O destino de um shinigami em preto
28 Desavenças
Notas iniciais
YAAAY CAPA NOVA.
Só deus,WtheQueenReaper e a Madge sabem quanto eu queria uma capa nova.
Mas bem ♥ espero que gostem
—Só mais cinco minutinhos... -Pediu o ruivo ao sentir a movimentação na cama, passando as pernas atravessadas por cima das de William, deitando em diagonal.
—Durma Grell. -Suspirou, tentando se livrar das pernas alheias sobre si, que apenas botaram mais peso. -Sutcliff...—Fica comigo mais um pouquinho Wiru. -Pediu sonolento, virando a cabeça pro travesseiro. —Assim irei me atrasar. -Falou soltando um longo suspiro, beijando o topo da cabeleira ruiva. -Durma okay? Precisa descansar. -Pediu e Grell apenas assentiu, tirando as pernas de cima do outro e rapidamente caindo no sono. -Você é inacreditável ruivo. -Murmurou a si mesmo e finalmente levantando.—---×----Ao relógio despertar, o ruivo por fim levantou. Deu uma ajeitada no quarto e saiu de pés descalços pela casa. Com algumas olheiras e o cansaço visivel em seu ser foi acordar a menina, sentando na beirada da cama.Ela parecia tão calma, com um pequeno sorrido nos lábios. Suspirou fundo, fazendo Grell se assustar enquanto vigiava ela. Beijou sua testa e a chamou baixo, em tentativa de a acordar.—Bom dia flor do dia...o sol brilha pra você. -Sussurrou ao ver a menina acordando.—Bom dia Grell. -Disse baixinho ao se sentar na cama e beijar a bochecha "da mãe". -Você não dormiu né mamãe? —Oi?—Está com marcas em baixo dos olhos. -Falou passando os dedos sobre a olheira. —Ah pequena... -Falou soltando um sorriso-Eu estou bem. Você está?—Apenas com sono. -Sussurrou fazendo o ruivo soltar um riso abafado.—Sua preguiçosa. -Fez cosquinhas na menor a fazendo gargalhar. -Vamos, levanta. Iremos tomar café e tenho um assunto bem importante pra tratar com a senhorita.—--×---Deixou a tarde correr antes de conversar com a menina, não queria atropelar a menina logo cedo com informações.E se desse errado ele chamava o marido.Sentou-se no sofá, e pegou a filha no colo, a sentando sobre sua perna esquerda.—Anny...Você sabe oque a gente faz, não é? -Perguntou fazendo-a pensar por alguns minutos.—Vocês levam as pessoas para lugares melhores? Certo? -Falou o fazendo rir.—De certa forma, dependendo da vida da pessoa e do que ela está passando sim. Mas somos ceifeiros meu bem, tiramos as almas das pessoas quando está em sua hora. -Explicou a fazendo ficar pasma e um pouco assustada. -Todos tem que morrer um dia, esse é nosso trabalho. As vezes tiramos até pessoas de sofrimento. Sem dor nenhuma.—Oque você quer dizer?—Uma vez, fui tirar a alma de uma menina um pouco mais velha que você....[..Abriu o livro e viu oque precisava."Alyshia Krin8 anos.Pneumonia21:53"A coisa que mais odiava era retirar alma de crianças. Doia em si.Esperou no telhado até bater 21:30. Ao olhar pela janela do quarto da menina, viu a mãe da mesma acariciando seu rosto e chorando aos pés da cama, pedindo à deus que a poupasse de tanto sofrimento.O ruivo grunhiu e ao olhar ao relógio, eram 21h51. Desesperado ao ver a mãe em prantos sobre a criança adormecida, terminando suas preces. Suspirou fundo e quebrou uma regra:Acrescentou minutos, meia hora. A mãe da garotinha beijou sua testa febril e saiu do quarto. Adrentou o quarto com coração em mãos, ao se aproximar da cama com sua foice acabou se assustando.—Você...veio tirar meu sofrimento? -perguntou a menina com a expressão cansada e dolorida em meio a tosse. -Por favor senhorita...pode tirar. —Me desculpe meu bem... -Falou ligando a foice e a estendendo no ar.—Obrigada senhorita... -Com suas ultimas palavras deixou a noite. ...]—Então a gente também faz o bem? —Bem Bem não sei, mas são nossas responsabilidades baixinha. —Quem tirou minha alma? -Perguntou fazendo Grell engasgar.Abria a boca e não saia nada. Nem um som. A criança o olhava curiosa enquanto brincava com os dedos de Grell. —Anally, meu bem...Você tirou ela. -Disse afagando seus cabelos vendo a expressão confusa da menor. -Você também tirou sua vida...por isso está aqui.—Ma-Mas mãe...eu não lembro de ter morrido...—Porque foi acidental. Você não queria mas as circunstâncias o fizeram. Eu sinto muito. -Ao terminar a menina se grudou no ruivo, chorado.Abraçou-a e tentou a acalmar e confortar. Era difícil dizer a Anally que ela mesmo tinha retirado sua vida, mas era necessário.—Ma-mas... eu...eu juro que não queria! -Murmurou. -Pode estar melhor aqui mas eu não queria... —Eu sei. -Falou suspirando. -Mas esqueça o passado, ele atrapalha o futuro. —Cer...to. —Você é uma ceifeira muito forte. Será treinada para isso.—EU TEREI QUE MATAR PESSOAS?Nesse momento Grell congelou.Oque ele tava pensando? Ele estava encorajando a filha a fazer oque ele faz que é retirar a vida das pessoas.—Anally você não entendeu tudo que eu falei...—Eu não quero matar ninguém...não sou assassina. Não sou comos os assassinos contratados muito menos como jack the ripper.
Deu foi a gota d'agua. Grell se desesperou internamente, ela com certeza não podia saber de seu passado.—Anally Sutcliff Spears, você não é assassina, esse é nosso trabalho nossa responsabilidade. A gente não mata ninguém, retiramos as almas no seu momento. Não fale assim nunca mais, me entendeu?—Mas eu não... Okay. Fica ai com sua senhora razão-Falou se soltando e subindo as escadas apressada.Grell sentado na beirada do sofá só deixou um suspiro irritado soar. Esfregou o rosto e levantou indo para o jardim. Dessa vez ele com certeza tinha se irritado.Deitou-se no gramado e se deixou fechar os olhos por alguns instantes. —Qual o problema dessa vez? -Perguntou William escorado na porta da cozinha pro pátio. Grell se virou rapidamente ao susto. Rangiu os dentes e suspirou.—A onde eu estava com a cabeça. Obvio que ela odiaria ser um shinigami. -Falou tirando a franja da frente. —Ela não deve ter reagido tão mal assim. —Tire suas conclusões. Ela está no andar de cima.—---×----—Ai Ai Anally. -Suspirou o moreno ao entrar no quarto. -Me diga, qual o problema. A menina escorada na parede, analisava uma boneca sem prestar muito atenção.—Porque a gente tem que matar as pessoas? Elas não podem morrer sozinhas? -Perguntou sem desviar o olhar das bonecas.—Elas morrem sozinhas. A gente apenas recolhe a história de vida delas. —Não foi oque elA -Falou apontando para porta. -Me disse. —Ela tentou.—Mas não conseguiu. -Disse fazendo William apenas erguer a sobrancelha. —Olha, ela faz o máximo entendeu? -Perguntou chegando perto da cama e cruzando os braços. -Não entende que Grell quer seu bem? Ela nunca faria nada que te prejudicasse, me entendeu?—Sim...—Agora vai pedir desculpas.—MAS EU NÃO FIZ NADA!—Ah não não, claro que não. -Murmurou, segurando o braço da menina. -Vai lá. Agora. -Mandou irritado, deixando caminho para a menina passar.
Notas finais
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