Notas iniciais
Hey hey! Sim, dois capítulos num dia só. Isso foi pra compensar o atraso... E talvez eu demore pra postar, minhas aulas começaram ;-;

Após alguns anos, Zharos recrutou um ajudante. Ele era cerca de 3 anos mais velho que Syndra e parecia muito amedrontado. A garota estava curiosa a respeito dele, as visitas de Iléssia, Karma e de seus pais estavam diminuindo, então ela ansiava por uma nova companhia.

— Syndra, este é o Targae. Seja gentil com ele. — Zharos disse.

— Oi! Prazer em conhecer você! — Ela disse, animada.

— O-oi.

Targae era tímido, mas logo fez amizade com a garota. Os dias de Syndra logo se tornaram mais felizes, apesar das ainda severas punições de Zharos. Sempre que tinha tempo livre, Syndra o ajudava em alguma tarefa, seja na cozinha ou nos jardins. Ela estava feliz com isso, afinal, ela sempre recebia essas tarefas.

— Syndra, desde quando você faz essas coisas?

— Acho que desde sempre. Minha mãe me contou que uma vez, eu fiz todos os móveis da casa levitarem. Eu era só um bebê.

— Isso é bem interessante. Gostaria de ter nascido com um poder assim.

— As pessoas tinham medo de mim, Targae. É um dom, mas ao mesmo tempo um fardo também.

— Quem liga para as pessoas? Você é sensacional do jeito que é. Não ligue para a opinião dos outros. Syndra, com tanto poder assim, você poderia se tornar uma rainha!

— Uma rainha?

— É claro. Você é grandiosa demais.

Syndra ficou muito feliz com que ouviu. Ela adorava receber elogios sobre seu poder e não críticas, como seu mestre vivia fazendo. Após alguns dias, algo inesperado aconteceu. Syndra e Targae estavam nos jardins, quando uma visita apareceu.

— Syndra! Você está ai?

— Fique aqui, Syndra. Vou ver quem é. — Targae se adiantou até o portão. Syndra estava curiosa, então o seguiu.

— Zed! Não acredito, achei que tinha se esquecido de mim! Veio me procurar! — Ela sorriu.

— Eu preciso falar com você, Syndra. — Ele parecia amedrontado.

— Não posso permitir isso, Syndra. Volte para dentro, e você, rapazinho, saia daqui! — a voz de Targae era firme.

— Por favor, Targae! É rápido, nós não vamos fazer nada além de conversar! Não nos vemos há muito tempo!

— Então podem se falar assim mesmo, ele do lado de fora e você aqui dentro.

— Mas não vou dizer na sua frente. — Zed ficou sério. — Saia.

— Como é que é?! — Targae se enfureceu.

— Targae, tudo vai ficar bem, só queremos privacidade, por favor.

Relutante, Targa voltou para os jardins. Syndra encarou Zed e deu um sorriso, ele parecia tenso, então não retribuiu.

— O que houve? Você não parece bem, Zed.

— Syndra, tem algo estranho acontecendo comigo.

— O que foi? Está me deixando preocupada.

— Tem uma voz. Ela fala comigo o tempo todo, diz que pode me tornar invencível, mas já está me deixando maluco. Não sei de onde vem, mas até em meus sonhos ela aparece!

— Tem uma voz falando comigo também! Achei que isso só acontecia comigo...

— O que ela te diz?

— Que estão acorrentando meus poderes aqui. É uma boa escola, mas me sinto mais fraca do que antes.

— O tempo acabou! — Targae apareceu — Vá embora, garoto. Syndra, Zharos já se levantou, sugiro que saia daqui agora mesmo.

Syndra passou a mão no rosto de Zed, acariciando sua bochecha. Com um olhar triste, ela se virou e foi embora. Ele também ficou triste, e seguiu caminho para a floresta, mas não antes de lançar um olhar feio para Targae.

— Porque falou daquele jeito com Zed? Ele é meu amigo! — Syndra rosnou.

— Eu sinto muito, mas se Zharos visse isso, ia acabar com nós dois!

A feição dela se tornou mais serena e abaixou a cabeça.

— Syndra, eu soube que você faz 15 anos amanhã — Targae disse — Tenho um presente pra você.

— Um presente? Pra mim? — Ela parecia confusa.

— É, espere aqui! — Targae se levantou e subiu as escadas correndo.

Ela estava surpresa. Nunca havia ganhado um presente em toda sua vida, então não sabia ao certo o que esperar. Targae voltou com uma grande caixa nos braços.

— Vamos, abra!

Syndra sorriu e avançou na caixa, como se fosse a coisa mais feliz de sua vida. Ela retirou a tampa e seus olhos brilharam. Dentro da caixa havia um vestido um tanto aberto, roxo e preto. Um par de meias roxas gigantes que chegariam até acima dos joelhos, duas luvas bem escuras que deixavam os dedos espostos. Por fim, no fundo, havia uma espécia de coroa, completamente negra.

— Isso é muito grande pra mim! — Ela sorriu, estava boba diante daquele presente.

— Bem, não é para agora, tolinha! — Ele sorriu de volta — Você vai usar isso quando se tornar uma rainha!

— Você e essas idéias! — Syndra corou e sorriu ao mesmo tempo.

— Eu falo sério, Synd. Um dia será tão poderosa que todos irão ver que você nasceu pra comandar. Essa roupa ficará perfeita em você, quando crescer mais.

A menina sorriu e colocou o vestido sobre o corpo, admirando todos os detalhes. Targae estava muito feliz, ele via Syndra como uma irmã menor, que precisava de ajuda, confinada em uma prisão horrível

Notas finais
Bem, caso tenham ficado confusos, vou tentar explicar o tempo. O primeiro encontro da Syndra e do Zed foi mais ou menos quando eles tinham 10 anos, apesar de eu achar que o Zed é 1 ou 2 anos mais velho que ela. E não, não pensem nada sobre o Targae. Ele será importante na história, mas nem pensem em imagina-lo com a Syndra u.u
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.