O desastroso casamento de Lily Luna

Era apenas condescendência de sua parte.

Ela olhou o espelho e viu-se em um corpo diferente do seu próprio.

Um corpo mais magro e cansado que ultimamente levava séculos de insônia, os olhos com olheiras arroxeadas foram cobertas por tanta maquiagem que mal se reconhecia, quem dirá ver as pintinhas que viviam a pipocar seu rosto.

E ainda assim, ela só conseguia pensar nele.

Os olhos azuis frios.

A boca feita de cereja.

As bochechas carmim.

Os cabelos platinados, macios.

Ela nunca poderia esquecer ele, e agora olhando para si mesma diante do espelho, nunca se imaginaria sendo aquela garota que ele tanto diz amar.

Não existia mais ali a ruiva prepotente, de olhos brilhantes que sempre foi.

Sua chama interior parecia ter sido apagada pela superproteção dos pais, e aquilo era simplesmente triste de se ver.

—Lily querida, está quase na hora! Você parece tão ansiosa!

E não deixava de estar, ansiosa para dar um fim em toda aquela bobagem de casamento arranjado.

Não importa o quando Stephen McGonagall pareça perfeito pelas idéias de seus pais, ela sabe que nunca se veria apaixonada pelos seus olhos verdes adoravelmente gigantes, era impossível quando já tinha o loiro de seus sonhos cutucando sua mente a todo o momento, tanto que beirava à obsessão.

Não, espere!

É isso, Scorpius é a pequena obsessão de sua vida.

E seu pai, como sempre na verdade, quer a proteger de tudo, inclusive de amar e ser amada. Mal ele sabe que não importa o que ele diga, ou o que ela seja obrigada a fazer, Lily Luna sempre vai seguir em busca de sua felicidade.

E naquele momento, ela sabia que sua única felicidade seria o loiro.

“Eu te dei todo meu amor Luna, por que apenas isso não te basta?”

Seu coração se apertou e novamente a menina engoliu o soluço, por Deus! Aquilo era mais que o suficiente para ela. Se ao menos seus pais lhe escutassem ao invés de levar os erros passados como um mantra... Mas aquele não era o momento para lágrimas. Então assumiu sua postura frívola de sempre.

Lily Luna nunca fora apaixonada pelos cabelos castanhos e os olhinhos esverdeados gigantes do Grifano com quem casaria em poucos minutos, na verdade, mal conseguiria conviver com alguém tão gentil quanto ele. Era nauseante. E isso ficou mais do que claro para qualquer um que olhasse sua face derrotada diante do espelho oval.

Todos menos sua família.

Afinal, é o sonho de qualquer bruxa casar com alguém com a família tão influente quanto a de seu futuro marido, o sobrinho-bisneto de Minerva McGonagall.

Seria incrível se ele fosse o dono de seus pensamentos enquanto olhava no espelho o vestido que sua própria mãe usou em seu casamento.

Sentia a bile subir ao usar aquela preciosidade para um idiota como ele.

—Lilian – encarou finalmente os olhos surpresos da prima pelo espelho – Você está tão bonita!

—Não é mesmo Dominic? – a mulher rechonchuda ao seu lado fungou, segurou suas lagrimas com o lenço de linho – Tão parecida com Ginny no seu dia especial. Posso ver o amor em seus olhos querida. Steffie deve estar tão contente com uma noiva bonita como você!

Ela que levasse todo seu amor ao inferno.

Lily apenas reprimiu seu lado Slytherin e deu um sorriso amarelo à mulher, uma das Tias que Steffie insistira em convidar. Já que Minerva McGonagall teve o bom senso de não aparecer nesse circo que o casamento virou.

Afinal, era o casamento de princesa da mais nova da família Potter, todo o mundo bruxo parecia querer comparecer e Dominic fez questão de garantir que tivesse mais fotógrafos que o casamento real do Príncipe Willian.

Toda essa atenção parecia colaborar para deixar Lily mais nervosa ainda.

—Vocês deveriam sair, ela precisa se preparar – essa segunda vinha da irmã de Stephen, Jaylah a garota de preto e maquiagem pesada encarava a Tia com nítido tédio.

Lily sorriu com o jeito rebelde daquela criança, a menina era nada mais que um pé no saco da família, sempre contestando os mais velhos, uma Grifinória nata com problemas de hiperatividade e Lily absurdamente a adorava. Jaylah comia doce em um canto do quarto, sendo prontamente ignorada por Dominic e a Tia.

—Vamos fazer uma selfie!

Dominic apareceu mais uma vez pelo espelho com o celular rosa choque em mãos, Lilian revirou os olhos.

—Deixe-a respirar Domi, mamãe está te chamando para ajudar com as flores, parece que se enganaram e trouxeram crisântemos e como fomos proibidos de usar magia hoje...

Lily segurou um sorriso enquanto assistia Dominic arregalar os olhos e a boca da Tia ir ao chão, trocou um olhar cúmplice com Rose enquanto as duas mulheres histéricas passavam quase aos prantos pela porta, arrastando a pobre Jaylah.

—Adorável Rosie.

—Sempre sou priminha – Rose trancou a porta atrás de si e foi até a prima, suas feições entristeceram enquanto se aproximava, acolheu a ruivinha em seus braços – Você está mesmo muito linda.

—Eu sou uma covarde Rose – foi então que Lily se permitiu desabar, encarando as pequenas pérolas implantadas recentemente no vestido, os olhos enchendo de lágrimas – Não tive coragem o suficiente de ir contra os meus pais e ficar com quem eu amo.

—Não faça isso, não lhes dê o gosto de ver que está triste – virou a prima para si – Você é uma mulher forte Lily Luna, sei que sua mãe só quer seu bem, e depois que você foi para a Slytherin... Ficar com o Malfoy foi um erro tremendo aos olhos dela, de todos os Weasley na verdade. O casamento é só uma garantia que tudo vai acabar bem.

Lily encarava a prima com olhos chorosos, se sentia desistindo do seu amor de Romeu e Julieta, filhos de famílias inimigas presos em um amor eterno.

Chegava a ser até romântico, mas seus pais não pensavam o mesmo e acabaram a privando de uma escolha que deveria pertencer apenas a ela.

No fim ficou claro o que era preciso fazer, precisava tomar responsabilidade de seus atos. Sabia que sua história não era certa, então entraria no mundo real de cabeça, não importa o que fizessem consigo.

Virou novamente para o espelho, os olhos vermelhos com lágrimas não derramadas eram desconhecidos.

—Você sabe Rose? Eu sempre odiei a cor branca – a prima a olhou com pesar.

—Eu sei que tudo vai ficar bem Luna, confie em mim – as duas olharam-se pelo espelho, Rose tinha um olhar certeiro, exalando tanta confiança que Lily ficou sem palavras.

Fechou os olhos e inspirou profundamente, os olhos cinzentos vieram em sua cabeça junto com as promessas sussurradas “Amo seu pequeno nariz Luna” os soluços se intensificaram no fundo da garganta, mas engoliu cada um enquanto mordia os lábios “Sou apaixonado suas sardas”.

—Eles podem ter se livrado do Scorp, mas me perderam também – finalmente abriu os olhos “Adoro completamente seus olhos castanho-esverdeados, você é preciosa demais para esse mundo Potter-futura-Malfoy” pegou nas laterais do vestido e olhou confiante a prima – Vamos, temos um casamento pela frente.

Rose a olhou com um sorriso de canto – O que está armando Potter?

—Você verá Weasley.

Estava pronta para sua definitiva negativa.

[...]

Era uma grande catedral no topo da montanha, com vista para o mar Escocês, cheia de ornamentos antigos e pequenas flores emoldurando toda a fachada. Ainda no carro, Lily sentiu vontade de vomitar mais uma vez ao ver os fleches dos fotógrafos e até um tapete vermelho. Sentiu pegarem sua mão enluvada.

—Está tão bonita – desviou dos olhos transbordando do pai.

—Adoraria que parassem com isso – Lily sussurrou.

—O que disse? – Lily balançou a cabeça, com um sorriso fraco nos lábios, o pai tocou suas bochechas – Não parece feliz, algo te incomoda? – Lily começou, mas o pai logo a cortou – É o nervosismo, não? Eu te entendo, também fiquei assim com Ginny, me lembro até que seu Tio Ronny chegou a me ameaçar com sua varinha se eu fugisse.

Harry começou então a contar à filha toda a rotina que fez antes de seu casamento e que a obrigaram a fazer também. Minutos depois de tanto enrolar com historias intermináveis, seu pai finalmente decidiu sair do carro.

Assim que colocou os pés para fora do carro o clima Escocês agitou seus cabelos ruivos e arrepiou sua pele pálida, o pai colocou o blazer que usava por cima dos ombros da filha, com um sorriso agradecido eles subiam as escadas, banhados pelas luzes dos fotógrafos.

—Vamos Lily, rápido! Já estamos meia hora atrasados – a mãe surgiu eufórica assim que abriram as portar externas da catedral.

Tirou o blazer do pai e agarrou o buque que a mãe lhe estendia, crisântemos, estranhou. Talvez Rose não tenha mentido afinal.

—Sinto muito por isso querida – a mãe começou, enquanto alisava o vestido no corpo da filha, arrumou também o véu sobre seus ombros, lhe lançando um olhar – Algum idiota confundiu lírios com crisântemos – isso pareceu despertar a menina.

—Eram lírios? – os olhos se encheram novamente, encarando a mãe com fúria.

—Sim, suas flores favoritas – pareceu não perceber a mudança no humor da menina.

Ela segurou o braço da mãe que agora arrumava simetricamente a cauda de seu vestido e a virou para si.

—Você sabe que não é isso – a mãe revirou os olhos – Não tinha esse direito! Os lírios eram dele.

—Direito do que? – ela arregalou os olhos, a mão no peito – De fazer minha filha feliz? Lily está sendo uma ingrata!

—Ginny ela só está nervosa – Harry colocou as mãos nos ombros da mulher e a puxou para o seu lado – Se lembra quando foi nossa vez? Você quase entrou em pânico.

Ginevra parecia recordar, com o olhar perdido em lembranças e um sorriso acolhedor no rosto. Virou-se para a filha com um olhar solícito.

—Eu te entendo querida, vai ficar tudo bem, não se preocupe ok?

Lily ficou quieta, apenas encarando o semblante calmo da mãe, toda aquela história era por culpa daquela mulher, mas de algum jeito não conseguiu sentir raiva dela naquele momento. Ela parecia tão feliz.

Ela sorriu então, seu sorriso mais falso.

—Como queira.

Depois de abraços e palavras encorajadoras dos primos e tios, Lily se encontrava sozinha, finalmente a poucos minutos de entrar pelas portas internas. Ela espiou o altar pela fresta da porta.

Tudo parecia saído de um conto de princesas. Laços dourados com montanhas de flores e tecidos por toda a catedral. Seria mais brilhante se seu vestido tivesse lantejoulas.

Fechou a porta novamente e respirou fundo ao ouvir a música começar do lado de dentro, uma sinfonia simples e sem sal, igual ao seu marido que sua mãe escolhera. Tudo seria tão diferente se fossem pelos seus trejeitos...

As portas enfim se abriram.

É agora.

Ela encarou diretamento o chão, sentiu seu pai agarrando seu braço e apuxando pelo salão repleto de pessoas que ela não se importava.

A música perfurou suas células e a obrigou a dar os primeiros passos, ainda hesitante encarando sombriamente o tapete vermelho com detalhes dourados – outra afronta à menina – a porta se fechou atrás de si em um rompante estrondoso, ela olhou brevemente para trás, assustada, antes de continuar a ser puxada, seus passos mais lentos ainda.

Sua respiração começou a pesar e sentiu que poderia desmaiar a qualquer momento.

Se antes não conseguia pensar em nada, agora seu cérebro fazia questão de se inundar de memórias.

Era inevitável, sonhara tanto em casar-se com ele.

No quanto Scorpius deveria estar sofrendo no seu quarto de hotel nesse mesmo minuto, chorando e se lamentando por amar uma Potter, do mesmo jeito que Lily se lamentara desde que saiu de Hogwarts, completamente em êxtase por um Malfoy.

Lily finalmente levantou a cabeça e procurou pelos olhos de prata líquida sem esperar resultados positivos – claro que seus Tios mandariam o convite, ela porém, no rodapé escreveu para o seu amor não ir – mas não acreditou quando não achou nem sua prima mais querida, que estava tão contra aquela bobeira quanto Lily, Albus, Victoire e até Teddy.

Naquele momento, a menina orou para qualquer divindade que acreditasse no amor que tem.

Orou que Afrodite contasse suas noites de juras aos seus pais, que Atena iluminasse seus pensamentos e fizesse eles acreditarem que Scorpius não era igual ao que seu pai um dia foi, que ele nunca a machucaria, que sempre a amaria independente de qualquer pensamento controverso de outras pessoas.

Que Scorpius realmente a ama do jeito que Lily Luna é.

Para sua sorte, os Deuses pareciam aprovar suas preces, pois a poucos passos do altar, as portas duplas da catedral abriram-se com força e o loiro dono do seu coração passou por elas, parecendo por os pulmões para fora, com sua camisa manchada de tinta e o cabelo bagunçado.

—Malfoy! – escutou seu Tio sibilar, mas Lily não se importou, pois o amor de toda sua vida a encarava com olhos saudosos, cheios de expectativa.

—Luna – estendeu sua mão – Abdico de meu nome para ter apenas a ti em meus braços, eu rogo que venha comigo.

Lilian sorriu brilhante, como não fizera durante todo o dia e todo o ano.

Ela sentiu-se tão anestesiada pela felicidade que mal escutou os ofegos ofendidos de todos da catedral, quem dirá sentir seu noivo segurar seu punho, impedindo-a de correr para os braços do loiro.

—O que um Malfoy faz em nosso casamento Lilian?

Lily pareceu acordar de seu devaneio e recobrou sua postura, vendo o olhar enojado de toda sua família para o loiro na porta.

Deu seu melhor olhar do mais profundo desprezo a todos eles. Que fossem para o inferno! Se Scorpius não desistira de si, então ela não faria o mesmo. Sendo que antes já considerava o grandessíssimo “não” diante do altar.

—Fazendo uma coisa que um covarde como você nunca faria Stephen – soltou-se do aperto do ex-noivo e lhe mostrou um olhar de puro deboche – Buscando minha felicidade.

Deu o primeiro passo e sua mãe já soltou seu berro.

—Lilian! Se você sair por essa porta esqueça que tem uma família! – sua mãe ameaçou, o olhar irritado como se pudesse dar mil açoites apenas com os olhos em brasas.

Lily olhou para o Pai, quieto ao lado da sua mãe, o olhar quase tão duro quanto o dela.

—Você me conhece, prometeu que eu seria feliz – olhou diretamente nos olhos do pai, deixando toda sua angustia transparecer – Acha que estarei feliz casada com esse homem que tanto me obrigam?

Ele segurou em seus braços.

—Não existe essa coisa de destino Lilian, você escreve seu futuro, Stephen vai ser um bom marido, um marido correto, nunca vai te maltratar... – seu olhar parecia pesaroso, como se temendo o pior.

—Como pode logo você, afirmar isso? – ela sorriu para o homem – Você, o menino que sobreviveu, duvidando do destino? Eu sei o que preciso fazer papai, e sei que preciso ficar com o Scorpius, eu sinto isso. Mesmo que não fosse destino, eu ainda me apaixonaria por ele varias e varias vezes, é inevitável – Lily deu um passo para perto do homem – Papai sei que me protegeria até dos Deuses se preciso, mas agora eu te peço para confiar nos meus instintos, eu também sei o que é bom para mim.

Harry parecia perdido pelas palavras da filha enquanto os burburinhos dos convidados tomavam o ambiente, sua mãe, irritada com a falta de conduta do homem se manifestou, parecendo tomar seu lado.

—Não jogue fora o futuro brilhante que poderia ter Lilian – elas se olharam, como se uma desafiasse a outra, naquele momento, Lily perdera todo o medo que um dia sentiu da mãe – Se der um passo para fora dessa igreja antes desse casamento acabar, se desconsidere uma Potter.

Toda a família soltou ofegos, Lily não se importou, já sabia das consequências de se viver um amor proibido como o seu, além de já esperar essa reação descontrolada vinda da mãe, então se virou e correu todo o caminho, agarrou a mão do seu loiro e se pôs a correr para fora da catedral.

Ela desdenhou toda a sua vida, para ficar apenas com ele.

Já na porta externa, sorriu para Scorpius enquanto arrancava os sapatos dos pés e pulava os degraus da escada abaixo, os fleches inundaram-nos novamente junto com mil perguntas feitas ao casal.

O loiro sorriu junto da ruiva, tomou seu rosto com ambas as mãos e se beijaram ao som de fleches.

—Lily! Scorp!

Ambos se viraram e viram Rose de mãos dadas com Albus, segurando o ônibus no ponto.

—Venham logo pombinhos, é uma longa viajem – Albus gritou, acenando.

Scorpius virou-se para Lily e estendeu-lhe a mão.

—Pronta para uma nova aventura Potter?

—Estarei sempre pronta para ficar ao seu lado Malfoy.

Os dois sorriram um para o outro e correram para entrar no ônibus e embarcar em uma nova vida, juntos. A menina vestida de noiva e o homem com manchas de tinta mesmo em seu rosto.

Do jeito que deveria ser.

—Lilian! Lilian Luna Potter. Volte já aqui! – Gina saiu da igreja com Harry em seu encalço, virou-se para o marido – Como pode deixar-la cometer tal atrocidade?! Alguém verifique os registros das varinhas daquelas crianças. Aparatações, feitiços camuflantes, tudo!

Harry continuava olhando o ônibus partir para qualquer lugar, que ele desconhecia, a mente vagando em possibilidades. Gina, sem esperar qualquer resposta se virou e foi dar alguma explicação aos pais do noivo e os convidados.

Ele se jogou nos degraus, arregaçou a gravata e jogou de qualquer jeito o paletó. Viu Teddy sentando do seu lado, tomando um ar nostálgico, colocou o braço por cima dos ombros do padrinho.

—Ta ruim lá dentro?

—Você não tem ideia do quanto – ele abaixou os olhos – Ginny está arrasada, Albus e Rose fugiram com Lily e Scorpius e James está possesso pelos irmãos o deixarem de lado. Nem quero comentar sobre o Tio Ron, ele está irritado porque Tia Hermione parece que vai escreve o romance do ano.

Harry deu um sorriso fraco e ergueu os olhos para o céu alaranjado.

—Ela puxou o temperamento da mãe.

Lágrimas vieram aos olhos de Potter, Teddy forçou uma tosse, atraindo a atenção do padrinho novamente.

—Sabe, uma vez eu perguntei para a Luna o porquê dela não querer se casar com alguém tão disponível como o McGonagall – Harry o olhou pelo canto dos olhos, esperando pacientemente – O que ela me disse, fez eu aceitar de cara o filhote de doninha.

“Sabe o que mais me atrai no Scorpius? Ele não conhece todos os meus pensamentos, longe disso na verdade. Mas seu sorriso, é como se me conhecesse desde sempre, eu sei que nunca teria isso com mais ninguém”.

Harry se virou totalmente para ele, a garganta queimando por palavras não ditas.

—Eu a perdi para ele?

—Você nunca a perderia para ninguém Harry.

Os dois se abraçaram e choraram pelo destino incerto da mais nova dos Potter.

[...]

Querido Papai,

Desculpe-me por não ter mandado noticias à alguns meses, mas com o aniversario dos gêmeos e a abertura do meu restaurante, tudo fica mais complicado de se planejar. Enfim, venho por meio deste pequeno lembrete, te mandar felicitações pelas bodas que completou recentemente.

Scorpius disse que espera que o presente seja de seu agrado.

Acredite, esses dois podem ser pestinhas quando querem, fique de olho neles, sim?

Com amor, Lily

ps. Neville odeia receber cenouras.

pss. Minerva não pode, de jeito algum, comer chocolates.

psss. Talvez seja a hora de mais um membro na família (é um garoto).

Notas finais
:)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!