Notas iniciais
Hey hey sweeties, esse capítulo dedico para a Wqueen

–Wi-william? –Chamou o ruivo baixinho para n acordar a menina quando viu o moreno ajeitando a gravata. –Estou...atrasada?

–Não Grell...Adrian vem aqui hoje e você tem de ficar em casa com a menina. –Falou e pegou seus óculos. –Volte a dormir depois

–Não posso nem tomar um café com você? –Pediu e William sorriu pequeno ajudando o marido a se levantar e o pegar no colo. –Eu vim andando até aqui ontem, apenas com apoio, eu sei andar William.

–Mas eu prefiro q descanse. –Falou beijando sua testa e descendo as escadas, logo após o largando no sofá de tecido vermelho.

–Não faça para mim, irei voltar a dormir depois, apenas vou te fazer companhia. –Falou com um sorriso pequeno.

William seguiu a cozinha e fez um café a si e serviu um suco que tinha na geladeira para Grell. Chegou e estendeu o suco ao ruivo e botou seu café na mesinha de centro. O mesmo chegou para o lado, deixando um espaço para William deitar-se com a cabeça em suas pernas.

Era uma mania de eles ficarem assim quando tinham tempo livre as sós, Grell analisava cada canto do rosto de Will e se sentia sortudo por isso.

–Quem fez isso a você? –Falou apontando para uma cicatriz no rosto de Grell.

–Michaelis.

–E porque? –Perguntou enquanto Grell afagava os cabelos morenos bagunçados, vendo irritação presente em seu rosto.

–Vingança minha. –Falou calmamente e William apenas apertou sua mão. –Eu sei meu amor, mas essas marcas não serão permanentes. Logo sumirão. Valeu a pena

–Acabou com ele de uma vez? –Disse fazendo o ruivo soltar uma risada abafada.

–Quase isso meu amor. –Falou beijando a ponta do nariz gelado do moreno. –Mas está na hora de ir se não quiser se atrasar. Até a noite. –Falou com um sorriso triste.

–Cuide bem de vocês. –Pediu e Grell assentiu enquanto Will se levantava.

–Gre-Grell? –Chamou a menina da ponta da escada.

–Já estou indo querida. –Falou e se despediu de William e subiu as escadas com dificuldade um pouco visível. –Algo aconteceu?

–Acordei...sozinha e me assustei pois estavam lá antes. –Sussurrou bocejando e o ruivo apenas sorriu e com dificuldade a pegou no colo.

–Apenas vamos dormir agora okay querida? A tarde temos compromisso. –Falou e a colocou na cama, deitando logo em seguida. –Não iremos te deixar sozinha, nunca.

–Durma bem Grell... –Falou e logo já tinha se entregue ao sono.

–Para você também, princesa. –Disse pensando o que nunca tinha pensado em chamar alguém assim, muito menos...sua filha.

–--X----

–Grell...

–Sim querida? –Perguntou em quanto secava o cabelo castanho avermelhado da menina.

–Não foi você que fez isso né?

–Isso oque? –Perguntou sem entender muito bem.

–Isso.. –Falou passando a mão suavemente sobre o ferimento no rosto de Grell que gelou.

–Não querida....mas já resolvi isso. –Falou sorrindo.

–Quando eu crescer...eu vou acabar com esse que te machucou.... –Disse a menina assustando Grell.

O ruivo a abraçou e beijou o topo de sua cabeça, com os olhos marejados. Não suportaria ver a filha machucada por aquele mesmo cretino. Sua consciência pesava, sentia dores fortes por todo o corpo. Ouviu a campainha tocar e soltou Anally.

–Fique aqui, eu só vou resolver uma coisinha. –Falou ajeitando os cabelos e deixando a menina no seu quarto, com uma boneca qual Grell havia dado a menina.

–Porque... A mamãe fez isso? Você sabe? –Ela perguntou a sua boneca, suspirou fundo e deitou-se no tapete vermelho felpudo que tinha no chão.

–---x----

–Sutcliff... –Suspirou ao ver o estado de qual sempre se preocupava.

–Adrian...Desculpe por lhe decepcionar. –Disse e o recebeu com um abraço.

Adrian Crevan, mais conhecido no mundo mortal como Undertaker. O de cabelos platinados cuidava de todas as crianças novatas que chegavam ali como seus filhos. Sem terem para onde ir, ele os acolhia. Ficou feliz de saber que tinha uma boa criança com seus dois “filhos”.

Grell, William e Ronald chegaram muito novos nos departamentos, diferente de Alan e Eric, que nasceram de shinigamis. Undertaker era um veterano, suicidou-se. O motivo? Ele nunca quis falar a ninguém. Difícil era filhos de shinigamis, pois muitos deles eram frios e mal queriam ver o amor novamente.

Undertaker criou os três meninos muito bem até William e Grell serem adotados por famílias distintas...menos Ronald.

O aloirado sempre foi hiperativo demais. Até os 12 anos de idade as crianças continuam sendo mais ou menos humanas. Ficam doentes com frequência, e são muito carinhosas e atenciosas. E também precisam muito de atenção.

Ronald tinha doenças respiratórias, que tinham que ser muito bem cuidadas para que não virasse algo pior. Como shinigamis muito ocupados, Undertaker cuidou de Ronald até ele ir para o colegial, onde tinha seus dormitórios.

Grell era a menininha da família. Sempre com seus vestidinhos vermelhos rodados, seus cabelos bem penteados e seus óculos o deixando mais feminino. Até os meninos chegarem até uma certa idade, juravam que Grell era uma menina.

William era mais calado, mas muito atencioso com os dois, o mais velho dos três. Tratava “sua irmãzinha” como uma princesa e se preocupava com Ronald cada vez que ele ficava doente. Mesmo muito centrado em seus livros, amava seus “irmãos” .

Os três sempre se consideravam muito como irmãos, até descobrirem que não era bem isso. Era raros os casos de quando um humano se suicidava, voltava a uma baixa idade. Parece que os três estavam destinados a se conhecer.

Para Adrian foi muito difícil se desvincular dos seus dois baixinhos quando foram adotados, mas estavam sempre lá para brincar com Ronald enquanto seus pais trabalhavam.

Mas o mais difícil agora, é ver Grell nesse estado. O ruivo qual tratou como filho se encontrava acabado, e a ponto de chorar a qualquer momento, se deixando forte apenas para que sua filha não o visse chorando.

O de cabelos platinados notou isso e lhe ofereceu um sorriso, como se dissesse que tudo ia passar.

–UNDER? –Os dois acordaram ao ouvir a voz da garotinha da ponta da escada. –Undertaker?!

Grell viu o platinado arregalar os olhos e o ruivo muito confuso viu a menina abraçar Adrian, que se abaixou e a recebeu no abraço.

–Você não desgruda mesmo baixinha. –Falou e a viu sorrir. –Posso conversar com sua mãe? –Pediu e ela concordou. –Pode chamar alguém pra ficar com ela? –Pediu a Grell que pegou o telefone e foi ligar. –Você tem certeza que ele é o certo para ficar com sua filha?

–Ah...eles se dão bem. –Falou soltando seu sorriso perigoso.

–---x---

–Sinta-se em casa...Pois ela ainda é sua. –Falou e viu Grell sorrir pequeno ao entrar na casa do “funerário”. –Pedi pro seu marido vir mais tarde.

–Porque? –Perguntou acordando de sua transe.

–Acho que você precisa conversar Grell, e eu sei que confia em mim. –Falou e só sentiu um aperto e o ruivo estava abraçado nele, chorando. –Pode chorar, limpa ai dentro.

–--x---

–Tio Ron?

Grell tinha ligado para Ronald, que foi imediatamente para a casa dele. Ele estava sentado com a sobrinha no tapete do seu quarto enquanto ela desenhava algo.

–Sim Anny? –Perguntou ao olhar pra ela.

–Gostou? –Pediu a opinião ao mostrar o desenho para o aloirado que sorriu. Era ele e ela no desenho, ela tinha as pontas do cabelo vermelha, o fez estranhar. –É para você.

–Eu adorei Anally. –Falou e a fez sorrir largamente. –Mas porque está vermelho rubro essa parte?

–Pois acho bonito, que nem o da minha mãe.

–Acho...que podemos resolver isso. –Falou olhando as canetinhas e para o cabelo da menina.

Talvez não fosse o certo deixar a criança com Ronald Knox.

Notas finais
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