O destino quis assim.
3 Capítulo 3
Depois daquele doce beijo ficamos nos olhando, até que fomos interrompidos pelo doutor que estava cuidando do meu caso.
-Atrapalho algo? — Ele disse enquanto entrava.
-Não, não — disse me despertando do transe que o Bruno me fez.
-Ótimo! bom eu sou o doutor Raik e estou cuidando do seu caso, você terá que passar por exames para ver se conforme você foi arremessada para fora do carro você sofreu algo... E vim dar a noticia que seus avos serão sepultados no Brasil — eu que estava meia deitada me sentei.
-Como assim? — o Bruno tentava me deitar.
-Eles deixaram um testamento que dizia que queriam ser sepultados ao lado do filho — me deitei com a mão na cabeça que ainda doia muito.
-O corpo deles irão para o Brasil a que horas? — Eu estava com lágrimas nos olhos.
-De manhãzinha, ás 6:30 da manhã — eu sabia que naquela noite eu não dormiria e como eu dormiria? Eu não conseguia parar de pensar no acidente nas coisas acontecendo na minha vida rapidamente...
-Quando eu farei os exames, quando eu vou ter alta para ir ao sepultamento dos meus avos? — suspirei, Bruno pegou em minha mão.
-Essa madrugada começando por agora, você passará por uma radiografia e uma tomografia de cranio e alguns outros exames. E ás 5:30 você terá alta — afirmei com a cabeça e o doutor saiu do quarto.
-Eu estou com medo de dar algo nesses exames. — disse olhando para os olhos do meu lindo principe.
-Não vai dar nada ok? — ele me deu um selinho demorado. Logo os enfermeiros vieram e me levaram para fazer os tais exames, fiz todos conforme o pedido do doutor e ás 5:30 fui liberada pedi para o Bruno ligar para minha querida empregada Loiusa trazer algumas peças de roupas e em menos de 30 min ela já estava no hospital, ela me trouxe essa roupa: http://images.bymk.com.br/Sets/Set-1835691-500.jpg já que eu faria uma viajem ela me ajudou e saiu para que o Erick entrasse.
-Ei minha linda melhorou? — sorrindo
-Um pouco — sorri de lado, ele venho me abraçar. — Eu não quero ir para o Brasil sozinha.
-E quem disse que você vai? Eu e minha familia iremos com você.
-Obrigada — abracei ele forte.
Dava a hora de irmos para o Brasil o Bruno não saia do meu lado, ele era a minha força o meu porto seguro. Chegamos ao Brasil ás 10:30 velório começaria ás 11:00, ficamos no local onde aconteceria o velorio era uma catedral onde meus avos se casaram, falei com o Padre Antônio ele me confortou dissendo palavras lindas, chegavam mais pessoas algumas conhecidas e outras que eu não nunca tinha visto em minha vida elas vieram dar seus sentimentos.
-Annie? — Phelipa e Vitor disseram juntos, os abracei e nós três choramos.
-Como você está? eu fiquei sabendo agora pela Louisa — suspirei.
-Já estivesse melhor irmãzinha — ela me olhou e acariciou meu rosto ferido.
-Eu tomei um grande susto, eu estou abalado até agora — disse o Vitor que já era um grande rapaz de 17 anos forte e lindo.
-Vai ficar tudo bem... — eles sorriram, fiquei admirando meus irmãos os deixei com 12 anos Phelipa estava desenvolvendo seu corpo e agora esta com um corpo de uma mulher! Vitor aquele molequinho magrelo e irritante estava um homem.
-Você está linda — Vitor disse
-Você está incrivelmente incrivel — demos pequenos risos.
-Annie? — me virei e vi um cara fardado forte e lindo.
-OI? — sorri
-Você não se lembra mais de mim? — eu não estava lembrada mesmo.
-Desculpa, mais... — balancei a cabeça.
-Henrique! — ele sorrio e então me lembrei do garoto que eu brincava quando criança, o garoto que eu com 10 anos dei meu primeiro beijo e aos 13 perdi minha virgindade, certo foi tudo muito cedo mais não me arrependo de nada.
-Como você esta mudado — eu o abracei forte, ele me tirou do chão.
-E você ainda continua aquela baixinha linda e meiga — sorri para ele.
-baixinha? — ele me colocou no chão.
-Sim, vai falar que não? — ele riu
-você sempre maldoso né? — ele me olhava com os olhos brilhando.
-Pelo menos eu te fiz rir — ele tinha razão, ele me fez rir.
-Hum... vamos ver... tenente Valim — olhando em seu peito esquerdo o nome.
- Pois é sou tenente do exercito — ele sorrio mais uma vez.
-É mudou mesmo. — sorri, olhei para o Bruno e vi que ele estava de braços cruzados e com uma cara de sério, minha vontade era de rir eu não acreditava será que ele estava com ciumes do Henrique? Eu não acreditava agente se conheceu ontem nos beijamos ontem e ele já estava apaixonado, que ideia essa a minha que isso seria impossivel. Fui até ele.
-Oi... — olhei para ele.
-Oi — disse um tanto seco.
-Você esta bem? — ele balançou a cabeça dissendo não.
-Por que? — eu o olhei
-Quem é aquele cara? — eu não acredito ele estava com ciumes.
-Um amigo meu... Depois te conto tudo — disse dando pausas em algumas palavras.
-Só amigo? — me disse olhando de lado.
-Só- disse o olhando. — Está com ciumes?
-Não — ele disse seco, já entendi como ele era ele, comecei a dar alguns risinhos.
-Por que esta rindo? — me olhando.
-Nada, vou falar com o Padre para começar as rezas. — ele balançou a cabeça afirmando. Fui falar com o Padre e vi quando a Phelipa foi falar com o Bruno...
(Bruno narrando)
Vi a Annie com aquele cara, fiquei com ciumes sim escutei dessa garota toda a minha infância minha mãe e a vó dela sempre diziam que ela seria a minha esposa, e eu nunca tinha a visto e quando a vi eu me apaixonei, eu sei até eu não entendi eu apaixonado por primeira vista? Que loucura, e quando eu a beijei tive a confirmação que eu realmente esta apaixonado. Cruzei os braços e olhei serio para aquela cena.
-Oi... — Disse Annie se aproximando e me olhando
-Oi — a respondi um tanto seco
-Você esta bem? — balançei a cabeça dissendo não.
-Por que? — ela me olhou
-Quem é aquele cara? — disse com um tom de ciumes
-Um amigo meu... Depois te conto tudo — "como assim me contar tudo?" pensei.
-Só amigo? -disse olhando de lado.
-Só- ela me olhou — Está com ciumes?
-Não — disse seco, eu estava morrendo mais não queria dizer nada. ela começou dar risinhos
-Por que esta rindo? — olhando.
-Nada, vou falar com o Padre para começar as rezas. -nesta hora a irmã dela venho falar comigo.
-Eu não acredito que você conhece a minha irmã — ela sorrio
-Conheci ela ontem, mais a realidade é que eu sempre ouvi falar dela, sua avó e minha mãe sempre dizia que eu iria me casar com ela — olhei para a Annie, que voltava.
-Ele já vai começar — disse tristinha, eu não a entendia oras ela estava bem e outras triste. O Padre começava e percebi que ela chorava eu a abracei por trás a dando conforto o Padre acabava e o carro funebre já estava a porta da catedral.
-Você pode ajudar a carregar o caixão? — Phelipa disse me olhando.
-Claro — a respondi dei um beijo na testa da Annie e peguei a alça do caixão do Otavio, o cara também foi ajudar ficou Eu, o cara lá em um lado e no outro Meu pai e o Erick quem carregou o caixão da senhora Olivia foi seu filho caçula e seus irmãos, colocamos no carro e fomos direto para o cemitério, ás 13:00 Otavio e Olivia foram sepultados ver a minha pequena sofrendo me dava um aperto no coração minha vontade era de levar ela para morar comigo onde eu cuidaria dela sempre.
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