O conflito de Hera

7 Os deuses também erram! Missões e mentiras.


Notas iniciais
Olá novamente leitor(a): Fico feliz em ter você nesse novo capítulo. Espero estar agradando vocês com essa humilde trama. Todos erramos e com os deuses não é diferente. Atena também comete erros e espera repara-los. Conflitos entre irmãos esquentam um pouco as relações entre os cavaleiros, além de novas missões que são dadas. Parece que o tempo não está passando, ou talvez passando rápido demais. As trevas continuam nos céus do Santuário e não se pode dizer se é dia ou noite. Como esses capítulos estão sendo agendados não tenho como saber quem estão deixando comentários nos capítulos anteriores, mas agradeço a todos. Comentários são muito importantes para nós, escritores. Então se você deixar sua opinião no final do capítulo eu vou amar (eu prometo responder depois). Então, bora lá? Tenha uma boa leitura ^^

Santuário

Aposentos de Atena

Atena apenas ouvia atentamente o relato por parte do cavaleiro de aries. Não disse uma palavra para interromper ou fazer perguntas, somente suspirou ao fim das palavras.

— Shun e Ikki estão muito debilitados? – Questiona finalmente.

— Os dois estão se recuperando na enfermaria. Os ferimentos do Ikki foram mais graves, mas não chega perto do que já passamos no passado.

— Hyoga? Jabu? Ban? Seiya? Alguma notícia deles?

— Somente do Seiya. Transmiti seu recado e ele já deve estar a caminho, voltando de Rodorio, junto de Shina.

— Obrigada pelas informações, Kiki. Pode voltar para sua casa.

O ruivo se retira do local e, ao cruzar a porta, Hércules junta sua presença com a deusa.

— Você tinha razão, Hércules. Hera está atacando de todos os lados! Dois dos meus cavaleiros lendários estão gravemente feridos e temo pelos outros que servem a mim. Meu Santuário não está forte o bastante para passa por uma guerra desse nível.

— Mas pensei que você fosse líder de um grande exército. Na verdade, até pensei que já tinha deslocado parte da infantaria para as batalhas.

— Ouve muitas baixas nos últimos tempos, mas principalmente durante a traição de Saga de Gêmeos, onde somente seis cavaleiros de ouro, duas de prata e onze de bronze sobreviveram. E, como se não fosse golpes terríveis, Hades ainda obrigou o sacrifício dos dourados restantes.

— E quanto aos presentes cavaleiros de ouro?

— Eles já eram aspirantes a cavaleiros desde o ataque de Poseidon e se superaram durante os anos seguintes para conseguirem a atual patente. Eles merecem trajar essas armaduras.

Os dois se calaram por alguns instantes, até a deusa quebrar novamente o silêncio ao questionar:

— Hércules, fiquei curiosa sobre a sua armadura. Parece-me completamente diferente da minha.

— Não diria isso, irmã. Creio que a única diferença entre a minha armadura e a sua e de seus cavaleiros é um elemento. Enquanto as de vocês foram usados o bronze, a prata e o ouro, a minha foi fundida em oricalco, gamânio e titânio.

— Me pareceu muito avariada quando chegou aqui.

— Não se preocupe. Ela só precisa de umas gotas da solução dos pelos da minha pele do leão de Neméia.

A deusa ia continuar a falar, quando Shiryu entra nos aposentos.

— Me desculpe pela intromissão, Atena, mas Seiya acaba de chegar.

— Já estou descendo.

— Se não se importa, Atena, eu gostaria de conhecer esse Seiya. Para Hera fazer algo tão terrível como o que fez ele deve ser alguém muito poderoso.

— É claro que pode.

Os três desceram os degraus e logo estavam na Sala do Trono, onde Seiya e Shina esperavam ajoelhados.

— Saori.

— Seiya.

— Espero que nenhum mal tenha acontecido com você.

A moça se sentou no assento dourado, tendo Shiryu a sua direita e Hercules a esquerda.

— Não, Seiya, nada de ruim me aconteceu a mal ser chorar. Mas agora que tudo está explicado, eu lhe devo perdão pelo que lhe fiz passar.

— Você não precisa pedir perdão. Você é uma deusa. Só fez o que achou certo.

Se levantando, ela faz surgir seu báculo e em seguida a armadura de ouro de sagitário.

— Isso lhe pertence.

— Obrigado, Saori.

Em questão de segundos a armadura recobre o corpo daquele que voltava do exilio. Olhando para os presentes, ele lança um olhar de indiferença para o que não conhecia. Observando a dúvida do cavaleiro, a deusa retoma a palavra.

— Seiya, Shina, esse é meu irmão, Hércules. Um reforço que veio nos apoiar nessa nova batalha.

— Acha que nós, seus cavaleiros, não daremos conta do recado?

— Seiya! Você deve seu retorno a ele! Se não fosse ele eu nunca saberia sobre Eros e o que Hera tinha planejado, pois as suspeitas de Shiryu e outros certamente não iriam me convencer.

— Seiya – começou Shina – você deve saber que em uma guerra contra qualquer outra dinastia um homem pode ser a diferença entre a vitória e a derrota. E se Atena aceitou a ajuda dele quem somos nós para discutir tal decisão.

— É um prazer conhece-lo, Seiya. Você é muito famoso no Olimpo, como uma praga que deveria ser eliminada do mundo. Contudo, até mesmo os deuses entendem suas limitações e esse é o único motivo de ainda estar vivo.

— O que quer dizer com isso? – Questiona Seiya, cerrando os punhos.

— Que por mais que se esforce, sempre será um mortal. É verdade que seus golpes já atingiram Poseidon e Hades, mas foram meros golpes superficiais. Quem os derrotou de verdade foi Atena.

— Mas mesmo assim querem minha morte.

— Seiya – quem falava agora era Shiryu – nós lutamos contra a vontade de dois dos três grandes deuses do Olimpo. Se nossas batalhas fossem somente contra os soldados deles seria uma coisa, mas confrontamos os próprios deuses. Nosso castigo certamente seria a morte, se não fossemos protegidos pelo cosmo de Atena.

— Agora volte para sua casa, Seiya. Sagitário precisa de sua proteção. Shina, preciso que você e Kiki encontrem os nomes dessa lista. – Disse ela à mulher, entregando uma folha dobrada – Preciso de todos aqui o mais rápido possível. Não podemos abaixar nossa guarda, ainda mais quando nossa inimiga já fez dois ataques.

— É claro. Irei assim que aries estiver pronto.

— Obrigada. Estão dispensados. Hércules, Shiryu, eu irei descansar um pouco. Só venham aos meus aposentos se realmente for uma emergência. Eu avisarei se precisar de algo.

— Como preferir, Atena – finalizou o Grande Mestre, antes de todos saírem da sala.

Enfermaria

— Eu já disse que estou bem, Shun.

— E eu já disse que não está! Acha mesmo que após levar um golpe como aquele, a queima roupa, você ia poder fingir que nada aconteceu?

— Meninos! Parem de brigar!

— Ele que começou, June. Quer ficar bancando o teimoso e não me deixa ver o ferimento.

— Vai pro inferno com isso, Shun.

— Beleza. Eu vou e aproveito para ser Hades de novo.

— Chega! Uma briga só começa com dois. Parecem duas criancinhas e não dois homens já formados. Shun, chega de discutir com seu irmão mais velho e Ikki, para de idiotice e deixa ele ver seu peito, ou eu mesma arranco esse seu curativo.

— O tampo passa, praticamente voa e parecem que eles não mudam – diz alguém, entrando na cabana.

A voz pertencia a um homem, sem muitos atributos que o destacasse em meio a outros cavaleiros. Músculos treinados, sem sobrancelhas e de olhos pequenos, pouco expressivos e cabelos negros em tamanho médio. Vestia roupas de treinamento clássicas e trazia em suas costas uma urna que pertencia as armaduras de bronze.

— Nachi? O que faz aqui? – Questiona a loira.

— Não só ele – fala outro.

Assim que as palavras são ditas, outros dois homens entram no local. O primeiro era um gigante a base de músculos, de rosto másculo definido, sobrancelhas pesadas, cabelos roxos para o preto e pequenos olhos expressivos. Diferente de Nachi, esse usava roupas mais comuns, sendo elas uma calça jeans e uma camisa azul.

O último era um ser exótico, para não dizer outra coisa. De pele pálida, passa a impressão de pouca saúde. Seu rosto singular chama a atenção do observador. Sem sobrancelhas e de face magra, salientando os contornos cranianos. A cabeça é quase careca, exceto por uma cabeleira estilo moicano, cinza esbranquiçada, que desce até metade das costas. Todo esse visual faz com que seja uma figura estranha, evocando o misterioso e bizarro. Esse usava uma armadura roxa com traços verdes que lhe cobriam quase todo corpo, deixando desprotegido apenas a região da virilha e abaixo das costelas, ambos na frente e nas costas.

— Geki? Ichi? Aconteceu alguma coisa?

— Sim – quem falava era Geki – Ordens de Atena. Isso pertencem a vocês. A armadura de Fênix.

— A armadura de Andrômeda – continuou Nachi.

— E a de camaleão – finalizou Ichi.

— Não pensei que voltaria a usar essa armadura tão cedo – comenta o médico – Não é mesmo, Ikki?

O mais velho nada falou.

— Shun, preciso falar com você.

— Ok, Geki. June – disse se voltando para a mulher – cuide dele pra mim, sim?

— É claro. Pode ir.

Os dois saíram e se sentaram em algumas ruinas que ali haviam.

— Olha, eu sei que você se preocupa com o Ikki, mas é melhor ir com calma.

— Como assim?

— Algumas semanas atrás eu estava em uma missão na ilha de Canon, onde fica o vulcão que os cavaleiros usam para se curar. Eu não sei como, nem o motivo, mas dentre as vítimas do conflito estava uma moça que se chamava Helen e ela só chamava pelo nome do Ikki. Sei que seu irmão é muito ligado a aquela ilha e não acredito existir muitos Ikkis por ae.

— Você acha que o cosmo que senti emanando dele esses tempos poderia ser isso?

— Eu não sei, Shun. Em todo caso, pegue leve. Se for isso, não deve estar sendo fácil para ele.

A conversa foi interrompida quando Nachi se aproxima, chamando o amigo.

— Geki, mais reforços chegaram e preciso da sua ajuda.

— Ok, estou indo. Tenho que ir, Shun. Até mais.

— Até.

Os dois se afastaram e o, novamente, cavaleiros de Andrômeda ficou refletindo sobre as palavras que tinha ouvido. Por que Ikki teria que mentir para ele?

Notas finais
E então leitor(a), gostou? Por favor, deixe um comentário sobre o que achou, o que mais gostou ou no que eu poderia melhorar. * Seiya vai confiar em Hércules? * Atena fara armaduras de titânio? * Shiryu vai continuar lembrando do passado? * Shina vai continuar viajando de tele transporte? * Onde estará Hyoga? E o mais importante * O Santuário já conta com energia elétrica? Descubra tudo isso e muito mais semana que vem. Você já sentiu o cosmo?