O chefe
21 Mentalmente infernizada
Notas iniciais
Mentalmente infernizada
▬ Bella ▬
Nossa, quando foi que minha cama ficou tão gostosa assim? Sério, a cama está tão macia que parece que eu estou deitada na bunda de um coelho. Essa cama tá até merecendo um carinho. Passei a mão na cama sentindo uma colcha macia, deslizei mais com a mão pela cama e sentei algo duro, quente e com certeza não aprecia ser a colcha da cama. Logo em seguida ouvi uma risadinha baixa. Abri os olhos alarmada e notei que não estava no meu quarto. Égua, onde eu estou?
— Vai ficar me alisando logo de manhã? – ouvi a voz de Edward atrás de mim – Não que eu esteja reclamando, mas se for me alisar me avisa que eu já faço o mesmo com você.
Mentalmente, eu estava gritando. O que merda eu estou fazendo aqui e não em casa? Ah, lembrei. Ele me chamou pra vir aqui e eu aceitei. Coloquei a mão no peito me acalmando. Por um segundo achei que tinha sido sequestrada.
— Para de ser pervertido, eu ainda estava me situando de onde eu estava – me justifiquei.
— Aparentemente com a mão no meu pau – riu – Dormiu bem?
— Sim – concordei com um bocejo e já que estava o apalpando, dei maus uma apalpadinha antes de tirar minha mão dele – Sua cama é tão confortável, parece até que eu dormi na bunda de um coelho.
— Hum... que?
— Resumindo, sua cama é macia e parece uma nuvem. Satisfeito? – bufei irritada – Você não entende minhas metáforas.
— Desculpa – falou com um sorriso – É que essa da bunda do coelho é nova, eu ainda não tinha ouvido.
. – Tá desculpado e que não se repita – me espreguicei na cama.
Antes que eu pudesse perceber, Edward rolou na cama deitando seu corpo por cima do meu e tocou seus lábios nos meus em um beijo cálido, sorrindo em seguida ao me olhar. Hum... tá bom, vou dar um crédito pra ele e confessar que isso me deixou talvez um pouquinho animadinha. Tudo bem, foi um gesto bem simples, mas foi tão amorzinho e ele tava todo sorridente, com os olhinhos verdes tão brilhantes que tive que sorrir de volta pra ele.
— Estamos carentes hoje, Edward? – brinquei vendo seu sorriso se transformar em um bico extremamente fofo.
Tão fofinho que da vontade de socar a cara dele pra ver se deixa de ser fofo.
— Se eu disser que sim, ganho um cafuné? – perguntou com a voz manhosa.
Gente, como assim o diabo consegue ser fofo? Por isso que na Bíblia diz que o diabo te seduz de muitas maneiras. Ele é mesmo ardiloso. Ardiloso o suficiente pra me fazer concordar com isso e quando dei por mim, já estava com a mão enfiada em seus fios acobreados e pior, estava gostando de fazer essa carícia nele. Fui seduzida pelo demônio. Alguém chama um pastor, pelo amor de Deus.
— Por que você tá me olhando assim? – assustei-me ao ouvir a voz de Edward.
Ele não estava de olhos fechados curtindo o cafuné dele? Como ele sabe que eu estou olhando pra ele? Será que ele é tipo uma iguana e tem 3 olhos?
— Porque é estranho.
— O que é estranho?
— Você – ri – Você é todo malvado, Lúcifer manifestado e tudo mais. Não sei lidar com você sendo fofo, amorzinho e carente como tá agora – condessei – Devo ter medo?
— Sim – concordou com a voz rouca e arrastada – Do jeito que você faz um cafuné gostoso deve ter medo que eu te prenda aqui e te transforme em minha prisioneira.
Oh meu Deus, que coisinha mais brega. Não pude evitar a estrondosa gargalhada que escapou por minha garganta. Alguém precisa avisar a ele que ele é muito brega. Incrivelmente fofo, confesso, mas muito brega. Não me aguentei, ele estava muito fofo de olho fechado recebendo o cafuné dele, com esse sorriso bobo no rosto e foi muito amorzinho sendo brega. Ele fez por merecer o beijo na bochecha que dei nele agora.
— Isso está muito bom –ele praticamente gemeu – Mas espera aí que eu vou mijar – falou se afastando e levantando indo em direção ao banheiro.
Ah. Acabou com a imagem fofa que eu acabei de construir dele. Poxa Cullen, eu tive todo um trabalho pra aceitar construir uma imagem amorzinho de você e você me faz um negócio desses, seu sapo. Ficou um pouco pior quando ele voltou do banheiro e estava se sentindo tão à vontade comigo que saiu do banheiro coçando o saco, na minha frente.
— Me diz que você lavou pelo menos a mão – falei ao ver que sua mão estava enxutíssima.
— Ah é, verdade – respondeu sem graça voltando ao banheiro – Mas em minha defesa, eu sou limpinho e tomei banho ontem antes de dormir – gritou de dentro do banheiro
Oh sim. Ele definitivamente quebrou a imagem que eu a acabei de construir dele.
[...]
— Ainda bem que você tem frutas – falei enfiando uma uva na boca – Eu estou de dieta, estou evitando comer pão.
Edward me olhou completamente incrédulo.
— Você tá comendo frutas com leite condensado e bebendo Coca Cola.
Ah pronto. A polícia da alimentação resolveu me parar e de quebra me multar.
— Pois é. Seria pior se eu ainda estivesse comendo pão. Ou um ou outro, os dois não dá – dei de ombros volta do a comer minhas frutinhas.
Eu estava com uma tigela cheia de mamão, amoras, framboesas e morangos e talvez tivesse colocado leite condensado por cima de tudo. Mas isso são só hipóteses, ninguém jamais saberá se eu coloquei mesmo por cima. Notei que Edward olhava para a minha comida, prendia um riso, virava o resto e em seguida fazia isso de novo. Ele tá será com algum tic nervoso por acaso?
– O que foi? – questionei quando ele fez isso pela milésima vez.
— Nada – prendeu de novo um riso.
— Você quer fazer piada – acusei ao lembrar da mania estranha dele, ele acabou gargalhando e me dando mais certeza que ele queria mesmo isso – Tá bom, faz a sua maldita piada de frutas. Qual vai ser a fruta bulinada da vez? Anda, eu deixo você escolher.
— Pra onde o mamão vai nas férias? – perguntou prendendo o riso.
Ele vai pra puta te que pariu. Me ajuda Deus, não sei lidar com piadas ruins. Respirei fundo antes de entrar na onda dele.
— Pra onde? – perguntei temendo a resposta.
— Papaya – respondeu gargalhando tanto que eu estava vendo a hora que ele ia se jogar no chão de tanto rir.
— Hahahaha – fingi uma risada.
Aí Edward, ainda bem que você é bonito. Porque seu senso de humor é péssimo.
— Me diz que você não tem outra piada – praticamente gemi de frustração ao ver que ele Ainda ria.
— Eu tenho um arsenal de piadas de frutas – falou limpando o canto do olho e ainda rindo – Eu poderia passar o dia todo contando piadas relacionadas a frutas. Por isso Natalie nunca come frutas quando eu estou por perto.
— Vou pegar a dica para mim – falei já arrependida por ter colocado tantas frutas para mim – Sábios ensinamentos os dela.
Infelizmente, eu ainda tive que escutar mais umas quatro piadas de mamão e umas duas de morango. Foi só o tempo de eu enfiar tudo na boca e praticamente não mastigar apenas engolir. Bom que o leite condensado serviu de lubrificante no processo e tornou mais fácil de engolir.
Ainda dizem que homem bonito tem senso de humor. Dizem isso porque nunca ouviram Edward contanto uma piada. O cara realmente não nasceu pra isso.
— O que você tanto faz no celular? – ele questionou ao ver que eu estava com os olhos grudados na pequena tela do meu humilde iPhone 7 enquanto ele mexia no moderno iPhone 11 dele. Exibido.
— Tô no macumba online – respondi.
— Pedindo pra eu broxar de novo?
— Não. Isso vai ser depois, agora to vendo quais macumbas fazer pra Tanya.
— Sério? – perguntou largando seu celular no sofá e vindo mais para perto de mim enfiando a cara na tela do meu telefone bloqueando minha visão – Me deixa ajudar. Eu sei o que ela tem medo.
Meu Deus. Ele parece uma criança curiosa. Que coisa mais amável. Já quero adotar ele pra ser o irmãozinho do John. Aliás, eu deixei comida pro John? Não que ele coma né, mas eu sempre deixo uma banana perto dele, só pra eu não me sentir mal por não deixar comida. No fim do dia, se ele não comer, como eu. Mas sendo honesta, se eu chegar em casa e ele tiver comido a banana... eu chamo um padre pra exorcizar aquela casa e nunca mais piso lá.
— Tá bom – me animei – Qual seria a melhor macumba pra fazer pra ela?
— Ela morre de amores pelo cabelo dela...
— Então já sei. Macumba pro cabelo dela cair, pra sobrancelha dela ficar torta e pro buço dela crescer como louco – falava enquanto digitava o nome dela no site de macumbas – Ah já sei, vou colocar pra ela ter envelhecimento precoce e rinite alérgica também.
— Rinite alérgica? – repetiu descrente – Por que?
— Ela mora em Londres, não mora? – assentiu concordando – Lá é frio. Quando faz frio quem sofre de rinite alérgica sofre tanto. Eu quero que ela sofra.
— Você me da um pouco de medo – Edward falou me olhando estranho – Eu só ia sugerir que o cabelo dela caísse e que ela quebrasse um salto enquanto andava...
— Boa ideia, vou aderir – tudo bem, eu me empolguei.
Ainda coloquei mais algumas macumbas pra mãe a Nat no site e de vez em quando Edward me olhava meio estranho, mas eu sei que ele estava se divertindo com isso também. Esse sorrisinho de canto de boca dele não me enganava.
— Ei, eu lembrei de uma coisa – falei bloqueando a tela do celular e o tacando longe no outro sofá. Edward passava a mão por minha coxa em uma carícia que me deixava arrepiada, mas agora era hora de tratar de assunto sério – Mas que palhaçada foi essa de você deixar claro pra sua mãe que nós temos algum tipo de envolvimento?
— Qual parte você tem dúvidas? – perguntou tranquilamente ainda passando a mão em minha pele.
A parte que eu chuto sua cara e te dou uma porrada depois.
— Por que você fez isso? Você disse que não colocaria isso num outdoor mas fez praticamente isso com sua mãe. Sabia que ela me abordou no banheiro pra dizer que já sabia que estávamos juntos. A mulher me pegou nas minhas próprias palavras, eu me senti tão enganada.
— Porque ela ia descobrir. É minha mãe, ela descobre tudo – explicou como se fosse óbvio – Se ela não descobre por mim, ia transformar minha vida num inferno. Assim pelo menos foi por mim e qualquer coisa posso dizer que não queria ela se metendo na minha vida. É bom ela achar que é mais esperta que eu. Mantém a chama da nossa relação viva.
— Você e sua família tem sérios problemas sabia? Sério. Qual a tara que vocês têm por competir quem é mais inteligente que quem?
— É legal – falou simplesmente – Deixa tudo mais emocionantes
Enquanto ele falava, sua mão que não acariciava minha coxa subiu por minha cintura levantando a blusa que eu usava, expondo minha nudez. Estávamos no sofá da sala, Edward estava sentado em um canto e eu deitada com a perna por cima dele. Ele inclinou seu corpo sobre o meu fazendo com que minha respiração ficasse ofegante. Não me movi, estava na expectativa de qual seria seu próximo movimento.
Edward trouxe seu rosto para próximo do meu, eu sentia sua respiração tocando minha pele, não vou mentir, a expectativa em esperar o que vai acontecer em seguida é excitante. Contive a vontade de fechar os olhos, ver seus movimentos e observar seus olhos escurecendo era muito melhor. Suspirei alto quando Edward segurou meu lábio inferior entre seus dentes, mordiscando sensualmente e o sugando para dentro de sua boca. Inferno de homem que sabe como me excitar.
Era cedo demais para começar a me sentir molhada?
Ele tomou meus lábios nos seus em um beijo, que começou com um longo encostar de bocas, sua boca apenas roçando na minha, sem pressa. Eu por outro lado, estava ansiosíssima. Meu corpo inteiro estremeceu quando a ponta de sua língua tocou meu lábio pedindo passagem. Abri a boca pra recebê-lo de muito, muito bom grado.
Nossas bocas se mexiam em sincronia, sua língua atrevida e experiente explorava minha boca com fervor. Edward sugou minha língua com luxúria arrancando de mim um gemido que foi abafado por seus lábios nos meus. Suas mãos dançavam por entre nossos corpos e só notei que ele de forma extremamente habilidosa abriu os botões de minha camisa e a deslizando por meus braços arrancando a única peça que eu vestia para longe do meu corpo. Merda, ele tem talento nesse negócio de me despir.
— Você combina muito com as minhas roupas – sussurrou em meu ouvido após tirar de mim sua camisa que eu vestia – Mas eu com certeza prefiro você sem roupa alguma.
Como assim eu combino com as roupas dele? O que isso significa? Que eu fico bem com roupas de homem?
Perdi a linha de raciocínio quando sua boca deslizou para meu pescoço distribuindo beijos molhados por minha pele sensível. Sim, era cedo pra dizer que eu já estava molhada, mas a essa altura, eu já estava encharcada. Suas mãos massageavam meus seios e uma delas foi substituída por sua boca que sugou meu mamilo intumescido. Mordi o lábio com força para evitar fazer algum som, mas foi impossível não gemer alto quando seus dedos desceram por entre nossos corpos tocando-me onde eu mais desejava ser tocada.
Adorava preliminares, mas agora eu queria um pouco mais de agilidade. Queria senti-lo em mim, me preenchendo e estocando com força equilibrando com uma certa brutalidade como só ele sabe fazer. Me remexi debaixo dele conseguindo tirar de uma só vez sua calça de moletom e cueca, usando os pés para terminar de retirar as peças. Inferno. Ver ele completamente nu nunca deixava de ser a visão mais erótica que eu tinha.
Edward sorriu safado pra mim, seus olhos escurecidos e a barba por fazer só serviam pra o deixar mais fodidamente sexy do que ele já era.
– Abre as pernas pra mim – falou com a voz grave carregada de desejo enquanto se ajoelhava a minha no chão a minha frente – To louco pra provar você. Não canso do seu gosto. Vou te chupar até você gozar na minha boca.
Porra, o homem sempre sabe o que falar. Como ele sai do homem fofo de ainda agora pra esse homem sexy, gostoso pra caralho e que fala sacanagem assim em questão de segundos? Bom, como foi não sei, mas eu adoro e quando ele age assim fica tão impossível não sentir o coração batendo mais forte por ele. Merda, algo de errado não está certo.
Foda-se o certo ou o errado. Simplesmente esqueci de tudo quando senti sua língua passando por toda extensão do meu sexo. Merda, parece que a mente dele tá em sincronia com a minha: sem preliminares e ir direto ao assunto.
Agarrei seu cabelo com força sem me importar se estava machucando. Era meio difícil me focar em alguma coisa enquanto ele sugava meu clitóris com vigor e ele tinha seus dedos brincando com minha entrada, me torturando antes de me penetrar com eles.
— Porra – gemi alto – Como isso é bom.
Minha respiração estava pesada. A única coisa que eu conseguia me concentrar era na sensação da boca de Edward entre minhas pernas e eu rebolando em sua boca buscando por mais contato.
— Ei Edward, a Rose pediu pra.... AAAAHHH – olhamos assustados em direção à porta de entrada.
Alice tinha acabado de entrar na cada de Edward, nos flagrado nus e com Edward com a cara enfiada entre minhas pernas. Ela saiu apressada empurrando alguma coisa e batendo à porta em seguida.
QUE UM RAIO CAIA NESSA CASA E ME ATINJA AGORA.
Puta que pariu. O universo não cansa de me foder não?! Que coisa mais constrangedora. Seria pedir demais me transformar em um avestruz pra eu poder enfiar minha cara no chão? Mas que inferno.
— Vou ver o que ela queria – Edward falou tranquilo levantando e vestindo sua roupa de qualquer jeito, saindo logo em seguida.
Óbvio que eu, após vestir a blusa dele que eu usava anteriormente, fui grudar o ouvido na porta para ouvir a conversa deles. Eu já fui pega nua com ele fazendo sexo oral em mim, ser pega ouvindo a conversa alheia é fichinha.
— Porra Alice, por que você não ligou avisando que vinha?— ouvi a voz de Edward perguntando irritado para a prima.
— Aí Ed foi sem querer— ela dizia com a voz constrangida – A Rose pediu pra eu vim deixar a Nat. Não achei que você ia estar... você sabe. Você é o encalhado da família, o balançador de toddynho. No máximo achei que ia estar jogado no sofá coçando o saco e responde do algum e-mail chato de trabalho.
— E cadê a Natalie? Ela viu alguma coisa?
— Quando vi o estado de vocês só empurrei ela pra fora e mandei ela ir pro carro me esperar lá. Ela não viu nada, tava vindo atrás de mim.
— Menos mal...
— Para de me olhar, é estranho depois de eu ter pegado você...
— Para de dar piti. Cansei de pegar você e Jasper em situação muito pior e pelo amor de Deus. Aquela visão dele fazendo um fio terra em você até hoje me assombra.
Eca. Quase vômito só de ouvir.
— Tá bom, tá bom. Já entendi— Alice o cortou – Eu vou levar a Nat pra minha casa, quando eu puder a trazer de volta me avisa. Eu vou embora agora e dessa vez você não vai ganhar um abraço. Tchau.
Voltei correndo pro sofá para não ser pega ouvindo a conversa alheia. Sentei com as pernas cruzadas e cobri o rosto com as mãos. Que vergonha. Acho que ser pega por alguém transando era o que faltava para eu marcar no checklist das coisas mais constrangedoras nas quais eu já passei na vida. A próxima vai ser um sextape meu cair na internet.
— Me desculpe por isso – Edward falou, passando nervosamente a mão pelo cabelo, assim que entrou.
— Como ela entrou aqui – foi a única coisa que consegui perguntar.
Ele não tranca a porta da casa dele não gente?
— Ela tem a chave – falou sem graça – Eu meio que esqueci que perdi minha privacidade quando virei pai. Sabe, como Alice e Rose me ajudam a cuidar da Nat, elas tem que ter a chave da minha casa caso haja alguma emergência. Na verdade, todos tem a chave daqui. Emmett, Jasper, Alice, Rose... a diferença é que Emmett e Jasper ligam antes de vir.
— Hum... faz sentido – concordei.
Ficamos em um silêncio constrangedor. O clima foi todo embora e a última coisa que eu pensava era em fazer sexo agora. A imagem com a cara de Alice estava vívida demais em minha mente para que eu me sentisse excitada. Edward sentou ao meu lado e tranquilamente deitou com a cabeça apoiada em meu colo. Eu até questionaria se ele não estava constrangido, mas pelo que eu ouvi, ele já pegou Jasper com o dedo dentro da portinha de trás da prima, então...
— Já que ela cortou o clima, quer ver um filme? – ele questionou ao notar meu desconforto.
— Vou poder escolher qual filme? – assentiu concordando – Então eu quero.
[...]
— Você só pode fazer isso de propósito pra me torturar – Edward reclamou pela milésima vez.
Decidi que iríamos assistir “The Greatest Showman”. Eu sou uma amante de musicais, então as chances de eu escolher um musical pra assistir são grandes. Ele vai descobrir isso.
— Qual é, estão cantando a mesma música tem uns 10 minutos e o filme tem só uns 10 minutos que começou – reclamou.
Tudo bem que ele estava certo e era mesmo a mesma música. Mas era cantado por diferentes pessoas, então a magia é totalmente diferente.
— Para de ser reclamão Edward, vem deita aqui no meu colo que eu te faço um cafuné – bati em minhas pernas o chamando para deitar ali.
— Tá bom, me convenceu – concordou deitando novamente em meu colo.
Eu sei que comecei a ficar passando a mão no cabelo dele hoje, mas eu já estou tão viciada em fazer isso. O cabelo dele é tão cheiroso e macio, ele faz uma carinha tão bonita quando fica relaxado assim e me da uma vontade tão grande de encher ele de beijos.
Vontade de encher de beijos? Mas o que tem de errado comigo? Eu não tenho vontade de encher ninguém de beijos. Por mais que eu gostasse do filme e já tivesse o assistido antes, acabei ficando distraída demais para prestar atenção, estava perdida em pensamentos e tentando me lembrar de tudo que eu já aprendi de útil com os milhões de filmes de romance que eu já assisti.
Basicamente é tudo igual: mãos suadas, coração acelerado, você toda derretida quando vê o seu “crush”, fica toda nervosa, gagueja, fica que nem idiota... se eu for depender desses sinais para descobrir como me sinto, eu não vou descobrir nunca. Tá, de vez em quando eu sinto meu coração bater mais forte, mas é só. Será que é igual pra todo mundo ou tem alguma regra? Eu não sou assim, sou um pouco mais arisca e não fico toda nervosa, melosa, nem toda toda quando Edward está por perto.
Na verdade, acho que Edward e eu somos ariscos demais para se apaixonar por alguém. É só nos observar. Estamos sempre falando besteira, mandando um ou o outro ir à merda, nos xingando, falando palavrões, não usamos palavras doces e nem nada disso. Ainda bem né, porque eu tenho um ranço de casal doce que fica o tempo todo se amando, acho tão falso. Será que é possível gostar de alguém sendo como somos?
Ai ruivo irritante, será que eu estou me apaixonando por você?
— Ei – Edward chamou minha atenção assim que o filme acabou – Você está bem? Parece tão distante.
— Tava aqui pensando... sobre o filme – menti antes que ele perguntasse sobre o que eu pensava – Mas e você, gostou do filme?
— Gostei da companhia – ele sorriu amarelo – Você quer comer alguma coisa?
— Acho que preciso ir pra casa. Já são quase três da tarde e eu ainda estou com sua roupa – falei meio sem graça.
— Acredite, eu não estou reclamando disso. Inclusive, se quiser, pode usar minhas camisas mais vezes. Elas combinam muito com você – piscou sugestivo pra mim – Mas eu acho que ainda está cedo. Fica mais um pouco.
Pedindo assim, eu fico. Mas como eu sou Isabella Swan, eu tenho que dificultar a vida dele um pouquinho pelo menos.
— Melhor não né?! Eu tenho mesmo que ir pra casa. Eu tenho um peixe pra alimentar...
— A Aquarela? Hoje não é dia de visitar seu peixe enterrado ilegalmente no cemitério — respondeu com um sorriso debochado – Fica mais um pouco... Aliás, falando em peixe morto, lembrei de uma coisa...
Eu ia perguntar o que era, mas ele já foi subindo minha camisa deixa do meus seios expostos. Primeiro achei que ele só queria ver meus peitos, mas daí ele tocou minha tatuagem e um sorriso brotou em seus lábios.
— Tinha esquecido da sua tatuagem. Ficou bonita em você e como eu sei o motivo no qual você a tatuou, eu gosto dela um pouco mais – seus lábios tocaram minha pele beijando minha tatuagem logo em seguida.
Não tinha malícia em seu gesto e era isso que me confundia. Não tínhamos um acordo de ser só sexo entre nós? Por que ele agia assim e me fazia sentir isso que estou sentindo agora? Não sei o que sinto, mas sinto algo. Isso faz sentido?
— Eu queria fazer outra tatuagem – confessei.
— E qual seria?
— Um coração, bem aqui – apontei para meu dedo anelar esquerdo – Antes que pergunte, eu gosto da simbologia de tudo que ele representa. Pode representar muita coisa, eu escolhi representar a paixão que eu sinto pela vontade de um dia quem sabe, eu finalmente terminar confeitaria – admiti em voz baixa.
Eu já tinha conversado com Renée antes sobre ter minha confeitaria, mas da última vez que falamos sobre isso, eu tinha 15 anos, desde lá, não falei mais com ninguém sobre isso. Era bom ter com quem falar e esse alguém mostrar entusiasmo sobre isso. Certo que eu sempre e cerrava o assunto quando ele se aprofundava demais, mas eu falo sério quando digo que falar demais sobre isso me dá esperança. Não sei se um dia vou conseguir realizar esse sonho, então prefiro não criar muitas esperanças.
— Você vai conseguir – Edward falou sério, acariciando meu rosto com o polegar – Se você começar a correr atrás, vai conseguir. Não duvide de você mesma, eu particularmente acredito bastante no seu potencial, sabia?
— Como pode confiar tanto se eu sou toda atrapalhada?
— E quem não é? – perguntou divertido – Eu posso ser um excelente executivo, premiado e o escambau, mas não faço nada se você não organizar meu dia pra mim. Nem ligar pra fornecedores ou comparecer em reuniões eu faço se você não me avisar que eu tenho que fazer. Esse é meu lado atrapalhado, mas não me impede de ter êxito nas coisas que eu faço. Entende o que eu quero dizer?
Assenti concordando. Até que faz sentido o que ele falou, mas claro que eu preciso interpretar tudo como um “eu só estou onde estou graças a você”. Não é 100% verdade, mas é pelo menos 20% verdade. Obrigada, de nada.
— E você, não quer fazer nenhuma outra tatuagem? – perguntei desviando o foco do assunto de mim – Homens tatuados são sexy.
— Até sinto vontade, mas não sei o que fazer. Alguma sugestão?
Óbvio que ele reusaria todas as minhas sugestões, mas acabamos entrando em consenso. Combinamos de em breve voltarmos ao estúdio onde do minha primeira tatuagem. Eu tatuaria o coração que eu quero fazer e fiquei de escolher outros desenhos para fazer e ele simplesmente decidiu que tatuaria um avião de papel, também na parte interior de seu braço, mas no braço que Ainda não tinha tatuagem. Ele só não falou o motivo de escolher esse desenhos
— Me fala, por favorzinho – insisti mais uma vez – Eu levando a blusa e deixo você ver meus peitos. Caso contrário, você estará banido e vai ficar um bom tempo sem ter acesso às minhas meninas – ameacei
— Você está me ameaçando com greve de peitos? – perguntou incrédulo. Eu apenas assentiu concordando – Que maldade. Isso não se faz sabia?
— Então me conta. Por que você vai tatuar um avião de papel?
Ele respirou fundo e eu sorri abertamente pois sabia que tinha conseguido o convencer a me contar.
— Quando eu era criança, devia ter uns 5, 6 anos. Eu via meu pai viajando a negócios. Sempre íamos o deixar no aeroporto e eu ficava encantado com aqueles aviões gigantes. Então eu sempre ia pra casa e fazia aviões de papel e imaginava quando seria minha vez de viajar num avião daqueles... apenas é meio nostálgico para mim – deu de ombros como se não fosse grande coisa.
Aí que inferno. Agora ele fez minha ideia de tatuar um coração sem graça ser ridícula. Ele tem que parar de falar, tá deixando minha mente toda fodida já. Algo me diz que isso é péssimo. Tenho que lembrar do conselhos de Jacob. Se apaixonar é péssimo e você só tende a se ferrar depois.
Se apaixonar é péssimo, se apaixonar é péssimo, se apaixonar é péssimo.
Repeti isso um milhão de vezes em minha mente. Vou repetir mais um milhão que é pra garantir que eu entendi isso direito. Mas o jeito como ele sorria pra mim deixava tão impossível eu não me sentir diferente.
[...]
Bom, pelo visto tudo é péssimo já que eu fui, sabe Deus como, convencida a ir com Edward buscar Natalie na casa de Alice e agora estávamos os três naquela sorveteria de sorvete sem lactose que Edward vai. Como eu vim parar aqui é um mistério para todos pois ontem eu era a Sam das três espiãs demais, depois Alice nos pegou em uma situação totalmente inadequada, depois eu estava em casa e agora estou aqui, com um vestidinho florido, sentadinha comendo meu sorvete enquanto Edward tem um braço no meu ombro e com a mão livre usa um guardanapo pra limpar a bochecha de Nat que estava se meando toda.
Como eu disse. O motivo no qual eu estou aqui ou como vim parar aqui é um mistério.
— Filha, você já tá bem grandinha, come direito – Edward chamou a atenção de Nat.
— Você me obriga a comer sorvete estranho e ainda quer que eu coma direito? Ou um ou outro, os dois ao mesmo tempo não da meu senhor – falou tomando o guardanapo da mão do pai e limpando a própria bochecha – Mas eu consigo, porque sou uma lady.
— Você não era uma princesa?
— Eu sou uma lady princesa – afirmou orgulhosa.
Não vou negar, estava muito agradável e divertido ficar aqui com os dois. Era engraçado ver Nat contrariando o pai e ele argumentando com a pequena. Natalie tem a mente muito avançada e nem parece que tem apenas 10 anos. O que me fez perceber uma coisa: meu Deus, a garota tem 10 anos e tem mais maturidade emocional que eu. O que eu estou fazendo da minha vida?
Enfim, voltando a minha linha de pensamentos anterior... onde eu parei? Ah sim. Estava muito divertido, mas isso estava ficando pessoal demais. Quem via de fora poderia achar que éramos uma família feliz e o jeito que Edward me beija, o jeito que ele tem o braço em meu ombro, o jeito que ele sorri pra mim e como ele me olha... não sei. É pessoal demais, é íntimo demais e me incomoda, mas ao mesmo tempo me encanta.
Eu estou tão fodida.
Estou na minha mente e aparentemente aqui é um ‘lugar seguro’ pois supostamente ninguém pode ler nossa mente... correto? Vou assumir que está correto e vou me permitir ser honesta comigo mesma o que é difícil pois normalmente eu nego as coisas até para mim mesma... mas, toda essa proximidade, todo esse jeito gentil que ele tem me tratado e toda essa atenção e carinho me assusta pra caramba.
É muito íntimo. Eu nunca tive nada disso com ninguém, nunca quis, sempre recusei. Quando vi que estava ficando sério demais eu sempre dava um basta, um ponto final, tchauzinho e acabou. Eu não gosto de dividir intimidades. Dormir juntinho com outra pessoa nunca foi minha praia. Gosto da minha individualidade, gosto da minha cama só pra mim e isso de deixar outra pessoa fazer parte da sua vida... da muito trabalho, dor de cabeça, é tão mais fácil não passar por nada disso. Em resumo, é estressante.
Mas agora é tão diferente porque eu nem percebi quando de repente eu já estava fazendo parte da rotina dele e ele da minha. Ele até dorme na minha casa e por Deus, ontem eu dormi na casa dele, se isso não é estar ficando sério, eu não sei o que é.
Puta que pariu, eu já estou fazendo parte da vida dele. Eu conheço a família dele, teoricamente ele meio que conhece a minha. Não foram oficialmente apresentados, mas ele meio que já sabe como eles são e pela mãe do guarda… eu já estou bem presente na vida da filha dele. Tão presente que estamos em um domingo à noite, em uma sorveteria, nós três rindo, conversando e pior, eu estou gostando.
Minha mente está tãããão fodida…
— Olha Bella, e essa foto aqui é eu e o Matt depois do meu treino – Nat me mostrava empolgada as fotos dela com o amiguinho dela.
A julgar pela foto, Nat era só amiga dele e estava 100% nem aí pra ele em outros sentidos, mas no que depender do olhar do garoto pra ela... esse garoto está completamente apaixonado pela Nat.
— Ah ele mandou mensagem, deixa eu responder – ela puxou o celular de volta e foi responder o amigo.
— Agora não porque ele é criança e gosta dessa fase dela – falei me virando para Edward que olhava de cara feia pra filha que sorria pro celular enquanto respondia o amigo – Mas quando ela for maior, você vai ter tanta raiva com esse Matt porque o garoto está completamente encantando por ela.
Edward se virou abruptamente pra mim e me olhava com os olhos semicerrados e uma careta tão engraçada que minha vó tarde foi rir alto e dizer que ele estava parecendo um pai ciumento... se bem que ele era isso mesmo.
— Você nem brinca com um negócio desses, Isabella – falou sério – Se esse moleque tentar passar a mão na minha filha eu quebro a cara dele.
— Para de ser ciumento Edward – dei um tapa em sua coxa – Um dia a Nat vai crescer e vai arranjar um namorado. Se você for esperto, já conhece logo esse amiguinho dela e torce pra ele ser o escolhido por ela que dai você já conhece e já sabe como ele é. Antes um conhecido do que um desconhecido – aconselhei.
— É tão estranho quando você fala alguma coisa que faz sentido.
— Vai à merda Edward. Vê se eu to na puta que pariu – falei irritada.
O filho da mãe apenas riu e teve a audácia de dar um beijo na minha bochecha. Mas ele acha será que eu dei esse tipo de intimidade pra ele? Porra... pior que eu dei sim. Merda.
— Pai – Nat chamou a atenção dele que agora tentava passar a mão na minha coxa por debaixo da mesa – Vou chamar o Matt pra almoçar com a gente sábado que vem. Eu ia chamar a Brianna também, mas ela tá toda apaixonada por você e vai ir só pra me irritar, então pra eu não bater nela, não vou chamar.
— Por que não? Chama sua amiguinha sim. Aí você põe ela pra sentar entre você e o Matt – Edward protestou ganhando uma careta da filha.
— O senhor vai mesmo querer uma garota de 10 anos se oferecendo pra você? Porque a Brianna é uma oferecida. Ela vai ficar se jogando no senhor e tentando te alisar.
— É, então deixa sua amiga longe de mim mesmo – falou sem graça – Filha, esse é o tipo de gente que você anda na escola?
— Sim – respondeu com um sorriso – Se o senhor souber que eu que sou a sensata do grupo. Eu hein, tá todo mundo preocupada em namorar e enquanto isso minha única preocupação é se o senhor Ainda vai conseguir me levar no colo pro quarto quando eu dormir na sala.
— Sua preocupação faz sentido. Você tá grande e pesada, da próxima vez vou te acordar e você vai andando.
— Eu vou por trigo na sua comida – falou de cara feia e logo em seguida olhou pra mim – Acha que eu não sei que você deu remédio pro meu pai tomar pra controlar o estrago que acontece na barriga dele quando ele toma leite? Você me fez ficar com uma ameaça a menos, sua feia – gargalhei quando Nat me deu língua.
O fim de tarde foi bem agradável. Eu estava até começando a gostar desse sorvete sem lactose, bom que tem um açúcar a menos e já ajuda na minha dieta. Eu já estava muito afeiçoada a Natalie e ainda bem que ela não ficou chateada comigo por ter convidado a mãe dela e me perdoou logo, eu ficaria bem triste se ela tivesse ficado com raiva de mim. Ela é uma fofa e apesar de algumas besteiras que ela fala, Edward a criou bem. A filhinha da mãe é muito educada.
No início da noite, como eu havia vindo com Edward no carro dele, ele foi me deixar em casa. Durante o caminho de volta, fomos rindo de Nat que cantava desafinada no banco de trás, ela jurava que sua voz estava combinando com a voz da Ariana Grande e segundo ela, era “pura inveja nossa”.
O problema veio quando ela se inclinou entre os dois bancos da frente para trocar de música e acabei olhando para a tela do seu celular que ela conversava com seu novo inseparável amigo ‘Matt’ e vi a mensagem que ela havia mandado pra ele.
“Tô indo pra casa agora, tava com meu pai e a namorada dele”
Namorada dele. Namorada dele. Namorada dele.
Isso ficou ecoando na minha mente. Eu não gostei da sonoridade. Eu não sou namorada de ninguém. Edward e eu temos um claro, evidente e objetivo acordo no qual tudo entre nós é apenas sexo e não temos nenhum tipo de relacionamento. Ok Natalie, já pode tirar seu pocotozinho da chuva. Nada de se iludir garota, você já é grandinha demais pra isso. O resto do caminho todo fui em silêncio, me limitava a dar alguns sorrisos – que provavelmente saíram como caretas- e só. Natalie não percebeu nada, continuou empolgada, mas Edward notou que eu tinha ficado estranha.
Ele não disse nada, apenas segurou minha mão e sorriu pra mim. Gente, por que esse homem tem que ser tão gentil? Bora amigo, pode voltar a ser o ogro que eu sei que você é. Se você não voltar a ser o grosso e irritante que eu conheci, minha mente vai ficar mais fodida ainda.
Vou pensar em coelhos sendo mortos pra ver se distraio minha mente, mas vendo agora, acho que é uma péssima ideia. Ah já sei, vou pensar em comida. Comida sempre me distrai.
— Tchau Bella, adorei passear com você – Nat se despediu de mim me abraçando quando os dois foram me deixar na porta de casa.
— Tchau fofinha, também adorei ver você bulinando seu pai. Ele merece – Nat sorriu e como Edward estava atrás dela, me mostrou o dedo médio fazendo com que eu gargalhasse.
Esse é o Edward que eu conheço. Que alívio.
— Me espera lá no carro filha, já vou indo lá.
— Como se eu não soubesse que vocês vão se beijar – ela revirou os olhos e pegou a chave do carro das mãos do pai murmurando alguma coisa que eu não entendi enquanto se afastava.
— Não vou ficar toda melosa me despedindo não. É tchau e acabou – falei quando ficamos sozinhos.
— Se você ficar toda melosa eu vou ficar bem assustado. Eu sou acostumado com você sendo grossa.
— Vai tomar no seu cu, Edward.
— Vou começar a te chamar de Fiona, se bem que até a Fiona é menos grossa que você.
— Cala a boca, seu sapo.
— Fiona.
— Eu te odeio – falei irritada.
Ele fitou meus olhos com tanta intensidade que eu não disse mais nada. O canto de seus lábios se repuxaram formando um sorriso torto que me deixou hipnotizada. Suas mãos me seguraram pela cintura se aproximando de mim roçando os lábios nos meus.
— Eu sei e o que sente eu sinto o mesmo por você – sussurrou em meus lábios antes de grudar sua boca na minha.
Cedo demais enquanto eu ainda curtia o beijo, Edward interrompeu nosso beijo piscando pra mim e murmurando um “até amanhã” indo embora e me deixando mais confusa ainda.
“Eu sinto o mesmo por você”? O que isso quer dizer? Que ele também me odeia ou que ele me acha uma sapa? Se bem que ele me chamou de Fiona, acho que ele deve me achar uma ogra, mas temos que entrar em consenso de que ele merece que eu seja grossa com ele. O universo vê como ele me irrita e como ele merece cada patada minha que ele recebe.
Bom, de qualquer forma eu que não vou ficar pensando nisso. Vou assistir mais alguns filmes e tentar ver se eu descubro mais algumas pistas que me ajudem a entender se eu ou não me apaixonando por ele.
Antes que eu pudesse ir pra o meu quarto, ouvi tocarem minha campainha. Se for Edward de novo eu vou dar na cara dele. Ele não esqueceu nada aqui e não tem porque voltar.
— Você não esqueceu nada o que faz... – me interrompi de falar ao abrir a porta e dar de cara com Alice e Rosalie – O que fazem aqui?
— Viemos conversar com você, bobinha – Rose falou sorridente já entrando e Alice seguiu seu exemplo.
Fiquei olhando as duas abusadas se acomodarem pleníssimas em meu sofá e a gêmea loira do próprio Lúcifer dar um tapinha no assento vazio ao seu lado.
— Senta aqui cunhadinha, vamos conversar – falou com um sorriso vitorioso no rosto.
Aí merda. Agora além de estar com a mente infernizada ainda vou ter que passar pela sabatina do fã clube organizado do lúcifer manifestado. Me ajuda Deus.
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