Notas iniciais
Olha quem voltou no feriado com uma nova fic desta vez do fandom free!. Quero agradecer ajuda das maravilhosas magas: @Nanahoshi que avaliou, ainda betou a história e @DiLunari pela capa que está lindissima, sem elas a fic não estaria aqui hoje. Esta fic é minha, ela se encontra noutra plataforma no spirit. A historia foi escrita por mim mas foi publicada na conta no projeto que eu participo como ficwritter no ImaginesLand, só quero avisar que não é plágio. Espero que gostem.

Como o dia estava lindo, [Nome] decidiu cuidar do seu jardim, regando as flores e varrendo as folhas que tinham caindo durante a semana. De repente, algo chamou a atenção: um caminhão de mudanças parou na casa vizinha que estava vazia já há uns bons anos.

Sempre tinha sido uma pessoa curiosa. Entrou na cozinha para buscar algumas fatias de um bolo que tinha feito de manhã para aproveitar o dia que ia ficar em casa. [Nome] olhou para o prato onde estava o bolo, ficou feliz por tê-lo feito naquele dia. Veio na hora certa: queria muito saber quem era o novo vizinho, e por isso decidiu ir cumprimentá-lo. Além disso, queria passar uma boa impressão.

Antes de ir a casa vizinha, ficou um pouco pelo seu jardim à espera que trabalhadores da empresa da mudança fossem embora. Não queria atrapalhar enquanto arrumavam o local e tentava também ficar um pouco calma, já que ficava facilmente nervosa à frente de pessoas desconhecidas e não conseguia manter um diálogo sem tremer.

Respirou fundo quando já se encontrava à frente do pequeno portão da casa vizinha e tocou a campainha para cumprimentar o novo vizinho. Esperava que fosse alguém simpático, ao contrário do vizinho da frente, que estava sempre mal humorado e respondia mal as pessoas quando perguntavam algo.

[Nome] continuava a pensar de como seria o vizinho, se era homem ou mulher. Não reparou que o novo vizinho já estava à frente de si.

— Olá! Precisa de alguma coisa? — perguntou o vizinho já perto do portão. Encontrava um pouco curiosa para saber quem era a pessoa, já que estava olhando para os pés dele e reparou que a mulher estava nervosa ao segurar o prato que trazia.

— Estava ali no jardim quando vi o caminhão da mudança. Quis vir aqui dar as boas-vindas à vizinhança. — [Nome] estendeu o prato para o vizinho, ganhou coragem para olhar e ver como é o aspeto, se era bonito como a voz dele.

Houve um minuto de silêncio quando os dois vizinhos olharam um para outro ao se reconhecer. As caras eram de choque. A última vez que estiveram juntos foi no último ano de ensino médio e isso fazia uns bons anos.

— Nunca pensei que iria ver por aqui, [Nome]. — O vizinho estava surpreendido que nunca imaginou que ia voltar reencontrar a sua antiga namorada.

— Realmente, o mundo é pequeno. Não é Makoto? — Há uns minutos atrás, [Nome] estava nervosa por cumprimentar o seu vizinho desconhecido. Agora, seu nervosismo voltou a atacar por estar perto de Makoto, que foi alguém muito importante na sua vida escolar.

— Muito. Parece que o destino quis que nós voltamos a nos reunir. — Makoto sorriu para a vizinha, contente por ter alguém conhecido. Assim a sua adaptação a esta cidade nova iria correr bem porque não ia estar sozinho.

— Nem sei o que dizer com este pequeno reencontro. Se quiseres posso te ajudar com as arrumações. — [Nome] ofereceu ajudar a sua antiga paixão para organizar a casa. Sabia como era difícil mudar de casa, havia muita coisa para fazer e sozinho iria levar dias para ter tudo arrumado.

— Olha que vou até aceitar. Não vais arrepender de estar aqui? Em vez de estares aproveitar o belo dia que está hoje. — O antigo atleta de natação esperava que [Nome] não voltasse atrás sobre a decisão de arrumar a casa com ele.

— Nem estava com ideia de sair de casa. Ia tentar só organizar algumas coisas sobre o meu trabalho. — [Nome] sempre quando tinha tempo livre, gostava de ficar em casa em paz. Longe da confusão e do barulho, já bastava os dias de barulho que tinha com seus alunos na hora das aulas de esporte.

— Sempre me salvas, [Nome]. Como nos velhos tempos. — Makoto ficou muito agradecido. Abriu o portão para [Nome] entrar para ir juntos para dentro de casa.

Makoto caminhava ao mesmo ritmo que [Nome] até entrarem. Ambos olhavam disfarçadamente vendo o que tinha mudado neles nos tempos que conviviam no ensino médio para agora já adultos.

(...)

[Nome] esperava pelo Makoto no corredor, quando ele foi a cozinha deixar o prato com bolo que tinha trazido. A casa não tinha muita diferença da sua, só mudava algumas divisões, mas de resto era tudo igual.

— Por onde queres que começo? — falou [Nome] quando Makoto regressou para perto dela.

— O escritório, porque tenho muita coisa para organizar nesse espaço — revelou Makoto com um sorriso tímido. Sabia que [Nome] ia ficar surpresa com a quantidade de livros que tinha para arrumar; muitos eram relacionados ao desporto e à saúde.

[Nome] podia ter ficado vários anos longe de Makoto, mas ainda lembrava na maneira de como ele reagia quando algo acontecia e tinha medo de como as pessoas reagiam à seguinte cena.

Por isso, respirou fundo preparada para ver a confusão que se encontrava no escritório do seu vizinho.

— Não importas se coloco um pouco de música? — Makoto entrou no escritório e dirigiu ao pequeno rádio que tirou da caixa que estava perto de um armário.

— Estás à vontade, a música vai ajudar-nos imenso. — [Nome] ficou aliviada por saber que ia haver música ali enquanto ajudava o Makoto, porque não sabia o que falar com ele.

Começaram a dividir as tarefas, [Nome] tirava as coisas das caixas e o Makoto arrumava, o que ele achava ficava bem naquele ambiente novo.

Durante aquele tempo, nenhum dos dois conversaram. Porque ainda se lembravam dos últimos momentos que tiveram juntos, que não foram muito agradáveis. Não estavam ainda preparados para resolver os assuntos sobre o passado, por enquanto.

De vez em quando, [Nome] dava uma olhada para Makoto que estava muito concentrado a organizar os livros que tinham sido retirados das caixas. Dava para ver que o seu vizinho ainda continuava com uns belos músculos. Percebeu que ainda devia praticar natação e fazer outras atividades para continuar em boa forma.

Estavam ali naquela divisão da casa há mais de uma hora. Era evidente agora porque Makoto aceitara ajuda; era muita coisa para ser arrumada ali no escritório. Estavam quase acabando; só faltava uma caixa para estar tudo em ordem.

— Pensava que tinhas deitado o presente que te dei fora. — Quando estava abrindo a caixa, algo chamou atenção a [Nome]. Na época em que ainda namoravam no ensino médio, ofereceu uma pulseira para dar sorte nos campeonatos que Makoto participava.

— Só porque a nossa relação terminou naquela época, não iria tirar a pulseira para o lixo. — comentou Makoto, que se aproximou de [Nome]. A pulseira foi um amuleto da sorte para o atleta nos momentos que pensava que ia perder na competição. Lembrava do amor e carinho quando recebeu o presente e também ajudou a superar o término do namoro.

— Sei que te magoei imenso naquele tempo. — [Nome] tinha decidido sozinha acabar com o namoro no último ano de escola. Não queria ficar no caminho no Makoto quando ele estava evoluindo na sua carreira desportiva e onde estava recebendo propostas para ir ao estrageiro.

— Tu eras o meu apoio e fiquei muito embaixo. — Naquela época, Makoto ficou dias sem dormir tentando saber onde tinha errado com [Nome]. Ao conversar com seus colegas de equipe descobriu qual foi o verdadeiro motivo de [Nome] ter decidido se afastar.

— Eu era imatura. Fiquei com medo que desistisse de tudo por causa de mim — confessou [Nome] o que tinha sentido naquele tempo que estavam juntos. Não queria que ele se arrependesse ao decidir entre ela e o sonho. Fez o que achou melhor para eles.

— Podíamos ter conversado juntos para decidir o que fazer. — Makoto continuava olhando para [Nome]. Como a conhecia bem, sabia que ela tinha alguns arrependimentos sobre o passado deles e também sentia o mesmo.

— Acho que foi melhor assim. Fui aprendendo com escolhas que fiz. — [Nome] naquele tempo não estava preparada para enfrentar o Makoto, já que nunca tiveram uma discussão e mesmo agora, ao tentar resolver assunto do passado, só queria fugir.

— Também não me arrependi de ter continuando no Japão — contou Makoto, que decidira continuar a sua carreira na sua terra natal e buscando conhecimento para ajudar outros atletas.

Os vizinhos decidiram terminar a conversa por ali. Ambos estavam com as emoções muito descontroladas e não queriam brigar já que não era a personalidade deles deixar o ambiente mais estranho do que já estava.

— Bem, está a ficar tarde é melhor ir embora — falou [Nome], que viu que já estava escurecendo.

— [Nome], senão fosse pela tua ajuda ia demorar uma semana para organizar a casa toda — agradeceu Makoto, que decidiu abraçar a sua antiga paixão para mostrar que tudo estava bem com eles.

— Sempre precisares de alguma coisa, podes contar comigo. — [Nome] encontrava mais leve por ter desabafado sobre os sentimentos do passado e percebeu que nada tinha mudado entre ela e o atleta.

— Acho que este afastamento foi bom para nós e fez perceber que sempre senti a tua falta — acabou por revelar Makoto que nunca esqueceu de [Nome] durante estes anos todos e mesmo não tendo notícias sobre como estava a vida dela.

— Tens a certeza queres dar mais uma chance a mim? — perguntou [Nome] que ficou surpresa pelo que acabou de ouvir. Pensava que após este pequeno reencontro, Makoto não queria mais vê-la a frente.

— Quero e acho que mudar para aqui foi obra do destino — confirmou Makoto. Sentia que talvez não deveria ter dito isso a [Nome]. Sabia que ela ia evitá-lo por dias quando se cruzassem na rua.

Despediram um do outro com sorriso e com coração mais leve e bater forte. Os sentimentos do passado voltaram com mais força e queriam ter mais uma oportunidade de ver como a relação ia se tornar só como amigos ou algo mais como quando namoravam.

O destino está sempre de olho nas pessoas para ver quando é tempo certo para voltar a juntar as pessoas. E parece que esse foi o caso de [Nome] e Makoto. A história deles não acabou por aqui, e o futuro é sempre incerto. Eles agora tinham uma certeza sempre que houvesse um problema e iam conversar juntos para decidir que rumo tomar.


Notas finais
Bem, desejo que este fim de semana prologando corra bem a todos vocês. Vemos em breve na próxima história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!