O cavalheiro por trás da fera - Dramione
1 Capítulo 1
Com o coração opresso, ela deixou sua única casa para trás. Seu lar e seu refúgio, onde deu seus primeiros passos. Onde conheceu seus pais e também, o mesmo lugar em que os perdeu. Nada poderia ser igual, de fato. Sua madrasta a odiava profundamente e com certeza, havia assassinado seu pai de modo meticuloso.
Malvina nunca deixava entrever quem ela era realmente, sempre agindo de forma doce e solicita, mas tratando sua enteada com todo o rancor e destilando veneno, de forma velada, colocando até mesmo sua filha contra ela. Antonella sempre fora gentil com Hermione. Muito amável, mas passou a odiá-la, depois de alguns anos de convivência e tudo pelo fato de que Hermione era a mais inteligente, bonita e amada pelo pai. Malvina foi minando a confiança de Antonella em Hermione, conseguindo enfim, afasta-las. E depois, cuidou para que o pai de Hermione morresse de causas naturais, que nada mais eram envenenamento por cicuta. Hermione havia descoberto os frascos na maleta que sua madrasta guardava debaixo da cama. E por ser uma leitora voraz e inteligente, Hermione conseguiu descobrir como tudo começou. A indisposição estomacal do seu pai durante meses, que não parecia ter cura. Sua prostração e falta de energia, tudo isso causado por envenenamento feito de forma lenta e letal.
Hermione limpou as lágrimas que insistiam em cair, fungando, tentando ver por entre a nevoa que recobria o vilarejo de Stone Rose. Não sabia para onde ir, mas compreendia que precisava fugir. E levou consigo uma bolsa de couro com livros e comida. Além da pistola do seu pai, para o caso de precisar se defender. Seu pai havia a ensinado atirar, pois de fato, ele desejava um menino, que nenhuma das suas duas esposas conseguiu lhe dar. Contudo, amava Hermione profundamente e tentou ensina-la a se defender o melhor que podia. Hermione nunca gostou de ferir ninguém e nunca abateu qualquer animal, mas tinha uma pontaria certeira e mãos firmes. Se necessitasse ferir, faria sem êxito. Pois, sua sede de viver e provar que sua madrasta era uma assassina, era muito maior.
Ela entrou no bosque, cobrindo um bom caminho a pé e se sentia ofegante. O espartilho no seu vestido apertava sua costela a cada passo e ela sentia os pés doloridos, pulsantes pela caminha extenuante. Havia saído ao amanhecer e o sol já se punha no horizonte. E cada vez que ela via algo estranho, como viajantes, se escondia atrás das árvores de troncos grossos, esperando que essas pessoas passassem, além de se esconder das carruagens que passavam pela estrada de terra.
Desabou em frente a um portão, então, já exausta, com a lua alta no céu. Pode ver por entre as grades uma grande mansão e um chafariz de querubins na propriedade. Queria entrar e pedir um pouco de água, pois seu cantil estava vazio. Então, escutou o barulho de lobos ao redor. A extensão de árvores a frente não permitia que ela visse nada. Sentia os pelos da nuca se arrepiarem, pelo medo de ser atacada por algum deles. Levantou-se, com dificuldade, testando o portão, que se abriu facilmente. Estava recoberto de heras, assim como os muros extensos.
Passou pela entrada, que estava coberta de folhas e pode ver o chafariz também coberto pela hera e com água parada. Fitou a mansão, que não era muito visível devido a pouca luz, apenas iluminada pela lua.
Andou até a frente da mansão, subindo a escadaria, até chegar em frente a porta alta e imponente, com um aldrava. Ela puxou pela gola, batendo, mas não houve qualquer resposta. Estava ficando frio do lado de fora, o vento era cortante. Precisava se abrigar de alguma maneira, mas não conseguia pensar em ficar ali sem permissão. Mas, então, a porta se abriu, contudo, ela pensou que seria recebida por um mordomo, ou o anfitrião da casa, contudo, não havia ninguém.
Ela adentrou o recinto e tudo estava mergulhado em breu, até que tochas nas paredes se acenderam. Seu coração disparou e ela teve medo de alguém estar ali, mas estranhamente, não havia ninguém.
— Olá, tem alguém em casa? — ela perguntou.
A resposta era o silêncio. Não havia ninguém. E uma grande escadaria se estendia dando acesso ao segundo andar da mansão. Será que ela se atreveria a entrar, sem ser convidada? Voltar para o bosque não parecia ser algo tão atraente. Ela não sabia como sobreviver do lado de fora. Percebeu que fora uma ideia estupida fugir daquela maneira. Mas, sabia que seria a próxima a ser envenenada por Malvina. Então, tentou chamar mais algumas vezes por alguém que estivesse em casa e até mesmo se atreveu a subir as escadarias, com uma tocha na mão para guiar iluminar seu caminho. Mas, os quartos do segundo andar estavam todos trancados e não havia nenhuma alma viva no lugar.
Logo viu uma escada para o terceiro andar, mas da mesma forma, tudo estava vazio, quieto e esquecido. Teias de aranha pelas paredes decoravam o local e as poucas portas que existiam no corredor estavam trancadas. Hermione pensou que a mansão poderia estar abandonada, o que não seria ruim para ela. Passaria uma noite naquele local e traçaria um plano para o dia seguinte. Tinha algum dinheiro guardado na bolsa e poderia tomar um navio para o continente. Sairia da Inglaterra sem demora.
Voltou a descer as escadas, chegando no térreo. Foi em direção a um corredor e pode ver pinturas nas paredes e armaduras, além de estatuas. Logo avistou uma porta entreaberta e entrou, se deparando com uma biblioteca extensa e ali havia uma poltrona, que parecia reconfortante.
— Bom, é aqui que vou dormir — ela disse, olhando ao redor, com a ajuda da tocha. Mas, havia pouca mobília no local. Parecia que o lugar havia sido abandonado por um longo tempo.
Observou a poltrona, vendo que o tecido estava desgastando e rasgado, mas era um bom lugar para repousar. Avistou um apoio na parede para colocar a tocha e a deixou ali. Depois, rumou para a poltrona. Fechou os olhos, exausta, mas logo os abriu, tremendo pelo frio que se infiltrava pelas janelas. Ela desejava muito ter uma fogueira no meio da sala, ou que a lareira se acendesse. Poderia fazer isso, é claro. Tinha tocha e poderia acender a lareira. Mas, duvidava que tivesse lenha ou carvão a disposição, então, logo desistiu da ideia. Contudo, de repente, ela pode ver a lareira do cômodo se acender. Primeiro, foi uma faísca, depois o fogo tomou conta, produzindo pó para todo lado. Ela fitou tudo fascinada e olhou ao redor, mas não havia ninguém.
— Tem alguém ai? — ela indagou.
Mas, mais uma vez, a resposta foi o silêncio. E exausta, ela se deixou levar pelas asas de Morfeu.
*
— Ei, ei acorde — ela ouviu uma vozinha fininha a chamando.
Piscou algumas vezes, então, focando sua visão, ela pode ver que já era dia. Mas, não havia ninguém ali com ela.
— Devo ter sonhado — disse a si mesma, passando a mão pelo rosto.
— Não sonhou não — a voz fina se fez presente novamente.
Hermione se sobressaltou na poltrona e olhou para o chão. Havia um candelabro, com velas acesas...e ele...tinha um rosto!
— Em nome de Deus, o que você é? — ela gritou.
— Ora, deixe-me apresentar — o candelabro disse, fazendo uma reverência exagerada. E ele movia parte de si mesmo, com se tivesse braços e pernas. A parte do braço tinha uma vela acesa — Sou Ilumier, ao seu dispor.
— Ilumier? — ela repetiu, franzindo o cenho.
— Que menina tola — outra voz se fez presente.
— Ela está assustada, apenas isso.
— Não, não, ela invadiu o castelo. Ele não vai gostar.
— Ele? Quem é ele? — Hermione exigiu saber, procurando de onde vinham aquelas vozes finas e estranhas.
Então, ao seu redor, pode ver mais objetos falantes e estão...estão vivos!
— Santo Deus, estou delirando — disse a si mesma.
— Não está, querida. Estamos bem aqui. Somos bem...reais — Ilumier disse.
Os objetos em questão, que estavam ao redor da poltrona eram nada mais que uma xicara de porcelana com a asa quebrada, em tom creme, com desenhos de pétalas em azul no centro, um bule no mesmo tom, além de alguns talheres de prata. Sendo a faca e o garfo, especificamente.
— Isso não pode estar acontecendo — ela disse, passando as mãos nos olhos, tentando acordar. Quem sabe se fechasse os olhos, eles iriam desaparecer, simplesmente no ar e...puff! Seria apenas um sonho. Mas, ao abrir os olhos, eles ainda estavam ali, com olhinhos, esperando alguma reação dela.
— Buuu! — a xícara exclamou.
Hermione pulou na poltrona, com o coração a galope.
— Ela é bem medrosa — o bule zombou.
— Ela é linda. Talvez, possa amansar o amo — um dos talheres comentou.
— É o que espero — Ilumier disse — Agora, silêncio, por favor. Vamos nos comportar em frente a uma dama tão refinada e bonita como ela. Qual é seu nome querida? — Hermione fitou o candelabro, atonita, depois os objetos que continuavam a estuda-la com seus olhos extremamente pequenos — Querida?
— Sou Hermi...ione Granger — ela respondeu.
— Esplêndido — ele disse, parecendo muito animado — Muito bem, temos trabalho a fazer.
— Que trabalho? — ela perguntou, sem entender — Eu não ficarei aqui. Vou embora agora mesmo.
Ela se levantou, olhando para a janela. O dia estava nublado, mas não havia mais nevoa do lado de fora. Poderia fazer seu caminho até o porto rapidamente, sem demora. Deixaria aquele país em poucos dias. Rumaria para...onde mesmo? Nem sabia para onde ir, de fato. Estava perdida. Sem um destino ou lugar para repousar sua cabeça cansada. E as únicas coisas que poderia fazer era lecionar ou limpar. Ou bordar. Costura para ela era algo fácil.
— Não pode ir embora agora – o bule interveio – Precisa ficar. Salvar nosso amo.
— Ou todos nós estaremos condenados! – Ilumier disse, gesticulando os braços com velas. Até era possível ver suas sobrancelhas arqueadas em expressão de total horror.
— Ela não serve para esse trabalho – a xícara disse, com um olhar desdenhoso para Hermione – Ela não vai conseguir amansar essa fera.
— Que fera? – Hermione engasgou.
— Por acaso a fera que estão falando sou eu.
Hermione olhou para a porta. O amo de quem estavam falando não era uma fera. Ele estava parado na soleira da porta da biblioteca, trajando um colete de brocado bordo, gravata borboleta, uma casaca comprida, de tom preto, deixando entrever as mangas brancas bufantes e calças de montaria bege, além das botas hessian de couro marrom. Parecia um cavalheiro comum, a diferença estava em seu rosto. Ele tinha o rosto deformado, como se tivesse queimado em um incêndio. E seus cabelos eram pouquíssimos, em tons loiros. Hermione ficou espantada ao ter aquela visão tão aterradora.
— Me...me desculpe senhor – ela disse, baixando os olhos para o chão, com medo que ele lhe fizesse mal – Eu entrei para me abrigar essa noite e não havia ninguém na casa.
— É claro – O anfitrião zombou – Parece que minha casa abriu as portas de forma muito benevolente.
— Eu...eu sinto muito – ela murmurou, sentindo-se pequena e indefesa. Ele não parecia tão amável quanto os objetos falantes. Precisava sair daquele lugar o quanto antes – Eu irei partir imediatamente.
Ela deu um passo a frente, mas pude escuta-lo negar.
— Não, não irá a parte alguma – ele disse, em tom suave, quase perigoso.
Ela o fitou, então, tomada pelo horror de ser feita prisioneira. Pode ver seus olhos cinzentos, gélidos. Pareciam escurecidos pela raiva, vingança e desespero.
— Por favor, senhor, não tive a intenção...
— Ah, é claro que não teve – ele disse em tom calmo, ao contrário dos seus olhos, que dardejavam – Mas, veja, eu não posso deixa-la sair. Já que usou da minha casa como bem entende, sem pagar por isso.
— Eu...eu posso pagar – ela se voltou para a poltrona para pegar sua bolsa, mas quando tentou pega-la, saiu voando, parando nas mãos do homem que parecia realmente uma fera.
— O que você tem agora me pertence, assim como sua vida. Deveria pensar duas vezes antes de entrar na residência de estranhos – ele disse, com um tom irônico – Infelizmente, seu dinheiro não vale nada para mim. Mas, sua vida, sua vida sim. Você pagará por ter entrado em meus domínios.
— O que...o que fará comigo?- ela perguntou e olhou ao redor. Nenhum dos objetos falantes se encontravam no recinto.
— Ainda não sei – ele respondeu, com um sorriso ferino – Mas, você ainda vai ser útil a mim.
Então, sem dizer mais nada, ele se afastou, fechando as portas atrás de si. Hermione correu para a porta, aproveitando que aquele homem de temperamento hostil saiu, mas ao tentar empurrar a maçaneta para baixo, percebeu que estava trancada.
— Por favor, me deixe sair – ela pediu, empurrando a maçaneta para baixo, sem cessar – Por favor, me deixe ir embora! – ela tentou mais algumas vezes, socando a porta, em vão desespero.
— Não poderá sair, senhorita – a voz de Ilumier se fez presente novamente.
Ela olhou para o candelabro, que tinha um olhar triste.
— Você, isso tudo é culpa sua! – ela esbravejou – Me tire daqui ou...?
— Ou o que? – Ilumier zombou – Vai apagar minhas velas? – ele gesticulou com os braços, com um ar teatral – Tente me pegar primeiro.
— Ora seu...- ela se abaixou para agarra-lo, mas Ilumier foi mais rápido, saltitando como um coelho para frente – Volte já aqui, sua coisinha!
Ela correu atrás dele pela biblioteca, até se cansar. Então Ilumier parou de correr.
— Já está cansada desse jogo de pega o rato? – ele indagou.
— Eu quero ir embora. Isso é culpa sua, ou de quem quer que seja que me deixou entrar – ela disse exausta, cruzando os braços.
— Não pense assim – Ilumier disse, com um tom delicado – Precisamos de uma pessoa para salvar nosso amo de sua própria raiva e sede de vingança. Isso está o destruindo. Deixando-o cada vez mais parecido com uma fera.
— Ele já é uma fera – Hermione retrucou – Ele me trancou aqui. Apesar da sua aparência, que é um pouco assustadora, se ele agisse com benevolência, eu nunca pensaria mal dele.
— Oh, sim, ele já foi um bom amo. Dava festas maravilhosas, mas se deixou levar pela raiva e pelo ódio. E uma maldição caiu sobre ele, ao cruzar o caminho de uma grande feiticeira – Ilumier disse, então, saltitou para o lado, para perto da estante de livros – Encontre o livro nessas estantes, que vão ajuda-la a quebrar a maldição. Nesse livro você encontrará a história dele e como poderá salva-lo.
— O que? Mas, como um livro pode me ajudar? – ela perguntou descrente, olhando as prateleiras de livros de capa dura.
— É porque essa mansão é mágica. Impregnada pela magia do amo. Ele já foi um bom feiticeiro. Muito bom, mas se perdeu para as trevas. E perdeu seu coração para o mal. E como punição, a feiticeira Helga amaldiçoou meu amo, para que ele ficasse aprisionado a essa mansão, sem poder machucar ninguém. Mas, à noite, ele se transforma em um monstro terrível, uma verdadeira besta, atacando os vilarejos ao redor. Helga parece ter um humor curioso e não estava interessada de fato em prendê-lo, mas causar mais problemas a Stone Rose.
Hermione fitou o candelabro, sem acreditar que maldições poderiam realmente ser lançadas e que feiticeiras existiam. E que de fato, a magia existia em seu mundo. Era algo que nunca tinha presenciado em sua vida mortal. Mas, se estava vendo um candelabro falante, poderia acreditar na história dele.
— E o que você ganha com isso, Ilumier? – Hermione perguntou, fitando ele, procurando saber se ele estava mentindo e tentando usa-la para qualquer tipo de plano que um candelabro poderia ter em mente.
— Oh, apenas minha liberdade, minha querida – ele disse, parecendo satisfeito – Preciso muito me livrar dessa maldição, assim todos os habitantes dessa mansão estarão livres, como eu.
— Você foi...enfeitiçado? – Hermione perguntou, olhando para o candelabro e tentando pensar que ele poderia ser um cavalheiro educado e refinado. Pelos modos dele, poderia ser um dândi.
— Oh, sim. Estou preso nessa forma, depois de desafiar Helga. E por isso, precisamos da sua ajuda. Eu sabia que um dia, alguém viria até a mansão e nos libertaria – ele saltitou de um lado para o outro, como se estivesse celebrando.
— Espere um pouco, você sabia que eu viria? Como poderia saber?
— Eu não poderia – ele respondeu, parando de saltitar – Eu só tinha fé e esperança que um dia a maldição fosse quebrada, antes que a última pétala de rosa...oh...- ele parou de falar, fazendo uma careta – Estou proibido de falar da maldição. Você precisa encontrar as respostas nos livros. Eles lhe dirão o que fazer e como quebrar a maldição.
— Eu não entendo – ela disse, confusa – Como vou saber qual desses livros tem a resposta certa?
— Não saberá – Ilumier respondeu – Mas, seu coração sim.
— Por que me fala em enigmas? – ela indagou confusa.
— Pela maldição. Preciso encontrar maneiras indiretas de dizer a você como ir atrás do que é necessário – ele explicou – Confie em mim. Se não fizer isso, ficará presa aqui pra sempre.
— Mas, eu não posso fazer isso...não posso salvar ninguém. Mal consegui salvar meu pai – ela disse frustrada, batendo as mãos nas saias longas e azuis, em um gesto de impotência.
— Acredite quando digo que vejo uma pessoa disposta a salvar as pessoas. É essa pessoa é você – ele disse, com um tom paternal – Eu vi seu coração. Na verdade, meus amigos também viram. Apesar de Lady Malfoy não ter gostado muito da senhorita.
— Era a xícara falante? – perguntou, rindo por pensar em uma xícara falando.
— Oh sim – ele respondeu, compartilhando do riso – Lady Malfoy está descrente. Acredita que irá permanecer uma xícara para eternidade, enquanto seu filho está perdido nas trevas.
— A xícara...- pigarreou, vendo a sobrancelha arqueada de Ilumier — Quero dizer Lady Malfoy é mãe da fera? – ela perguntou surpresa. Bom, ela saberia que não deveria ficar, afinal, estava falando com objetos que deveriam ser inanimados.
— Sim, é mãe do meu amo, querida. Ele é Lorde Malfoy, para os não chegados – ele disse, em tom aristocrático – Mas, vejo que seu destino está fortemente entrelaçado ao dele.
— Perdão? – ela engasgou – Isso é impossível, mal o conheço. Jamais ouvi falar desse Lorde Malfoy.
— Oh, mas percebera o quanto estão ligados. Agora, ao trabalho minha cara.
Hermione suspirou, sentindo que não poderia discutir com aquele candelabro, que parecia um sábio, cheio de enigmas e passou a procurar nos livros das estantes altas uma resposta para quebrar uma maldição que prendia a todos naquela mansão e que transformava Lorde Malfoy em uma fera horrenda.
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