Era Lua Cheia, perfeita para licantropos, encantamentos, rituais. Carantelo saiu de dentro do vagão, cajado nas mãos, pronta para lutar se preciso – como já lutou antes, como lutaria futuramente.

Encontrou outra pessoa-cogumelo caída no chão, ferimentos por todo o corpo, sangue para todo lado. Carantelo franziu o cenho, abaixou-se perto dela, sentindo o calor febril emanar do corpo gordo cheio de folhagens.

— Por favor... se ao menos tocardes em mim... ao menos, eu saberia que estou viva — a voz soou quebradiça, fraca, doente.

E Cantarelo tocou em seu rosto com gentileza, trazendo alívio vívido para a outra criatura.