O chefe
34 Malditamente confusa
Notas iniciais
Malditamente confusa
▬ Bella ▬
Levei um dedo ao ouvido na esperança de tirar alguma possível cera que estivesse me impedindo de ouvir direito o que ele tinha dito, porém, não tinha nada. Estava limpinha como lembrava que estava. Limpa e cheirosa... bom, cheirosa talvez não tanto como eu estava de manhã porque né meus jovens, passei o dia trabalhando, mas eu ainda estava até cheirosinha. Hum... cheirinho de morango. Uma delícia.
Enfim, foco Bella. O que eu pensava antes? Ah sim. Lembrei, com que direito ele acha que pode vir aqui na minha casa olhar na minha cara e dizer que me ama? Ainda mais depois de ele ter sido um puta de um escroto comigo?! Meu sangue ferveu em pensar que Alice, Rosalie ou Esme possivelmente abriram o bico pra ele sobre a questão das ‘três palavrinhas mágicas’.
— Você tem falado com Alice, Esme ou Rosalie ultimamente? – questionei furiosa.
Ele pareceu não entender minha pergunta pois me olhou com o cenho franzido em confusão.
— Não – respondeu por fim – Elas tentaram encher o saco questionando porquê terminamos, então eu cortei a comunicação com elas – explicou levantando os ombros como quem pede desculpas.
Olhei bem pra sua cara pra ver se essa cara de cínico tremia um pouco, mas tudo que consegui ver foi a sinceridade em seus olhos. Inferno de olhos. Inclusive odeio, mentira, eu amo, mas não vou deixá-lo saber, tudo bem que ele já sabe, mas não vou deixá-lo saber de novo mesmo que ele queira... ai, são muitas vozes na minha cabeça ao mesmo tempo.
— Bella? – Edward me chamou parecendo preocupado.
Meu querido, eu já estou com muitas vozes na cabeça e você ainda me vem adicionar mais uma voz? Tome no seu rabo.
— Não, você não me ama – respondi por fim – Você só está dizendo isso porque nós terminamos. Você não precisa fazer isso Edward, aliás, seria mais digno da sua parte se não o fizesse – tentei não demonstrar o quanto dizer isso voz me abalava.
Uma coisa era admitir isso pra mim mesma, em meus próprios pensamentos, outra coisa totalmente diferente era dizer isso em voz alta. Não sei, é como se tornasse tudo ainda mais real.
— Como você...
— Olha só – o interrompi antes que ele prosseguisse com o que falaria – Eu te amava tá legal? Nós estávamos bem, daí você começou a do nada ser um escroto comigo, nós terminamos e você achou que seria bonito me demitir como punição. Eu fiquei péssima com isso, mas já estou bem. Eu estou bem— disse tentando me convencer disso – Então, pra que me tirar do meu eixo? Sabe, eu cheguei no meu limite emocional com você, mas agora estou finalmente bem, então, por que você está aqui?
— Eu não acredito que você tenha deixado de me amar assim tão rápido – ele falou dando um passo pra frente se aproximando de mim, como resposta, recuei dois passos – Bom, pelo menos eu não deixei de te amar nesse tempo e não teria como, eu sei que seus sentimentos assim como os meus não mudaram, o fato de que nos amamos não pode ser suficiente pra você?
— Seria, se fosse verdade.
— ‘Se fosse verdade’? – repetiu irônico – O que você quer dizer com isso?
— Você não me ama Edward, nunca amou – acusei – Talvez tenha certo apreço por mim e até goste, mas não é amor.
Edward me olhou com a boca aberta, parecia surpreso, mas logo sua expressão mudou dando lugar a uma feição onde suas sobrancelhas estavam franzidas e ele parecia realmente ofendido com algo. Agora pronto, quem tem que se ofender com algo aqui sou eu. O que ele vai fazer? Agir como a grande criança mimada que ele é e dar piti? Sinceramente, ele só pode dar piti já que não pode mais me demitir.
— Você acredita mesmo nisso? – questionou com seus olhos me fitando de forma indecifrável – Realmente acha que eu não te amo?
— Sim – confirmei – Eu sei disso, Edward. Não precisa tentar neg...
— Como você pode tão honestamente dizer que eu não te amo? – me interrompeu rudemente. Edward parecia irritado e isso me deixou apreensiva – Bella, eu sou o cara que tá sempre do seu lado, que te apoia em tudo que você quer fazer. Eu sou o cara que rodou Seattle inteira quase meia noite atrás de uma sopa pra você porque você estava com cólica. Eu sou o cara que foi com você pra um cemitério só pra te acompanhar enquanto você jogava ração de peixe em cima do seu peixe morto que foi enterrado ilegalmente. Você queria fazer uma tatuagem, mas estava com medo então eu fiz outra tatuagem só pra te incentivar e te mostrar que não era tão ruim assim só pra te dar coragem de você mesma fazer uma porque era o que você queria. Eu sou o cara que embarca em todas as suas ideias mais insanas só porque eu sei que te deixaria feliz e faço tudo de bom grado porque eu amo ver você sorrindo.
— Eu... -
Isabella – ele me interrompeu novamente e se aproximou ainda mais de mim, mas dessa vez eu não me afastei – Eu sou o mesmo cara que quando estava em Nova Iorque deu um jeito de apressar tudo o que tinha pra fazer, absolutamente tudo e despachar o pessoal no qual eu estava fechando um acordo milionário só pra conseguir voltar mais cedo e te levar pra Miami apenas porque você gosta do sol e eu sequer gosto de praia, mas queria ver você feliz e pra mim isso já valeu o mundo inteiro e faria de novo se preciso fosse, então, como você pode tão honestamente abrir a boca pra dizer que eu não te amo se tudo que eu faço e todas as minhas ações giram em torno de te mostrar o quanto eu te amo sou feliz por ter você comigo?
Palavras, cadê vocês?
Eu estava que nem a Lady Gaga, spechless. Sério, eu estava mesmo sem palavras, eu não sabia o que responder. Abri a boca, mas nada saiu, minha voz sumiu, as palavras foram dar uma volta e agora nem John estava por perto pra tocar uma musiquinha para acalmar meus nervos. Sinceramente, acho que eu não estava nem respirando.
— Bella – Edward chamou minha atenção novamente – Acha mesmo que se eu não tivesse certeza do que sinto por você deixaria você ter contato com minha filha? – ele esperava uma resposta? Porque honestamente, estou tão em estado de choque que se perguntarem meu nome eu respondo ‘pipoca’ – Não permitiria porque se você fosse apenas algo casual pra mim, depois você sairia da vida dela e depois ela ficar triste, mas não é isso. Caralho, como eu te amo e sim, meus planos com você vão muito além de só...
— Você nunca disse que me amava – o interrompi.
Não queria ouvir o que ele tinha pra falar pois eu estava confusa como o inferno. Droga! Edward tinha a capacidade de me deixar malditamente confusa e agora eu não sabia nem o que pensar. Ele me olhou como quem não acreditava no que eu dizia.
— Isso é o que te preocupa? – perguntou chocadíssimo. Querido, quem está chocadíssima aqui sou eu – O fato de eu nunca ter dito isso tão abertamente?
— Por que você nunca me disse isso?
— Honestamente? – assenti concordando – Porque eu achei que já estava claro como cristal. Bella, eu sigo a filosofia de vida de que ‘palavras sem ações são inúteis’. Não adianta dizer que eu te amo se eu não demonstrar isso pra você a cada segundo do dia.
— É – concordei ainda confusa – Mas... ai, eu até concordo mas... sabe, dizer isso de vez em quando também é importante. Não sei você, mas pessoas normais, tipo eu precisam desse tipo de coisa de vez em quando.
— Me desculpe. Desculpe tá legal? Não imaginei que fosse tão importante falar isso mais vezes, eu juro que vou melhorar isso em mim só por favor, duvide de tudo, menos que eu te amo e que depois da Nat, você é a pessoa mais importante da minha vida.
Tudo o que ele falou é bem verdade, se eu for parar para avaliar agora, ele realmente está sempre demonstrando que me ama, desde os seus pequenos gestos até os seus maiores gestos. Mas ainda assim, isso tudo que ele falou diverge com a forma como ele tem agido comigo e ainda não explica uma coisa.
— Então por que você foi um baita de um filho da puta comigo? – perguntei furiosa ao lembrar da forma infantil como ele me dispensou da empresa – Eu terminei com você e pra me punir você me demitiu. Sério isso? Dessa vez você se superou hein.
— Não te demiti por isso.
— “Você está desperdiçando seu tempo aqui” – ironizei imitando sua voz – Vai dizer que esse foi o motivo?
— Essencialmente? Sim – concordou – Bella, você precisa se olhar em um espelho quando fala da sua confeitaria. Seus olhos brilham de uma forma tão genuína e é possível ver o quanto você quer isso. Você só tem medo de tentar, não vou mentir, não queria de forma algum que você deixasse a empresa, mas não te manteria lá por puro egoísmo meu...
— Então por que você só não me chamou pra conversar e disse “querida, você foi boa, mas seus serviços não serão mais necessários”? Você poderia só ter conversado comigo, sabia?
— Bella, eu te conheço melhor que isso – o olhei com desdém esperando ele concluir sua fala para eu rebater e dizer que ele está errado – Eu poderia ter mantido seu emprego e te deixar pra fazer aos poucos, mas você iria enrolar pra sempre e sempre ia achar uma desculpa pra adiar um pouco mais. Poderia também te chamar pra conversar e te demitir amigavelmente, mas você ia ficar extremamente triste e ia se passar o dia trancada no quarto sentindo pena de si mesma e mais uma vez, ia arranjar desculpas pra não começar – ele me olhou nos olhos de uma forma tão intensa que podia jurar que ele estava enxergando através de mim – Mas escolhi te levar ao seu limite e te fazer ficar com raiva de mim. Bella, eu precisava que você ficasse com raiva suficiente para sentir ódio pois você é movida a base da raiva. Se ficasse com tanta raiva, tanta raiva ia se recusar a ficar parada pensando nisso e iria canalizar sua raiva, revolta e indignação para outra coisa e a única coisa que você teria para canalizar seria pra começar a monta sua confeitaria, mesmo que isso me custasse ficar sem você, por isso fiz você me odiar – ele esticou a mão para tocar meu rosto, eu ia o impedir, mas sentia falta do seu toque – Você não sabe como foi difícil pra mim não ir atrás de você e implorar de joelhos aos seus pés para me perdoar, esquecer tudo e deixar as coisas como estavam, mas não faria isso com você.
— Mas eu pod...
— Só me responda uma coisa, sim? – sem saber o que responder, concordei com um aceno de cabeça – Agora que está tudo encaminhado na sua confeitaria, acha que valeu a pena? Quero dizer, você está feliz com o rumo que as coisas estão tomando?
Respirei fundo.
— Sim – concordei com a voz baixa – Eu não poderia estar mais feliz com minha confeitaria, está ficando como eu sempre quis – sorri ao lembrar de como estava a decoração – Eu fiz um bom trabalho lá.
— Então mesmo que você não me aceite de volta, pra mim vai ter valido a pena – só notei o quão próximos estávamos quando senti sua respiração em meu rosto – Porque pra saber que você está feliz ou que alcançou uma realização pessoal sacrificaria tudo, até minha própria felicidade e faria tudo de novo se preciso fosse.
— E acredite, você sacrificou mesmo – rebati ácida.
Mas na verdade, eu só estava ressentida com ele.
— Eu não acredito que você tenha esquecido de tudo o que tivemos – ele falou moldando seu corpo ao meu, tive que abafar a vontade de suspirar alto – Do jeito como eu te toco – sua mão deslizou desde a minha coluna até chegar em minha nuca onde ele infiltrou os dedos por meu cabelo – E de como nós somos bons juntos – seus lábios tocaram a pele do meu pescoço. Fechei os olhos instantaneamente e me senti até tonta, mas sua outra mão me segurou firme pela cintura – Bom é até uma ofensa – sussurrou com a voz grave contra minha pele – Somos excelentes juntos.
— Hmm... – sem que eu permitisse, um gemido passou por minha garganta denunciando o quanto eu gostava do seu toque.
— Nós pertencemos um ao outro Bella – com a mão que estava em minha cintura, ele suspendeu minha blusa e tocou diretamente a pele da minha cintura, causando arrepios por todo meu corpo – Olha como o seu corpo reage a mim – ele passou a mão por meu braço que estava arrepiado, deslizou a mão por toda extensão da minha pele até chegar em minha mão a segurando e levando até seu membro por cima da calça me fazendo sentir sua ereção. Como reflexo, pressionei seu membro por cima da calça arrancando um gemido abafado dele – Mas olha oque você faz comigo também. Vê como somos ótimos juntos? – nada respondi pois nem se eu tentasse falar algo minha voz sairia – Me diz que você não me quer mais, que não quer mais ficar comigo e que me quer fora da sua vida que eu me afasto e vou embora. Diga que não quer, Bella.
FODA-SE. ESSA. MERDA.
Fiquei na ponta dos pés até conseguir alcançar seus lábios. Quando nossos lábios se tocaram eu juro que estava ouvindo um coro de aleluia e vários fogos de artifício explodirem causando um lindo espetáculo de cores para comemorar o fato de que eu estava sentindo seus lábios nos meus novamente.
Passei meus braços ao redor do seu pescoço me grudando ainda mais a ele. As mãos de Edward agarram minha bunda com força apertando minha carne, gemi alto em sua boca. Eu realmente sentia falta do toque de suas mãos em meu corpo. Sua boca na minha era a melhor coisa do mundo e quando sua língua macia e quente tocou a minha, eu senti como se eu pudesse ter um orgasmo apenas com o contato. Suguei sua língua saboreando seu gosto que eu tanto senti falta.
Sua boca deixou a minha e desceu por meu pescoço, ele passou a ponta da língua por toda extensão e eu juro, juro que estava no céu. Eu estava sentindo umas coisas que olha, nunca tinha sentido antes e não sei mais se eu estava em mim ou se meu espírito saiu do corpo e eu observava tudo de longe.
— Você não sabe como eu senti falta da sua pele, do seu cheiro... de você inteira – ele dizia enquanto suas mãos estavam em todos os lugares do meu corpo, especialmente na barra da minha blusa a suspendendo para tirá-la do meu corpo.
— É? Então já pode começar a demonstrar – respondi.
É como dizem né, melhor se arrepender do que passar vontade, não que eu vá me arrepender, eu nunca me arrependia de transar com Edward, pelo contrário, eu sempre queria mais. Além do que, eu não tenho nada a provar pra ninguém, eu sou adulta, independente, pago minhas contas, sou cristã e vegana, foda-se, eu transo com quem eu quiser a hora que eu quiser e se eu não gostar, o dispenso depois... como se eu fosse não gostar de estar com Edward.
Edward me deu seu melhor sorriso sacana enquanto passava minha blusa por minha cabeça e suas mãos iam de encontro ao fecho do meu sutiã o abrindo e se livrando imediatamente da peça.
— Porra, sim... – gemi com seus lábios em volta do meu seio, sua língua brincava com meu mamilo enquanto uma de suas mãos massageava meu outro seio.
Oh sim, eu realmente sentia falta do seu toque. Agarrei um tufo de seus cabelos acobreados o puxando novamente para meus lábios em um beijo urgente. Não era ele que merecia se divertir, ele foi malvado comigo, merecia ser castigado.
— Vamos lá pro quarto – falei desgrudando minha boca da dele.
— Não quero, estou com tanta saudade de você que n...
— Não perguntei se você quer – o interrompi – Falei que nós vamos lá pro quarto.
Me afastei dele o puxando pela mão em direção ao quarto.
— Autoritária. Sexy – ao ouvir o que ele tinha dito, me virei pra ele e me limitei a piscar sedutoramente pra ele como resposta.
— Já pode tirar sua roupa, não é como se você fosse precisar delas agora – disse assim que entramos no quarto.
Não esperei por sua resposta. Apenas me virei indo até meu guarda roupa e pegando de lá a caixa em que eu coloquei as coisas que comprei no sex shop em Miami e aqui em Seattle. Revirei a caixa e só me contentei quando eu achei as algemas.
— Senta aqui – disse arrastando uma cadeira até o meio do quarto.
Edward foi até bem obediente. Uma pena, queria que ele fosse mal criado, ia adorar o punir ainda mais. Mas vou punir do mesmo jeito.
Ele sentou onde eu indiquei, ele nada dizia, apenas acompanhava meus movimentos com o olhar. Nossa, como eu senti falta de vê-lo sem roupa alguma, mas depois apreciaria mais a visão... ou melhor, sentaria melhor. Dei a volta na cadeira até parar atrás dele, segurei suas mãos para trás da cadeira e o algemei com os braços para trás.
— Caralho, eu só fico mais excitado a cada segundo – sua voz grave quebrou o silêncio do quarto – Pode me usar inteiro, sou todo seu.
— Mas quem te deu permissão pra falar? – rebati. Fui até meu guarda roupa novamente e peguei de lá a venda e a chibata que eu tinha comprado – Se você continuar falando sem ser autorizado, eu vou te punir e vou te virar a visão – disse erguendo a venda para que ele visse do que eu falava – E eu tenho certeza que você ia adorar continuar vendo tudo.
Edward se limitou a acenar um ‘sim’ freneticamente com a cabeça. Ele tinha um sorriso sedutor/sacana no rosto. Eu estava molhada só em olhar pra esse sorriso no rosto dele.
Estava me sentindo inspirada, então deixei ele sentado no meio do quarto e tratei de ir vestir uma lingerie bonita. Não custa nada se sentir bonita né?! Ajeitei a lingerie ao meu corpo, admirei minha imagem no espelho e com a chibata em mãos, voltei para onde ele estava.
— Sabe Edward, na última vez que nos vimos, você foi um péssimo namorado – falei enquanto passava a chibata em suas costas, ele me olhava cheio de expectativa – Sabe como garotos malvados merecem ser tratados? – ele se limitou a sinalizar um ‘não’ com a cabeça – Com punições e honestamente, eu acho que você merece sofrer um pouco mais.
Afastei a chibata da sua pele e lhe dei uma chibatada, talvez com um pouquinho mais de força que o necessário, mas nada absurdo. Ele gemeu abafado prendendo o lábio inferior entre os dentes. Imaginei que fosse de dor, mas após ver a expressão em seu rosto, concluí que seu gemido era na verdade de dor e prazer. Isso me incentivou a continuar, continuei passeando com a chibata por seu corpo, só que agora por seu peito.
— Sabe, eu até gosto de te ver marcado – vi o brilho de desespero e excitação em seu rosto.
Não que eu fosse bater em seu peito, a chibata é de couro e na costa provoca uma dor prazerosa, no peito acho que seria só uma dor dolorida mesmo, mas vê-lo temeroso quando a isso me excitava. Não nego.
— Eu realmente gosto quando você me marca.
— Que triste seria se eu te vendasse – falei sugestiva passando agora a chibata por suas pernas torneadas – Realmente uma pena já que eu gosto dos seus olhos.
— Me calei já – se apressou em falar.
Não resisti. Dei uma chibatada em sua coxa, eu queria mesmo vê-lo marcado.
— Hum... – ele gemeu alto não se preocupando em se conter.
Lhe castiguei mais uma vez com mais uma chibatada na costa sendo agraciada com o som de um gemido contido em sua garganta e vendo-o respirar fundo.
— Agora Edward, diga que você vai se comportar – ordenei parando em frente a ele e mantendo meu rosto próximo ao seu.
— Eu vou me comportar – prometeu mantendo seus olhos fixos ao meu.
— E que vai ser um bom garoto agora.
— Eu vou ser o melhor, Isabella – o som grave de sua voz falando meu nome foi direto para o meu centro me deixando ainda mais molhava e meu sexo pulsava querendo tê-lo em mim.
Mordi o lábio prendo o riso.
— Muito bem – eu até queria brincar um pouco mais de punir ele, mas eu também queria brincar com os outros itens do sex shop, então deixei a chibata de lado e peguei a caneta comestível, olhei para as três que eu havia trazido e escolhi a de menta. Edward e menta me parece uma boa combinação – Agora, me diz o que você quer que eu faça – disse me ajoelhando na frente dele e ficando entre suas pernas.
— Sabe o que eu quero, Isabella? – sua voz rouca e seu olhar intenso sobre mim faziam coisas inexplicáveis com meu corpo – Quero que você chupe meu pau. Quero essa sua boquinha linda toda em volta do meu pau colocando tudo, fundo até bater na sua garganta.
— Você é tão romântico Edward, sempre sabe a coisa certa a dizer – pisquei pra ele.
Ambos sabíamos que se tem uma coisa que eu não estava sendo, essa coisa é irônica.
Depositei uma boa quantidade do conteúdo da caneta comestível em seu membro, em seguida, o segurei pela base e sem desviar um segundo meu olhar do seu, o coloquei na boca de uma vez até encostar em minha garganta. Edward gemeu alto fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. Devagar, o tirei quase todo da boca, parando quando cheguei até a cabeça rosada e dediquei uma atenção especial chupando o local enquanto uma de minhas mãos apertava sua coxa com força e a outra massageava suas bolas.
— Inferno de mão algemada – ele grunhiu – Você já pode me soltar daqui, Isabella.
Eu sorriria malvada se não estivesse com ele na boca. Passei a língua por toda extensão, desde a base até o topo.
— Hum... Isabella – o som abafado da sua voz só me fazia querer provoca-lo um pouco mais.
Devia deixa-lo implorar um pouco mais? Por que não?!
Espalhei um pouco do conteúdo da bendita caneta comestível por sua virilha e lambi o mais devagar possível o local e enquanto fazia isso, segurava seu pau sentindo suas veias pulsar em minha mão. Movimentei minha mão para cima e para baixo em movimentos firmes, sincronizados e ritmados. O coloquei de volta na boca aproveitando cada segundo do que eu já sabia: Edward e menta eram deliciosos.
Quando senti que ele estava próximo de atingir o orgasmo, fiz a coisa mais malvada que consegui pensar: parei o que estava fazendo e me afastei.
— Puta que pariu, Isabella – Edward rugiu irritado e arfante – Caralho.
Cínica, pisquei pra ele ao me levantar e ir até a caixa com os itens do sex shop. Quantos desses itens eu consigo usar hoje?
— Acho melhor você me soltar ou eu não respondo por mim – continuei o ignorando – Eu estou falando sério, eu juro que arrebento essa algema e ela não parece ser a mais resistente do mundo.
Até considerei não lhe dar ouvidos, mas do jeito que ele estava parecendo um animal no cio, ele realmente faria isso e eu gostava dessa algema. Peguei a chave da algema e o libertei. Ele esfregou os pulsos e em seguida fez menção de levantar.
— Pode ficar aí – falei o impedindo de levantar – Hoje vamos transar nessa cadeira. Vamos testar suas habilidades.
Peguei a hotball com glitter e ergui mostrando a ele a pequena bolinha dourada, tratei de apagar a luz e deixar apenas a lanterna do celular ligada, liguei a lanterna do celular dele também.
— É hoje que vamos ver seu pintinho virando vagalume e brilhando amarelinho – falei empolgada.
— Caralho, na mesma medida que você sabe como me excitar, você sabe como me broxar – ele balançou a cabeça como se afastasse um pensamento.
— O sabre de luz já foi, agora você vai ser vagalume – ignorei o que ele disse anteriormente.
Ele até fez menção de falar algo, mas pareceu desistir em seguida. Estourei a hotball em minha mão vendo o líquido brilhante dourado escorrer, em seguida, espalhei por todo membro de Edward. Ele ficou olhando para seu membro que começou a assumir uma coloração dourada brilhante e fez uma cara estranha.
— Espadas podem ser douradas? – questionei curiosa.
— Não sei?
— Foda-se, na minha mente vão ser – passei uma perna por cada lado do seu corpo e segurei seu membro o posicionando em minha entrada. Me abaixei sentando nele até deslizar totalmente e eu ser completamente preenchida por ele – E quem me tirar daqui pode ser nomeado o próprio rei Arthur – praticamente gritei quando o senti fundo dentro de mim.
— Então não teremos rei Arthur nenhum – disse e seus lábios tomaram os meus em um beijo sôfrego.
Sentir sua língua embolando com a minha enquanto suas mãos apertavam meus seios com força e seu membro dentro de mim me fazia sentir completa. Eu me sentia gloriosamente preenchida e adorava cada segundo dessa sensação.
Edward agarrou minha cintura segurando com força e firmeza enquanto me ajudava a subir e descer rebolando em seu membro. Meus gemidos eram abafados pela sua boca na minha. Eu estava há três semanas sem sexo, eu estava no meu limite e sabia que não duraria nada e sentia que Edward estava na mesma situação que eu. Apoiei minhas mãos em seu ombro para ter mais apoio e apoiando bem os pés no chão, cavalguei em seu membro e Edward mexia seus quadris tanto quanto podia, se considerar que estávamos em uma cadeira.
— Edward – gemi – Eu não vou aguentar muito.
— Não se prenda baby – incentivou – Goza pra mim, Isabella.
Bom, eu não me faria de rogada, essa era apenas a primeira da noite e a noite é uma criança. Além do que, conhecendo Edward como eu bem conhecia, não pararíamos tão cedo. Ele levou uma mão até meu clitóris me estimulando e foi exatamente o que eu precisava para chegar a um dos melhores orgasmos que eu já tive na vida e posso seguramente dizer que todos os melhores orgasmos da minha vida foram com ele. Edward impulsionou o quadril se afundando ainda mais em mim em fortes investidas mais umas duas vezes até por fim ele liberar seu prazer em mim.
Sim, apenas agora eu estava de fato gloriosamente preenchida por ele e inferno, como eu sentia falta disso.
Deixei meu corpo cair sobre o seu e apoiei minha testa em seu ombro. Se mantendo o ritmo de sexo constante com ele meu pulmão já era uma droga, agora que passei tanto tempo longe é que piorou de vez.
— Respira Bella – Edward disse afagando minhas costas – Respira porque vamos já tentar algo diferente.
— Tipo?
— Já que você já usou comigo o que queria do sex shop, eu quero usar também o único item que eu comprei – falou com a voz sugestiva.
— O que... ah – me senti corar só em lembrar – Agora?
— Você tem sugestão de hora melhor?
Existe alguma ‘hora melhor’ para sexo anal?
Foda-se, estou na vibe, vamos fazer.
— Certo, pega lá o tal do anestesiante então – não precisei falar duas vezes.
Edward levantou quase que num pulo e saiu remexendo na caixa em que eu guardava os itens do sex shop até achar o anestesiante anal que compramos em Miami. Ele parecia uma criança em seu parquinho favorito quando voltou com a bisnaga azul em mãos.
Ele simplesmente a jogou na cama e deitou seu corpo por cima do meu beijando meu corpo e subiu de volta para minha boca.
— Fica de joelhos se apoiando na cabeceira – sugeriu apontando para uma das extremidades da cama.
Fiz sem pestanejar o que ele falou. Separei as pernas e fiquei de joelhos na cama apoiando as mãos na cabeceira da cama. A ansiedade estava me devorando inteira e sem pudor nenhum. Ansiedade e uma pitada de receio, convenhamos, Edward é grande, já é difícil ele caber inteiro na minha “entrada regular”, imagina sendo na minha ‘portinha de trás’. Seja o que os deuses do sexo quiserem.
Edward segurou meu cabelo em suas mãos o suspendendo e desceu com a boca espalhando beijos molhados por todo meu pescoço e foi descendo por toda a linha da minha coluna. Fechei os olhos apenas me permitindo sentir todas as sensações que ele provocava em meu corpo. Gemi baixinho quando uma de suas mãos deslizou até meu centro me penetrando com dois dedos. Por instinto, rebolei em seus dedos e me sentia cada vez mais excitada só por ter sua boca em minha pele e seus dedos em mim.
Edward espalmou uma das minhas mãos em minha bunda e deu um leve beliscão me arrancando um gritinho de dor e prazer. Eu sentia seu membro melando minha costa e isso só me deixava em mais expectativa. Seus dedos hábeis e experientes se moviam em mim e com seu polegar ele estimulava meu clitóris me fazendo alcançar uma vez mais o ápice do prazer e escorrer por minhas pernas.
Edward usou meu mel para espalhar por meu sexo e meu ‘botãozinho de trás’, chamemos assim. Ele se inclinou para o lado e pegou algo que logo identifiquei como sendo o anestesiante. Ele fez questão de me deixar bem lubrificada na parte de traz e espalhou o anestesiante pela minha outra entra.
Engoli em seco de nervosismo e ansiedade em senti-lo pela primeira vez na minha outra entrada. Fazer isso com ele era novo para mim e eu estava cheia de expectativa.
— Você está pronta? – perguntou com a boca próxima ao meu ouvido.
— Sim – sussurrei.
— Certeza? Se achar que não...
— Eu estou – o interrompi.
Agora eu estava ansiosa para fazer isso e realmente queria.
— Se você sentir qualquer desconforto, me avisa que eu paro, sim? – assenti concordando.
Eu sentia meu coração acelerado enquanto Edward se posicionava atrás de mim. Não sei porque estava tão nervosa, eu já tinha feito isso antes, talvez seja porque agora além da clara tração sexual entre nós, também tinha sentimentos envolvidos. Não acho que isso explique, mas na dúvida, essa será minha justificativa.
Edward encostou a cabecinha do seu membro em minha portinha de trás pedindo passagem e eu desejei tanto ter algo em minha boca para morder para conter a vontade de gritar. Não de dor, mas não sei, de alguma coisa. Não vou mentir, no começo foi um pouco... hum... desconfortável, digamos assim.
Edward não era pequeno e em minha estreita entrada, ficou maior ainda. Estou que nem aquela música da Madonna, me sentindo como uma virgem. A excitação, expectativa, nervosismo e ansiedade corriam por minhas veias, todas ao mesmo tempo e como reflexo, sentia o ar pesado circulando por meu pulmão tornando minha respiração instável. Respirei fundo tentando conter o máximo de oxigênio possível em meu pulmão e me foquei em não contrair meus músculos, eu sei que se o fizesse, poderia ser desconfortável de um jeito ruim, então tentei relaxar.
Ao notar meu estado, Edward levou uma mão ao meu seio direito o acariciando, a outra até minha feminilidade e seus lábios tocaram meu pescoço em beijos suaves. Isso me ajudou -e muito- a relaxar. Aos poucos, meus músculos foram relaxando conforme suas carícias se tornavam mais intensas.
— Calma, relaxa – Edward sussurrou em meu ouvido – Isso é pra ser prazeroso pra você também e só vai ser se você estiver relaxada.
Sinalizei um ‘sim’ com a cabeça. Agora eu já estava bem mais relaxada e já não era mais incômodo, Edward estava sendo cuidadoso e carinhoso, como ele disse que seria. Após perceber que eu já estava relaxada, ele apertou minha cintura e empurrou, com cuidado, seu quadril para frente introduzindo toda a cabeça.
Era uma sensação diferente das outras vezes que já fiz anal, era boa e após o desconforto inicial, era realmente bem mais prazerosa. Não contive um alto gemido ao sentir o prazer tomando conta do meu corpo. Pendi a cabeça para trás apoiando no peito de Edward e só notei o quão ofegante estava quando meu peito doeu, mas ainda assim, meu corpo era puro prazer.
— Tão apertada – ele gemeu com a voz grave em meu ouvido – Gostosa como o inferno.
Ele empurrou o quadril para frente colocando ainda mais fundo em mim. Agarrei com mais força a cabeceira da cama gritando de prazer, o som dos nossos gemidos se misturavam preenchendo o quarto tornando-se os únicos sons audíveis.
Quando me acostumei com ele totalmente dentro de mim, rebolei em seu pau e isso foi como um convite para ele que começou a estocar em mim, primeiro devagar e gradativamente foi aumentando a velocidade dos seus movimentos. Isso estava quase que literalmente me levando ao céu. Senti sua mão espalmada em minha bunda e em seguida, um tapa em minha nádega.
— Edward – gemi alto.
Ouvi o som de sua risada e mesmo sem olhar pra ele, podia jurar que ele estava com aquele sorriso safado no rosto. A cada investida dele sentia meu corpo perdido em um frenesi e as ondas de prazer eram tudo o que eu sentia. Eu gemia sem nome sem pudor algum rebolando nele buscando mais atrito. Edward desceu a mão até tocar meu clitóris o pressionando entre seus dedos me estimulando, sua boca em meu pescoço com certeza deixaria marca no dia seguinte, mas... FODA-SE. Os espasmos violentos tomaram meu corpo contraindo meus músculos quando atingi o ápice do prazer. Edward continuou investindo fundo em mim até que ele próprio atingiu o prazer.
Tombamos na cama suados, ofegantes e não sei ele, mas eu estava morta. Mortinha da silva.
MELHOR SEXO ANAL DA MINHA VIDA.
Não que eu vá querer repetir isso sempre, mas eu realmente gostei da experiência.
Edward me puxou para deitar em seu peito, beijou o topo da minha cabeça me aninhando em seus braços e ficamos em silêncio até nossas respirações voltarem ao normal.
— Bella? – ele me chamou após um tempo em silêncio, levantei o olhar para ver o que ele queria – Eu te amo, de verdade, e prometo que vamos trabalhar melhor em nossa comunicação para que não haja mais essas falhas, mas por favor, não duvide nunca do que eu sinto por você – pediu.
Eu podia notar a sinceridade presente em suas palavras, dane-se, isso é suficiente pra mim. Assenti concordando, mas ainda queria punir ele, então ele não ouviria um ‘eu te amo’, não hoje.
— O que foi? – questionei ao ver que ele ria baixo.
— Analisando minhas ações agora, eu cheguei à conclusão que Jasper tinha razão – ele disse entre risadas – O amor é mesmo altruísta.
— O que? – perguntei confusa.
— Nada, só não deixa ele saber que eu concordei com isso.
O olhei sem entender nada, mas decidi que não questionaria nada. Eu hein, 100% estranho.
[...]
— Edward – chamei sua atenção enquanto tirava da geladeira um pudim que eu havia feito no dia anterior – Apesar do que aconteceu, nós ainda não voltamos, você está ciente, não está?
Ele sorria e o sorriso de seu rosto foi sumindo até a expressão em seu rosto tornar-se séria.
— Bella...
— Estou falando sério – o cortei – Eu até te desculpei, talvez não totalmente. Você não tem noção da raiva que eu ainda estou sentindo de você. Sério, minha vontade é socar sua cara bonita até minha raiva passar por completo.
— Então faça isso – falou ao se aproximar de mim até ficar a minha frente – Se isso for te fazer sentir bem, se você precisa disso para me perdoar totalmente. Eu não me importo, eu só preciso que você seja minha de novo pois não sei o que farei da minha vida se eu não tiver você – ele dizia segurando minha mão enquanto olhava intensamente em meus olhos.
Ok, se ele insiste, eu não me faria de rogada.
Sorri gentil pra ele soltando sua mão da minha. Apoiei minhas mãos em seus braços apertando com certa força e ainda sorrindo o mais gentil que consegui, ergui a perna se dando uma joelhada certeira bem no meio de suas pernas. Edward arregalou os olhos, inclinou seu corpo para frente gemendo alto de dor.
— Filha da puta – bradou com as mãos entre suas pernas – Por que fez isso?
— Você disse que eu podia te bater – dei de ombros.
— Sim, na minha cara – o seu rosto estava contorcido em uma expressão de pura dor.
Eu achei até engraçado.
— Já que insiste – me inclinei em sua direção e espalmei a mão em seu rosto em um audível e sonoro tapa em seu rosto.
MINHA ALMA ESTÁ LAVADÍSSIMA.
— Filha da... – ele não continuou sua fala, apenas caiu de joelhos no chã ainda segurando suas partes íntimas e seu rosto onde levou o tapa estava vermelho.
— Se for pra bater e não doer de verdade, eu nem bato – disse orgulhosa de mim mesma.
— Podemos agora, por favor voltar a namorar? – pediu em um fio de voz.
— Não, você ainda está em fase de teste. Se você não frescar com minha boa vontade, daqui pro natal eu deixo você saber se nós ainda estamos namorando – agi como se não fosse grande coisa.
Dei a volta indo sentar no banco próximo a ilha da cozinha e servindo pudim para mim e para Edward. Claro que nós ainda estávamos namorando, mas ele não merecia saber disso ainda. Ele que lute.
— Fui agredido a troco de nada?
— A troco da minha paz interior – me fiz de inocente – Isso não te basta?
Com a cara mais irritada do mundo, ele me olhou sério erguendo a mão e me mostrando o dedo médio. Explodi em uma sonora gargalhada.
Bella 1 x Edward 0.
A vida é justa irmãos.
[...]
— Uau – Edward disse impressionando olhando em volta – Pelo que Natalie contava, eu já imaginava que estava ficando muito bonito, mas pessoalmente está simplesmente... uau.
— Eu sei – concordei me sentindo orgulhosa de mim mesma – Está como eu sempre sonhei.
Tudo bem que já passava da meia noite, mas Edward insistiu que queria ver como estava ficando a cafeteria e só sossegou quando eu concordei em o trazer aqui. Ele ficou impressionadíssimo em ver como estava ficando e fazia questão de repetir o quanto estava bonito. Segundo ele, o que ele mais gostou foi do piso ser revertido em madeira, segundo ele, dava um toque especial e o piso de carvalho contrastava bem com o tom pastel que escolhi para as paredes e o fato de eu ter escolhidos mesas e cadeiras brancas harmonizava tudo muito bem.
Fiquei mais orgulhosa ainda primeiro porque ele é um reclamão de marca maior e não é por ele estar comigo que ele reclamaria menos caso realmente não tivesse gostado, segundo porque eu que montei a cartela de cores então... PONTOS PARA MIM.
— Aliás Edward, seu pai se recusa a devolver a gaiola do Convergir porque ele acha esmo que eu vou devolver o MEU hamster pra ele, tem como ir atormentar a alma dele e fazer ele me devolver? – pedi quando estávamos entrando no carro para voltar para minha casa.
— Esse rato ainda está vivo? – questionou divertido – Aliás, você já deu banho nele ou ele continua encardido?
— Já falei que ele não é encardido, ele é loirinho – fechei a cara pra ele – Mas sim, ele está vivíssimo e banhado, mas eu acho que eu ainda não alimente ele hoje... ou ontem – Edward me olhou com uma cara estranha quando respondi.
— Eu temo pela vida desse rato – respondeu por fim.
Bom, eu decidi ignorar.
Na volta para casa, Edward se recusava a soltar minha mão, estava sempre com a boca em mim e repetindo o quanto estava feliz por poder estar comigo de novo. Eu até gostava de ver ele todo emocionadinho assim, mas ele estava melzinho demais e muito doce enjoa. Acho que vou ter que despachar ele para ir dormir na casa dele.
— OH MEU DEUS – gritei emocionada ao ver na entrada do prédio uma caixa com dois filhotinhos de cachorros – O natal chegou mais cedo e eu fui presenteada com essas lindezas.
Corri em direção a caixa onde estavam os filhotinhos abandonados. Creio que deveriam ter mais, mas alguém deve ter levado o resto e sobraram apenas dois.
— Um pra mim e um pra Nat...
— Não – Edward foi rápido em me cortar – Esse bicho não vai pra minha casa e Nat não vai ter um cachorro. Ela sabe disso e já se conformou.
— Mas é um vira lata caramelo – falei pegando um deles no colo e abraçando – Eles são gente finíssima, melhor que muita gente, inclusive você.
— Foda-se, Nat não vai ter um desses e recomendo você a n...
— Vou ficar com os dois – o ignorei completamente pegando os dois filhotes no colo.
— Bella, você não alimenta nem o seu hamster...
— Você ainda está em período de teste – o lembrei – Se frescar muito comigo o teste acaba agora e você vai ser dispensado.
— Não tá mais aqui quem falou – respondeu mal humorado.
— Ótimo, agora você leva esse – coloquei o filhote em seu colo e apesar da cara feia, ele pegou sem vontade o cachorro – Esse – apontei para o filhote em meu colo – Vai ser o Jadite e esse – apontei com a cabeça para o filhote em seu colo – Vai ser o Colidir.
— Hã?
— É porque já tem o Convergir, agora vai ser o Colidir e esse vai ser o Jadite porque não consegui pensar em um nome que combine com os outros dois nomes.
— Eu não tenho nem palavras pra isso, Bella.
— Ótimo porque daí não enche o saco.
Lhe dei as costas entrando no prédio e esfregando o cachorrinho em minha cara. Ele é tão fofinho. Edward ficou reclamando sobre eu não saber se os cachorros estavam limpos ou não, mas óbvio que eu ignorei. Eu virei quem eu mais queria ser: mãe de bicho.
Peguei o Jadite o colocando em cima da mesa de centro da sala e tirei uma foto dele.
— Pra quem você vai mandar a foto? – Edward perguntou curioso sentando ao meu lado e esticando o pescoço para olhar pra tela do meu celular – Se for pra Nat só vai fazê-la sofrer porque ela não vai ter um cachorro.
— Você é um porre, Edward – revirei os olhos – Mas vou mandar pro seu pai, vou dar o Jadite pra ele se ele me devolver a gaiola do convergir.
— Você tem o número de Carlisle?
— Sim. Nós temos um grupo no whatsapp que estão a Rose, Alice, sua mãe, seu pai, o Emmett, o Jasper e a Nat – respondi.
Edward franziu o cenho e me olhou como se estivesse ofendido.
— Por que eu não estou nesse grupo?
— Porque a gente não te queria nele – respondi como se fosse óbvio porquê... era óbvio.
Edward abri a boca surpreso e notei que ele ficou um pouco chateado com isso. Respirei fundo, lá se vai eu ter que consertar os sentimentos da donzela.
— Foi na época que terminamos – expliquei – Não estávamos nos falando e seria estranho se você estivesse, entende?
— Não, mas acho compreensível.
— COAGIR – gritei – O nome do Jadite pode ser Coagir, aí vai ser o Convergir, o Colidir e o Coagir.
— Pelo amor de Deus, não. Tenha pena da reputação desses animais Bella – Edward parecia realmente sentir pena dos bichinhos – Você com certeza vai vestir neles uma roupa ridícula, deixa pelo menos o nome como Jadite que é menos feio.
— Verdade, eles vão mesmo usar roupinha – refleti.
— Sem contar que esses cachorros são cabeçudos, é assustador.
— Você também é cabeçudo Edward, mas mesmo assim consegue ser bonitinho – apertei sua bochecha – Mas não importa, Carlisle vai trocar o nome do bicho de qualquer forma, então tanto faz se for Jadite ou Coagir.
Enviei a foto para o grupo onde todos estávamos – menos Edward- e torci para Carlisle aceitar minha barganha. Eu paguei mito caro na gaiola do Convergir para Carlisle querer me usurpar desta forma. Era um absurdo meu filho peludo ter uma casinha e ter que ficar morando em uma caixa com furinhos, de vez em quando ele fugia da caixa e eu passar horas procurando-o pelo apartamento. Edward levantou indo até a cozinhar pegar água a meu pedido, o Jadite e o Colidir precisavam ficar hidratadinhos. Edward parecia confuso e veio até mim com duas vasilhas na mão.
— Bella em qual vasi... – ele parou de falar quando ouvimos um “crack” no chão, ele empalideceu na hora – Bella, por que eu estou sentindo algo gordo e macio sob os meus pés?
Agora quem empalideceu foi eu. Com muito custo e relutante, abaixei o olhar e quase desmaio ao ver o Convergir, debaixo do pé grande de Edward e o bichinho estava com os olhos arregalados e cara de quem tinha ido dessa pra melhor. Ah. Meu. Deus.
Será que Edward matou meu hamster esmagado? Me ajuda Deus, porque eu sinto que vou desmaiar.
— Bella? – ele me chamou novamente e ao ver que eu estava em estado de choque, olhou para baixo – Santa merda, acho que seu rato quebrou algumas costelas... ou morreu.
Queria gritar para que ele parasse de pisar no coitado, especialmente porque ele parecia apoiar todo seu peso no pé que estava em cima do meu pequeno, miúdo e um pouco raquítico hamster, mas a voz me faltou. Senti meus olhos encherem de lágrimas e as palavras me matarem. Eu acho que é oficial... eu perdi o Convergir.
(Continua...)
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