O despertar dos 7, Livro 1, as 4 taças
1 chapter one, The órfã.
chapter one
The órfã.
Em uma tarde calma de outono, deitado em um campo, com a brisa que bate em meu rosto, me sinto calmo, a grama é macia e aconchegante, as formas das nuvens são de uma enorme elegância e perfeição, esse poderia ser meu local preferido, abrigo de toda a correria e confusão dos meus últimos anos, sem pessoas que fingem se importarem comigo ou as que ficam me importunando constantemente, é inexplicavelmente boa, a sensação de estar sozinho, são preciosos minutos de sanidade em meio a uma existência nada agradável, me faz pensar seriamente se a vida que eu levo não é um eterno pesadelo ou aqui é um sonho inestimavelmente raro para mim.
Fui criado boa parte da minha infância em um orfanato ao sul da Califórnia, onde morei aproximadamente 15 anos, não era um local muito adequado para uma vida saudável por suas condições precárias, apesar disso, era o lar e abrigo que conhecia, nunca me encaixei ou fui sociável com as outras crianças, o Máximo de proximidade que tinha com elas era na hora das refeições, me sentia solitário e vazio. Minhas noites eram insanas com pesadelos e gritarias, pessoas correndo e tremores incontroláveis, não sabia bem o significado desses pesadelos, a única coisa que me mantinha era o desejo de saber o que havia sido acontecido com meus pais e o motivo de ter sido deixado em um orfanato. A única pista que me restava para saber de onde eu vim e quem eu sou de fato é uma foto antiga, já surrada e manchada pelo tempo.
Já faz alguns meses que um acidente terrível ocorreu no orfanato onde morava, muitas pessoas morreram nas chamas que consumiam o prédio, o que se via no local era muita destruição, todos os andares pegaram fogo, adolescentes, crianças e funcionários pereceram, com exceção de mim, muitos dizem que é um milagre eu ter sobrevivido, obra divina, uma baboseira qualquer que falam para pessoas que tem vidinhas insignificantes e comuns. Depois disso não tinha para onde ir, então o concelho de justiça social enviou promotor juvenil que levará há um internato, onde passarei o meu tempo antes de atingir a maior idade legal.
Após dias na estrada tivemos que parar para reabastecer o tanque do automóvel, como já era tarde, tivemos que ficar hospedado em um motel bem próximo da cidade, pessoas que passavam por mim me olhavam de uma maneira estranha, quase como se eu fosse uma pessoa familiar no local ou coisa do tipo, apesar disso senti arrepios, como se uma corrente gelada passasse por meu corpo causando náuseas e tremores.
-Mik, é você, É você mesmo? A quanto tempo, não sabe o tempo que todos nós o esperávamos!
Ao escutar essa voz me virei para ver, apesar de ser familiar não consegui reconhecer aquela jovem que falava comigo naquele momento, mais por algum motivo eu senti que falava com diretamente para mim apesar deste não ser o meu nome.
-Desculpe, não sei de que você está falando mais não sou esse Mik! Meu nome é Eduard Henry e não moro aqui, acabo de chegar neste lugar.
Nesse momento outra voz chama a moça que sai correndo rapidamente com um sorriso no rosto, ela vira na esquina da hotelaria e desaparece em meio as pessoas que estão em um tipo de feira.
-Vamos Henry, ainda temos que fazer nossa reserva, aliás, ambos também precisamos tomar um bom e longo banho. Indagou o assistente social para que me apresasse a segui-lo pela rua em frente.
Ao chegarmos no local escolhido, o dono da pousada pediu a para que o Sr. Rodrigues preenchesse a papelada, enquanto isso eu observava atentamente o que as pessoas faziam janela a forra, e a sensação de como se eu conhecesse aquele lugar me possuía, algo muito incomum.
Ao fim do cadastro na recepção a esposa do proprietário nos guiou por uma escada meio acabada até dois quartos no fim de um corredor lateral, falou algumas palavras com meu tutor e em seguida se retirou.
-Esse é seu quarto, eu ficarei com o de frente ao seu, não saia sem me consultar ou fale com estranho, tome o seu banho quando o jantar estiver pronto a senhoria irá nos convocar. falou o SR. assistente adentrando o quarto, em seguida fiz o mesmo.
Cansado, retiro minhas roupas preguiçosamente, ainda penso nas pessoas que morreram no acidente, e me pergunto por que eu não, já que eu estava no último andar do orfanato no momento do incêndio, e o prédio foi totalmente consumido pelo fogo, mais logo tento tirar isso da cabeça e sigo para o banheiro, fecho a porta.
-Que coisa imunda, nem um banheiro público é tão nojento, pelo jeito vou ter que limpar esse banheiro para poder tomar banhos.
Ligo a mangueira mesmo envolto pela toalha começo o serviço para que eu possa tomar um banho naquela banheira. Distraído com o trabalho, sou trazido à tona com sons roucos de batidas na porta, rapidamente peço para esperar que já sairei, abro a porta do banheiro enrolado na toalha ao sair me deparo com a mesma moça da rua em cima da minha cama com as pernas cruzadas mexendo despreocupadamente nas minhas coisas, ela brinca e rir quando ver o retrato antigo que guardo dentro de um livro de Harry Potter dentro da minha bagagem.
Fico imóvel vendo aquela cena, quando penso em falar um forte vento adentra aquele local, e nesse instante minha toalha cai no chão, surpreso e sem saber o que fazer fico imóvel, é quando o silencio de constrangimento é interrompido por gargalhadas e em seguida palavras da garota.
-Calma maninho, você sabe muito bem por mais vergonha que você tenha, não a nada ai que eu vi menos de uma vez, pode relaxar, vai der nosso segredinho.
Rapidamente olho para o chão constrangido e procuro a toalha quando a agarro me cubro rapidamente, ao voltar minha vista para a cama vejo que ele está vazio como se nunca houvesse ninguém ali, a não ser pelo livro aberto e a foto em cima da cama. Retorno ao banheiro e termino o que estava fazendo e em seguida tomo banho.
Já em minha cama vestido e agasalhado, fico imaginando como aquela garota era familiar, apesar de não me lembra onde poderia ter lhe visto antes.
- O jantar está pronto, cavalheiros podem desce, a sala de refeições é depois da recepção a direita.
Já na sala de refeições percebo que totós me olham, um olhar frio o proprietário cospe no chão demostrando indignação e sua família agem com repudio ao me ver, a mulher foi fria como gelo, seus filhos me olham como se eu fosse algo anormal, talvez eles já soubessem o que me aconteceu, o silencio toma conta do ambiente, o silencio só é quebrado quando os dois gêmeos mais novos que aparentam ter por volta de 6 anos de idade reclamam da ervilha em seus pratos e pedem mais purê de batatas.
Após a jantar o assistente sai da mesa e me chama a uma sala emprestada pelo proprietário, comunicou que ela havia preparado todo o meu matéria, e minha farda estava no quarto de hóspedes, mais que não iria mais a outro orfanato, alguém teria solicitado que eu fosse levado a um internato no centro da cidade, lá toda papelada envolvendo a mim estaria pronta e lá ficaria confortável até meu familiar chegar. Me entrega um panfleto com um antigo castelo chamado Phoenix Haven. É quando finalmente expresso minha dúvida que surgi ao ouvir a palavra familiar.
-Familiar? Como assim, eu não tenho família, lembra que esse é o motivo de ter sido criado em um lar de crianças abandonada! Isso só pode estar errado, quem é essa pessoa, quando poderei vê-la?
- Me desculpe mais não tive acesso a essa informação, só recebi uma ligação do juiz nessa manhã seguida de uma carta que entregarei a diretora da escola. Esteva pronto logo as cinco da manhã, teremos que ir rápido porquê as aulas começaram amanhã. Sem mais explicações ele sair da sala e sobe as escadas. Ao amanhecer tomo banho preparo minhas malas e sigo em direção a recepção, lá em baixo um dos filhos do hoteleiro avisa que o café da manhã está pronto e que meu tutor me espera, rapidamente tomamos café da manhã ele sai na minha frente para preparar a locomoção, ao sair agradeço pela hospitalidade, na entrada do lugar está uma carruagem antiga com um condutor de tapa olhos, quase não acredito na sena mais logo em seguida vejo o conselheiro dentro e faz um gesto com a mão para que entre, me acomodo de frente a ele em uma janela e a carruagem começa a andar.
Percebo que quanto mais andamos mais distante ficamos da cidade, meus pensamentos de ir morar em uma cidade grande logo se vão quando entramos em uma estrada de barro. Pouco mais de 2 horas de percurso chegamos a uma pequena ponte, onde do outro lado se encontra um homem em trajes zelador, ele acena nos descemos da carruagem, lá eu sou deixado pelo conselheiro que avisa que voltará para cidade já que a diretora disse que o encontrará lá para resolver algumas questões legais, ele volta a condução e parte retrocedendo o caminho.
Pouco a pouco eu e o cavalheiro ao meu lado nos distanciamos da ponte, após o corcovado fico surpreso com o que eu vejo.Um enorme castelo cinza, coberto por vários tipos de plantas diferentes, porem lindas, um lago enorme ao seu lado e muitos jovens em trajes escolares muito diferentes dos convencionais, fico impressionado com tudo aqui, eu olho para traz e percebo que o caminho pelo qual viemos desapareceu, mais estou tão encantado com as coisas que nem ligo muito pra isso é quando o moço ao meu lado fala.
- Meu nome é Paul, bem vindo a Phoenix Haven, o Refúgio da Fênix. De agora em diante esse será o seu lar, espero que goste.
indo em direção ao velho castelo onde fica localizada a escola, me deparo de longe com uma grande estrutura antiga, com torres e forças com pontes levadiças baixas, que agora são meras decorações já que na entrada possui um enorme portão que foi colocado ali há alguns anos atrás para que servisse de entrada, aquele lugar era uma lembrança da era medieval, já que ao seu redor está repleto de arranha-céus gigantescos e iluminados, é uma vista um tanto incomum ver um castelo bem no centro de uma cidade.
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