Notas iniciais
YAAAY CAPA NOVA. Só deus,WtheQueenReaper e a Madge sabem quanto eu queria uma capa nova. Mas bem ♥ espero que gostem

—Só mais cinco minutinhos... -Pediu o ruivo ao sentir a movimentação na cama, passando as pernas atravessadas por cima das de William, deitando em diagonal.

—Durma Grell. -Suspirou, tentando se livrar das pernas alheias sobre si, que apenas botaram mais peso. -Sutcliff...

—Fica comigo mais um pouquinho Wiru. -Pediu sonolento, virando a cabeça pro travesseiro.

—Assim irei me atrasar. -Falou soltando um longo suspiro, beijando o topo da cabeleira ruiva. -Durma okay? Precisa descansar. -Pediu e Grell apenas assentiu, tirando as pernas de cima do outro e rapidamente caindo no sono. -Você é inacreditável ruivo. -Murmurou a si mesmo e finalmente levantando.

—---×----

Ao relógio despertar, o ruivo por fim levantou. Deu uma ajeitada no quarto e saiu de pés descalços pela casa. Com algumas olheiras e o cansaço visivel em seu ser foi acordar a menina, sentando na beirada da cama.

Ela parecia tão calma, com um pequeno sorrido nos lábios. Suspirou fundo, fazendo Grell se assustar enquanto vigiava ela. Beijou sua testa e a chamou baixo, em tentativa de a acordar.

—Bom dia flor do dia...o sol brilha pra você. -Sussurrou ao ver a menina acordando.

—Bom dia Grell. -Disse baixinho ao se sentar na cama e beijar a bochecha "da mãe". -Você não dormiu né mamãe?

—Oi?

—Está com marcas em baixo dos olhos. -Falou passando os dedos sobre a olheira.

—Ah pequena... -Falou soltando um sorriso-Eu estou bem. Você está?

—Apenas com sono. -Sussurrou fazendo o ruivo soltar um riso abafado.

—Sua preguiçosa. -Fez cosquinhas na menor a fazendo gargalhar. -Vamos, levanta. Iremos tomar café e tenho um assunto bem importante pra tratar com a senhorita.

—--×---

Deixou a tarde correr antes de conversar com a menina, não queria atropelar a menina logo cedo com informações.

E se desse errado ele chamava o marido.

Sentou-se no sofá, e pegou a filha no colo, a sentando sobre sua perna esquerda.

—Anny...Você sabe oque a gente faz, não é? -Perguntou fazendo-a pensar por alguns minutos.

—Vocês levam as pessoas para lugares melhores? Certo? -Falou o fazendo rir.

—De certa forma, dependendo da vida da pessoa e do que ela está passando sim. Mas somos ceifeiros meu bem, tiramos as almas das pessoas quando está em sua hora. -Explicou a fazendo ficar pasma e um pouco assustada. -Todos tem que morrer um dia, esse é nosso trabalho. As vezes tiramos até pessoas de sofrimento. Sem dor nenhuma.

—Oque você quer dizer?

—Uma vez, fui tirar a alma de uma menina um pouco mais velha que você....

[..

Abriu o livro e viu oque precisava.

"Alyshia Krin

8 anos.

Pneumonia

21:53"

A coisa que mais odiava era retirar alma de crianças. Doia em si.

Esperou no telhado até bater 21:30. Ao olhar pela janela do quarto da menina, viu a mãe da mesma acariciando seu rosto e chorando aos pés da cama, pedindo à deus que a poupasse de tanto sofrimento.

O ruivo grunhiu e ao olhar ao relógio, eram 21h51. Desesperado ao ver a mãe em prantos sobre a criança adormecida, terminando suas preces. Suspirou fundo e quebrou uma regra:

Acrescentou minutos, meia hora.

A mãe da garotinha beijou sua testa febril e saiu do quarto. Adrentou o quarto com coração em mãos, ao se aproximar da cama com sua foice acabou se assustando.

—Você...veio tirar meu sofrimento? -perguntou a menina com a expressão cansada e dolorida em meio a tosse. -Por favor senhorita...pode tirar.

—Me desculpe meu bem... -Falou ligando a foice e a estendendo no ar.

—Obrigada senhorita... -Com suas ultimas palavras deixou a noite.

...]

—Então a gente também faz o bem?

—Bem Bem não sei, mas são nossas responsabilidades baixinha.

—Quem tirou minha alma? -Perguntou fazendo Grell engasgar.

Abria a boca e não saia nada. Nem um som. A criança o olhava curiosa enquanto brincava com os dedos de Grell.

—Anally, meu bem...Você tirou ela. -Disse afagando seus cabelos vendo a expressão confusa da menor. -Você também tirou sua vida...por isso está aqui.

—Ma-Mas mãe...eu não lembro de ter morrido...

—Porque foi acidental. Você não queria mas as circunstâncias o fizeram. Eu sinto muito. -Ao terminar a menina se grudou no ruivo, chorado.

Abraçou-a e tentou a acalmar e confortar. Era difícil dizer a Anally que ela mesmo tinha retirado sua vida, mas era necessário.

—Ma-mas... eu...eu juro que não queria! -Murmurou. -Pode estar melhor aqui mas eu não queria...

—Eu sei. -Falou suspirando. -Mas esqueça o passado, ele atrapalha o futuro.

—Cer...to.

—Você é uma ceifeira muito forte. Será treinada para isso.

—EU TEREI QUE MATAR PESSOAS?

Nesse momento Grell congelou.

Oque ele tava pensando? Ele estava encorajando a filha a fazer oque ele faz que é retirar a vida das pessoas.

—Anally você não entendeu tudo que eu falei...

—Eu não quero matar ninguém...não sou assassina. Não sou comos os assassinos contratados muito menos como jack the ripper.

Deu foi a gota d'agua. Grell se desesperou internamente, ela com certeza não podia saber de seu passado.

—Anally Sutcliff Spears, você não é assassina, esse é nosso trabalho nossa responsabilidade. A gente não mata ninguém, retiramos as almas no seu momento. Não fale assim nunca mais, me entendeu?

—Mas eu não... Okay. Fica ai com sua senhora razão-Falou se soltando e subindo as escadas apressada.

Grell sentado na beirada do sofá só deixou um suspiro irritado soar. Esfregou o rosto e levantou indo para o jardim.

Dessa vez ele com certeza tinha se irritado.

Deitou-se no gramado e se deixou fechar os olhos por alguns instantes.

—Qual o problema dessa vez? -Perguntou William escorado na porta da cozinha pro pátio.

Grell se virou rapidamente ao susto. Rangiu os dentes e suspirou.

—A onde eu estava com a cabeça. Obvio que ela odiaria ser um shinigami. -Falou tirando a franja da frente.

—Ela não deve ter reagido tão mal assim.

—Tire suas conclusões. Ela está no andar de cima.

—---×----

—Ai Ai Anally. -Suspirou o moreno ao entrar no quarto. -Me diga, qual o problema.

A menina escorada na parede, analisava uma boneca sem prestar muito atenção.

—Porque a gente tem que matar as pessoas? Elas não podem morrer sozinhas? -Perguntou sem desviar o olhar das bonecas.

—Elas morrem sozinhas. A gente apenas recolhe a história de vida delas.

—Não foi oque elA -Falou apontando para porta. -Me disse.

—Ela tentou.

—Mas não conseguiu. -Disse fazendo William apenas erguer a sobrancelha.

—Olha, ela faz o máximo entendeu? -Perguntou chegando perto da cama e cruzando os braços. -Não entende que Grell quer seu bem? Ela nunca faria nada que te prejudicasse, me entendeu?

—Sim...

—Agora vai pedir desculpas.

—MAS EU NÃO FIZ NADA!

—Ah não não, claro que não. -Murmurou, segurando o braço da menina. -Vai lá. Agora. -Mandou irritado, deixando caminho para a menina passar.

Notas finais
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