O coração de Isabela.

10 Capítulo 10 - Aproximando da família.


Acordei de manhã cedo e fui tomar café e alguém bateu na porta, todos levantamos da mesa e a Manuela entrou na casa.

— Eu sou a Manuela, ela enganou todos vocês! – Ela disse para mim e todos e eles foram abraçar ela. Depois disso todos se viraram para mim e começaram a me acusar.

— Impostora! Você mentiu para nós!

— Saí daqui!

O Téo, o Mateus e a Dóris também entraram na casa e foram abraçar a Manu, foi como se eu nem existisse.

Acordei gritando e toda suada e a Rebeca veio correndo.

— Manu, calma, você estava sonhando.

Ela disse sentando na cama e me abraçando eu ainda estava tremendo, o abraço dela me ajudou a acalmar.

— Eu sei mãe, já estou melhor, obrigada. – Eu disse sorrindo para ela. O que a Regina me disse ontem mexeu demais comigo, eu estava tendo até pesadelos.

Já estava de manhã então eu resolvi levantar, fui no banheiro e lavei meu rosto depois fui tomar café. Como hoje era sábado eu não tinha aula, fiquei no sofá tentando ver alguma coisa, mas não tinha nada de interessante.

No horário do almoço a vó Nina tinha convidado meus amigos para almoçarem aqui, a Rebeca tinha dado uma saída então só a vó Nina e a Helena que estavam preparando o almoço. Eu ainda estava no sofá.

— Manu, vem nos ajudar, por favor. – A vó Nina disse para mim.

Eu pensei em ignorar, mas como não tinha nada melhor para fazer fui ajudar elas.

— O que você precisa? – Eu perguntei para ela.

— Bom, como sua tia está colocando a mesa você pode me ajudar preparando a sobremesa.

— Não sei fazer sobremesa. – Eu disse para ela cruzando meus braços.

— Claro que você sabe Manu, lembra que eu te ensinei a fazer o Mousse de Maracujá que você gosta, é fácil.

— Eu esqueci. – Eu disse para ela.

— Tudo bem, vou te mostrar e você faz.

Ela pegou uma lata de leite condensado e uma de creme de leite e encheu um copo de maracujá e me disse que era só juntar tudo no liquidificador e colocar a gelatina depois. Acho que entendi.

Fiz como ela mandou e ficou até bonito, fiquei satisfeita com o meu trabalho.

— Obrigada querida. — A vó Nina me deu um beijinho no rosto e eu fiquei feliz. Depois ainda ajudei a Helena a terminar a mesa. Eu realmente estava me surpreendendo.

O pessoal chegou e fomos todos comer. A comida estava gostosa, gostei também de almoçar todo mundo, pensei na Manu e como ela devia sentir falta disso, fiquei um pouco triste por ela, eu tinha que ajudar um jeito de salvar ela logo.

— Você está quieta Manu! – A Dóris me disse, ela estava sentada do meu lado.

— Não é nada, só estava apreciando a comida.

Todos riram com a palavra.

— A Manu está bem mais refinada, ela tem usado palavras chiques como essa, apreciando a comida. – Disse a Helena e todos riram e eu também.

Foi bem legal o almoço, na hora da sobremesa todos elogiaram meu mousse e eu fiquei feliz, além de achar gostoso também.

Depois que todos foram embora a Helena me pediu para lavar as louças e eu disse que não e fui para o meu quarto, já era muito eu cozinhar, imagina lavar as louças também, não ia começar a fazer de tudo só porque estava me dando melhor com eles, aí já é pedir demais!

No dia seguinte fui até a casa do Téo porque eu estava com muito tédio em casa. Quem abriu para mim foi a Marina.

— Oi Manu. – Ela sorriu para mim.

— Oi. O Téo está?

— Ele está lá no quarto dele, quer que eu chame?

— Pode deixar que eu vou lá. – Eu disse olhando pela casa, mas lembrei que nunca tinha ido no quarto dele, provavelmente a Manu já foi. – Onde que é?

— Só seguir o corredor e é a última porta. – Eu fiz o que ela disse. A porta estava fechada então eu bati, um tempo depois o Téo abriu para mim.

— Oi Téo! – Eu disse.

— Manu, tudo bem? – Ele disse me abraçando.

— Tudo sim, estava sem nada para fazer lá em casa e pensei em vir aqui ver s e você não quer ir comigo lá na sorveteria, tá fazendo um calor hoje!

— Claro! Espera só eu pegar minha bengala. Pode entrar.

Eu entrei no quarto dele e olhei em volta, o manteiguinha estava deitado na cama dela. O quarto era bem limpinho e tinha duas camas, acho que ele dormia com o Pedro, porque eu vi que tinha algumas coisas do Pedro e um diploma de veterinário com o nome dele. O quarto era simples como o da Manuela, e tinha uma foto dos dois um pouco mais novos com o Manteiguinha quando era filhote, achei a foto fofa.

Depois que o Téo pegou a bengala e o cachorro dele nós fomos juntos até a sorveteria e nos sentamos em uma das mesas. Acho que o manteiguinha estava mais acostumado comigo, ele não ficava latindo para mim como antes, só que ele ainda não deixava eu chegar perto.

— Oi Manu! – A Dona Fiorina me disse. – O que vai querer hoje?

Escolhi meu sabor e o Téo o dele e fomos sentar. Gostava de passar um tempo com o Téo, com ele a nossa conversa sempre fluia, gostava do jeito tranquilo dele de agir e falar.

— Manu, o seu aniversário está chegando, você vai querer fazer alguma coisa?

— Não, eu não vou querer nada esse ano.

— Tem certeza? Todo ano você fica super animada com seu aniversário.

Lembrei dos aniversários que passava lá em casa e não tinha como ficar animada, sempre meu pai tentava fazer alguma coisa, mas quase sempre ele tinha algum compromisso de ultima hora ou quando a gente conseguia ir jantar ele e a Regina ficavam brigando.

— Tenho certeza, não quero nada.

Ele mudou de assunto e ficamos conversando sobre outras coisas, hoje foi divertido.

Despedi dele e fui para casa.

No dia seguinte depois de tomar o café eu fui para a aula e encontrei com o pessoal lá. O dia foi normal, aqui no vilarejo era sempre assim, sem muitas surpresas, eu já estava me acostumando com isso até a Regina aparecer ontem, agora eu tentava ficar alerta para ver se ela aparecia para me vigiar igual ela disse que estava fazendo.

A noite eu fui treinar com a Rebeca o canto, estávamos cantando todas as músicas da banda da Manoela, mas eu já estava ficando frustrada, mesmo depois de todo o treino eu não sentia que estava cantando melhor.

Depois de umas duas horas treinando e fiquei irritada.

— Não adianta, nunca vou cantar bem. – Eu disse para a Rebeca, sentando na cama emburrada.

— Calma querida, com o tempo você vai conseguir. – A Rebeca disse sentando do meu lado.

— Não vou, eu já estou tentando há um tempão e até hoje nenhum avanço! Já estou cansada! – Eu disse para ela.

— Eu sei que você vai conseguir! – Ela me disse e pelo jeito que ela me olhava ela parecia realmente acreditar nisso, mas eu não acreditava, nunca consegui cantar, não era agora que eu ia conseguir.

— Não sei, parece que tem alguma coisa me bloqueando.

— Oh querida. – Ela disse me abraçando, e eu fiquei melhor. E de repente o que a Regina disse veio na minha cabeça e eu soltei do abraço dela e fui correndo para o banheiro e fechei a porta.

O que eu que eu senti ali agora? Eu estava gostando de toda a atenção da Rebeca, mas não podia gostar, como esses dias estavam confusos!

—----------> No próximo capítulo <---------

Vi um carro preto e na hora já sabia quem era. Corri e entrei no banco de trás, o carro começou a andar.

— Isa!!! – Ela disse toda feliz e também me abraçou me apertando.

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Notas finais
Mais um capítulo para vocês!! Espero que gostem! O próximo capítulo como vocês leram finalmente terá o reencontro das gêmeas, é um capítulo especial! Amanhã eu posto ele para vocês!! Obrigada por todos os comentários!! Estou muito feliz com todos eles!! O que me deixa mais animada ainda com minha fic! Beijinhos e até o próximo capítulo!! ♥