O destino de um shinigami em preto
26 Bonito desespero
Notas iniciais
–Vamos...esse não é meu Sutcliff. -Chamou William, levantando da cama e estendendo a mão para o ruivo que confuso aceitou.
Ao levantar, foi suspendido nos braços de William e levado até o banheiro. Ligou o chuveiro para encher a banheira e deixou por ali, sentando-se na beirada ainda com o ruivo no colo. Tirou a blusa do pijama que o mesmo usava e tirou a sua própria.
Tão calado.
Entrou na banheira com o ruivo escorado em suas costas, e logo virou de lado, escorando a bochecha sobre o peito de William.
Ele percebeu que tinha sido um choque muito grande para Grell. Também tinha sido para ele, mas não queria demonstrar.
Beijou o topo da cabeleira ruiva e afagou sua bochecha. Grell deixou-se fechar os olhos e apenas curtir a sensação fornecida.
–Está tudo bem? -Perguntou William e o ruivo soltou um suspiro.
–Claro meu amor. -Disse soltando um sorriso doce e selando seus lábios. -Foi apenas...um choque muito grande. Desculpa.
–Eu entendo. Mas...Não olhe para o passado minha princesa...Ele distrai o presente* -Falou e Grell sorriu, concordando com a cabeça. -Estamos juntos por uma eternidade agora.
–Sim Wiru. Estamos. -Falou sorrindo. -Quem sabe...foi meio bom. Podemos estar em um trabalho não muito bom...mas conseguimos fazer uma vida feliz ao menos.
–Assim que tem que pensar. -Disse soltando um sorriso de canto de lábio.
–Pode...me deixar um pouco aqui? Quero...um tempo pra mim. -Pediu e o maior apenas assentiu selando seus lábios e saindo da banheira, enrolando a toalha no quadril e saindo.
O ruivo se afundou na água molhando os cabelos e logo voltou. esfregou o rosto.
Deixou-se desabar por um momento. Abafando os soluços. Era tanta coisa para ele absorver em tão pouco tempo. Conhecer a pirralha, ter uma família, se mudar, descobrir como se suicidou, tanta coisa em pouco tempo.
Não queria que os dois soubessem mas mudanças pesavam nele, e ele estava muito sobrecarregado. A menina não dava trabalho, não poderia dizer isso, mas ele estava em pressão com tantas coisas. O jeito daquela menininha, o jeito que era tratado pelo marido. Mesmo em três anos e meio era meio estranho ver o moreno tão carinhoso, atencioso com ele. Como se fosse uma outra pessoa com ele. Da pessoa que só falava para xingar a seu marido, tem quilometros de diferença. Limpou as lagrimas e lavou seu rosto, levantando e saindo da banheira.
Bem como William tinha dito.
Esquecer o passado...para não se distrair do perfeito presente.
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Enquanto isso, William estava no quarto vestindo qualquer roupa que viu pela frente.Sabia que tudo aquilo estava atucanando o ruivo, e ele tentava fazer de tudo para o confortar. Ficava bem ao ver sorrindo, e faria de tudo para isso.
Desceu as escadas e deixou o quarto silêncioso.
–---x---
Grell desceu as escadas com os cabelos molhados pingando sobre suas costas, trajando um vestido vermelho simples.Desceu e seguiu a cozinha, servindo-se de água.
William ainda meio hipnotisado pela cena, largou o livro de lado e apoiou os cotovelos sobre os joelhos. O ruivo percebendo o olhar do moreno sobre seus quadris voltou vagarosamente até a sala e acordando William de sua transe ao passar suas pernas sobre as coxas do mesmo.
–Não faz assim meu ruivo... -Falou suspirando, o segurando pela cintura.
–Mas wiru... Estamos sozinhos hoje... -Sussurrou ao pé do ouvido do moreno que se arrepiou.
Mordeu sua orelha e logo passou para o pescoço, onde apenas arranhou seus dentes afiados para depois deixar um chupão ali.
William subiu um pouco o vestido do ruivo, passando a mão sobre as fartas coxas, dando leve apertadas sobre a mesma, fazendo Grell inclinar o quadril um pouco para frente.
Puxou os cabelos ruivos até o encontro dos labios do dono aos seus, onde depositou um beijo casto sobre os lábios quentes rosados. Arranhou os dentes sobre o de William, fazendo um filete de sangue escorrer e logo lambeu, sem desgrudar os olhos esmeraldinas dos do moreno.
Abriu os botões da camisa do moreno enquanto o mesmo passava a unha sobre a parte de dentro das coxas de Grell, que inclinava algumas vezes. Ao terminar jogou a camisa pra qualquer canto, e seu vestido foi tirado com agilidade de seu corpo e foi deitado no sofá.
–Mudou de ideia? -Sussurrou ao pé do ouvido do amado que o olhava fixamente.
–Se não tivesse provocado, não é ruivo...
–Vou provocar mais vezes então. -Falou mordiscando a orelha do mesmo.
William o puxou pela cintura para cima, e partiu para os mámilos do ruivo, que se contorcia sobre os braços fortes alheios.
Ao soltar um leve gemido, ouviu a campainha tocar, se assustando e rolando do sofá. William estático encima do mesmo sofá, ao ver oque estava acontecendo tateou pelos oculos e procurou a camisa.
Grell botou o vestido rapidamente e gritou que já ia, procurando os óculos. Arrumou os cabelos emaranhados em um coque, e sinalizou para o moreno onde estava a camisa enquanto calçava os saltos que estavam do lado do sofá.
–A culpa não é minha! Você que escolheu ser mãe. -Falou botando a camisa e Grell rapidamente fechou os botões.
–Eu só queria mais uma noite mas não deu. -sussurrou esfregando o rosto e abrindo a porta -Adrian...chegou cedo. -Disse soltando um sorriso ironico e sentiu a menina se jogando em seus braços.-Oi amorzinho. -F alou beijando a bochecha da menina.
–Spears... Oque é esse machucado em sua boca? -Perguntou com um sorriso malicioso,olhando o corte ainda com resquicios de sangue.
–Me cortei...com uma embalagem. -Suspirou.
–Sutcliff precisamos conversar. -Pediu o grisalho, fazendo Grell entregar a menina para o marido.
–Claro. -Disse com um pequeno sorriso no rosto, ajeitando os óculos.
Adrian abriu a porta da frente e sinalizou para Grell sair, que o acompanhou de cabeça baixa.
Saiu batendo os saltos sobre o silêncio e a escuridão da noite.
–Oque seria? -Perguntou sorrindo docemente.
–Sua filha. -Disse suspirando e Grell deu um pulo parando imediatamente.
–Anally está bem?
–Mais do que bem. -Falou rindo. -Não sei...como ainda não tinha percebido.
–Oque eu não percebi?
–Sua filha terá que ser muito bem treinada...-Disse soltando um riso abafado. -Não podemos perder um shinigami tão forte.
–Co-como? -Perguntou gaguejando.
–Ela não será uma shinigami apenas de escritório. Até...será uma das mais fortes.
–Isso é perigoso de mais pra ela...
–Ela será treinada...e talvez se machuque menos que a mãe! -Disse fazendo Grell bufar.
–Adrian...essa menininha é tudo para mim, não posso correr riscos de perder ela por causa de um demônio ou uma alma raivosa inutilmente.
–Deixe comigo... Essa menina vai ser ótima.
–Qual seu plano? -Falou sorrindo mostrando os dentes perigosos para ele, que riu.
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