O caso Saga Onodera Yokozawa
7 Capítulo 7: Acertos
Notas iniciais
enfim minna este é o penúltimo chap!
enjoy!!!
Capitulo 7 : Acertos.
Mas o que era isso? Desde quando An-chan ficava com o
apartamento todo apagado? Desde que Yokozawa havia começado a lhe telefonar, ela havia se mudado para seu quarto de hospedes por um breve tempo.
E naquele dia estava voltando de uma convenção de
literatura, onde havia estado com seu escritor. Encontrar aquele apartamento, daquele jeito, fez subir uma sensação ruim por todo seu corpo. Tinha certeza de que iria se aborrecer.
-O que veio fazer aqui?! Já não bastou? Tudo o que eu passei no Japão?! POR SUA CAUSA!
-Eu sei que... Que tudo não foi de acordo com o que a
gente queria, mas aquilo não foi minha culpa. Ele assumiu tudo. Eu estava fora de mim... Eu...
-Você bem parecia estar gostando.
-Não.. eu te juro eu não sabia! Não tinha consciência do
que estava fazendo.
-An-chan! Já pode sair da onde você está! Sei que foi você
que foi atrás dele, mas sabe muito bem que a data do nosso casamento está marcada!
Takano encostou-se na parede atrás de si, e lentamente
foi ao chão. Aquilo foi demais para si. Ele viu An-chan sair da onde estava,
com o rosto vermelho e um maravilhoso sorriso em sua face.
-Casamento?...
-Sim marquei a data hoje pela manhã. Nosso casamento
será dentro de um mês. E antes que eu me esqueça, venha com seu namorado para a cerimonia e festa. Espero vê-los lá.
Onodera retirou um convite dourado, de dentro de sua
mochila, e o entregou ao homem mais alto. Que imediatamente abriu. De fundo no convite, tinha uma foto dele com ela, abraçados no que parecia ser o Central Park. Takano não esperou mais um ataque destes, ele simplesmente saiu porta a fora, correndo. De cabeça baixa. Aquilo havia matado qualquer esperança sua. As lagrimas vinha aos olhos mais uma vez, para todos verem. Ele era humano, era um homem apaixonado que estava sofrendo de amor. O suficiente para fazê-lo perder a cabeça.
-Rii-chan.. Precisamos muito, mas muito mesmo,
conversar.
-Pode falar, Hanayome.
-Pode parar de me chamar de noiva. Quando eu te contar
tudo, tudo o que eu consegui descobrir nesta semana que você ficou fora. Você vai atrás dele.
An-chan então contou tudo. Tudo o que descobriu. As coisas
que ela mesma ouviu da boca do outro rapaz. Do dia em que foi terminar o
relacionamento arranjado deles, pessoalmente com os pais de ambos. E o mais importante, quando foi ao apartamento do vizinho-san como costumava chama-lo.
Onodera estava em desespero. Aquilo que Yokozawa havia
dado à Takano era tão forte assim? A ponto
de fazê-lo ficar com o subconsciente nublado por um grande instinto e apenas isto? Precisava ir até o mesmo. Ir até ele, gritar que o amava, gritar que era com ele que desejava ficar pelo resto da vida.
-Mas An-chan, por quê? Você gosta de mim, não gosta?
-Sim, Rii-chan eu te amo. E meu amor é suficiente para
fazer isso por vocês. Você me vê como uma irmã. Jamais teríamos um casamento ou uma relação de marido e mulher normal. Jamais você seria feliz. Faço isso porque quero te ver feliz.
Onodera, foi até a garota e a beijou. Um beijo casto.
Um selinho demorado. Mas com um significado enorme. Ele a amara a vida toda, apenas como uma irmã que nunca teve. E ela naquele momento, estava sendo mais que uma irmã. Estava sendo seu anjo da guarda.
-Rii-chan... Esta é a nossa despedida. Eu não voltarei
mais para o Japão. Eu avisei meus pais, que quando nosso assunto tivesse resolvido aqui, iria vender o apartamento. Eu estou indo estudar numa faculdade da França. Nos veremos daqui uns anos, eu acho.
-Mas...
-Isso é o melhor. Para mim, para você, para nossos
pais, para seu namorado e mais do que tudo para meu coração. Sempre, minha vida toda, desde crianças eu amei você. Seu jeito calmo, envergonhado porém muito sagaz, fez meu coração pular por você. Mas com o passar das nossas idades, eu vi que jamais você seria meu. Eu finalmente posso te dizer isso, sem chorar, sem sofrer, isso está sendo apenas um desabafo. Eu quero estar um tempo longe, para eu poder reorganizar meus sentimentos, até que eu possa visita-lo sem sofrer.
-Me desculpe, por tudo. An-chan.
Onodera pegou suas coisas, as mais importantes. Ligou para
o aeroporto e pediu o primeiro voo que sairia para o Japão. Ele havia
descoberto também que havia saído um há uns 40 min e suspeitava que Saga estivesse nele.
Chegando ao aeroporto, viu que com o clima em Tókyo,
os voos se atrasariam. E o voo que sairia dezoito horas e cinquenta minutos, sairia às oito da noite. Esperou, tudo o que deveria esperar, por ele.
Na viagem, foi treinando o que falaria para ele, como
se desculparia. Afinal de contas na história toda, ele também fora apenas uma vítima, e ele foi o que acabou saindo mais machucado. Já que ele ficou com o papel de vilão.
Colocou os fones de ouvido e começou a escutar uma
musica que lembrou muito de toda historia com ele. Tudo começou na escola, como um amor puro. Não sabia como se declarar, pegava os mesmos livros que ele, ficava até mais tarde na escola, para poder ficar apenas contemplando Saga, na biblioteca. Sozinho com seus livros.
O tempo passou, ele teve coragem de falar para o
outro. Eles começaram um relacionamento mais intenso. O que parecia, que ira durar para a vida toda, não durou nem um ano.
Ele adormeceu no embalo da canção.
Broken skies, heartaches that
flowers won't mend
Say goodbye knowing that this is the end
Tender dreams, shadows fall
Love too sweet, to recall
Dry your eyes, Face the dawn
Life will go on
All day long thought that we still had a chance
Letting go, this is the end of romance
Broken hearts find your way
Make it through just this day
Face the world on your own
Life will go on, life will go on
There'll be blue skies, every true love
Someday I'll hold you again
They'll be blue skies in a better world, darlin'
Tender dreams, shadows fall
Love too sweet, to recall
Dry your eyes, Face the dawn
Life will go on, life will go on
Broken heart find your way
Make it through just this day
Face the world on your own
Life will go on
Quando abriu os olhos, o avião estava pousando no
aeroporto de Tókyo. Seu coração parecia querer sair pela boca. Aquilo era mais do que esperava pra uma vida toda. Estava ansioso, e novamente se lembrou da época da escola, da sua partida, do seu desaparecimento, seu retorno, o emprego na mesma editora, a retomada do namoro, irem morar juntos e a separação novamente.
Será que uma pessoa merecia tanta infelicidade, tanta
desgraça no amor? Se desta vez não desse certo iria morar do outro lado do mundo!
Chegou ao seu antigo prédio, onde eles moraram juntos,
e como ainda tinha a chave entrou sem rodeios. Estava uma bagunça, uma pequena mala jogada do outro lado da parede, um casaco jogado no chão, algumas garrafas de bebida já vazias, a cozinha uma perfeita desorganização.
Subiu para o quarto e o que viu assustou-o. Takano
estava na cama imóvel, até parecia não respirar. Onodera entendera na hora, eles estava dando um famoso “PT”, e antes que a coisa se agravasse iria dar um banho nele. Levou para o chuveiro gelado.
E em meio ao banho Takano resmungava coisas
desconexas. Do tipo, me solta, me deixa em paz, sai daqui mas ele em momento algum reconheceu quem estava cuidando dele.
Quando acordou, viu que o sol brilhava forte no lado
de fora da janela, e ele estava de banho tomado. O café perfeitamente posto no criado mudo ao lado da espaçosa cama de casal. E embaixo da bandeja um bilhete.
Quando terminar tome um banho e desça. Tomei a liberdade de ligar para a editora e avisar que você está doente.
Tomou um banho, comeu e desceu. Curioso para saber o
que Yokozawa estava fazendo ali ainda. Porem quando chegou ao ultimo degrau da escadaria paralisou. Não era Yokozawa que havia tomado conta de si e sim nada mais, nada menos que Onodera Ritsu.
Mesmo com uma imensa vontade de agarrá-lo e
implorar-lhe perdão, apenas sorriu e sentou-se ao sofá esperando o outro
começar a conversa.
-Eu já sei de tudo. An-chan me contou. Nosso casamento
está cancelado para sempre. E o compromisso que nossos pais assinaram está desfeito. Mas me diga você. Vale a pena eu largar tudo, de novo, diga-se de passagem e ficar com você?
-Eu só posso te dizer duas coisas. Me perdoe e eu te
amo.
Onodera ficou com o rosto vermelho, Takano
aproximou-se dele e tomou-lhe seu rosto em suas mãos e o beijou. Na cozinha o interfone, começou a tocar insistente, e o beijo se desfez ali mesmo, com Onodera correndo para atendê-lo.
-Mãe?
Onodera olhou apreensivo para Takano, que pegou em sua
mão e entrelaçou seus dedos aos dele, sorrindo-lhe e passando a confiança que o menor não tinha.
Notas finais
Céus partidos, corações partidos que flores não vão remendar
Dizer adeus sabendo que esse é o fim
Sonhos frágeis, sombras caem
Amor doce demais para relembrar
Enxugue os olhos, encare a madrugada
A vida vai continuar
O dia todo eu achei que ainda tínhamos uma chance
Deixando partir, esse é o fim do romance
Corações partidos encontram o seu caminho
Sobreviva a esse dia apenas
Encare o mundo sozinho
A vida vai continuar, a vida vai continuar.
Haverá céus azuis, todo amor verdadeiro
Um dia eu ainda vou te abraçar novamente
Serão céus azuis em um mundo melhor, querida
Sonhos frágeis, sombras caem
Amor doce demais para relembrar
Enxugue os olhos, encare a madrugada
A vida vai continuar, a vida vai continuar
Coração partido, encontre o seu caminho
Sobreviva a esse dia apenas
Encare o mundo sozinho
A vida vai continuar
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Hanayome mesma coisa que Inozuke: Noiva arranjada.
espero sinceramente que vocês curtam este chap! o proximo será um tanto maior. pq eu vo explicar que destino teve cada um. e logico tem que ter um lemon de encerramento!!!
aguardem!
a todos que me acompanham mil beijos!
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