O destino do príncipe
13 Sacrifícios
Notas iniciais
Bruce olhava tudo em volta, tochas com fogo era o único objeto que iluminava o lugar. O mesmo analisava os poucos objetos na imensa sala, as cortinhas vermelho sangue que não deixava ver o que tinha atrás da janela. Era dia? Ou noite?
— Nenhum nem outro. — Bruce deu um pulo se assustando.
Logo atrás dele tinha uma... Cabra! Uma cabra de terno pequena que revirava os olhos com a expressão de Bruce. O príncipe se abaixou apontando para o animal que se sentia ofendido, e como ele sabia seus pensamentos?
— Você é uma cabra?!
— Um bode, idiota! — resmungou o animal. — Sou o mordomo desse lugar, dou as ordens de vossa majestade e não me chame de cabra!
Bruce desviou o olhar ainda achando que ele era uma cabra. O animal passou as mãos pelos chifres cansado de Bruce.
— O que um humano quer aqui? Como entrou no castelo? É um bruxo?
O bode analisou Bruce dando voltas, como se analisasse sua presa. O mesmo semicerrou os olhos e voltou a fita-lo nos olhos. Bruce sorriu sabendo que ele descobrira a resposta...
— Errei. Você não é um bruxo. — disse o Bode. — É um babaca perdido.
Bruce resmungou protestando.
— Guardas!
— Eu não sou mesmo um bruxo, sou um demônio! E quero ver minha mãe!
— Bom para você. — Três guardas monstros adentraram a sala sem ao menos virem pela porta. — Joguem-no no precipício da morte.
O Bode cruzou os braços e se afastou indo em direção à porta.
— Espere sua cabra! Estou falando á verdade! Onde está a imperatriz das trevas! — O bode nada disse, apenas parou perto da porta olhando Bruce por cima dos ombros.
Os monstros o dobro do tamanho de Bruce atacaram-no, suas garras foram em direção ao príncipe que rosnou pegando o braço do primeiro adversário o jogando em direção a parede como se fosse um travesseiro.
Bruce se surpreendeu com a força que tinha naquele mundo, mas não tinha tempo para pensar. Outro vinha em sua direção pelas costas. O príncipe sorriu pulando em cima do mostro verde que não conseguia tira-lo dali por ter seus braços pequenos de mais. Bruce ria divertidamente esperando seu amigo o salvar vindo em direção com os punhos fechados.
— Adeus. — O mesmo saltou na hora que o punho do outro vinha em direção às costas do monstro verde que caiu no chão. — Falta um. — Sorriu friamente.
O monstro com chifres pequenos olhou para os dois companheiros e saiu correndo.
— Você os venceu sem armas! — A cabra falava surpresa.
Bruce se virou cruzando os braços.
— Agora vai me levar até minha mãe. — O bode olhou para Bruce o analisando.
Se virando abriu as portas enquanto Bruce o acompanhava.
O bode parou em frente de uma porta negra assustadora, até ele mesmo tremia por entrar assim no quarto de sua imperatriz sem sua chamada. Ela era assustadora e incrivelmente forte, esses eram um dos motivos por não perturba-la.
— Vossa majestade. — disse a cabra olhando a imensa escuridão do local. Sabia que ela adorava a escuridão... — Trouxe...
— O que faz aqui, sua capivara! — Rugiu alguém na escuridão.
Bruce riu de leve.
— Eu... Eu trouxe alguém que exigiu vê-la...
— Desde quando alguém exige mais do que a mim! — Interrompeu furiosa.
A cabra foi até um abajur e acendeu a luz fraca para Bruce conseguir enxergar onde sua mãe estaria.
— Irei jogar você no fogo! Acorda-me! Depois vem com exigência de outro! Quem ele pensa que é? Quem é ele!
— Sou Bruce Waycheming. — anunciou escorado no pendente da porta.
Mesmo Bruce não conseguindo enxergar direito na escuridão viu movimento rapidamente. Alguém se mexia e seria ela se levantando de onde estava. As luzes se acenderam rapidamente iluminando todo o imenso local.
O bode se escondeu atrás do abajur com medo. A imperatriz nunca acendia as luzes a não ser se estivesse muito furiosa. Os olhos de Bruce se encontraram com os dela, a mesma cor, os mesmos cabelos negros e sedosos. Não tinha duvida.
— Waycheming... — Balbuciou ela analisando Bruce de cima a baixo. — Você... Você... Meu bebê?
Bruce não gostou de ser chamado de bebê, mas nada falou para a mulher, continuava a analisar sua mãe, que mesmo com um par de chifres na cabeça, estava deslumbrante naquele vestido negro apertado.
— Você cresceu... Onde esta seu irmão?
— Esta fazendo um favor, e preciso de um de você. — disse. — Nosso reino esta sendo atacado e perdendo, e para compensar Myra esta querendo mais poder, iria me vender e depois sugar os poderes de sua própria filha que amo.
A mulher semicerrou os olhos se lembrando da onde tinha escutado aquele nome. A bruxa que vendia de tudo por poder, era considerada a mais perigosa e poderosa das bruxas. Mas nunca ouvira que ela tinha uma filha.
— Preciso salvá-los, mas não sei usar meus poderes, mal sabia de você ou o que eu era.
A mulher se aproximou de seu filho passando pelo bode que apenas cuidava a situação perdendo o medo.
— Você é um sangue puro, é muito forte... Mas posso ajuda-lo com força se fizer algo em troca...
— O que seria?
— Proclamar seu direito sobre o trono do nosso mundo e governa-lo.
— Estamos há horas aqui, o sol esta me matando. — Reclamava Katy fechando mais um livro.
Olhando em direção a Set que ainda dormia feito uma pedra. Resmungando “vampiro idiota” Katy pegou um galho e cutucou Set que não se importava. A mesma ria se aproximando mais ainda e para cutucar com a ponta do galho a nuca de Set, nada. Irritada bateu na cabeça dele fazendo ir para frente e se chocar contra Katy.
— Ai! — reclamou ela ao chocar-se contra testa de Set.
O vampiro resmungou fazendo Katy arregalar os olhos por estar perto de mais de sua face, seus olhos verdes fitaram a garota que ficava curada.
— O que esta fazendo! — berrou empurrando ele.
— O que você esta fazendo! Por que me bateu? — Katy piscou não sabendo o que responder, apenas a boca tentando achar palavras... Nada. — Ainda não escureceu...
Katy baixou o olhar ainda corada com os acontecimentos anteriores.
— Você esta bem? Machucou-se? — perguntou levantando seu rosto para fita-lo.
Katy piscou indo para trás resmungando um “não”.
— Seus olhos... Estão verdes... — dizia se lembrando de que antes eram vermelhos.
Set desviou o olhar, nem sempre conseguia deixa-los na cor natural, sempre era os vermelhos sangue que ele obteve na transformação.
Set olha para baixo vendo que o pequeno acampamento dos humanos estava começando a ficar mais calmo. O mesmo olhou para trás onde o sol estava quase se ponto, em questão de minutos poderia começar seu massacre...
— Se prepare. — disse Set fazendo seus olhos voltarem a ser vermelhos... — Hora da diversão...
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