O ato de amar
8 Capítulo 7 - Encontros e desencontros

A presença de Bethany me preocupava. Ela fez o terror com as nossas vidas no ensino médio mandando mensagens assinadas por -A. Após a internação tudo ficou muito tranquilo, mas agora parecia que ela queria se vingar da gente.
— Será que a Alison está metida nessa também? Perguntou a Hanna enquanto estávamos nos arrumando para ir a praia.
— Acho que não… E não ficou comprovado que ela também era -A. Disse Aria.
— Não ficou para polícia, porque pra mim ficou sim. Disse Hanna.
— Também acho muito estranho a Alison está no Brasil na mesma época que a gente.
— Vamos esquecer isso, gente. A Bethany só quer ficar com o Noel, só isso. Vamos deixar ela fazer o joguinho dela. Disse Aria abrindo a porta do quarto e saindo.
Confesso que não consegui deixar essa história pra lá. Quando desconfio de algo fico focada nisso até descobrir a verdade. Foi isso que aconteceu no ensino médio, descobri sobre a Bethany, mas a questão da Alison ainda ficou em aberto. Ela não tinha motivos para odiar a gente. Bom, não que eu saiba.
Assim que chegamos a praia fiquei o tempo todo observando a Aria, eu não queria ser enganada novamente. A Bethany poderia estar rindo da nossa cara neste momento se eu vacilar.
E foi exatamente isso que aconteceu: eu vacilei. Sem querer dormir na cadeira de praia e acordei assustada.
— Essa é a Aria? Perguntei olhando para o mar, onde a suposta Aria estava nadando com Noel e Toby.
— Claro, né.
— Tem certeza? Como você sabe que não é a Bethany?
— Não teve tempo da Bethany trocar de lugar, Spencer. Só se ela fosse ninja!
— Tem certeza que você também não cochilou? Eu não quero estar perto dessa garota novamente, não sabemos do que ela é capaz.
— Relaxa, Spence. Você já está ficando paranóica em menos de 24 horas. Estamos em vantagem, sabemos que ela está por perto.
— Isso não importa. Ontem na boate você percebeu que era ela?
— Não. Mas isso porque não sabíamos que ela estava aqui.
— Mesmo assim. Vou ficar de olhos abertos agora.
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A Spencer já estava me deixando louca com toda aquela história. O Caleb ainda não tinha voltado do hospital e o celular só dava na caixa postal. Meus pensamentos estavam a mil para ficar ouvindo as paranóias da detetive Spencer.
Voltei para o hotel com a intenção de ficar um pouco na sauna, precisava relaxar de verdade nestas férias. No entanto, assim que passei pelo restaurante do hotel dei de cara Caleb sentado com a Alison.
Meu sangue ferveu. O que ela estava fazendo aqui? Mas eu precisava me controlar, não podia deixar ela ganhar mais uma vez.
— Olá!
— Hanna! — disse Caleb se levantando e me dando um selinho — Acabamos de chegar. Onde está o pessoal?
— Na praia.
— Vou só ajudar a Alison e depois podemos ir pra lá, está bem?
— Claro.
— Bom… Mas antes você não tem nada para falar para a Alison?
— Hum… Não.
— Nem um pedido de desculpas?
— Não.
— Hanna, por favor, isso já deu. E você sabe que errou, seja um pouco mais madura e peça desculpas para a Alison.
Caleb estava com a voz alterada o que me deixou mais nervosa. Não consegui mais me controlar e explodi.
— Eu não vou pedir desculpas para ela! Você não vê que tudo isso é armação dela!
— Não estamos mais no ensino médio, Hanna Marin!
— Não é o que parece! Você continua caindo nos braços dela! Disse saindo em direção a piscina.
— Hanna! Ouvi Caleb dizer e vir atrás de mim.
Ele me alcançou perto do elevador. Senti meu rosto quente e meus olhos arderam por causa das lágrimas que estavam se acumulando.
— Hanna! Por favor me espera! Vamos conversar!
— Eu não quero conversar! Você já escolheu de que lado vai ficar!
— Que? Não existe lado! Eu só estou fazendo o que é certo.
— Ah claro! É certo você deixar a sua namorada para cuidar de uma estranha!
— A Alison não é uma estranha.
— Verdade. Ela só faz parte das galhas que você resolveu colocar em mim.
— Que? Do que você está falando? Não viaja!
— Eu não sou idiota, Caleb!
— Olha é melhor a gente conversar depois. Disse ele saindo.
— Não tem mais o que conversar! — gritei e entrei no elevador. — Acabou.
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A Hanna tinha sumido a mais de uma hora e eu não podia perder a Aria de vista. Assim que ela saiu do mar, segui ela e o Noel até a piscina do hotel. Eles estavam conversando normalmente e isso me deixou intrigada. Com certeza aquela ali não era a Aria.
Observava eles de longe, na verdade por detrás de uma pilastra, quando senti uma mão gelada na minha cintura.
— Meu deus, Toby! Que susto!
— O que você está fazendo?
— Xi! Estou investigando.
— Investigando? — ele olhou para onde eu estava olhando antes — O Noel e a Aria? Por quê?
— Porque essa… Por nada, garoto! Me deixa, ok.
— Deixo sim. Mas só depois de você me dizer porque está fugindo de mim.
— Que? Eu não estou fugindo de você.
— Não é o que parece.
— Arg! Me deixa, ok.
Disse saindo de trás da palestra, mas assim que passei por ele senti sua mão me agarrar pelo braço e me puxar para perto dele.
— Me solta, Tobias!
Ele aproximou o rosto mais perto do meu até as nossas testas se encostaram. Pude sentir sua respiração ofegante.
— Só me responda.
— Eu. Não. Vou. Te. Responder.
Ele não me soltou. Ficamos alguns minutos ali: olhando um nos olhos do outro. Tentei sair de perto dele, mas sua mão me segurava com força.
— Me solta Cavanaugh.
Ele continuou em silêncio olhando para mim. Meu coração batia tão rápido que achei que ele também estava ouvindo o meu nervosismo. Fechei os olhos convencida de que este gesto o faria me soltar. No entanto, invés disso ele encostou os lábios aos meus. Abri os olhos assustada, mas sua boca está tão quente e macia que me deixei envolver e me entreguei ao beijo. Ao poucos a mão dele foi saindo do meu braço e repousando na minha cintura. Coloquei meus braço em volta do seu pescoço e num ritmo acelerado nos beijamos indo em direção ao elevador.
Não pensei direito nem lembrei que devia ter várias pessoas vendo a gente se agarrar daquele jeito. Na verdade eu só queria estar com ele. Escutamos o elevador chegar e antes que pudemos entrar, escutei Caleb chegando para entrar no elevador com a Alison.
— Querem a chave do quarto? Perguntou Caleb com um sorriso malicioso no rosto.
Arrumei meu cabelo e com um olhar sério me afastei de Toby.
— Não precisa, já terminamos.
Sai antes que o Toby me puxasse de novo. Pude ouvir as risadinhas de Caleb, mas também escutei a Alison dizendo para eles irem logo para o quarto.
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