Amanita engoliu em seco, se afastando um passo. As mãos, antes entrelaçadas, se soltaram, os dedos escorregando como água para longe uns dos outros.

— Eu... fui atacado por uma Cobra Esqueleto — deu ombros, tentou disfarçar. Carantelo franziu o cenho, olhar aporético.

— Cobras Esqueleto não atacam Pessoas-cogumelo, Amanita.

Aman sentiu algo dentro de si doer. Seu próprio coração parecia encolher. Carantelo nunca antes a chamou pelo nome completo, e toda aquela frágil felicidade, o relacionamento construído pouco a pouco, parecia ruir de uma vez.

O cogumelo vermelho se sentou no chão; Carantelo também se sentou, braços cruzados.

— O que realmente aconteceu?