Notas iniciais
EU estou aqui novamente, postando mais uma Ikki e Hyoga novamente, compartilhando com vocês novamente ♥ então se acostumem pls :)

Fic não betada, todos os erros são meus é a vida '¬_¬ Bonitos e Bonitas.

xoxo

-Eles nunca se largam?

Shiyu riu ao meu lado, os olhos acompanhando os meus, vendo a forma que Shun e Aiolia conversavam, extremamente próximos, a mão do loiro, suavemente, pousada na perna do outro.

Eles eram um casal, que eram louco um pelo outro, mesmo que jamais houvesse certas... Demonstrações mais abertas na nossa frente. Os olhares e os toques eram suficientes para denunciar que eles estavam felizes um com o outro.

A forma que Shun tocava os braços de Aiolia ou o jeito que o loiro sempre cuidava do mais novo, fazendo suas vontades, tocando em seus cabelos, olhares cumplices e os abraços despertava um sentimento quente no coração, uma sensação boa por poder ver mostras tão claras de amor.

Mas ultimamente aquele tipo de demonstração estava me deixando melancólico. Um pouco mais distante na varanda Ikki estava olhando o céu, sozinho, atitude que condizia perfeitamente com meu estado de espírito. E o moreno estava tão longe.

Seus olhares já não eram tão longos e seus sorrisos já não pareciam tão calorosos, mesmo que seus dedos ainda fossem carinhosos quando tocavam minha pele. E eu só queria saber o que havia feito de errado para que Ikki tivesse se afastado tanto de mim, nas ultimas semanas.

Eu ainda sentia seus toques, nós ainda dividíamos os lençóis, ainda éramos muito mais que amantes. Mas alguma coisa tinha mudado.

E aquela certeza, munida da total compreensão de que eu não fazia ideia do que poderia tê-lo afastado de mim, estava me fazendo sofrer pelos cantos, escondido. Sofrendo por deixar a pessoa que amava tanto se afastar sem saber o porquê.

Ao contrário do normal, eu não precisava de palavras para saber que alguma coisa estava acontecendo. Ikki antes estava sempre me tocando, acariciando meus cabelos ou até mesmo implicando docemente.

Shun e Aiolia estavam sendo uma cópia do éramos, semanas antes. Mas então mudou algo e eu estava perdido.

-Não seja bobo. – O Chinês sorriu enigmático. – Você nunca se importou com isso antes.

-Eu não me importo. – Me apressei. – É só que... Esquece.

Sorri para ele, me levantando em seguida, indo até Ikki, que ainda admirava o céu, ele tinha esse habituo de ficar á admirar as estrelas ato que aprendi com ele.

- Ikki?

Ele desviou os olhos do céu os voltando para mim com um sorriso suave em seus lábios. Mas parecia quase... Vazio.

-Huh? – Uma das mãos puxando meu pulso para que senta-se ao seu lado.

E por algum motivo aquele toque parecia frio demais.

-Nós vamos... Ficar juntos essa noite? – Perguntei, abaixando a cabeça e me aproximando mais um pouco.

-Claro loiro. – Respondeu os dedos subindo por minhas costas, até alcançarem meus cabelos, fazendo um suave carinho na minha nuca. – Você pretende fazer alguma coisa essa noite?

-Oh, não. – Respondi, rapidamente. – Eu só... Queria saber.

-Você nunca pergunta essas coisas. – Falou, parecendo intrigado. –Aconteceu alguma coisa?

-Não. – Minha voz soou baixa. E Ficamos alguns minutos em silencio ate que seus braços longos me puxaram e afundei o rosto em seu pescoço.

Eu só precisava saber que ele estava ali, que... Ainda estávamos juntos.

Ikki pareceu se surpreender com o gesto, o corpo ficando tenso por alguns segundos. Mas logo ele relaxou, me envolvendo mais ainda, mas não tão carinhosa como costumava ser. E eu queria pensar que o motivo era nossos companheiros, fazia um tempo que tínhamos contado para eles sobre nosso relacionamento, que ate o momento era secreto e que isso fosse um problema, mas alguma coisa me dizia que aquilo não era a razão.

Apertei-me mais ainda a ele, a incerteza me corroendo, enquanto eu tentava me concentrar no calor que seu corpo emanava tão quente e era tão bom apenas estar com.

Depois de algum tempo juntos, eu imaginava que aquilo não iria acontecer que Ikki não se cansaria de mim, como parecia estar acontecendo, mas...

Os braços de Ikki se afrouxaram levemente e eu me senti envergonhado com o fato de estar abraçando-o, quando aquela não parecia ser sua vontade.

-Desculpe, vou indo para o quarto, vou tomar um banho ta? – Me afastei com a cabeça baixa, tinha vontade de chorar.

Me virei, meus olhos encontrando com o olhar sereno de Shiryu, que apenas me deu um sorriso pequeno.

-Hyoga? – Senti dedos fortes em meu pulso e virei à cabeça, meus olhos encontrando os dele.

E eu sabia que não tinha conseguido disfarçar a tristeza, porque Ikki pareceu preocupado, sua mão apertando mais o meu pulso.

-Sim?

-Você está bem? – Assenti, sentindo seus dedos soltarem meu pulso. – Você não parece bem, realmente não aconteceu nada?

-Está tudo bem, Ikki. – Afirmei, suavemente.

Virei-me sai o deixando sozinho novamente, me despedi dos outros e fui para o quarto.

xxx

Me aconcheguei a seu peito nu, meus lábios depositando beijos carinhosos em sua pele morena que contrastava com aminha, e que eu achava tão bela .

Ikki permanecia de olhos fechados, seus dedos traçando círculos em minhas costas, enquanto ainda respirava de forma ofegante. Depois de fazermos amor, por alguns minutos parecia que nada tinha mudado, mas não durava muito.

Ele não era indiferente ou frio, mas eu estava notando que Ikki parecia desligado, aéreo, quase como se não estivesse ali depois que aquele momento tão gostoso passava.

Já havia tentado falar sobre isso com ele, mas desistia desconversando ou falando qual quer outra coisa com medo de estragar tudo, mas dessa vez não teria como fugir.

-Ikki? – Chamei, suavemente, erguendo o rosto.

O moreno pareceu se assustar retesando o corpo e depois relaxando. Desligado de novo.

-Sim?

-Podemos conversar um pouco? – Perguntei inseguro.

-Claro. – Respondeu. – Sobre o que?

Me aconchegando mais em seu corpo, meus dedos o acariciando eu adorava tocá-lo. Amava sentir meus dedos por sua pele, me aconchegar em seu corpo, sentir seu calor, ouvir seu coração batendo forte, o calor de seu corpo eu o Amava.

.

Era tão difícil verbalizar o que sentia. Era tão mais fácil deixá-lo perceber pelos meus atos, abraços, meus lábios que buscavam os seus com tanta paixão e amor. Mas meus sentimentos pareciam não alcança-lo.

Se Ikki quisesse terminar, pelo menos que o fizesse sabendo dos meus sentimentos. Gostaria que ele conservasse nossas lembranças, sabendo que eu só me entregava á ele por que o amava.

-Sobre nós. – Falei baixo, evitado seus olhos.

-Sobre nós, exatamente o que? – E sua voz soava quase inquisitiva.

E eu engoli em seco, deitando a cabeça em seu peito, não querendo me privar de ouvir seu coração.

-Por que você está tão estranho, Ikki? – Perguntei, sufocado. – Eu fiz alguma coisa? Você está distante...

As palavras saíram rápidas, mas ser sutil só faria as coisas se arrastarem por mais tempo melhor saber logo, do que prolongar aquela angústia.

Ele segurou meus ombros com força me puxando para cima para ficar no campo de visão de seus olhos.

E ele parecia não estar entendendo o que eu estava dizendo.

-Você não fez nada. – Sua voz soou mais alta que o normal. – Eu só...

-Não quero meias palavras. – Falei me afastando do calor de seus braços e me sentando na cama. – Você se afastou, está estranho, você não me quer mais? Por que se não quiser, nós podemos...

O assisti se sentar na cama, as mãos procurando as minhas quase com desespero. Aquela atitude me surpreendeu.

Logo ele me puxava para seus braços, me fazendo sentar entre suas pernas me abraçando desta forma, em uma demonstração de carinho que era atípica sua. Ikki era carinhoso, mas não daquela forma.

-Você acha que eu quero terminar com você? – Perguntou, suavemente contra minha nuca, fazendo um carinho com o nariz desde meus ombros ate o pescoço fazendo minha pele se arrepiar.

-Você está estranho, tem semanas que nem encosta em mim na frente dos outros rapazes, você mesmo disse que não se importava – fechei os olhos com força perdido. – Eu não sei o que pensar.

-Não pense mal de mim. – Pediu. – Eu não quero terminar com você. Isso nunca e nem vai passa pela cabeça.

Eu suspirei um alívio me invadindo, o aperto em volta de mim aumentando.

-Mesmo? – Perguntei inseguro.

-Por que eu terminaria com você?- perguntou puxando meu rosto para que pudesse me olhar nos olhos.

-Eu não sei. – Respondi, sinceramente. – Você poderia ter se cansado, poderia ter arrumado outra pessoa.

-Eu não seria idiota de te trocar por qual quer outra pessoa. – Seus dedos roçaram em meu rosto, suaves.

Me aproximei, ficando de joelhos entre suas pernas, minhas mãos em seu rosto.

Eu o amava e aquilo deveria bastar por todo o tempo em que estivéssemos juntos.

- Ikki? – Chamei, beijando seus olhos, seu nariz, sua boca.

-Hum?

Ele suspirou os dedos calejados em minha cintura, me forçando a sentar sobre minhas pernas, nossos olhos focados um no outro. E ele parecia ainda mais lindo daquele jeito, com os cabelos bagunçados, lhe dava uma aparência mais selvagem.

-Eu amo você. – Falei, fechando meus olhos. – Eu estou inseguro, não quero que você me abandone, quero poder ficar com você pelo resto da minha vida.

-Hyoga – Coloquei o meu indicador sobre seus lábios o impedindo de falar.

-Você ficou tão distante essas semanas e eu pensei que você não me queria mais. Que eu tinha feito algo pra você que não gostou.

Ele soltou um longo suspiro, franzindo as sobrancelhas enquanto me abraçando em seguida, forçando meu corpo deitar na cama, os rosto de frente ao meu.

-Me perdoa? – Pediu manso. – Eu não sabia que você estava se sentindo assim. Eu estava pensando em certas coisas. Pensando em nós.

Eu o olhei surpreso, sentindo seu corpo se encaixar entre minhas pernas, os dedos fortes em meus cabelos, prendi o fôlego quando ele inclinou o rosto, os lábios tocando minha orelha.

-Eu não sabia até que ponto nossa relação tinha evoluído. – Sussurrou. – Eu te amo tanto, Loiro... Mas não sabia se deveria dizer.

Arregalei os olhos, sentindo beijos doces serem depositados em meu pescoço.

- Pensei... Que você não gostava mais da mim. – Confessei.

-Há semanas que eu só penso em coisas relacionadas a nós. – Disse, buscando meus olhos com os seus. – Eu estava pensativo, inseguro, nervoso... Me perdoe se isso te magoou. Sou um idiota por não ter percebido, não queria te ferir.

Seus dedos deslizaram por meu rosto em um carinho, passei meus braços por seu pescoço, sorrindo suavemente.

-Por que você estava tão... Inseguro?

Ele hesitou por um momento, mas eu beijei seus lábios docemente, querendo incentivá-lo a dizer o que quer que tenha o incomodando.

-Eu não sabia quantos passos podia dar, nunca dissemos o que sentíamos.

-Eu amo você. – O interrompi. – Eu nunca disse, mas...

-Seus atos me diziam. – Falou, sorrindo. – Mas eu precisava de uma confirmação, eu tenho um presente pra você.

Ergui as sobrancelhas com a mudança brusca de assunto e não ofereci resistência quando ele se afastou, levantando na cama, ele foi em direção ao guarda roupa. Enquanto estava de costa eu fique admirando seu corpo. As costas largas e trabalhadas, o quadril estreito, as cochas firmes, as pernas fortes e a pele... Como eu adora.

Ele voltou para cama com algo na mão que não pude ver o que era, pois trazia escondido nas costas.

-Eu não sabia se estava indo rápido demais então...

Me sentei na cama novamente, apertando uma mão na outra para tentar conter minha curiosidade. Ikki sorriu a me ver daquele modo parecendo uma criança, ele se sentou na cama encostando as costas no espaldar da cama, estendo a mão para que me senta-se novamente entre suas pernas .

Me sentia tão protegido por ele. Seus dedos longos faziam total contraste com os meus tão pequenos. Encostei as costas em seu peito, ficando confortavelmente recostada em seu corpo.

-Hyoga fecha os olhos e estenda as mãos.

-serio?- Senti um apertão na minha cintura, mas fiz o que ele me pediu.

-Se eu me antecipei ou fiz a coisa errada, você me desculpa. — ele Falava enquanto depositava algo pequeno e pesado em minhas mãos. Abri os olhos, me deparando com uma caixinha aveludada, em um tom escuro.

E aquilo era...

Perdi mais que alguns momentos apenas observando a caixinha sem saber o que fazer.

-É pra você, Abra.

Assenti, mordendo os lábios. Minhas mãos tremiam para abri-la, já aberta tentei assimilar porque haviam duas alianças ali dentro, e o significado delas.

-Eu posso estar indo rápido demais, era por isso que eu estava distante, estava pensando se tinha feito a coisa certa em comprar isso – Pisquei, as pontas dos dedos correndo pelos alianças, notando que eram diferentes entre si, uma maior tinha uma pedra azul e a outra uma vermelha em seu cento. – Eu não sabia como fazer pra demonstrar que esse ano foi maravilhoso, que o fato de estarmos juntos, de você ter me aceitado depois de tudo que vivemos, nosso namoro, o fato de eu te...

-IKKI!. – Interrompi, os olhos ainda presos nas alianças. – O que isso quer dizer?

E eu não permitiria que ele respondesse aquela pergunta sem me olhar nos olhos.

Me movi na cama, sentando de lado entre suas pernas, o ombro encostando em seu peito, a pequena caixinha nas mãos.

-Eu quero o resto da vida com você ou ate aonde ela permiti – Começou os olhos nos meus, uma mão em minhas costas, a outra sobre a caixinha. Um sorriso enorme se desenhando em meus lábios, o coração batendo em um ritmo diferente.

-Bem, eu tinha ensaiado um monte de coisa para falar pra você quando esse momento chegasse – Falou enquanto coçava a nuca– Eu...

Enquanto Ikki procurava palavras que não vinham o meu sorriso ultrapassava a barreira do meu rosto, se fosse possível.

Ele me abraçou apertado, os lábios em meu pescoço, suaves, sem malícia alguma.

-Essas alianças representam o que representam – Resmungou, me fazendo sorrir.

-Eu amo você, e estava com medo que você não aceitasse.

Lágrimas atingiram meu rosto involuntária mente, Ikki sorrindo docemente, enxugou meu rosto com seus dedos carinhosos.

-Droga, não queria te fazer chorar. – Resmungou, fechando os olhos..

-Não seja bobo. – Disse suave. – É de Alegria

Ele assentiu, um sorriso sapeca e cheio de planos se desenhando nos lábios que eu tanto amava beijar.

Eu sorri também, em meio às lágrimas, meu coração pulando no peito, uma felicidade gostosa me invadindo.

- Mas então ... Lá vai a pergunta... Você aceitaria mesmo se casar comigo? – Ele perguntou me olhando nos olhos.

-Claro que sim, sim, sim SIM!!- Lhe respondi distribuindo beijos por todo seu rosto de tamanha minha alegria.

-Bem... – Começou me deitando repentinamente na cama me assustando, logo pegando a caixinha da minha mão retirando as alianças e colocando a minha em meu dedo e dando a dele para eu colocar em si. Após tal ato Ikki beijou minha mão bem em cima da aliança e logo pegou a caixinha agora vazia e a jogou para longe.

– Há uma cerimônia não oficial antes...- Me beijou com desejo e fizemos amor mais uma vez como todas as noites iremos fazer, mas agora casados. Ou quase...

Notas finais
Obrigada por ler ♥ e comentários construtivos e de incentivo são sempre bem vindos e deixam feliz :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!