O conflito de Hera
14 Sagrado chão vermelho
Notas iniciais
Santuário
Sala do Trono
— Saori, como iremos até o Olimpo?
— Irei guiar você até a morada dos deuses e-
A deusa não teve tempo de terminar, pois uma explosão faz todos ficarem alertas.
— Acho que demoramos muito para tentar uma invasão, mana. – Falava Hércules – Hera tomou a iniciativa.
— Rápido! Cavaleiros de prata e bronze assumas posições de defesa e contra-ataque. Seiya, Kiki e Marin devem abrir caminho. Os demais cavaleiros de ouro só devem lutar sob as ordens de Hércules. A batalha só está começando.
Eles já estavam prestes a cruzar a porta, quando a deusa fala suas últimas palavras antes de perde-los de vista.
— E, por favor... Tenham cuidado. Toda a humanidade está contando com vocês.
Rapidamente o grupo desce da sala do templo para o campo do Santuário a toda velocidade, com Seiya, Kiki e Marin e frente, pois a velocidade dos cavaleiros de ouro era superior aos demais.
— Vamos pela passagem secreta. – Avisa Seiya, sendo seguido por todos.
Avançando pela descida com a respiração ofegante, eles só queriam chegar lá embaixo o mais rápido possível, temendo para que o pior pudesse ser evitado a todo custo.
Área de treino
Enquanto isso, no pátio do Santuário, inúmeros soldados, homens e mulheres, atacavam os soldados rasos. Ambos os sexos vestiam branco. Eles com calças, terno e gravata e elas de vestido com um bordado e pedrarias na borda. Enquanto os soldados rasos do Santuário tentavam atingi-los com suas lanças, facas, escudos e até mesmo com os punhos, os invasores detinham o poder mínimo do cosmo, conseguindo vencer muitos soldados de uma única vez.
— Essa é a força do Santuário? – Ironiza um – Esses soldados são mais fajutos do que a fidelidade de Zeus com Hera.
— Cuidado!
— CORRENTE DE ANDRÔMEDA.
Os atacantes primeiramente viram uma única corrente, mas logo se multiplicou em tantas outras que mal podiam ser contadas. Os objetos avançavam para cima deles, perfurando os pulmões dos mais próximos e atacando com grande impacto os mais distantes, quebrando os ossos onde fossem atingidos, já que os soldados de branco não detinham de nenhuma espécie de armadura ou outra proteção que fosse visível.
— CHICOTE DE CAMALEÃO.
Diferente das correntes, o chicote era único, mas conseguia se esticar consideravelmente, atingindo boa parte dos inimigos. Alguns, que recebiam a maior parte da energia do ataque, tinham suas pernas ou os braços arrancados de seu corpo ou mesmo sua cabeça decepada.
Ambos defensores de Atena saíram às pressas da enfermaria, onde ajudavam com seus conhecimentos médicos, afim de liquidar os invasores. A infantaria de Hera que cruzava o seu caminho tinha suas roupas brancas tingidas com o vermelho de seu próprio sangue.
— Não gosto de lutar, mas também não posso deixar que tamanha maldade acabe com a vida na terra. Lutarei com todas minhas forças para acabar com todos.
Ao perceberem com quem que se estavam batalhando, os invasores ainda tentam uma retirada pelas suas vidas.
— Cuidado! – Grita alguém entre os atacantes – Aquele homem é um cavaleiro lendário!
— Não podem invadir o Santuário de Atena e saírem numa boa. – Continua o cavaleiro – Não enquanto eu, Shun de Andrômeda, estiver aqui para proteger os meus amigos. Não subestimem o poder da minha corrente.
— Recuar!
— Não podem escapar... ESPIRAL DE ANDRÔMEDA
Shun manda sua corrente circular, que gira com grande velocidade ao mesmo tempo em que libera uma grande descarga elétrica, contra o oponente. Tanto os ataques elétricos quando ser capturado pela corrente faz com que o inimigo sofra grande danos.
— June, você vai pelo leste, eu vou pelo oeste. Vamos procurar os outros cavaleiros e dar um fim nessa invasão.
— Certo. Por favor, tenha cuidado.
— Não se preocupe. Eu estarei bem.
Ruínas
Enquanto um banho de sangue acontecia pelo Santuário, a figura encapuzada visualizava tudo de cima das encostas de pedra. Sorria enquanto visualizava os atacantes serem liquidados pelos defensores de Atena. O sangue jorrava de seus corpos que eram acertados por correntes, chicotes, socos, chutes, raios de cosmo. Todos caiam no campo de batalha, sendo poucos os que conseguiam causar algum dano aos cavaleiros.
— Não entendo o motivo de não atacarmos agora. – Fala outra figura, também coberta por um pano escuro se aproximando e não gostando de ver o que acontecia lá em baixo. – Se entrássemos lá, poderíamos evitar a morte de todos esses pajens*¹ e damas de honra*².
— Paciência... Nosso objetivo são os cavaleiros de ouro, é com eles que devemos nos preocupar. Deixem esses vermes se divertirem com nossos insignificantes peões, afinal, é pra isso o que esses insignificantes soldados... É... Como você os chamou mesmo? Pajens e damas de honra? Bem, é para isso que eles servem, para serem as iscas e manter a tropo inimiga ocupada demais para nos dar alguma atenção. Vamos cansa-los um pouco, deixá-los no limite que seus corpos podem aguentar antes de fazermos alguma coisa. As virtudes suplementares já estão prontas para entrar em cena?
— Apenas esperando as ordens para atacar.
— Ótimo. Então elas já já vão poder brincar.
Entrada das 12 casas
O grupo, vindo da sala do trono, chega ao campo e se deparam com o chão banhado em sangue, tanto dos inimigos quanto dos soldados aliados.
— Rápido, se separem e procurem sobreviventes. Se ainda encontrarem algum inimigo... Matem sem piedade. – Ordena Seiya.
— E se for um dos nosso? Não teremos como cuidar de feridos nessas condições. – Fala Bado.
— Se acharem alguém que precise de cuidados médicos me chamem! – Anuncia Seika – Eu poderei usar meu poder de cura para reestabelecer quem quer que seja por algum tempo.
— Ótimo, agora se separem. – Determina o ariano.
O grupo então se dispersa, indo um para cada direção, em meio aos corpos.
Ruínas
— Ae estão os preciosos cavaleiros de ouro. Agora podemos acabar com três de uma só vez. – Diz a segunda figura, passando a língua por cima dos lábios.
— Tenha calma. – Fala a primeira – Entre esses três está um dos lendários. Não vamos arriscar ainda.
— Quer que eu fique aqui só olhando? Enquanto nossos soldados morrem sem sequer matar um único cavaleiro?
— Não existe razão para você se irritar. O Santuário está cercado. Não existe rota de fuga. – O ser lentamente se afasta da área de observação. – Mande as virtudes suplementares fazerem uma limpeza. Elas poderão liquidar os mais fracos além de deixar os mais fortes cansados o bastante para que possamos acabar com tudo de uma vez.
— É claro, como quiser, mas não se esqueça de que aquele cavaleiro de áries deve ser minha vítima!
— Eu não vou esquecer.
— Pois assim espero, Hipólita.
— Se eu disse que você que matara aquele cavaleiro assim será! Ainda duvida da minha palavra?
— Eu duvido de todo mundo... Suplementares – grita, saindo da frente da outra – Está na hora de matar alguns cavaleiros...
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