo ao enterro.-Continuou ela.

Ele deu uma risadinha baixa e debochada,e logo em seguida ele saiu de lá indo para fora do hotel,minha mãe foi logo atras dele,eu bufei de raiva e fui atrás deles.Saímos do hotel,e eu vi ele ir até o carro dele,e em seguida vi ele abrir a porta do carro para a minha mãe entrar,como se ele fosse “um cavaleiro” minha mãe entrou no carro,e ele fechou a porta do mesmo.Quando ele foi abrir a porta da porta de trás para mim,eu interferi e abri primeiro.
— Nossa,que garota independente ein.-Disse ele dando um sorriso meio convencido.
— Fica na sua Kaleb!-Disse eu,e logo revirei os olhos,entrei no carro,vi ele entrar também.e então ele dirigiu á caminho do cemitério.

Ao chegarmos no cemitério desci do carro,esperei eles descerem,depois que eles descerem nós fomos até onde estava os outros parentes,eu vi a minha prima Samara Malarkey. Ela tinha 17 anos,eu adorava ficar com ela,ela me entendia eu acho que ela era a única.Eu corri até ela e logo em seguida abracei a mesma bem forte,deitei minha cabeça no ombro dela,eu realmente achei que eu conseguiria ser forte,mas percebi que não.Chorei enquanto estava abraçada nela.Passei o velório e o enterro inteiro ao lado dela,quando estávamos voltando para os carros,implorei para que ela viesse no mesmo carro que eu,pois eu não iria suportar ficar ao lado daquele “amiguinho da família”.Depois de um tempinho pedindo,ela aceitou,fomos até o carro,e lá estava ele me olhando com o "olhar de galã" passei reto por ele,abri a porta do carro mandei a Samara entrar no carro,assim que ela entrou,eu fui entrando mas senti alguém segurar o meu braço.Advinha quem era?O bendito do Kaleb.
— Vai mesmo me ignorar?Para de ser infantil querida,eu só quero ser seu amigo também,se quiser eu explico como conheci seus pais.- Disse ele com um sorriso de lado.
Não sei porque,mas ele parecia achar graça em tudo,e isso me deixava muito nervosa.
— Em primeiro lugar,eu não estou sendo infantil! Em segundo lugar,não me chame de querida!E em terceiro,acho que não,você não vai explicar como conheceu meus pais!O por que?Eu não acredito em você!!-Disse eu e logo puxei meu braço,encarando ele.
Vi ele ficar serio pela primeira vez,e logo em seguida ele pegou rapidamente em meu braço,só que dessa vez foi de uma forma violenta,ele apertou o meu braço com força,enquanto me encarava.
— Olha aqui garota.Acha que perder o pai é doloroso?Pois então não sabe o que é sofrer na vida.Seu pai era o meu grande amigo,quando acusaram ele de matar a família Wood inteira,fui eu que ajudei ele,sem contar com os outros fatos parecidos com esses!Então é melhor você se cuidar e calar essa porcaria de boca,há não ser que fale algo bom sobre mim.-Disse ele de uma forma fria,logo em seguida ele sorriu novamente e me soltou.
Eu entrei no carro um pouco assustada ainda.Minha mãe e ele entraram no carro,ele me olhou pelo espelhinho do carro e sorriu de lado,suspirei ficando irritada mas ainda pensativa sobre o que ele tinha falado,logo depois ele dirigiu á caminho da minha casa(que já havia sido limpa,arrumada,e etc.)

Assim que chegamos em casa,Kaleb parou o carro,e então eu desci primeiro que todos pois não aguentava passar mais nenhum minuto sequer naquele carro,logo em seguida vi Samara,minha mãe e o Kaleb descerem do carro,revirei os olhos porque quando olhei para ele,aquele ser humano piscou para mim.Entrei em casa morrendo de raiva e ao mesmo tempo de tristeza,subi as escadas indo ao meu quarto,sério,eu não queria fazer parte daquele “cafezinho após o enterro”que era impossível sumir,mas eu iria tentar.Entrei no meu quarto com a maior vontade de chorar até não poder mais,foi nesse momento em que ouvi alguém subir as escadas correndo e quando ia fechando a porta vi a Samara colocando a mão na porta para impedir que a mesma se fechasse,suspirei aliviada e dei espaço para ela entrar,assim que ela entrou eu fechei a porta,caminhei até a minha cama e me sentei na mesma.
— O que foi?Pode falar comigo...eu sou sua prima,eu te entendo.-Disse ela dando um sorriso fraco para tentar me animar um pouco.

Eu ia responde-la naquele momento,mas só fui capaz de expressar as minhas palavras com lagrimas quentes que escorreram de meus olhos,e em seguida tirei os saltos que eu calçava e coloquei minhas pernas sobre a cama,logo abracei as mesmas escondendo o meu rosto entre as minhas pernas,Samara se aproximou,se sentou ao meu lado e levantou meu rosto,eu olhei ela ainda chorando e soluçando ao mesmo tempo.
— Calma,vem aqui.-Disse ela,enquanto me puxou para os seus braços,continuei encolhida enquanto á abraçava.
Eu não conseguia parar o choro eu me sentia mais aliviada á cada lagrima que escorria de meus olhos,era a melhor sensação que eu estava tendo no momento.
— Sabe o que mais está me ferindo agora?É não saber como ele morreu,quer dizer...não ter certeza de como ele morreu...Porque ela não me falou?Ah isso é horrível.Odeio me sentir assim- Disse eu entre os soluços.
Ela me olhou e parecia sentir a minha angustia.
— Calma,sua mãe precisa de tempo,ela não está preparada para te explicar-Disse ela enquanto acariciava meus cabelos.
Após horas naquele quarto apenas com a Samara,ela disse que precisava ir contar para a mãe dela que ela iria ficar alguns dias na minha casa,eu assenti e então ela desceu,mas quando voltou trouxe um copo com água.Ela me fez beber e adivinha?Aquela água estava com calmante,ela sabia que eu não iria conseguir dormir bem então resolveu me dar um calmante.Foi esperto da parte dela,mas eu não gostei muito dessa ideia não.Mas eu consegui dormir bem,só que a duvida que ficava me rondando era:O que o Kaleb quis dizer com "não sabe o que é sofrer na vida" bom..pra mim perder um pai é a pior sensação do mundo.Ou será que tem coisa pior do que isso?

Notas finais
Bom pessoal...agora está começando a ficar bem misterioso não é mesmo?Rsrs Então gente é isso ai por hoje.Eu espero que vocês tenham gostado beijinhos beijinhos ;-)