O autor da minha vida

3 As dúvidas de Estevão


Notas iniciais
O capítulo praticamente foi feito todo pela Larinha ;) Os elogios são pra ela ;) E aí, curtiram?

Estevão saiu deixando Maria falando sozinha, a mesma ficou irritada. Por ser uma grande Engenheira Civil, estava acostumada a dar ordens em todos os homens e eles acatarem suas ordens. Até Geraldo no começo do casamento fazia as vontades de Maria, ela realmente tinha um gênio forte daria uma bela delegada, e por que não? Porém os cálculos da matemática conquistaram o coração de Maria. Um fato, ela detestou Estevão... detestou ao extremo. E para piorar a situação, Estevão iria dobrar, ficaria mais 24 horas dentro daquele hospital. Maria era tão ousada que foi atrás dele e o parou no corredor do hospital.

Maria: Olha aqui

Estevão: Por favor, não grite... estou em local de trabalho

Maria: Não me deixe falando sozinha

Estevão: Por favor, não posso falar com a senhora agora! Tenho outros pacientes para atender aqui! Mais tarde eu passo no quarto da sua filha, estou te pedindo com educação


Maria acatou o pedido de Estevão, a mesma voltou para o quarto onde encontrava a sua doce filha, andou pelo corredor parecendo uma modelo internacional ou até mesmo a Licy Liu no filme As Panteras. Tinha uma postura incrível, extremamente linda, e trazia consigo uma segurança e uma sensualidade de mulher sem limites. Ela ficou para lá e para cá dentro daquele quarto, odiava o cheiro de hospital Maria entrou no quarto com os nervos a flor da pele, queria saber notícias de Geraldo não suportava saber se ele havia voltado pra casa ou ter feito algum charme, e com uma raiva imensa do médico que havia atendido a filha. A pequena Estrela estava vendo televisão, já não tinha tanta febre, e a dor de cabeça tinha dado um tempo, Maria se irritou com os sons que a televisão reproduzia.

Maria: Garota abaixa essa televisão.

Estrela: Mais quase não escuto nada mamãe!

Maria: Não estou te perguntando se você escuta, só estou mandando você abaixar a droga dessa televisão. (Gritou)

Estrela: — Está bem (Chorando)

Por outro lado Estevão estava em seu consultório lendo e relendo os exames de Estrela, não conseguia achar à causa dos sintomas de Estrela aquilo era estranho, não sabe o motivo mais se encantou com aquela garotinha dos cabelos loiros queria ajuda — lá a qualquer custo.

Enfermeira: Doutor Estevão, aqui estão os outros exames que o senhor pediu. (Entregou nas mãos do mesmo)

Estevão: Obrigado, pode se retirar.

Novamente revisou os exames daquela menina loirinha, viu algo alterado nunca havia visto aquilo antes em exames daquele tipo, ficou pensativo.

~Pensamento de Estevão on

Estevão: ‘’Temo por aquela menina, se o que estou pensando é verdade, oh céus! Deus não permita que nada aconteça com essa criança, ela apesar de me confessar que quase não recebe amor materno e paterno terá que receber todo o apoio possível, vou ajudar Estrela no que posso nem que para isso tenha que enfrentar a mãe fria que ela tem, não sei como fui achar que aquela grossa era encantadora. Tomara que eu esteja errado, mas pelo tempo que eu sou formado em Medicina, pelos meus conhecimentos seria difícil eu errar esses laudos. Acho que vou dar alta a menina amanhã e vou solicitar novos exames. Só o exame de sangue não foi o suficiente’’

~Pensamento de Estevão off

Do outro lado da cidade Geraldo estava em um hotel com a amante Pâmela, sorrindo da cara da esposa, por achar que ele ia cair na mentira de que a filha estava doente, tinha plena certeza que a garota estava ajudando a mãe, e não ia voltar para o ‘’circo’’ como ele definia sua casa e não queria dar o gostinho à esposa de ser um palhaço nas mãos dela, estavam jogados na cama nus e fumando cigarros.

Geraldo: — Isso que é vida, nenhuma preocupação, nada de uma mulherzinha histérica querendo saber de tudo o que eu faço e nem uma filha chata querendo atenção.

Pâmela: — Até que enfim você saiu da casa daquela mulherzinha.

Geraldo: — Uma hora ou outra iria sair, não suportava, mas aquela menina e ela, não sei como fui amarrar meu burro naquele lugar.

Pâmela: — Ainda bem que você me encontrou aquela mulher deve ser uma merda na cama. (Fumando)

Geraldo: — Nem me lembre ok? Ela é cheia de frescura, cheia de não me toque (fazendo gesto com as mãos)

Pâmela: — Chega de falar delas, o que importa é nós dois daqui para frente.

Geraldo: — Isso mesmo gostosa, vem cá vem. (Subindo em cima da mesma)


Geraldo era um cara que não se importava com o amanhã, só se importava com sua própria vida, não dava valor ao casamento que tinha, afinal só estava com Maria porque foi obrigado pelos pais, por ter engravidado a mesma, não demonstrava afeto a filha, não suportava a garota perto dele, mantinha distância dela, quando a pequena ia compartilhar seu dia com o pai, ele a ignorava, era rude com ela, era um pai tão ausente que nem se quer sabia qual dia era o aniversário da filha, sempre inventava viagens a trabalho que não era mais que um pretexto para se encontrar com sua amante Pâmela. Josefa, acreditava e muito na sua filha Julieta, porém achou estranho o fato dela ter dito que estava tudo bem com Maria e foi conversar com sua neta mais velha, a pré adolescente Ingrid.

~Casa de Julieta

Josefa: Minha neta?

Ingrid: Oi vó

Josefa: Lembra que mais cedo você tinha dito que a sua tia Maria ligou?

Ingrid: Sim

Josefa: Ela estava alterada?

Ingrid: Demais

Josefa: Liga pra ela

Ingrid: Mas avó

Josefa: Por favor Ingrid


*Maria fez um lanche rápido na cantina do hospital, até que uma mulher queria saber a hora, tocou levemente nos ombros de Maria, fazendo-a ficar extremamente irritada. Ela tinha uma manina esquisita, não gostava que ninguém a tocasse.

Mulher: Senhora, pode me informar as horas?

Maria: Primeiramente, não me toque. Você não me conhece, eu tenho pavor de gente que me toque

Mulher: Desculpe, pode informar as horas?

Maria: Compra um relógio (saiu)

Mulher: Mulher doida, esta precisando tomar uns tapas na cara para deixar de ser fresca. Na hora do sexo tenho certeza que adora ser tocada, recalcada.

Maria foi para o corredor, estava com a sua bolsa, ligou para a Babá de Estrela para saber alguma novidade de seu marido.

Babá: Alô?

Maria: È...

Babá: Meu nome é (interrompida)

Maria: Pouco me importa saber o teu nome, quero apenas saber se meu marido já chegou

Babá: Não senhora

Maria: Droga

Babá: E a pequena Estrela?

Maria: A Estrela? Tudo manha e teatro eu deveria demitir você, ao invés de eu estar em casa linda e bela estou aqui nessa merda de hospital e nem posso ir embora. Ser mãe é uma merda, e você é uma babá de merda. Se meu marido chegar, avise a ele sua incopetente que a Estrela esta internada e sairá apenas amanhã

Babá: Sim senhora

~ Ligação off


* O celular de Maria tocou novamente


Maria: O que você quer inútil?

Josefa: Maria?

Maria: Mãe?

Josefa: Esta tudo bem?

Maria: Esta tudo péssimo, fala logo o que você quer

Josefa: Onde você esta filha ?

Maria: No hospital

Josefa: (Preocupada) O que houve?

Maria: Sua neta caçula, mimada e fútil esta internada

Josefa: Ôh Maria, não fale assim da Estrela, ela é sua única filha

Maria: Antes não ter tido nenhuma , não serviu de nada... Tenho certeza que se eu tivesse um filho homem Geraldo não me abandonaria

Josefa: Ele saiu de casa?

Maria: (triste) Sim... Mas ele volta, nem que eu tenha que ir ao inferno para trazê-lo! Eu não vou ser uma fracassada como a Julieta e como você ter um casamento pelo meio do caminho

Josefa: Maria... deixa de ser obcecada pelo Geraldo, ele não te ama! Me diz da minha neta

Maria: Ele me ama, ele saiu de casa porque não pude dar o filho homem que ele tanto sonhou, a Estrela esta muito bem... esta no hospital mais caro do Rio de Janeiro, isso tudo é teatro. Só você que não ver que essa garota é insuportável, chega a me dar raiva dela

Josefa: Maria (interrompida)

Maria: Mãe, cala a boca! Não estou a fim de ouvir seus sermãos. Tchau

~Ligação off

>— Horas depois – Hospital

Depois de revisado vários livros de medicina, e conversado com colegas de serviço, Estevão foi ver como Estrela estava, entrou no quarto, viu a pequena olhando para a janela, e sua impaciente mãe batendo o pé no piso do quarto com cara de poucos amigos.


Estevão: Olá, vim ver a menina. (Sentou-se na cama)

Maria: Até que enfim! Pensei que eu iria virar rocha aqui esperando.

Estrela: Oi doutor. (sorriu)

Estevão: Oi lindinha, está melhor?

Estrela: Um pouco senhor.

Maria: -Ela já está liberada?

Estevão: -Não.

Maria: Por que não? O que foi agora seu incompetente? Ainda não descobriu o que essa menina tem?

Estevão: Pequena você vai ter que ficar aqui hoje, e amanhã bem cedo irá fazer um exame muito importante, está bem? (Ignorou Maria)

Estrela: Está bem tio! Posso te chamar de tio?

Maria: Só o que me faltava agora garota, chamar um estranho de tio.

Estevão: Pode sim pequena, já vou indo.

Estevão virou as costas, não estava afim de discutir com aquela mulher dos olhos verdes, quando já estava fora do quarto sentiu alguém puxar seu braço bruscamente. Fazendo-o virar no mesmo instante

Maria: Quem você pensa que é para me ignorar hein? (batendo a ponta do salto do piso)

Estevão: Primeiramente só respondo pessoas educadas.

Maria: Me chamou de mal educada? Horas, belas palavras a sua, se você disse primeiramente eu falo segundamente! Você está aqui para trabalhar e me responder tudo o que eu perguntar, e não dar uma de gostosão da praça e me ignorar seu panaca!

Estevão: E o que a ‘’senhora’’ quer? (Ironizou)

Maria: Não me chame de senhora, porque não sou sua mãe e não sou da tua turma!


Estevão: O que você quis dizer com isso?

Maria: — O que você entendeu ‘’senhor’’! (Sorriu sínica)


Estevão: Veja bem não estou aqui para escutar suas grosserias!


Maria: Você não viu nada ancião, e me responda logo o que aquela chata tem!


Estevão: Não fala assim da sua filha, não sei como aquela menina doce pode ser sua filha, você é uma pessoa ruim, rude e sem coração diferente dela que é sensível e doce e amável, e se eu disse que não sei o que ela tem, é porque eu não sei, e se você não é surda eu disse que amanhã ela vai fazer um exame importante, então me poupe dos seus chiliques!

Maria: Escuta aqui seu médico de quinta, me poupe dos seus discursos de meia tigela, não te perguntei o que devo dizer e muito menos o que acha de mim, porque se eu quisesse saber de opiniões sobre minha vida eu iria a uma droga de psicólogo e o que eu saiba você é pediatra, então abaixa tuas asas que você não é nada na minha vida , e se é alguma coisa porque por ironia do destino virou médico da Estrela!

Estevão: O que tem de bonita tem de prepotente e ignorante, você é uma propaganda falsa sabia? Daquelas bonecas mais cara, com cara de anjo e por dentro um oco feio e vazio, amanhã venho buscar a menina para fazer o exame e por favor seja educada!

Maria: Sou educada com quem me der na telha seu velho!

Estevão ferveu de ódio, mais manteve a calma...


Estevão: Desculpe em perguntar... mas você brigou com seu marido? Pelo fato de usar aliança , você é casada

Maria: O que?

Estevão: Você deveria procurar um Neurologista, esse seu descontrole como ser humano esta passando dos limites, se você brigou com teu marido eu não tenho nada haver com isso, você não esta se preocupando com a sua própria filha

Maria: Seu insolente

Estevão: Eu não sou insolente


Maria: (gritando)Cala a boca


Quem ele pensa que é para lhe dirigir a palavra desse jeito? Pensou Maria consigo, Estevão foi rude, mas foi sincero tudo o que havia dito eram apenas verdades. Maria achou muita petulância da parte dele falar assim com ela. O dia para ela havia sido agitado, o marido saiu de casa... a filha internada. Maria simplismente levantou o braço para dar uma bela bofetada na cara de Estevão, porém ele foi mais rápido segurou o pulso dela no mesmo instante.

Estevão: Não se atreva

Maria: (gritando) Me solta


Ela tentou se soltar de Estevão, mas parecia que ele queria ter contato de pele com aquela mulher. Maria tentou livrar-se dele porém ambos estavam muito próximos. Os cabelos negros e volumosos de Maria chegou a ficar bagunçado, ela o olhou encarando com muita raiva. Ele a olhou, e ficou mais encantado do que nunca. Estevão ainda tinha o pulso de Maria em sua mão, olhou firmemente em seus olhos que pareciam duas esmeraldas e olhou para os lábios carnudos da mesma. Ela sem perceber deu uma leve mordida no lábio inferior... Será que isso é o começo de uma atração física?