Notas iniciais
Gente, eu muitas vezes peço de vocês os reviews, mas hoje vim agradecer a vocês que não me deixaram, e que acompanham a fic. Dedico a Madge e nameles *okay felizes? não exclui ninguém*, e não preciso explicar. Mas também dedico a cada um de vocês, que acompanham. Então...isso é pra vocês.

–Oque pensa que está fazendo? Anally Sutcliff Spears?! –Gritou furiosamente William, segurando a menina pelo pulso.

–Co-como?

–Você viu oque aconteceu pela sua birra? Se tivesse parado e ouvido Grell teria entendido o porque do que ele disse! –Disse se agachando e olhando fixamente nos olhos da garota, que tentava se afastar. –Você sabe o quão mal ela está se sentindo? Sabe o quanto ela chorou por você? Acha mesmo que ela iria te deixar? Que nós íamos te deixar? –Perguntou ainda segurando fortemente o pulso da menina, suspirou fundo e ajeitou os óculos. –Agora vamos de uma vez.

–Não.

–Não? –Perguntou cerrando os dentes.

Ele já estava sem paciência. Todos sabem que ele já não tem muita paciência, mas dessa vez William estava prestes a estourar. Ele não sabia como explicar para a menina oque tinha realmente acontecido, ele estava nervoso por Grell estar sozinho em casa, ele não aguentava ver Anally chorando.

Ele estava a ponto disso também, mas ele estava desesperado.

–SIM VOCÊ VAI. –Disse firmemente e pegou Anally no colo. –E a gente vai conversar isso depois...sem envolver Grell. –Disse ainda olhando firmemente a ela. –Me entendeu?

–Sim.

–Ótimo.

–---x---

–Seu quarto...agora. –Falou ao abrir a porta.

–Mas...A...

–Anally, a gente conversa depois. –Disse sentando na beirada do sofá, vendo Grell encolhido no canto do mesmo. –Por favor, vá para seu quarto.

–Certo... –Sussurrou e subiu as escadas correndo.

–NÃO CORRE NAS ESCAdas... –Disse suspirando e ajeitando os óculos novamente, ele estava realmente estressado. –Olhe para mim. –Pediu e apenas viu o ruivo negando com a cabeça. –Olhe Grell, eu quero ajudar você.

–Ta doendo.

–Eu sei, deixa eu cuid...

–Meu coração doi. –Disse por vez, levantando a cabeça, mostrando o corte que corria a sua testa, misturando sangue as lágrimas salgadas que corriam de seus olhos esmeraldas. –Eu nem ligo para esse maldito corte, logo ele cicatrizará.

–Isso ai também. –Disse segurando as mãos do marido e botando-as em seu próprio peito. –Grell...eu não quero que se auto machuque mais. Quando explicarmos para ela, ela irá entender. –Disse beijando a testa do mesmo, enquanto olhava profundamente aos olhos cheios de lágrimas, lágrimas orgulhosas não desperdiçadas, mas guardadas para si.

"Vocês nunca mudaram..e não vai ser agora que irão -Sussurrou baixo no ouvido do Grell"

William passou a mão entre os vermelhos cabelos e saiu, buscando um pano e soro fisiológico.

–Você...tem que parar de se machucar.

–Eu...amo vocês. -Sussurrou baixinho, ignorando oque William tinha lhe dito.

O moreno suspirou e molhou o pequeno pedaço de tecido que ele possuía e pressionou levemente contra a testa do ruivo.

–Eu posso não dizer, ou demonstrar muito... -Falou enquanto limpava o ferimento. -Mas vocês...são as melhores coisas da minha vida que eu posso chamar de minhas.

Grell sorriu abertamente, mostrando seus perigosos dentes. Ele puxou o marido pela gravata, selando seus lábios em um demorado e profundo beijo.

A quanto tempo os dois não se beijavam dessa maneira? Talvez desde que a menina chegou, o antes até.

Quanto mais tempo tomava, mais intenso o beijo ficava, tomando rumos qual não deveriam ser tomados. Foi apenas o maior recosta-lo no encosto do sofá, que o mesmo deu um pulo.

–Eu sei...precisamos de um tempo para nós. –Falou Grell passando a mão de leve pelo rosto de William que segurou a sua mão e deu um leve beijo na mesma. Fria. –Mas tudo está tumultuado agora.

–Tens razão, não sei oque deu na minha cabeça. –Disse suspirando, fazendo o ruivo sorrir pequeno. –Eu...vou falar com ela.

–Não quer que eu vá junto?

–Não, eu preciso resolver isso com ela.

–Deixe-me explicar oque eu disse certo?

–Certo Sutcliff–Disse e subiu as escadas vagarosamente, fazendo o marido suspirar e deitar no sofá.

–Anally, precisamos conversar. -Disse calmamente entrando no quarto, vendo a menina sentada na cama e escorada na parede.

–Eu sei.

–Vou falar tudo de uma vez e depois você fala okay? -Perguntou e Anally apenas assentiu. -Sua mãe vai querer explicar oque ela disse, mas eu vou falar oque eu sei. Você é muito importante para nós, e não queremos te deixar, por isso ela tomou certas medidas quais a deixou triste. Por isso está abalada. Eu falei isso a Grell e não me custa repetir a você: Eu posso não demonstrar muito, ou falar mas eu amo vocês e vocês são muito importantes pra mim. Você acha que nós iriamos te deixar?

–Me...desculpa... -Disse começando a chorar baixo e se abraçou a William, que se assustou ao contato. -Eu...também amo vocês.

–Fico feliz em saber que gosta de estar aqui conosco.

–Posso perguntar algo?

–Pode sim. -Disse ainda abraçando a menina.

–Porque você sorri pouco se disse que tem motivos para sorrir? -Perguntou baixo, fazendo Will se impressionar com a menina, ela era muito madura para a idade. -Porque as vezes você é tão frio com a mamãe?

–Eu estou tentando pequena, oque eu mais tento é ser... a melhor pessoa para vocês. –Falou suspirando, fazendo a sorrir pequeno e limpar as lágrimas com a palma da mão. –Prometo um dia conseguir.

–Você passou por algo ruim também né? –Perguntou olhando para ele curiosa, e ele apenas assentiu, soltando um sorriso amarelado. –Mas...você já é a melhor pessoa para nós...certo...pai? –Falou fazendo William a apertar em seu abraço.

–Certo querida...agora Grell quer conversar com você certo?

–Não.

–Sim. –Disse o ruivo entrando no quarto com um sorriso besta, segurando seu braço em frente ao corpo.

–Ele não está bravo com você....

–Ele?

–Okay isso eu explico depois. –Falou, querendo gritar. Ótimo dia para se suicidar...de novo. Grell o olhou com uma expressão que podia o matar a qualquer segundo. –UMA HORA ELA TERIA QUE SABER.

–Essa hora podia não ser agora...tudo está tumultuado Will. –Disse suspirando mas logo soltou um leve sorriso. –Tudo bem... Não importa isso agora.

–CLARO QUE IMPORTA! –A menor gritou, assustando os dois presentes. –Claro que importa, desculpa. –Ajeitou seu tom de voz e se desculpou.

–Você falou, explica você depois. –Gargalhou fazendo o moreno estranhar, mas apenas suspirou e concordou.-Licença?

–Hm?

–Licença William, quero falar a sós com ela, certo? –Pediu fazendo William apenas virar as costas e sair. –E sim, ele sempre foi bipolar assim. –Disse soltando uma pequena risada abafada e abaixando o olhar segurando as mãos da menina. –Agora o assunto é sério, okay?

–Certo.

–Oque eu falei, não era sobre te deixar. Eu prometi a você, e eu nunca quebro promessas. Eu deixei uma coisa, mas não foi você.

–Oque foi então? –Perguntou sentando sobre os joelhos, olhando fixamente para os olhos esmeraldas de Grell, um pouco marejados.

–Meu trabalho. –Disse seriamente, fazendo a menina arregalar os olhos. –Era você, ou meu trabalho. Eu escolhi você. –Rapidamente soltou a informação.

A menina o abraçou fortemente. Ele apenas beijou o topo da cabeleira castanha avermelhada, sorrindo fracamente. Afagou as costas da criança que tremia.

Essa criança qual agora, era sua filha.

Definitivamente era. E ele se orgulhava disso.

–Não precisa se preocupar, eu prometi te cuidar. Afinal você é uma de nós, afinal agora...você é nossa pirralha... –Disse soltando uma leve risada cortada por um soluço, assim percebendo que chorava. –É tão interessante como num momento você não tem nada, e no outro você tem tudo... Eu pedi alguém que me tirasse do sofrimento, o universo me deu dois presentes quais eu nunca serei capaz de agradecer formalmente. –Sussurrou para Anally, que chorava baixinho, molhando a camiseta de Grell com suas salgadas lágrimas. –Não precisa chorar...eu amo você, nós te amamos. Muito. Nós amamos muito você minha pequena.

–Eu...Eu não sei como agradecer...porque vocês são a família qual eu nunca tive...

–Esqueça, o passado pode ser difícil de esquecer, ele está cravado em você. Talvez não deva ser esquecido, mas quanto mais lembra-lo, mais dor vai lhe trazer. –Disse se afastando da menina, secando as lagrimas da mesma com as costas da mão. –Nós somos sua família agora, e você é a nossa.

–Então...você não se importa de eu te chamar de mãe?

–Claro que não. –Disse sorrindo pequeno. –É uma honra.

–E o William, não se importaria de que eu o chamasse de pai?

–Ele pode ser um bipolar, mas eu sei que é isso que ele mais quer.

–Então pela primeira vez na minha vida....eu vou gostar de admitir que tenho pais. –Disse se abraçando em Grell novamente.

William, Qual estava parado no batente da porta, se aproximou e as abraçou fortemente.

Afinal...ele gostaria de admitir que ele finalmente tem uma família.

Notas finais
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