Capítulo 5



O dia se inicia, Ellen voltou a fazer a rotina dela pré faculdade com normalidade, só que essa segunda a rotina começaria um cedo pois tinha um trabalho em dupla para terminar e faltava 4 dias para a entrega. Ellen termina de arrumar o café da manhã dela e do Laito.



Laito: estranho você começar arrumar a mesa cedo .- principalmente nesse horário. Laito já acordado e com um pouco de sono pois acordou com o despertador dela tocando.



Ellen: eu sei ,mas não temos tanto tempo para fazer o trabalho da Dalila.- a pesquisa tá pronta mas falta montar os slides e fazer livrinho dela .



Laito: sabe o que eu acho da Dalila. Pega o caderno de rabiscos dele e um lápis.- isso aqui mostra o desenho , um retrato da professora Dalila com aparência de dinossauro.




Ellen: e você não tá errado.ri do desejo dele .



Laito: e por que eu não estou ?.



Ellen: porque no fórum da faculdade da nossa sala ,tem gente reclamando que poderia pedir um arquivo digital ao invés do livreto por conta do preço da produção de um .- além de outros b.os que ela fez alunos passarem .



Laito: eu sei .- ela corrige os trabalhos com caneta permanente ou rasura eles .



Ellen: o pior de todos, corrige slide no arquivo original ao invés de fazer uma cópia para corrigir.




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Na Lan house


Ellen e Laito chegaram na Lan house, kentin tava esperando Ellen com o livreto já pronto e Lysandre tava jogando friv no computador esperando laito sentar ao lado dele para eles darem continuidade a tarefa deles .




Ellen: kentin , não precisava fazer a parte do livreto.



Kentin: eu sei que essas coisas são meio caras .- mas fiz o que nós vamos apresentar e o que vamos entregar a dinossaura Dalila .



Laito: e esse primeiro livro?.



Kentin: eu fiz a mão com a minha pior letra . Todos o olham e recordam de quando ele quase reprovou em história por causa de um trabalho feito a mão em letra de “médico”



Ellen: o papel é aquele sulfite mesmo , não é matte ou papel cartão.



Kentin: sulfite colorido.- e com canetinha de cheiro .



Os três: você se superou dessa vez , pelo menos esse vai ser o sacrificado e o segundo não .



Kentin: Lysandre tinha me dado o arquivo do livreto dele e do Laito e fiz mais um oficial não sacrificavel e um sacrificavel.



Ellen: então foi meio caro do mesmo jeito , gastou com papel matte e com sulfite.



Kentin: o papel do trabalho sacrificavel tava por 1 real as folhas .- e eu tinha uns pacotes de matte sobrando em casa , mas sim foi caro já tava preparado para essa matéria.



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Na quinta feira às 10h da manhã na aula da Dalila.


O Grupo:

Ellen: segurava o livreto oficial (capa branca, título em Comic Sans).


Laito:carregava o pendrive "inocente" (com o arquivo *DALILA_NUNCA_VAI_VER_ISSO.pdf*).


Kentin: ajustava a camisa, tentando parecer "confiável".


Lysandre: filmava tudo discretamente no celular ("*Para fins acadêmicos*").


**A Entrevista**

Dalila: (examinando o livreto com suspeita):

— *"Página 47... está faltando a referência bibliográfica de Klein (2005)."*


Ellen: : Está no QR code da contracapa, professora. *Inovação*."*



Kentin: espero que a senhora…cortado pela professora



Dalila: vocês quatro não tem que esperar que eu faça ou desfaça minhas correções.



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Na sexta a noite


Pré — show

Laíto: (Bufando, afinando o violão com força excessiva) Caramba, eu ainda tô com a voz da Dalila na cabeça. "Criatividade desregrada, Senhor Laíto!" Parece que a gente tava apresentando um show de palhaços em vez de um trabalho de publicidade.

Ellen: (Suspira, sentando-se em uma cadeira dobrável e massageando as têmporas) E eu que pensei que meu pesadelo tinha acabado quando consegui arrumar o QR code. Meu trabalho foi quase reprovado, gente. Só por causa de um detalhe de formatação. O reitor e aquela... "dinossaura" dela, eles não perdoam.

Kentin: (Para de alongar, olhando para eles com uma careta) Eu nem consigo pensar nisso. Minha mão ainda dói de escrever aquele livreto sacrificável. E a Dalila falando do papel suflite colorido com canetinha de cheiro... Ela me olhava como se eu tivesse entregado um desenho de jardim de infância.

Lysandre: (Com sua voz calma, mas com um tom de frustração contida) É a falta de flexibilidade. A academia, por vezes, se apega tanto às normas que ignora a inovação e o potencial criativo. O "mini teatro" foi uma forma de contextualizar o material de forma didática e memorável. E os livretos com as referências em QR code eram uma solução prática e moderna, não um erro.

Laíto: Exato! A gente usou as ferramentas da publicidade pra apresentar um trabalho de publicidade! Era pra ser um case de sucesso, não um interrogatório do FBI. E o pior é que eu tava tão cansado depois do show de sexta, que mal consegui revisar o texto.

Ellen: E eu que virei a noite pra arrumar o meu... Quase caí da cadeira na hora da "entrevista". Deu vontade de gritar que a gente tava numa maratona de shows, mas aí ia ser pior.

Castiel: (Que estava mais quieto, testando um riff na guitarra, de repente para e se vira para eles, com uma expressão surpreendentemente séria) Vocês acham que só vocês têm Dalila na vida?

(Os três de Publicidade olham para ele, surpresos.)

Castiel: Eu tenho o professor "Almeida, o Auditor de Almas". O cara é a versão masculina da Dalila, só que da Administração. O método pedagógico dele é idêntico: destrutivo. Ele pega a sua planilha, sua análise de caso, e rabisca tudo com uma caneta vermelha, falando que "não tem base", "não tem lógica financeira", "vai levar a empresa à falência". E se você tentar argumentar, ele te humilha na frente de todo mundo, com a mesma cara de quem comeu limão azedo.

Kentin: (Com os olhos arregalados) Caraca, Castiel! Sério?

Castiel: Mais sério que a sua nota em história por causa do trabalho de madeira. Semana passada, ele fez um aluno chorar na aula porque a análise de SWOT tava "desequilibrada". Então, é isso. A gente rala no palco e na sala de aula, mas o universo conspira pra ter um professor chato em cada departamento.

Laíto: (Balança a cabeça, um riso amargo surgindo) E eu pensando que meus problemas eram só os riffs errados do Castiel no ensaio. Pelo visto, a gente tá em um complô acadêmico.

Ellen: (Dá um sorriso fraco, mas de companheirismo) É a vida de artista universitário, né? A gente tem que ser criativo pra passar na aula e pra aguentar a pressão. Pelo menos a gente tem a música pra desabafar.

Lysandre: (Finalmente guarda o baixo, com um aceno de cabeça) Precisamente. A arte nos permite extravasar as frustrações da razão. É um contraponto necessário. Agora, vamos. O show começa em dez minutos. E, pelo visto, precisamos de uma boa dose de catarse.

(A banda se levanta, com uma mistura de cansaço, frustração e a habitual energia pré-show. Eles se dirigem para o palco, prontos para transformar as tensões acadêmicas em música.)











(A cena começa com o final de uma música animada, e os aplausos preenchem o pub. Laíto, Castiel, Lysandre e Kentin se ajustam no palco.)

Laíto: (Ajustando o microfone, um sorriso malicioso no rosto, mas com um brilho diferente nos olhos) Boa noite, galera! Valeu por estarem aqui com a gente de novo. Hoje, a gente tem uma música especial, uma que eu venho guardando para uma ocasião... mais que especial.

(Ele lança um olhar rápido na direção da mesa onde Ellen está. Ela sorri, sem ter certeza do que está por vir, mas sentindo um calor no peito.)

Laíto: (Sua voz se suaviza, e ele fita diretamente Ellen. O pub parece silenciar, embora o burburinho de fundo ainda exista) Essa vai para a pessoa que... virou meu mundo do avesso há exatamente dois anos. Pra minha Ellen.

(Um arrepio percorre Ellen. Ela cobre a boca com a mão, os olhos marejados. Ao seu lado, Castiel (que desceu do palco por um momento) dá um tapinha amigável no ombro dela e pisca. Kentin, da bateria, sorri para ela, um gesto de carinho e apoio.)

Castiel: (De volta ao palco, com um sorriso de lado para Laíto, que agora segura um violão acústico) Vai nessa, Romeu.

Lysandre: (Ajustando o baixo, sua expressão usualmente séria se suaviza ligeiramente. Ele olha de relance para Laíto, com um reconhecimento silencioso da importância do momento, apesar da antipatia entre eles.)

(Laíto respira fundo, e os primeiros acordes suaves e melancólicos de "Iris" preenchem o ambiente. Kentin entra com a batida leve da bateria, e Castiel adiciona a melodia característica da guitarra, limpa e emotiva. Lysandre acompanha com o baixo, dando profundidade.)

Laíto: (Canta, com a voz embargada de emoção, olhando fixamente para Ellen. Cada palavra parece ser apenas para ela.)

And I'd give up forever to touch you

'Cause I know that you feel me somehow

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't wanna go home right now

(Ellen sente o nó na garganta. As lembranças do esbarrão, da aposta, do beijo no pátio, da risada dele, de cada momento dos dois anos que passaram, passam como um filme em sua mente. Ela não consegue tirar os olhos de Laíto, que parece estar em outro mundo, conectado apenas a ela através da canção.)

Castiel: (Seu solo de guitarra é limpo e emocionante, carregado de sentimento. Ele é um guitarrista nato e entrega a emoção da música.)

(Laíto fecha os olhos por um segundo, concentrado na letra, sentindo cada palavra.)

Laíto: (Continua, a voz um pouco mais forte agora, quase um apelo.)

And I don't want the world to see me

'Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want you to know who I am

(Os aplausos se misturam com as lágrimas de Ellen. Alguns amigos de Ellen na mesa sorriem emocionados, alguns até com a mão no coração. A tensão entre Lysandre e Laíto parece dissolver-se momentaneamente, substituída pela música. Lysandre toca de forma precisa, mas com uma expressão quase melancólica, talvez refletindo sobre a letra da música ou sua própria complexidade de sentimentos.)

Laíto: (Com a última nota, ele permite que a emoção tome conta de sua voz, um sussurro.)

I just want you to know who I am...

(A música termina com o eco da guitarra de Castiel e o som leve do prato de Kentin. O pub explode em aplausos, assobios e gritos de "Parabéns!" e "Que romântico!".

Laíto: (Com um sorriso largo e um brilho nos olhos que só Ellen consegue ver) Feliz dois anos, meu amor.

(Ellen se levanta, os olhos cheios de lágrimas de felicidade, e consegue apenas sussurrar um "Eu te amo" inaudível, mas que Laíto capta pelo movimento de seus lábios e pela intensidade de seu olhar. Ele desce do palco, a abraça com força e a beija, enquanto a banda sorri discretamente no palco.)

(A banda então pega o ritmo novamente. Castiel começa os acordes pesados e atmosféricos de "Take Me Back to Eden" do Sleep Token, e a energia no pub muda, tornando-se mais intensa e envolvente. Laíto e Ellen dançam juntos, envolvidos pela melodia poderosa e as letras poéticas, num abraço apertado. A música preenche o espaço, unindo a paixão da banda com a celebração do casal. Quando a canção termina, com sua grandiosidade e melancolia, a banda faz uma pausa para que a emoção assente.)

Laíto: (Pegando o microfone novamente, agora com um sorriso mais leve) E pra continuar a festa, e pra essa garota que é meu fluxo perfeito, tem mais uma aqui!

(Sem demora, Kentin inicia a batida vibrante de "Fluxo Perfeito" da banda Strike. A atmosfera se ilumina, e a banda inteira, incluindo Laíto, vibra com a energia contagiosa da música.)

Laíto e Ellen: (Cantando juntos, olhando um para o outro, a emoção à flor da pele.)

Não te ver é me encontrar imerso nesse mar de fel

Vou te levar pro céu, já que os opostos se atraem

E quando o fluxo é perfeito e vai girando feito carrossel

Se eu te levar pro céu, a noite não acaba mais

Laíto: (Cantando, com Ellen ao seu lado, balançando a cabeça no ritmo.)

O que nos difere nos aproxima

Quando ela exerce o teu poder é minha sina

Te contemplar até morrer

Ellen: (Cantando para ele, com um sorriso de lado.)

Ele aprecia um filme em boa companhia

Ser interessante é arte que ele domina

Laíto: (Com uma piscadela para Ellen, que ri levemente.)

Mantém a classe, o equilíbrio, é fiel onde for

Sou um mero largado, que nunca endireitou

Discreta pra beber, mas sabe se portar

Eu só dou vexame e saio sem pagar

Laíto e Ellen: (As vozes deles se unindo novamente, cheias de carinho e verdade.)

E ela me faz tão bem, quando cai a noite eu sou refém

E ela me faz tão bem, sem você não sou ninguém

Hoje eu vou me entregar, trilhar com você pra onde você for

Pra que lógica quando se vê que é o amor

Ellen: (Cantando com mais convicção, olhando nos olhos de Laíto.)

Ele é toda clima zen

O meu estresse é um vício

Ele propaga bons modos, eu maus princípios

Laíto: (Com um sorriso irônico, mas cheio de afeto.)

Se ele vai de iate, eu vou de bike ver o mar

Diferença fortalece a sintonia

Laíto e Ellen: (Com os braços dados, balançando juntos, a energia deles contagiando o palco e o público.)

Eu detesto etiqueta, mas eu abro exceção

Quando se encontra química se perde a razão

Sendo assim vou desfrutar o teu amor, e vou pra onde for

E ela me faz tão bem, quando cai a noite eu sou refém

E ela me faz tão bem, sem você não sou ninguém

Hoje eu vou me entregar, trilhar com você pra onde você for

Pra que lógica quando se vê que é o amor

Laíto: (Canta o refrão final, puxando Ellen para mais perto e a abraçando.)

Não te ver é me encontrar imerso nesse mar de fel

Se eu te levar pro céu, a noite não acaba mais

Laíto e Ellen: (Com as últimas notas da banda, as vozes deles se elevam em um coro poderoso, irradiando felicidade.)

E ela me faz tão bem, quando cai a noite eu sou refém

E ela me faz tão bem, sem você não sou ninguém

Hoje eu vou me entregar, trilhar com você pra onde você for

Pra que lógica quando se vê que é o amor

Pra que lógica quando se vê que é o amor

Pra que lógica quando se vê que é

Laíto: (Canta o último verso, com Ellen descansando a cabeça em seu ombro, ambos com os olhos fechados, aproveitando o momento.)

E tudo que eu pedi pra Deus é pra ter uma vida inteira com você

E eu vou que vou, com você aonde for!

(A música termina com um último acorde explosivo da banda, e o pub inteiro vibra com aplausos ensurdecedores, assobios e gritos de alegria. Laíto e Ellen se beijam no palco, em meio à euforia, selando a noite com a prova de um amor que é um verdadeiro "fluxo perfeito".)