O despertar de uma paixão
1 O início
Notas iniciais
* Não plagie
* Críticas e dicas são bem aceitas ao meu ver
* Se gostar comente
* Está ficção também está no site Wattpad
* Se passa na segunda guerra mundial
Polônia , Setembro de 1920
Ouvia-se em uma das casas mais afastadas quase dentro da floresta um choro forte e estridente , Beijamin e Haya comemoravam felizes que apesar de todas as batalhas que haviam enfrentado enfim as coisas pareciam estar nos seus devidos eixos e é claro comemoravam á chegada de sua primeira filha .
— Minha Haya e minha Margalit — Albert dizia emocionado .
— Tua vida e tua perola , Haya e margalit — Haya dizia com seus olhos brilhantes .
— Sim meu liebe - Albert sentiu que as coisas iriam melhorar para aquela família que começava a se tornar grande .
Polônia , Julho de 1936
As coisas andavam estranhas ultimamente , um chanceler novo assumia o país e consequentemente a Polônia apoiava a Alemanha seu nome era Hitler , na vila onde eu moro diziam sobre as crenças de Hitler o quanto odiava os judeus e qual raça deveria dominar o mundo os arianos , eu apenas ignorava afinal eu já tinha meus próprios problemas e também por que acreditava que era apenas mais um louco com suas idéias .
Aos 16 anos da minha vida eu já me encontrava encurralada em um beco sem saída meu pai queria me casar com um homem 20 anos mais velho que eu , meu pai um alemão rígido mas com um bom coração assim eu acredito tinha chegado na sua extrema loucura seu negócios iam de mal a pior , aparentemente as pessoas já não tinham mais dinheiro para comprar nem leite e tão pouco pão e com isso tudo foi decaindo da minha vida , em um dia eu ainda brincava nos bosques que existiam perto de minha casa e no outro eu passava as tardes ouvindo de mamãe o quanto um casamento ia favorecer a família e ate a mim mesmo .
Minha mãe no início não concordava com tão casamento dizia ela que á diferença de idade era exorbitante mas papai com o jeito dele conseguiu convence-la , e agora me encontro aqui pensando no quanto a minha vida está fadada ao esquecimento do viver ...
— Margalit você não houve nada de que sua pobre mãe fala o céus perle me ouça — Mamãe falava tentando chamar a minha atenção ao assunto .
— Perdão mama o que a senhora dizia ? — Finalmente decido prestar atenção em suas recomendações
— Ouça minha querida filha o senhor Hoyer me disse ontem no encontro que houve em sua casa para que vocês se conhecessem que ele ficou encantado pelos seus lindos olhos azuis e seu lindo cabelo louro , querida você tem tanta sorte parece uma perfeita alemã quem iria desconfiar que é uma metade judia ? — Haya dizia alegre
— Mamãe eu não consigo entender o por que de desprezar tanto a nossa raça — Eu digo chateada .
— Minha querida filha nós judeus não temos espaço no mundo , estamos literalmente vagando no mundo e desde que me entendo por gente foi assim e eu penso no quanto fui sortuda por seu pai me amar e me ensinar os costumes alemãs — Mamãe tentava me explicar mas ainda sim não concordava nem um pouco com o seu modo de pensar .
— Oma ficaria triste em saber destas coisas que você pensa de nosso povo mamãe — Eu olhava triste para ela que veio em minha direção acariciando meus cabelos .
— Querida não fique assim mas certamente nós judeus somos uma raça desfavorecida mas deixe este assunto de lado e vamos continuar falando do seu tão desejado casamento — Ela diz sorrindo .
— Desejado ? Só para vocês é claro , espero que pelo menos ele espere eu completar 21 anos assim alcançando a maior idade , diga mamãe ele sabe que eu sou judia ? — Olho suas feições mudarem assim que termino a frase e um medo cresce em meu peito .
— Bem querida sim ele irá esperar você até completar os 21 anos mas eu quero te falar algo muito importante algo que você irá guardar assim que se casar com ele tudo bem ? — Ela me olha preocupada e eu apenas assinto . _ Pois bem querida a momentos atrás eu disse que você tem sorte de ser uma ariana ainda sim que seja judia também , seu pai vem de um laço bastante forte e tradicional seguindo assim a linha do raciocínio você pode concluir que as pessoas que ele rodeia e convive no trabalho são legítimos alemães com tradições ainda mais fortes de se relacionarem apenas com alemães e meu amor não fique chateada mas a cada dia que passa mais as pessoas adotam o jeito que o grande Hitler pensa , querida ele não sabe e nem pode saber que você é metade judia e nem as pessoas que você irá se envolver a partir do dia em que se casar você me ouviu bem ? — Ela me olha preocupada e com os olhos cheios de lágrimas .
— Mamãe eu não entendo o por que desse ódio todo pelo nosso povo , somos humanos assim como eles , respiramos , precisamos beber e comer para viver assim como qualquer um ! Já é difícil o bastante ter que falar para as pessoas que você não é minha mãe e sim a governanta da casa que meu pai teve coragem de te por para trabalhar imagina então ter que me esconder das pessoas ? eu não mereço isso e nem você — Começo a chorar de raiva e indigna de compreender a cabeça das pessoas .
— Sinto muito querida mas se quer uma dica é melhor aceitar o inevitavel — Ela diz enxugando minhas grossas lágrimas . _ Vou ver o seu pai querida , trate de melhorar esta cara não seja fraca se erga na fraqueza . — Diz saindo do meu quarto .
Assim que ela sai do quarto me jogo na cama me debulhando em lágrimas talvez as coisas ficassem cada vez mais difíceis para todos .
Polônia , Setembro de 1939
Se antes eu considerava que a minha vida estava indo de mal a pior agora eu não sei nem o que dizer do quanto ela se encontra mal , a guerra estourou separando famílias inteiras , a grande maioria dos alemãs haviam apoiado as idéias de Hitler , a grande maioria odiava os judeus , aos poucos Hitler juntou uma força maior que todos nós , Ele dizia que meu povo deveria morrer que nós judeus somos sub-humanos , quando ele se tornou chanceler em 1933 eu realmente não acreditei que com o passar do tempo ele ganhasse tanto poder assim mas aos poucos ele foi tirando a liberdade de todos até mesmo dos países vizinhos igual a polônia e a Hungria que logo nos vimos seguindo e respeitando suas decisões , ele tirou a liberdade de expressão , não poderíamos sair para a rua após o toque de recolher quem assim fosse pego responderia por traição ao chanceler , nas escolas foi implantado um plano de aula que seguisse assim o modo dos nazistas , nas ruas bandeiras eram postos em nossas casas com o intuito de dar obediência a Hitler .
— Margalit você está sabendo dos boatos ? — Adele uma amiga me olhava assustada .
— Quais ? Já não basta tudo que estamos passando agora mais coisas ruins chegam ? — Eu digo apreensiva .
— A guerra estourou assim você sabe é oficial á Alemanha entrou para a guerra e como se não bastasse estão falando que os SS estão começando a pegar judeus , negros , ciganos e deficientes eu estou com tando medo Margalit , você facilmente vai ser passada como uma ariana mas e eu e minha família ? Estamos condenados é o fim para todos nós , como alguém consegue seguir esse maldito Hitler ? — Adele se taca em meus braços e começa a chorar .
— Adele se acalme por favor tudo vai dar certo minha amiga , nada vai acontecer com a gente querida nada . — Eu digo beijando seus cabelos e lhe abraçando forte .
— Assim eu espero minha querida amiga , agora eu tenho que ir mamãe insiste que devemos ficar todos juntos a todo momento — Ela diz se levantando e eu a acompanho ate a porta .
Eu não podia alias eu não queria acreditar que aquele maldito tem esse maldito poder com ele , as coisas estavam bastante difícil aqui em casa e quando a guerra estourou meu pai ficou louco de vez , as vezes eu o pegava no meio da noite na sala chorando e pedindo a Deus forças para ele proteger a nossa família , ele mal comia ou reagia as coisas do cotidiano .
Mamãe também não estava nada bem eu sentia que ela sempre aceitou ao seu destino , Haya sempre dizia quando eu era pequena que algo grande estava por vir mas que eu iria de alguma forma conseguir me proteger , quando Hitler pegou força ela já sabia o que viria a seguir e quando finalmente a guerra estourou ela olhou nos meus olhos e me disse(meine perle ich liebe dich ) minha pobre mãe nem ao menos tentou lutar pelos seus direitos ela apenas aceitou ao seu destino .
Eu me deito em minha cama afim de tirar um cochilo mas mamãe entra no quarto me chamando .
— Margalit venha jantar comigo agora _Haya diz .
— Sim mama — Eu digo já me levantando e me direcionando a cozinha .
— Minha querida eles estão pegando nós judeus e nos levando os SS já estão agindo meu amor , é questão de tempo para eles nos encontrar que você seja protegida meu amor . — Ela diz assim que se sentamos na mesa para comer .
— Mamãe nada vai acontecer com a gente , fique calma — Eu digo apertando suas mãos e dando um sorriso para ela .
— Assim eu espero meu amor , seu pai não está nada bem querida não o vejo comer algo á dias , estou tão preocupada com ele , eu espero que você consiga se proteger assim podendo se casar com o senhor Hoyer e ficar protegida desta terrível guerra .
— Mamãe você não entende ? Eu só quero ficar ao lado de vocês , eu não quero de modo algum ter que me separar de vocês eu amo tanto vocês . — Lágrimas atinge meus olhos porém não me permito chorar com os anos aprendi a ser forte como mamãe e papai me ensinaram .
— Margalit você é tola menina ? querida se proteja você é jovem viva da maneira que der mais viva não se entregue assim como eu e seu pai nos entregamos , nós te amamos querida e é por isso que você tem que ser forte . — Ela olha em meus olhos transmitindo pela primeira vez confiança .
— Eu te amo mama .
— Eu também querida . — Ela sorri e começamos a comer nossa janta .
Depois de nós jantarmos fui direto para meu quarto , deitei em minha cama e logo adormeci ...
Acordei com barulhos vindo do andar de baixo mamãe e papai gritavam com alguém , saí da cama em um pulo e já me prestava a descer as escadas rapidamente , quando estava quase no fim vejo o olhar de minha mãe repreensivo e paro na mesma hora me escondendo , tento focalizar no que estava acontecendo e vejo dois membros da SS a falar com meu pai .
— Albert Plotz você e sua família deve nos acompanhar , você foi denunciado por se envolver com uma judia e a mesma ter concebido um filho de você . — Um homem alto e da raça ariana falava com tom de superioridade .
— Que tolice todos nesta cidade sabem que eu sou um homem viúvo e que minha filha assim como eu somos alemães legítimos — Papai diz temeroso
— Senhor não adianta mentir , temos provas contra todos vocês inclusive á sua mulher que você insiste em chamar de governanta e a sua maldita filha metade judia que se parece tanto com uma de nós , por favor nos acompanhe . — O outro homem diz de forma tediosa .
— Como descobriram ? — Meu pai diz nos entregando e também visivelmente transtornado .
— Como eu disse denunciaram você e sua família , um senhor chamado Theodor Hoyer um alemão que respeita as leis de nosso chanceler, infelizmente não posso dizer o mesmo do senhor .
Meus olhos se arregalaram igualmente o da minha mãe e de meu pai ao nome do meu noive ser pronunciado então como ele descobriu? Céus está tudo tão confuso em minha mente .
— Margalit e Haya queridas venham para cá — Papai chama e eu vou logo depois mamãe também vai .
Abraço meu pai e depois a minha mãe , sinto minhas lágrimas querendo se libertarem mas não me permito a chorar não serei fraca eu sabia o que estava acontecendo sempre soube no entanto não pude fazer nada quando a hora chegou . Fomos encaminhados para um caminhão lá dentro tinha várias famílias , foquei meus olhos em uma mãe que em seus braços carregava um bebê e entre suas pernas tinha uma menininha assustada e chorando bastante , olhei para o outro lado encontrando uma mulher muito machucada suas vestes estavam rasgadas , seus lábios estavam roxos e sua pele também , no meio de sua perna concentrava uma grande parte de sangue seco , será que ela foi violentada ? O que essa mulher enfrentou ? Fecho meus olhos para não mais ver as expressões de cada família dentro daquele caminhão .
Não sei ao certo quando tempo se passou , talvez horas ou dias eu já tinha perdido a noção do tempo mantive o tempo todo meus olhos fechados eu não queria aceitar a minha nova realidade , eu não podia aceitar algo assim , o tempo passou e uma hora o caminhão parou eu e todas as famílias dentro do caminhão fomos escoltados em fileiras para sair do caminhão .
— Vai ficar tudo bem minha querida — Papai disse apertando meus ombros eu nada disse .
Assim que saímos do caminhão meus olhos se adaptaram na claridade e logo percebi que se encontrávamos em uma estação de trem e ao lado existiam várias cabanas e alguns escritórios embutidos pelo caminho , eu e minha família estávamos quase entrando no trem quando um homem da SS me puxa bruscamente me fazendo cair com tudo no chão , meu pai vem em minha direção tentando me aparar ...
— Saia de perto dela seu criminoso — O homem grita para meu pai
— Saia você de perto dela soldado — Grita meu pai finalmente chegando ao meu encontro
Minhas costelas doíam tanto , sinto também que ralei meus joelhos á esse ponto sinto as lágrimas em meus olhos ...
— Você não vai sair ? pois bem — O homem diz pegando a arma e logo em seguida disparando contra meu pai que cai instantaneamente morto no chão ao meu lado .
— Não meu pai não , por favor , seus monstros o que vocês fizeram , por que fazem isso ? — Falo gritando , abraçando meu pai fétido ao meu lado , cade minha mãe ? olho para os lados mas ela já embarcou , como ela pode virar as costas para nós dois ?
— Mulheres são chatas demais , só servem para cuidar da casa e ficar debaixo de nós homens mas nem isso você merece judia imunda — O homem da SS diz e em seguida pega a ponto inferior da arma e atinge a minha cara com um golpe forte e certeiro aos poucos tudo se transforma em um borrão até que a escuridão toma conta de mim de vez .
Notas finais
* Não plagie
* Críticas e dicas são bem aceitas ao meu ver
* Se gostar comente
* Está ficção também está no site Wattpad
* Se passa na segunda guerra mundial
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