Notas iniciais
Avisos: 1- Eu reviso o capitulo pelo menos duas vezes antes de postar, mas sempre pode passar alguma coisa, se acontecer peço desculpas. 2- O próximo vai sair provavelmente terça-feira. Dito isso eu quero agradecer aos comentários, Muito Obrigado!!!! Espero que gostem!!!

POV Catherine

Sento-me embaixo da arvore e curto o sol do inicio da tarde, o parque hoje estava mais cheio que o habitual devido ao feriado. Casais passeiam, famílias fazem piqueniques. Mas uma cena em particular me chama atenção. Um homem estava sentado ao longe olhando para o lago perdido em si mesmo, enquanto um cachorrinho pulava querendo brincar. Ele pegou a bola jogando ao longe e o cachorrinho foi em direção busca-la, ele olhava para as aguas do rio como se a procura de respostas, desviando sua atenção apenas para enviar o cachorrinho em outra caçada. Ele parece tão triste, tão só. Me sentindo uma intrusa naquele que parecia um momento tão intimo eu desvio minha atenção. Pego meu livro e inicio minha leitura.

" — Gostaria de poder abraçar-te até morrermos os dois! — prosseguiu ela, amargamente. — Não importa o que sofresses. Não me preocupo com os teus sofrimentos! Por que não hás de sofrer, se eu sofro tanto! Será que vais me esquecer? E ficarás muito contente quando eu estiver debaixo da terra? E, daqui a vinte anos, dirás junto à minha sepultura: Aqui jaz Catherine Earnshaw. Amei-a há muitos anos e perdê-la dilacerou-me o coração; mas tudo isso são coisas do passado. Depois dela, já amei outras mulheres... os meus filhos são mais caros para mim do que ela foi, e quando morrer, não me sentirei feliz por ir para junto dela; muito pelo contrário, vou me lamentar por abandonar os meus filhos. Não será assim, Heathcliff?

— Não me tortures até eu ficar tão louco como tu!" — gritou ele, libertando-se, e rangendo os dentes de raiva."

Escuto um barulho e ao levantar os olhos vejo o cachorrinho farejando em volta de mim em busca de seu brinquedo, e eu fico olhando a sua caçada.

—Desculpe, eu deveria ter prestado mais atenção. Uma voz rouca acima de mim fala, eu levanto os olhos e me deparo com o homem a quem estava admirando a alguns minutos atrás. Ele era ruivo, seus olhos eram azuis, sua pele branca, exceto pelas leves sardas que cobriam seu rosto.

—Não tem problema, Qual o nome dele?

—Bethowen, Um clichê eu sei, em minha defesa eu não o batizei. Ele é dos meus pais. ele me da um sorriso de lado, revelando uma covinha adorável. – Por mim seria bolt!

—Como o supercão?

—Isso mesmo.

—Bolt, seria menos clichê? Questiono

—Não, O pobre cachorro ainda seria um clichê ambulante. Mas pelo menos ele seria super. E eu recebo outro sorriso, mas o sorriso não chega aos olhos. Eles pareciam apagados, perdidos.

O Cachorrinho finalmente encontra seu brinquedo, indo em direção ao seu dono feliz em mostrar sua conquista. Ele entrega a bolinha ,e sai correndo novamente quando ela é jogada ao longe.

—Eu já vou indo. Prazer em te conhecer.

—Igualmente.

Ele se afasta e eu finjo voltar a ler o livro, não querendo o encarar .

Na semana seguinte quando eu voltei ao parque e sentei no mesmo lugar, no mesmo horário eu ficava repetindo pra mim mesma que eu não estava lá pra vê-lo, que eu ia ao parque todo domingo por que eu gostava do lugar. Mas é claro que eu ficava olhando em volta a cada dois minutos ,na esperança de vê-lo. Quando a esperança se foi eu me concentrei em terminar meu livro, entre uma folha e outra eu levanto os olhos e o vejo no mesmo lugar que estava na semana anterior, ele está imerso em seu mundo novamente e o cachorrinho agora está deitado ao seu lado. Ele parece perceber que eu estou o observando e se vira e seus olhos encontram nos meus, e isso basta para ter borboletas no estomago.

Ele se aproxima de mim, um sorriso em seus lábios, mas como já tinha percebido não em seus olhos.

—Olá.

—Oi.

—Eu vi você aqui e resolvi da um oi. Eu posso sentar?

—Claro.

Ele observa o livro

—O Morro dos ventos uivantes?

—Clichê eu sei, eu o imito e acabamos rindo.

—E então? O que você tá achando do livro?

—Eu amo esse livro, apesar de ser um pouco triste, é lindo.

—Romances muitas vezes são tristes. ele diz com um tom tristonho

—Eles são. Concordo

—Leia pra mim. ele pede

—Sério?

—Se você quiser, então sim. Por favor.

Parecia precipitado termos nos dado tão bem em pouco tempo , mas pra mim parecia apenas natural que isso acontecesse. Eu li pra ele e ele fechou os olhos enquanto se concentrava apenas no som da minha voz. Eu termino a leitura e ele continuou com os olhos fechados.

— E você? Pergunto

— Desculpe o que?

—Qual o seu livro preferido?

—Os Miseráveis.

—Por que?

—E um livro maravilhoso. Mostra as facetas do ser humano na sua melhor e na sua pior versão.

—Eu gosto de procurar o melhor em cada um.

—Visão romântica da vida?

— Gosto de chamar de otimismo.

—É um pensamento ingênuo, mas bonito.

O sol se vai, com a lua tomando seu lugar.

—Eu tenho que ir.

—Eu acho que eu também. Ele responde

Ele começa a se afastar, quando eu percebo que não sei seu nome.

—Ei, você não me disse seu nome.

— Benjamin! E você?

—Catherine.

—Foi um prazer te conhecer Catherine.

—Igualmente, Benjamin

Durante o próximo mês e meio todo domingo a tarde nós nos encontrávamos no mesmo horário, embaixo da mesma arvore .Ele trazia cachorrinho e conversávamos trivialidades sobre livros e o tempo e em algum momento eu me apaixonei por ele, chego a acredita que no primeiro sorriso. No fundo, bem no fundo eu sabia que não poderia dar certo, ele estava quebrado, mesmo sem falar sobre assuntos mais importantes ,eu poderia ver que algo de ruim tinha acontecido, mas se o coração obedecesse a regras eu não iria ter caído nessa armadilha. Eu não teria me apaixonado justamente por aquele homem. Quando o domingo seguinte veio e ele chegou e sentou ao meu lado, e decidi dizer a verdade.

—Ben. disse hesitante

—-Sim?

Como eu diria isso a ele, como você diz a uma pessoa que conhece a dois meses que está apaixonada, que sabe que mal trocaram informações, mas que a sensação de não ver de novo a fazia sofrer.

—Eu estou apaixonada por você. Eu sei que você vai dizer que eu tô confundindo as coisas que nós somos amigos, mas eu não consigo segurar mais.Eu preciso que você saiba que eu estou apaixonada por você.

Eu esperava toda e qualquer reação, eu esperava de surpresa a raiva, mas foi tristeza que eu vi em lugar. Ele parecia triste por eu ter dito que estava apaixonada. Ele me olhou pelo que pareceram horas, até que ele fez algo que me surpreendeu. Ele me beijou. Um beijo lento, doce quase tímido .E então ele afastou seus lábios dos meus e a sua testa encostou na minha, e finalmente ele falou:

—Eu vou machucar você.

—Eu aceito o risco.

—Você não deveria. disse ele em tom mais forte. Eu não estou pronto para um relacionamento.

—eu posso esperar

—Não, você não entende. Talvez eu nunca esteja pronto.

—O que aconteceu com você?

—Eu não vou falar sobre isso

—Mas...

—Sem mas, Catherine, eu gosto de você. E eu acho que você merece alguém que te ame por inteiro. Eu fico lisonjeado que você tenha se apaixonado por mim, mas isso não pode acontecer.

Ele vai embora me deixando o sabor doce de seus lábios e o amargo da rejeição.

Notas finais
Gostaram? Comentem!!! Beijossss!!!