O baile
1 Capítulo Único
Notas iniciais
~Sei que a sinopse ficou meio "bosta" :/ mas prometo que a história é melhor" haha.
~Mais uma one- shoot para vocês, só que desta vez original.
~Estou me sentindo inspirada.
~AVISO: História verídica gente! Mentira haha. Mas é inspirada por uma situação engraçada a qual eu passei, e como eu adoro histórias que envolvam morte, tornei o momento feliz em algo terrível kkkk.
~Enfim, espero que gostem.
~Boa leitura!!
ELE USAVA UMA CAMISETA PRETA. Mesmo estando a noite, ele teimava a usar óculos escuros. Ombros largos, queixo fino. Voz sensual. E quando sua mão tocou a minha pela primeira vez, um arrepio gelado atravessou minha espinha. O mundo e todas as pessoas que dançavam já não estavam mais ali, e tudo o que restara no grande salão era nós dois. Seu corpo colado ao meu, sua voz sussurrando em meu ouvido e nossos pés caminhando em ritmo ao barulho do meu coração. Cada passo, cada sussurro, fazia tudo o que me mantinha em pé, desabar. Mas ao ouvir sua voz mais uma vez, uma onda repleta de calor me invadiu.
O barulho da bala, o cheiro de sangue e o vento tomaram conta do amor que preenchia meu coração. Nosso único momento juntos, havia sido o último. Mas só consegui tomar ciência disso, quando observei seu corpo estirado no chão. E o vermelho vivo explícito na lateral de seu peito, na realidade, era a prova mais concreta da morte. Eu estava imune. Tudo o que tornava a minha noite divertida foi trocado por infelicidade e angústia.
As lágrimas brotaram em seguida. Olhei para os lados em busca de reconforto. Podia sentir minha maquiagem escorrendo e desmanchando. O batom que eu tanto reforcei estava intacto. Me ajoelhei ao lado do seu corpo sem vida, e agarrei sua mão. O que era para ser a melhor noite da minha vida, na realidade... se tornou a pior.
E então um vento forte invadiu o salão. As pessoas que observavam o corpo do meu inesperado par voltaram para suas posições, cada uma com seu par. A música de início voltou a tocar e me levantei com um impulso vindo dos próprios pés que já não queriam mais se levantar.
Me vi procurando algo, embaralhada entre todas as pessoas dançando no grande salão. De repente, trombei com alguém. Usava uma camisa preta, óculos escuros. Ombros largos, queixo fino. Porém, desta vez, antes de sua mão alcançar a minha, o indivíduo tirou os óculos, revelando olhos castanhos e redondos.
— O que acha de uma dança? — perguntou, em um tom sensual.
Virei- me para trás e não havia mais corpo estendido no chão, cheiro de morte ou sangue espalhado pelo salão. Não havia tristeza, não havia desânimo. O mesmo arrepio gelado atravessou minha espinha, e o que parecia ser a pior norte da minha vida, voltara a ser a melhor.
— Claro — respondi num tom sincero.
Sua mão envolveu a minha. Seu corpo colou ao meu. Sua respiração era quente e constante em meus cabelos.
E delicadamente, sua mão deslizou por minha cintura e encontrou um lugar para acomodar- se por ali. Meu batom, que antes estava intacto, passou a ser borrado por sorrisos e beijos que acolhiam o meu rosto, a minha boca.
Voltei a olhar para trás, e pude ver novamente o corpo, novamente o cheiro. Mas ainda conseguia sentir seu beijo, sua respiração. Atônita com a situação, tornei a fechar os olhos, e abrí- los um segundo depois.
O que um ser- humano desamparado e infeliz não faz para iludir o próprio coração desalmado e doentio.
Notas finais
~Depressão profunda... kkkkk
~Bjsss :*
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