O cogumelo e o vagão errante
13 Contestando
Amanita engoliu em seco, se afastando um passo. As mãos, antes entrelaçadas, se soltaram, os dedos escorregando como água para longe uns dos outros.
— Eu... fui atacado por uma Cobra Esqueleto — deu ombros, tentou disfarçar. Carantelo franziu o cenho, olhar aporético.
— Cobras Esqueleto não atacam Pessoas-cogumelo, Amanita.
Aman sentiu algo dentro de si doer. Seu próprio coração parecia encolher. Carantelo nunca antes a chamou pelo nome completo, e toda aquela frágil felicidade, o relacionamento construído pouco a pouco, parecia ruir de uma vez.
O cogumelo vermelho se sentou no chão; Carantelo também se sentou, braços cruzados.
— O que realmente aconteceu?
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