O botão azul

4 Querido diário


“Essa é a primeira vez em que escrevo em um diario, mas não faço ideia da fomra que começar, tipo... Uh, que tal aquelas saudações clássicas? Eu realmente não sei, mas, isso que escrevi até aqui, pode sim ser um início, mas quem precisa de inícios não é mesmo? Pelo que vi em livros e filmes, diarios servem para contar nossos podres e coisas que destruiria nossa vida se alguém tivesse acesso ao mesmo, mas vamos lá né, vamos criar uma bomba que destruirar minha vida (??).
sou uma garota linda, mas as vezes queria ter outro corpo, mudar totalmente, não ser eu, quase sempre me acho uma pessoa feia, mas me acostumei até, por isso sou linda, mesmo feia, ah... falar sobre isso é chato. Queria star morta.

Meu nome é Sophie, 17 anos e uh...
Acabei de completar 17 na verdade, uns 20 minutos atrás. É bem provavel que aconteça uma uma festinha surpresa, desde os meus 14 anos isso acontece, mas faz parte da vida.

Diario, estou saindo de você agora, estarei entrando para a vida, acredito que todos na casa já estejam acordados. Estou com muita vontade de ter acordada morta e triste por estar viva, meu senhor, socorro.”

Depois de escrever em seu diário, a garota se levanta e vai em direção ao banheiro. Ela morava no antigo porão da casa, as paredes foram pitadas de cinza. Seu colchão ficava no chão, o quarto tinha espaço para poucas coisas, mas ela fez de tudo para caber vários objetos. O banheiro ficava no primeiro andar, a casa possuía dois, um no quarto dos pais, no segundo andar, e outro próximo a sala de visitas.
Quando ela entra, fica de frente ao espelho. O espelho ficava logo na entrada, junto com os produtos e alguns remédios que ela não sabia para que servia. A garota fica observando seu cabelo, que eram lisos e escuros, depois olha para sua pele morena, e em seguida arregala os olhos e faz cara de descontentamento, pois queria olhos rosas, e eles eram castanhos escuros. Molha o rosto, e volta para o quarto, fecha a porta, pega o mp3 e coloca Here Comes The Sun, dos Beatles, e dorme.
Era sábado, ela tinha acordado cedo, por isso voltou a dormir, mais tarde sua mãe lhe acordou, às 10 horas da manhã, perguntando se ela gostaria de passar o resto do dia fora com os primos, ela aceitou. Eles foram primeiro em um shopping, depois de se divertir com os brinquedos foram ao parque, andaram na roda gigante e viram alguns dos espetáculos do dia. Voltaram às 20 horas, sua previsão estava correta, aconteceu uma festinha surpresa com os amigos mais próximos, ela achou divertido, o dia foi cansativo e foi dormir.

Quando amanheceu sua mãe lhe acordou com um presente, disse que seu tio, Butterfield, dias antes de desaparecer, pediu para lhe dar o presente um dia depois do aniversário. O presente era um livro grande e grosso.
No título estava escrito “ O último unicórnio azul”, ela achou estranho, mas aceitou. Depois que sua mãe saiu do quarto ela foi ler.
O livro era de capa dura de cor amarela, com o título em destaque no centro. Ela abriu. As oito primeiras folhas estavam em branco, a nona, estava totalmente azul, e na décima estava o seguinte texto:

“Eu sou o último unicórnio azul na terra dos unicórnios, não entendo o porquê aconteceu aquilo com nosso azul do fantástico arco-íris, ele foi sumindo aos poucos, que quase ficou invisível, acredito que ele foi tomado pelo transparente, mas essa ideia é um pouco estranha, e fora a parte que metade da metade do azul ficou laranjada, e azul com laranja não se dão muito bem, é como o limão e. Não, não vamos falar sobre isso...”
“Eu quero sua ajuda! Eu quero toda ajuda possível, me salvem! Quero meu azul de volta, eu imploro... não quero ser o único da minha espécie. Eu não quero morrer, estou com medo.
Você vai deixar um pobre unicórnio, pobre e fantástico unicórnio azul morrer? Venha se aventurar no meu mundo vazio, e me salve. Estou te esperando”
Depois de ler ela fecha o livro e olha para a capa.
— Que porra é essa? Tem nenhuma informação nem nada!"
Sophie abre o livro oura vez, e as próximas páginas estavam em branco, não, não brancas literalmente, estavam apenas sem palavras, mas as páginas estavam azuis, totalmente azul, um azul intenso, que quanto mais passava as folhas ele ia desaparecendo, ia ficando mais fraco, como o mundo do unicórnio. Acabou que todo aquele azul foi tomado pelo branco, sobrou apenas um ponto no centro.

“Entende agora? Meu mundo é assim, sem graça, vazio, sem ninguém. As próximas páginas vão te mostrar onde estou, se preferir, chame alguém, vai ser mais divertido com um amigo, sim, vai ser muito divertido”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.