O clube do amor
1 O clube do amor
Notas iniciais
Como eu disse nas notas, esse é um desafio da Panelinha da Limonada. O tema sorteado para mim foi: "É de pequeno que se torce o pepino". Espero que consigam entender a ligação entre a fanfic e o ditado.
Como é uma songfic, aqui está o link para a música:
The Love Club - Lorde
https://www.youtube.com/watch?v=hfjLLTmv9T8
Enjoy!
E mais uma vez eles se aproximavam de mim. Já sabia o que estava por vir, apenas me preparei e aceitei meu destino. Aos poucos aqueles garotos se juntavam ao meu redor, cada um com um sorriso na cara, e eu apenas tentava controlar a tremedeira que tomava conta de mim.
― Então o veadinho decidiu virar homem? ― O “líder” deles falava. Seu cabelo raspado e estatura acima da média costumavam assustar as pessoas. Por um momento pensei que ele apenas continuava sorrindo e olhando para mim, então vi os músculos do seu braço tencionarem e se prepararem para um soco. Eu apenas fechei meus olhos e aguardei a dor, coisa que não veio, então voltei a abrir meus olhos e vi que eles riam do meu susto.
Mas não demorou muito para começarem a me bater de verdade, logo senti um empurrão nas costas e fui de encontro ao chão, o gosto de sangue já tomava conta da minha boca. Eu já estava até acostumado com ele.
[...]
― Ei Leo, se lembra do que marcamos para hoje, certo? ― Falava Luís, com o seu típico sorriso sarcástico, penteando os cabelos para trás.
― Claro que sim... ― Falei, lembrava muito bem do que aconteceria hoje à tarde.
― Então vê se não se atrasa, dessa vez eles vão aprender.
― É... Vão aprender.
Já havia se passado exatamente um ano desde que eu fugi daquela vida, mudei de cidade, entrei pra uma academia e mudei o meu jeito de andar, de vestir, de falar. Minha mãe me obrigou a isso, mesmo que eu já estivesse acostumado, ela não aguentava mais me ver chegando em casa com marcas roxas pelo corpo e diversos cortes.
E pensar que eu virarei uma daquelas pessoas que eu mais odeio. Claro que de cara eu não quis me juntar àquele grupo, mas dizer não era o mesmo que assinar minha certidão de óbito, afinal, para eles, se você não os odeia, você é um. Eu não queria que a minha mãe passasse por tudo o que passou de novo, ter que mudar de cidade, mudar de emprego e largar toda a sua vida. Preferia mentir para todos e para mim mesmo, fingir que não era o que sou.
[...]
Eu estou numa panelinha, mas quero sair
Não é como quando eu era esmurrado
Nos velhos tempos foi o bastante
Os jogos de cartas e o gostinho amargo de sangue
[...]
― Cheguei, mãe ― Falei passando pela sala e indo direto para o meu quarto. Não parei pra escutar sua resposta, apenas fechei a porta e deitei em minha cama, tentando descansar depois daquele dia. Quem diria que aquele garoto daria tanto trabalho pra mim?
― O Almoço já tá pronto. ― Falou minha mãe abrindo a porta sem ao menos avisar, eu já estava acostumado a tudo aquilo. Ela se aproximou de mim e deu um beijo em minha testa, às vezes aquela mulher era carinhosa demais.
― Daqui a pouco eu vou comer, mas preciso de um banho antes.
― Espera! O que são essas marcas roxas no corpo? ― Falou minha mãe segurando um dos meus braços e examinando um dos hematomas que se formaria ali.
― Não foi nada, mãe. ― Suspirei e puxei o meu braço, para que ela o soltasse, coisa que ela não fez.
― Filho... Aquilo não está acontecendo de novo? Não é?
Eu sabia muito bem do que ela estava falando, só a minha demora para responder a pergunta já fez com que ela criasse uma expressão de pânico no rosto. Já achando que teríamos de passar por tudo aquilo de novo, as mudanças, um novo emprego, uma nova escola, uma nova vida. Mas logo eu a acalmei, negando com a cabeça.
― Se não é isso, o que é? ― Falou ela, ainda um tanto preocupada.
― Nada...
― Isso com certeza não é nada, Leonardo. ― Falou ela segurando o meu braço novamente.
― Eu só me meti em uma briga, agora pode me deixar descansar? Que saco. ― falei me levantando e indo em direção ao banheiro, pelo menos lá eu teria um pouco de privacidade.
Às vezes eu paro para pensar no que eu me tornei, deixei de ser alguém que apanhava todo dia na escola para ser o que bate. Claro que naquela época eu era uma criança, mas agora eu estava maior, saberia me defender caso alguém tentasse me bater de novo. Então porque continuo nesse disfarce ridículo?
Eu vou mesmo continuar deixando traumas do passado comandarem a minha vida? Só porque alguém me fez sofrer, tenho que causar sofrimento nos outros agora?
Às vezes eu escuto vários pais dizerem: Não foi assim que eu te criei. Eu com certeza nunca ouvi essa frase, nunca cheguei a conhecer o meu pai, minha mãe apenas continua me tratando como um bebê que nunca faz nada de errado. Mas sempre que escuto essa frase, paro pra pensar em como as coisas que aprendemos no passado, mudam as nossas vidas no futuro.
Como eu seria hoje caso não tivesse passado por tudo aquilo que passei?
[...]
Eu entrei, mas quero sair
O amor da minha mãe está me sufocando
Estou cansado de palavras presas na minha cabeça
O que houve com a criança? É hora dela se libertar
[...]
― Vai Leo, pega aquele ali, ele vai fugir! ― Gritava Luís enquanto segurava um dos garotos que tinha os cabelos raspados nas laterais e vários brincos espalhados pelas orelhas.
Então eu corri atrás do garoto, ele não era muito rápido, eu conseguiria alcançá-lo com facilidade, mas preferi correr um pouco mais devagar para que ganhássemos distância dos outros garotos. Quando vi que não podíamos ser mais vistos por ninguém, acelerei e segurei o garoto pelo seu braço direito. Ele começou a se debater e tentar se livrar de mim, mas eu apenas o segurei com mais força e o puxei para perto de do meu corpo.
― Ei, calma! ― Não funcionou. ― Eu não vou te bater, se acalma.
O garoto me olhou com um misto de susto e confusão no olhar, ele ofegava, assim como eu, pude notar que seus olhos eram de um castanho esverdeado, seus cabelos curtos e loiros, de um tom parecido com o da sua pele bronzeada.
― O que? ― Ele falou, se acalmando mais.
― Eu não vou te bater, não sou como aqueles babacas. ― falei soltando o braço do garoto e suspirando, já estou cansado disso tudo.
― Você parece um deles, pra mim. ― falou ele se afastando alguns centímetros de mim. Percebi que ele não tinha mais medo, mas ainda estava um pouco acuado.
― Tá me chamando de babaca? ― Falei com um sorriso no rosto, não pude segurar uma risada que acabou escapando dos meus lábios. Aquilo acabou com o clima tenso que existia ali, coisa em que eu sou bom.
― Não foi o que eu quis dizer.
― Mas eu sou mesmo um babaca ― suspirei. Eu realmente tinha me tornado um babaca, tudo apenas por medo.
― Sou o Igor ― Falou ele estendendo a sua mão em minha direção.
― Leonardo.
[...]
Faça parte do Clube do Amor
Tudo irá brilhar pra você
Você vai levar uma surra do Clube do Amor
Para o Clube do Amor
[...]
― Luís?
― Ah, oi Leo, o que você quer?
― Eu tive uma briga feia com a minha mãe, posso passar uns dias na sua casa de novo?
― Claro, aproveita que meus pais viajaram e tá só eu e o Gui em casa.
― Ok, daqui a pouco chego por aí.
― Até daqui a pouco.
[...]
Eu entrei pro clube e é tudo tão legal
Tem até brigas para ser meu melhor amigo
As meninas colocam suas garras pra fora
Há alguma coisa sobre sair com as crianças más
[...]
Eu não sei bem o que aconteceu para eu estar aqui, a ultima coisa que lembro era que estava em uma festa na casa do Luís. O seu irmão teria uma folga no dia seguinte, era um domingo, então eles decidiram apenas se divertir.
Me lembro da quantidade de gente que foi chegando, das bebidas que cada um trazia, de estar gostando daquilo. Daquele barulho, daquela bagunça toda, das pessoas dançando, não me lembro de ter beijado ninguém. As bebidas amargas que me deram, as risadas que se seguiam depois das caretas que eu fazia... Tudo era tão estranho, parecia um mundo distante. Até que me ofereceram umas pílulas, não sei o que eram, mas no, estado que eu estava, apenas aceitei.
Depois daquilo é tudo um vazio.
Agora eu estou sozinho em uma praça, sentado em um banco de concreto, apenas eu e umas arvores, o lugar era totalmente estranho para mim, não sei como chegara ali, só acordei naquele banco duro, confuso e dolorido. A última coisa que eu quero é que alguém me veja nesse estado deplorável, no que eu me tornei?
― Leonardo?
[...]
Tome a pílula torne isso real
Outro dia eu esqueci meu antigo endereço
Estou sentado no trono, não há nada que eu queria
Exceto ficar só
[...]
― Vem, pode entrar ― falou Igor abrindo a porta de sua casa e abrindo espaço para que eu passasse. ― Você tá realmente um lixo.
― Vai ficar me xingando toda vez que nos encontrarmos? ― Eu sorri e ele corou um pouco com aquilo. Primeiro um babaca e agora um lixo, parabéns Leonardo, causou uma ótima impressão nele.
― Desculpe. ― falou ele tirando o seu casaco e o colocando sobre o sofá.
― Não se desculpe, é verdade.
A casa era um tanto pequena, uma sala com um sofá (que parecia ser a coisa mais confortável do mundo) e uma estante minúscula, com uma televisão em cima. Da sala eu podia ver a cozinha, que também não era muito grande, mas bem arrumada.
― O banheiro fica ali ― falou ele apontando pra uma porta no final de um pequeno corredor. Eu apenas fui em direção a ela, enquanto Igor entrava em um dos quartos.
Ainda não entendo porque esse garoto me ajudou. Na primeira vez que nos encontramos eu estava perseguindo ele, claro que conversamos um pouco depois daquilo, acabei contando coisas que nunca tinha falado a ninguém. Não consigo entender porque aquele garoto me deixa assim.
Agora ele está me oferecendo um banho para que eu possa voltar pra casa em um estado melhor. Claro que eu voltaria pra a casa do Luís, não conseguiria olhar na cara da minha mãe depois disso, ela sempre me ensinou a nunca aceitar nada estranho que me oferecessem, coisa que eu fiz.
Alguns minutos depois Igor entrou no banheiro com uma toalha e uma cueca nas mãos.
― Olha só, usa essa toalha e depois veste isso, não se preocupe, é nova ― Me entregou as duas coisas e saiu, mas antes que eu fechasse a porta, ele continuou. ― Depois que terminar, me dá as suas roupas que eu coloco pra lavar.
― Não precisa ― Ele nem esperou que eu terminasse essa frase e apenas fechou a porta, me deixando sozinho naquele banheiro também pequeno. Demorei um pouco mais que o normal naquele banho. Nunca me senti tão sujo na minha vida. Vesti a cueca que o Igor me deu, ficou um pouco apertada, mas eu não me incomodei.
― Até que enfim. ― falou ele quando abri a porta, eu vestia apenas aquela pequena peça de roupa, mas tentava não me incomodar com isso. Vi que os olhos dele percorreram todo o meu corpo, claro que gostei daquilo, é sempre bom ser admirado. ― A maquina de lavar fica lá atrás, coloca as suas roupas lá e liga.
― Ok. ― fiz o que ele mandou e voltei para a sala, onde Igor estava sentado no sofá.
Sentei ao lado dele e seus olhos castanhos esverdeados novamente passaram a me encarar, ficamos em silencio por um bom tempo, até que decidi fazer a pergunta que queria fazer há um bom tempo.
― Porque você tá me ajudando? ― Ele piscou algumas vezes antes de responder.
― Eu não ia te deixar abandonado ali, sempre tento ajudar quando vejo alguém precisando. Sabendo que você estuda na mesma escola que eu, não me preocupei em ser assassinado, assaltado ou algo do tipo. ― falou ele sem tirar os olhos de mim.
― Você tá superestimando demais o meu caráter. ― sorri.
― Eu sei que você não é alguém ruim. Você não me bateu naquele dia, te chamei de babaca e você não ligou, agora acabei de te chamar de lixo e você está aqui sentado ao meu lado. Além de que eu sei da sua história, sei do pelo que você passou.
Não respondi àquilo, fiquei apenas calado ouvindo o que o garoto tinha a dizer, fiquei observando a sua boca se mexer e eu nem mesmo ouvi o que ele falava, apenas via aqueles lábios e me lembrava há quanto tempo não beijava alguém. Logo essa vontade dentro de mim foi crescendo cada vez mais, eu continuava olhando pra a sua boca, seus olhos...
― Você tá me ouvindo?
― Ah, não, desculpe. ― respondi com um sorriso bobo.
― Você é mesmo um babaca. Eu disse que suas roupas já estão prontas, só precisa colocar na secadora.
― Vou fazer isso. ― falei me levantando e indo em direção aos fundos daquela casa pequena, era estranho aquele garoto confiar tanto num estranho, me deixando entrar na casa dele e mexer nas coisas, mas tentei não me importar com isso.
[...]
Faça parte do Clube do Amor
Tudo irá brilhar pra você
Você vai levar uma surra do Clube do Amor
Para o Clube do Amor
[...]
― Então, você agora vai pra casa? Sua mãe deve estar preocupada. ― Não respondi aquela pergunta, só fiquei pensando na minha mãe. Não era a primeira vez que eu tinha fugido de casa, já fiz isso várias vezes, mas sempre acabava voltando.
― Não vou voltar pra casa, vou pra a casa do Luís. ― falei terminando de colocar minha camisa.
― Aquele cara é realmente um babaca, já me bateu umas vezes. ― ouvir ele dizer isso doeu um pouco no meu coração, conhecia bem o sofrimento que ele passava todos os dias, mas ao contrário de mim, ele não fugia, não tinha medo, não ficava escondendo quem era.
― É a única opção que tenho.
― Você pode voltar pra a sua casa. ― falou ele novamente me olhando nos olhos.
― Não posso...
― Por que não? ― Ele é realmente curioso econsegue me persuadir muito bem.
― Porque eu briguei com a minha mãe, fugi de casa, fui passar uns dias na casa de um amigo, fiquei bêbado e provavelmente drogado numa festa, dormi numa praça e agora estou recebendo ajuda de alguém que eu mal conheço. Como eu contaria isso tudo a ela?
― Apenas abaixe a sua cabeça, engula seu orgulho e fale com ela. Sua mãe já fez tanto por você, largou toda a vida que ela construiu apenas pra te ver bem. ― Então novamente eu passei a olhar ele nos olhos, acho que ninguém nunca tinha me falado algo desse tipo, não esperava receber um sermão de alguém que eu nem mesmo conheço. Esse garoto é tão... Diferente.
Não respondi, apenas fiquei olhando para o chão, confuso, sem saber o que fazer. Novamente olhei para ele, os seus olhos ainda estavam em mim, ele parecia até um pouco preocupado comigo.
― Porque você tá fazendo isso? ― perguntei, segurando umas lágrimas que queriam começar a cair.
― Eu já disse o por quê. ― Ele é tão sério, tão direto.
Ficamos calados, olhando um nos outros do outro. Aquele desejo que senti antes voltou a crescer, ele realmente tinha mexido comigo de uma forma que ninguém nunca mexeu. Não sei bem quem avançou em quem, mas segundos depois seus lábios já estavam encostados nos meus. Foi um beijo calmo, lento, mas muito gostoso, ele não parecia ter muita experiência, mas eu não tinha também. Apenas ficamos naquele ato por alguns minutos, parando algumas vezes para respirar. Então nos separamos, nenhum dos dois tinha mais coragem de quebrar o silêncio que se formou.
― Bom, eu já estou indo. ― tomei coragem e falei me levantando sem olhá-lo nos olhos. Sabia que se fizesse isso eu não resistiria e o beijaria novamente.
― Peça desculpas a sua mãe.
― Obrigado. ― falei enquanto fechava a porta de sua casa.
[...]
Suas roupas estão de molho e você não sabe pra onde ir
Então abaixe a cabeça e volte pra casa
Pegue os seus mapas e documentos
Encontre seu esconderijo outra vez
[...]
Não fui pra a minha casa, nem para a do Luís, apenas passei do dia todo andando sem rumo, pensando em mim, na minha mãe, no que eu me tornei e no Igor. O que aquele garoto tinha de tão diferente dos outros?
Acho que quando conhecemos alguém diferente da maioria, nos sentimos um tanto estranhos. Igor com certeza era alguém diferente, fala as coisas diretamente, sem ter medo de ferir o sentimento dos outros, suas palavras são muito sinceras e atingiram meu coração de um jeito inexplicável. Claro que eu não sou um idiota, sei muito bem o que estou sentindo por aquele garoto, já havia sentido isso antes, mas dessa vez era tão... Especial.
Eu ia sim voltar para casa, só não agora, ainda não estava pronto para ver a minha mãe depois do que fiz, não foi daquele jeito que ela me educou. Essa mudança de vida acabou me afastando muito dela, mesmo que ela tenha feito sacrifícios que nenhuma outra pessoa faria por mim.
Entrar naquele “clube” com certeza me deixou mais distante dela. Ouvir as histórias daqueles garotos me fazia querer viver como eles, mas ao mesmo tempo eu não poderia mais ser eu mesmo, teria que mudar. Porém, agora, tudo que eu quero é um abraço daquela mulher que sempre cuidou de mim, que me viu crescer e que me fez ser quem eu realmente sou; quem o Igor me fez lembrar que sou.
Parei na porta da minha casa e bati três vezes, segundos depois ela estava lá, fazendo cara feia, mas ao mesmo tempo aliviada de me ver ali.
[...]
O único problema que eu tenho com o clube
É que eu me afastei das pessoas que me viram crescer
Quando é um membro, você vai em mais uma aventura
Vamos esperar pelo final
[...]
Com o tempo, Igor foi se tornando uma pessoa cada vez mais presente na minha vida. Claro que eu o beijava às vezes, era impossível resistir a aqueles lábios. Nós com certeza estávamos ficando, mas acho que não era um namoro mesmo, nunca houve um pedido. Com o tempo eu não consegui mais ficar perto daqueles que, por um tempo, considerei meus amigos. Suas palavras começaram a me machucar como nunca, e eu sempre acabava fugindo das “atividades do clube”.
O fim de tudo foi quando vi um deles tentar bater no Igor. Aquilo despertou uma fúria em mim que eu com certeza não sabia que existia, só parei de socar a cara daquele garoto, que ainda achava que era meu amigo, quando o Igor pediu que eu parasse. Meus dedos doíam bastante, mas o rosto dele com certeza doía bem mais.
Não demorou muito para que aquele velho clube começasse a se voltar contra mim. Claro que eu não liguei, afinal eu estava em um clube melhor, um que eu defenderia a todo e qualquer custo. Estava no clube do amor.
[...]
Faça parte do Clube do Amor
Tudo irá brilhar pra você
Você vai levar uma surra do Clube do Amor
Para o Clube do Amor
Notas finais
Me falem o que acharam da história, o que precisa ser melhorado, o que gostaram, o que não gostaram.
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