O casamento
4 Capítulo 4
Depois de limpar a cozinha de Jessica, trocar de roupas e oferecer uma leva limpa para Edward (oferecimento de Mike, o namorado de Jessica), começamos a beber. Foi fácil quebrar o clima que se instaurou no elevador, o bolo e o vinho entre nós dois realmente foi uma situação engraçada. Começamos desse ponto.
Edward era realmente uma pessoa muito fácil. Divertido, inteligente e aparentemente muito respeitoso. É quase como se a paranoia e o medo jamais tivessem existido naquele lugar, ainda que o episódio do bolo e vinho tenha ocorrido a menos de 15 minutos. De qualquer maneira, eu não via um futuro em que Edward e eu fôssemos amigos, em suma, parecíamos bem diferentes em relação aos nossos ideais.
Bom, isso era coisa para se descobrir quando a bebida permitisse… Sou uma pessoa curiosa, realmente, mas fazia aquilo apenas para descobrir se ele não era um maníaco assassino. Então, talvez, a paranoia não tenha ficado esquecida por completo.
Uma taça e falávamos dos nossos antigos relacionamentos.
— Ela era estranha. Mentia para mim e vivia em festas alucinadas, não queria algo sério de verdade. – Disse Edward sobre a ex dele e porque não estava chateado com o término.
— Terminei porque ele queria coisas a sério demais... – Murmurei, mas Edward ouviu e sorriu, oferecendo mais uma taça.
— Ei, cada um sabe de suas prioridades. – e bebeu mais um gole de sua própria taça.
Ri e continuei o assunto enquanto nos movíamos para a sala com as bebidas e alguns bolos de casamento, expliquei como era meu relacionamento com Jake e ele ouviu atentamente. Meneou com a cabeça e concordou com minhas decisões, como se tivesse treinado com algum manual como ouvir garotas desabafando. Também fui uma boa ouvinte para Edward quando ele falava da falta de apoio que recebia de Irina, sua ex.
Duas, três, quatro taças depois e começamos a mudar de assunto. Falando de nossas perspectivas de futuro. O problema é que ambos começavam a ficar um pouco altinhos da bebida, então nossas perspectivas não eram lá as mais reais naquele momento.
Entre goles de um doce vinho e bolo de morango (delicioso, por sinal), brincávamos sobre ser bailarina (ele) e cientista (eu).
— Mas é verdade! Quero ser cientista. Faço pscoiilogia. – solucei e ri. – Psicologoia... Psicologia.
Peguei mais uma taça enquanto Edward ria. O sorriso mais aberto que eu já vi, como se realmente precisasse daquela conversa para sobreviver.
— É muito bacana... Eu quero fazer algo com educação e traumas de infância. Bailarina talvez seja só um plano B. – ele explicava tentando soar muito sério quanto aos seus planos. Infelizmente, ambos agíamos como crianças àquela altura.
Ríamos como dois bobos, naquele estado da bebedeira em que tudo é muito feliz e alegre. Tinha medo era do próximo estágio: a tristeza profunda. Consequentemente, a culpa e o choro vinham junto dessa tristeza e não sei se Edward queria lidar com mais algumas lágrimas minhas. Certamente ele já me julgara maluca o suficiente, afinal, dissera isso à mãe dele ao telefone. Meu rosto corou um pouco, mas ele não pareceu perceber e ainda que tivesse, disfarçou muito bem.
Contudo, mais três taças depois, totalizando quatro garrafas de vinho, eu ainda estava muito alegre. Certamente muito vermelha por conta da bebida, mas alegre. A tristeza não veio, porque Edward não a deixava vir, ele conversava sobre um pouco de tudo e fazia algumas piadas bobas. Sempre que meu olhar se fixava em um ponto e minha mente vagueava de volta para Jake, lá estava Edward fazendo algum comentário muito oportuno para me trazer de volta à realidade.
Ele também estava bem vermelho por conta da bebida quando eu olhei o relógio.
— Ei! Você já está aqui a mais de uma hora! – Gritei alegre, como a boba que a bebida me deixava.
— Fuxiqueira! – Ele respondeu rindo, sem se importar com o fato de que ouvi sua conversa mais cedo. Ri de volta. – Mas acho que é hora de ir embora... Pode me chamar um táxi?
Fiquei um pouco triste com o fato de Edward ter que ir embora. Levantei e ajudei ele a se arrumar, enquanto pegava o telefone, tentava lembrar o número do ponto de táxi. Edward estava sendo muito educado recolhendo as taças e o vinho, infelizmente a bebedeira deixou ele um pouco tonto e um pouco de vinho foi derrubado..
Tentei não ser alarmista, mas como a bebida já não mais escondia minhas emoções, pude sentir o puro pânico que se apossava de meu rosto. Imediatamente larguei o telefone e fui limpar o carpete de Jessica. Ela ficaria uma fúria com aquela mancha, mas não culpei Edward, ele prontamente estava tentando limpar e ambos esfregávamos a mancha, e ríamos. Como duas crianças que acabaram de fazer besteira.
E como toda pessoa que faz besteira, beijei Edward quando ele foi me devolver um dos panos. Atirei-me em seus braços e ele correspondeu o beijo, apesar da surpresa pela minha atitude estranhamente repentina. O gosto de menta, morango e vinho tinto suave misturados em um delicioso aroma macio. O calor que eu sentia por conta da bebida sendo preenchido por completo, a dor quase inexistente.
Os lábios de Edward eram macios e seu beijo cauteloso. Uma vontade estranha crescia em mim... Prestes a fazer uma loucura. Passei a mão por baixo de sua camisa e seu beijo ficou menos cauteloso, mais… Quente.
Ele colocou a mão em minha cintura e começou a levantar minha camiseta. Tirei a parte de cima dele também e senti que fui tirada do chão. Ele me deitou no sofá e começou a tirar minhas calças. De repente, ele parou.
— Bella... Isso não é certo, você bebeu muito. – ele disse com cautela, quase recobrando uma consciência.
Eu concordava com isso, mas a minha parte mais bêbada realmente estava bêbada e não me deixou ter juízo. Apenas voltei a beijar Edward e quando ele tentou recuar, eu falei:
— Tudo bem. Eu tenho consciência do que estou prestes a fazer. – Não tenho certeza se eu realmente tinha essa consciência, porém não voltei atrás.
Tirei as calças de Edward e desenhei delicadamente um caminho pelo seu peito até o seu pau. Retirei a cueca e brinquei um pouco com o membro dele, enquanto ele também brincava com os dedos em mim. Com isso, os dois ficavam mais animados, querendo mais um do outro.
Eu beijava Edward e ele correspondia com desejo, podia sentir sua vontade crescer também. Estávamos animados, um pouco doidos de vinho, mas atentos o suficiente com o movimento entre nossos corpos. Como ambos se moviam e se deliciavam um com o outro, menos cautelosos, como se os corpos já se conhecessem e soubessem o que deveriam fazer, onde deveriam beijar, tocar, estimular. O sofá era um pouco pequeno, então eu o deixei sentado e beijava com gosto os lábios dele.
Edward se movimentava junto comigo e acompanhava meus beijos e carícias. A animação sempre crescente entre nós enquanto eu subia e descia sem parar, mais rápido a cada minuto, em puro deleite de prazer. Edward me ajudava com o movimento ao segurar meu quadril e guiar o movimento, eu podia sentir o desejo crescer em mim à medida em que aumentava a velocidade.
Algo me incomodava, no entanto, parecia que Edward estava se controlando naquele momento. Por um minuto pensei que talvez ele não quisesse estar ali, até que ele começou a se divertir com meus peitos enquanto eu continuava a me movimentar por ele. Para o nosso azar, ou sorte, essa brincadeira enquanto eu subia e descia pelo seu pau, fez com que o calor e o desejo crescessem entre nós.
Quando percebi, já estávamos no carpete, ele por cima. Entrando e saindo com rapidez e agilidade, com força tão singular que só me restava gemer ao seu ouvido enquanto apreciava aquele momento. Aquilo era o sexo conhecido e meu velho amigo, porém novo, diferente. Algo em Edward era assim.
Eu arranhava suas costas, gemia mais alto a cada estocada e podia ouvir seus grunhidos tímidos de prazer. Levantei mais as pernas, permitindo sentir mais dele em mim. Mais rápido, com mais gosto e vigor, podia sentir exatamente quando Edward estava prestes a chegar ao seu máximo. Felizmente, naquele ritmo prazeroso, eu não demoraria muito mais.
Para a minha surpresa, porém, ele começou a ficar menos veloz, o que estranhei até perceber o que estava fazendo. Entre beijos calorosos, Edward diminuía propositalmente enquanto mantinha a mesma força, entrando e saindo de mim com tal destreza que eu não pude aguentar muito enquanto o prazer em mim crescia sensualmente.
Cheguei ao clímax em completo êxtase, gemendo alto e aproveitando enquanto Edward aproveitava para aumentar a velocidade das estocadas naquele momento, o que tornou o orgasmo mais prazeroso, completamente diferente.
Minhas pernas tremiam agora de cansaço e Edward terminou um pouco depois, descansando em mim. Quando ele chegou lá, começou a me beijar delicadamente nos lábios e eu correspondi com calma, o desejo ainda ali, presente e tangível, o calor emanado por nós completamente sensual e poderoso. Os beijos calmos revelavam uma intimidade que eu não tinha há tempos, quase como se tivesse encontrado o caminho de casa.
O sabor do vinho ainda era muito forte e presente em nossas bocas, tornando aquele momento mais desenvolto, ainda que peculiar. Edward não saiu de mim e eu não queria que o fizesse, era uma ligação que se mantinha. Continuei a beijá-lo com mais delicadeza, enquanto nossa energia se dissipava por completo.
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