O destino de um shinigami em preto
14 Anally Constance
Notas iniciais
–KNOX, PARE OS RELATÓRIOS. –Chamou o aloirado que se assustou, mas ficou confuso ao ver o superior com a criança no colo, que estava adormecida. –Tenho uma tarefa importante pra você.
–Oque seria Senpai? –Perguntou confuso.
–Eu preciso falar com o Spears, você vai ficar com a Anny por um tempinho. –Falou entregando a menina que Ronald a segurou desajeitado. –Não faça merda, não fale coisas impróprias, se ela estiver com fome, você vai imediatamente pegar algo pra ela comer. E o mais importante, qualquer coisa chame a Meredith.
–Porque a Meredith?
–Ela vai saber oque fazer. –Falou se retirando da sala.
–Espere Senpai! –Chamou o fazendo parar no meio do caminho, -Oque ela é sua?
–Ela é uma novata Ronald, está sobre minha responsabilidade. –Falou suspirando.
–Uma novata? Quantos anos ela tem? Seis? –Perguntou olhando para a menina adormecida, que agora estava deitada no sofá da sala.
–Acho que sim, ela estava perdida ontem no meio do corredor. Ela vai ficar bem. –Suspirou novamente e ia saindo. –Eu já volto, cuide bem da menininha.
–Instinto materno hein? –Opinou rindo.
–Muito engraçado Knox, mas talvez... –Falou sorrindo olhando para a menina. –Talvez seja.
[...]
–Avise ao Spears que estou precisando falar com ele. –Pediu o ruivo.
–Um minuto senhor Sutcliff. –Pediu e entrou na sala do superior. O ruivo só ouviu uns resmungos como “Oque esse responsável está fazendo aqui” mas apenas suspirou. –Pode entrar Sutcliff-Senpai.
–Obrigada. –Agradeceu e entrou no escritório. –William a gente precisa conversar, e é urgente.
–Oque eu te falei? –Perguntou suspirando. –Eu pedi para você não sair daquele quarto antes que você piorasse.
–Eu voltarei se você me ouvir. –Falou se sentando na cadeira do escritório. –Eu não sei oque fazer.
–Fazer oque Grell? –Perguntou vendo a confusão do marido. –Oque lhe aflige?
–Anny... –Sussurrou, fazendo Will pegar o livro de cima da mesa.
–Esse é o registro dela. Anally Constance, cinco anos. Suicidou-se acidentalmente após seus pais a deixarem sozinha por cinco dias seguidos, sendo assim, matando-se no meio de uma brincadeira. –Falou enquanto afagava os cabelos ruivos. –Parece que ela será mais feliz aqui, por incrível que pareça.
–Tão nova William...ela acolheu a morte... tão bem... –Falou começando a chorar, Grell era muito sentimental. –E-Ela... Ela ontem me pediu para que eu nunca a deixasse como fizeram com ela.... –tentou continuar mas soluçou, fazendo William o abraçar. –Hoje...ela falou que eu menti a ela...que nós a mentimos...como eu vou deixar ela com o senhor Crevan?
–Grell... –Chamou ele baixinho que soluçava, não olhou para cima. –Meu amor, me olha... –Chamou novamente, o pegando no colo e se sentando com o ruivo em seus braços. –Eu acho que está na hora de você ser mãe, e da Anny ter uma mãe que mereça.... –Disse sorrindo, limpando as lágrimas de Grell. –Oque acha minha princesa?
–HA-HAN? –confuso exclamou.
–Acho que a Anny irá amar ter você como mãe... –Falou novamente, colando seus narizes. –Você acha que a Anny irá gostar de me ter como pai....?
Grell chorava, não acreditava no que estava ouvindo. Como alguém com um coração tão frio antigamente torna-se isso? Depois de tantos socos e ofensas, agora estava opinando em ter uma filha com ele. Como o passado lhe diria isso, mesmo que lhe dissesse...eles sabendo seria igual? Com certeza algo mudaria. Longos minutos em silêncio, William já se assustava até ver um grande sorriso aparecer no rosto de Grell o fazendo sorrir também.
–Eu acho...Que ela irá amar. –Falou sorrindo tanto que chegou a fechar os olhos. –Tenho certeza, será um pai babão.
–Não serei não.
–Com certeza será. –Falou selando seus lábios calmamente e tão apaixonado. – O conheço, conheço todos seus lados, desde o mais frio ao mais carinhoso. Com certeza será o pai mais carinhoso que já vi.
–Falando nisso...cade a Anally? –Perguntou preocupado fazendo Grell pensar “começou” e rir.
–Está com o Knox, calma. –Falou o beijando. –Eu vou lá tirar ela de perto daquele estrupício.
–Antes que ele transforme ela em uma irresponsável. –Falou fazendo Grell gargalhar.
–Com certeza isso vai dar briga. –Falou rindo e abrindo a porta. –O PAI dela não irá a deixar ser irresponsável.
Saiu do escritório deixando o moreno com um sorriso pequeno e bobo no rosto. Podia acreditar que em menos de duas horas ele é pai? Aquela garotinha pelo que viu...era perfeita para Grell. Sua aura irá crescer e Will com certeza... vai fazer de tudo pela garotinha.
Em menos de um dia, a garotinha já tinha feito Grell chorar e William chegar a beira disso. Como os dois poderiam a deixar desamparada?
–SUTCLIFF! –Gritou da porta fazendo Grell parar no meio do corredor.
–Sim Will? –Perguntou calmamente.
–Volte pra seu dormitório agora, porque você continua com febre. –Falou fazendo o ruivo sorrir levemente.
–Eu estou indo! –Gritou sem muita força de volta. –Porque agora...eu estou indo buscar a minha filha... –Sussurrou a si mesmo com o maior sorriso.
[...]
–Grell era muito atrapalhado uma vez ele caiu do te... –Ronald estava contando para a menina todas as coisas que Grell e William haviam feito, a fazendo se dobrar de tanto rir.
–Falando de mim Knox? –Perguntou entrando na sala fazendo os dois arregalarem os olhos. –Anny, vamos? –Chamou a garota que fez uma cara triste. –Você terá mais oportunidades pra falar com esse bobo, não se preocupe.
–Mas...você vai me levar daqui Grell.... –Falou fazendo o coração dele se quebrar.
–Não irei pequena...preciso conversar com você. –Falou chegando perto dela que estendeu os braços a ele que a pegou no colo. –Vamos voltar, William me deu uma bronca por eu ter saído do dormitório.
–Você continua quente Grell. –Falou tocando em sua testa.
–Já irei descansar Anny. –Falou antes de sair da sala. –Ronald...parece que sua brincadeira estava certa.
–TA BRINCANDO SENPAI? –Perguntou boquiaberto após pensar um pouco.
–Não Ronald, Não estou. –Falou sorrindo. –Ou...Tio Ronald? –Falou gargalhando fazendo o aloirado se enfurecer. –Calma, calma.
–SAI DAQUI! –Gritou gargalhando fazendo Grell sair depressa.
–Ele é legal. –Falou a pequena rindo. –Você já caiu do telhado?
–ELE TE FALOU ISSO? –Perguntou fazendo Anally esconder o rosto. –Já sim...MAS A CULPA É DELE. –Se explicou fazendo a menina gargalhar.
–Você está me levando pra onde Grell? –Perguntou o fazendo sorrir. –Está feliz de eu ir embora...?
–Precisamos conversar Anny....Sério. –A avisou , suspirando.
–Oque foi? –Perguntou em quanto entravam no dormitório.
–Anny... –Falou largando a menina no sofá e se ajoelhando na frente dela. –Como era a relação de você com a sua mãe querida?
–Ela...ela eu acho que não gostava de mim... –Falou abaixando a cabeça. –Ela me deixou por um bom tempo sozinha... não sei o quanto exato. Eles preferiam meu irmão a eu.
–E querida... Você gostaria de ter uma outra mãe? –Perguntou ainda olhando para ela, que sorriu.
–Sim Grell...Eu apenas não gosto de ficar sozinha... –Falou e puxou a manga de Grell. –Você vai me levar pra onde Grell? Porque vai me levar pra longe?
–Eu não vou querida... –Falou esperando a reação dela. –Você gostaria de ficar comigo e com o Will?
–Sério Grell? –Perguntou sorrindo. –Oque o William disse?
–Que acha que será ótimo ter você com a gente. –Falou fazendo a menina se jogar em cima dele e o abraçar, o fazendo se assustar. –Está tudo bem... Estou aqui agora. –Falou afagando o cabelo da menina.
–Você é a melhor mãe Grell. –Falou fazendo sair uma lágrima escorrendo pelo rosto do ruivo.
Os dois não tinham percebido, mas William observava tudo com um sorriso orgulhoso no rosto. Ele com certeza amaria ser pai.
Fale com o autor