O assassino do meu pai

6 Capítulo 6 — Londres


Notas iniciais
Oh * se esconde das pedras que estão sendo jogadas * Aliás, ainda tem alguém aqui? *cora* Me perdoem pela demora! De verdade, perdoa minha demora e não desiste de mim *juntas as duas mãos implorando* Eu tive motivos para não postar esse capítulo e não atualizar, além de minha vida ter se tornado uma bagunça antigamente (2015, pior ano da minha vida), ano passado ainda foi o ano do terceiro ano, então tive que focar e estudar, né? Foi bem cansativo, aliás, minha dica é: aproveitem enquanto ainda não chegaram lá, porque quando chegar vai ser só pau e viola a a a Não tive tempo nem para mim direito, para ser sincera. Bom, sei que desculpas não são o suficiente, apenas quis me explicar, mas graças a Deus tudo melhorou e conseguir fluir mais, peguei várias fics antigas minhas e comecei a reescrever, fazendo assim mais capítulos, que nem essa fic que por sinal to amando escrever de novo, é como se eu me apaixonasse mais uma vez por ela, sabe? Eu irei responder todos os comentários com muito amor e carinho, provavelmente ninguém dos meus leitores antigos estará aqui atualmente, porque faz tempo, e se há: Sejam bem vindos novos e antigos leitores ♥ Enfim, vamos parar de enrolar! Espero que gostem, boa leitura, amo vocês ♥ PS: Toda vez que vocês verem o sinal "♪" cliquem pois é a música.

O assassino do meu pai

Capítulo 6 — Chegada

Por Teylla

Quanto mais o ódio cresce, consequentemente o amor crescerá também.

Natsu caminhou de um lado para o outro em sua saleta, estava ansioso e nervoso. Começou a roer suas unhas e bateu na mesa com força. Seguiu para o seu quarto e agarrou um paletó, o vestiu e desceu as escadas.

— Stincy — chamou pacientemente e logo um mordomo apareceu.

— Sim, senhor? — indagou com a voz manhosa.

— Mande o cocheiro arrumar a carruagem, estou indo fazer uma caminhada em Londres — respondeu e foi até o Hall.

Stincy caminhou até o grande jardim e foi até uma parte escondida, onde ficava guardado os cavalos de seu patrão.

— Herondale! — gritou com todo o ar que tinha para chamar o rapaz.

Escutou uma movimentação vindo de dentro do celeiro e olhou para o mesmo. Entrou e logo avistou o rapaz de cabelo negro e olhos verdes se levantando.

— Sim, Stincy, qual o problema dessa vez? — indagou com voz de sono.

— Sr. Dragneel está mandando você arrumar a carruagem, ele quer dar um passeio em Londres — respondeu com um tom sério.

— Sim, Sr. — retrucou Herondale com um sorriso.

— Acho bom ser rápido, o Sr. não está muito paciente essa manhã — avisou e saiu.





Natsu bateu o pé no chão, mostrando sua impaciência. Não demorou muito para que a carruagem aparecesse em frente à porta da mansão. Colocou sua cartola e saiu em disparada. Entrou e se sentou ao lado da porta, apoiou seu cotovelo na base da janela e pôs o queixo em cima da costa da mão.

Havia avisado ao cocheiro para onde queria ir. Levou apenas uma hora para chegar ao seu destino. Henrodale saltou de onde estava e foi até a porta para abri-la. Estavam em um lado nobre de Londres, mas até lá a pobreza se mostrava presente. Natsu balançou a cabeça ao ver algumas crianças vagando sem rumo e até parecendo perdidas.

Seguiu direto a loja de Madame Malkovich e ao abrir a porta da boutique, deu um de seus melhores sorrisos.

— Sr. Dragneel! — Malkovich retribuiu o sorriso e foi com elegância até ele.

— Oras, Matilda... não precisa me chamar de Sr. Dragneel. — Riu e retirou sua cartola, exibindo seus fios róseos e bagunçados.

— Então, o que devo a honra de sua visita repentina, meu caro amigo? — indagou ao andar até um de seus manequins, ajeitando as vestes do mesmo.

— Eu quero que você prepare vários vestidos para a temporada de festas, preciso urgentemente — respondeu com sinceridade.

— Para a Srta. Cana... ou — ia perguntar, mas foi interrompida.

— Não mesmo, nem para a Cana e nem para a Lisanna, agora é para outra mulher — cortou a sua fala e balançou a cabeça.

— Oh! Quem é dessa vez, Natsu? — perguntou curiosa, se aproximou do amigo de forma interesseira.

— Você irá descobrir eventualmente, aliás, todos saberão quem é — respondeu com uma gargalhada.

— Para que todo esse suspense? — arguiu com a sobrancelha arqueada.

— Não é bem um suspense, mas... gosto de deixar você curiosa. É para uma pessoa que você nem imagina — respondeu e mordeu os lábios, umedecendo-os.

— Alguém que eu não imagino...? — se perguntou e apoiou seu queixo com o dedo, levantando-o. — Não consigo pensar em tal, tenho várias opções, nenhuma específica — completou.

— Eu imagino. — Passou a mão nos fios soltos. — Creio eu, que você irá ficar bem surpresa... — contribuiu.

— Quem será? — perguntou-se e soltou um longo suspiro.

— Em breve... tudo tem o seu tempo, até o de conhecê-la — respondeu.

— Tem tido noticias de Lucy Heartfilia? Soube eventualmente que seu pai era um grande amigo do Sr. Jude... triste a morte dele, abalou todos — perguntou e se completou com a cabeça baixa.

— Lucy Heartfilia...? Hm, não tenho não... ela está sumida? — questionou sem expressão e sem sentimento. — É, meu pai era bem próximo do Sr. Jude, fiquei muito triste com a morte dele... pobre homem.

— Sim, nunca mais tivemos notícias sobre ela. Uma moça tão bonita e cheia de pretendentes — deixou escapar.

— É... — disse e ficou pensativo. — Então. Quero que você faça alguns vestidos de festa para mim, aqui está as medidas certas. — Entregou um pedaço de papel.

Matilde pegou e o abriu.

— Uau, ela deve ter um corpo muito bonito — comentou admirada e com um pouco de inveja.

— Sim, ela tem — retrucou com um sorriso.

— Eu irei fazê-los o mais rápido possível, tem um prazo fixo? — indagou indo para trás do balcão.

— Não exatamente... apenas tem que ser antes da temporada — respondeu e sorriu.

— Tudo bem — disse e guardou o papel dentro de uma caixinha vermelha enfeitada.

— Tenho que ir, Matilda, estou ocupado... tenho muitas coisas para fazer ainda — disse e se aproximou dela.

— Oh, eu entendo Natsu, passe aqui mais vezes — pediu triste.

— Irei passar, Milady. — Se curvou e beijou a face da mão dela. — Agora tenho que ir, até mais — completou e saiu com um aceno.

— Como é sortuda essa esposa dele... ah... — disse com um ar sonhador. — Na verdade... ela está dividida entre a sorte e o azar, não sabe o que a espera... — se consertou ao lembrar-se das coisas que Natsu fazia.

Natsu fechou a porta da boutique com delicadeza, recebendo um vento um tanto forte, achou que provavelmente choveria à noite, com sorte, gostava de dormir na chuva, sentindo o bom frio debaixo de suas cobertas. Ele pôs a mão na testa, protegendo seus olhos contra o sol, tentando enxergar.

Ainda tinha algumas coisas para resolver, mas estava pensando por onde começar antes de sair dali.

♔ ♔ ♔

Já era de noite quando Dragneel havia voltado para casa, estava exausto, nem acreditava ter feito tanta coisa na rua, não era do seu feitio fazer por ele mesmo coisas que necessitasse ficar por tanto tempo vendo outras pessoas que não tinha muito costume de falar.

Ele estava com sua bata branca folgada e sua calça preta, jogado na poltrona de forma que achava confortável, estava com uma taça de prata nas mãos, bebericando um conhaque.

Colocou a taça na mesinha e bagunçou os cabelos, levantando-se e indo até a porta de vidro que levava para a sacada e foi para lá, sentando na cadeira colchoada, apoiando seus cotovelos no braço da mesma, olhou para o céu, pensativo.

Teria que preparar muitas coisas com a chegada de Lucy em sua casa e precisava ser logo, já que não sabia o dia que a loira chegaria, não que ela precisasse de muita coisa, ela já era linda por natureza.

Mas ainda sim teria que organizar algumas coisas, sabia muito bem que ela não aceitava esse casamento e que para ela não era bem um relacionamento e sim uma coisa qualquer, o que não deixava ele muito feliz ao pensar em algo assim, obviamente, mas também não a culpava.

Ele suspirou, talvez de cansaço, talvez de desistência, quem sabia? O ódio era realmente algo incrível, conseguia mudar as pessoas, talvez mais até do que o próprio amor.

Não sabia dizer se a Heartfilia o odiava, mas também não era alguém que morria de amores, seria muito difícil lidar com a loira e ele tinha certeza disso, precisaria de algo para conseguir acalmá-la às vezes, mas não sabia exatamente o quê e nem o que falaria.

Era uma situação muito complicada e delicada em sua opinião, não podia ser apenas qualquer coisa, afinal, em sua mente, ele teria matado o pai dela e com certeza era o que ela estava achando.

Novamente não podia culpá-la, era natural que ela pensasse isso e não faria nada para mudar o que ela pensava, até porque não se importava com o que ela achava dele ou coisa do tipo, ele não devia nada a ela e nem ela devia algo a ele, preferia assim, era menos complicado.

Decidiu dormir para relaxar ao menos um pouco, massageou suas têmporas e levantou-se, indo para sua cama, puxou o lençol de seda e cobriu-se até sua virilha, achando mais confortável.

Sabia que ficar pensando não o levaria a nada, então a melhor decisão seria realmente dormir.

♔ ♔ ♔

Lucy estava sentada em seu banco, de frente para sua penteadeira com uma escova na mão e com o olhar perdido, mais uma vez tinha tido pesadelo que não conseguia decifrar realmente, queria entender porque o mesmo sonho a perseguia, ficava com medo quando acordava e se via novamente só.

Ela abraçou seus ombros e sentiu um arrepio, respirou fundo e levantou-se em direção a sua pequena varanda, olhando o jardim que estava bem cuidado, apesar de que antes dela chegar o mesmo estava destruído e acabado, seu cabelo solto voava junto com seus fios loiros.

Colocou a mão em cima do apoio e olhou para a lua, pensou em como seria seu destino daqui pra frente sem o seu pai, sem ter a vida que levava antes, principalmente ao ter que viver ao lado de seu marido.

Como seria? Se ela pudesse saber, faria tudo diferente?

Talvez. Ela ao menos gostaria de tentar.

Não queria viver com ele, nem mesmo ficar pouco tempo com seu marido, ele a fazia sentir vontade de vomitar, ela sentia como se pudesse perder as forças de sua perna a qualquer momento.

Lembrou-se da frase que seu pai te disse antes de morrer “Nunca deixe o ódio te dominar”, mas parecia mais fácil dizer do que fazer.

Para ela, Natsu não merecia seu perdão, não merecia amor de ninguém, principalmente o dela e faria de tudo para que seu amor não fosse entregue a ele, nunca seria dele…

Nunca seria.

♔ ♔ ♔

Lucy acordou com os raios de sol invadindo seu quarto, ela apertou os olhos com força e assim os abriu, colocou o antebraço em sua testa e olhou para o teto, era hoje, era hoje que provavelmente ela teria que ir para Londres, para ver seu marido, mesmo a contragosto.

Esperava que ele enrolasse a ida dela, quanto mais tempo longe dele, era melhor para ela, ouviu duas batidas na porta e suspirou, se ajeitou na cama, encostando suas costas na cabeceira da cama.

— Entre — disse com uma voz sonolenta.

Beck entrou encolhida, esgueirando-se entre a porta.

— Com licença, Srta. Lucy — pediu delicada. — Recebi uma carta do Sr. Natsu — avisou andando até ela com uma carta na mão.

Lucy prendeu sua respiração, nervosa com o objeto e o pegou, vendo a assinatura e o carimbo com o brasão do mesmo na parte da frente, mordeu o lábio inferior e respirou fundo.

— Obrigada, Beck… Irei lê-la já — disse, colocando o objeto ao seu lado da cama, logo a fitou nos olhos, preocupada. — O que houve? Algum problema?

— Não, nenhum — respondeu, balançando a cabeça negativamente, logo pôs uma mecha do cabelo atrás da orelha. — Provavelmente você irá ter que partir logo, irei sentir saudades até a Srta. voltar, espero que dê tudo certo por lá.

Lucy sorriu, emocionada, considerava Beck realmente como uma mãe que não teve, ela tinha esse instinto maternal, e cuidava dela como se fosse sua filha, ouvir aquelas coisas a fez ficar feliz e chorosa.

A loira pegou as duas mãos de Beck que havia sentado na beirada da cama e as apertou, acariciando-as ao mesmo tempo, olhou-a nos olhos.

— Eu também sentirei muito sua falta, Beck! — avisou. — Espero que aquele pesadelo acabe logo e eu volte correndo para seus braços — completou, abraçando-a, deixando a mulher inicialmente surpresa e logo após abraçando Lucy de volta também, a loira acabou lembrando-se um pouco do seu pai e permitiu que lágrimas caíssem.

— O que houve, minha menina? Por quê está chorando? — perguntou, fazendo carinho no cabelo da loira, logo Lucy soltou-se do abraço, enxugando as lágrimas com a face da mão.

— N-nada… Apenas lembrei de uma coisa — respondeu. — Mas está tudo bem agora, tudo vai ficar bem, certo? — questionou ao olhar para o sol que mandava os seus raios invadirem violentamente seu quarto, clareando-o.

— Sim, tudo isso que está sentindo vai melhorar — concordou Beck, mesmo não sabendo do que ela falava. — Vou preparar seu banho, o café está pronto lá embaixo, quando tiver pronta, desça — avisou com um sorriso e levantou-se da cama, preparando o banho da loira.

— Obrigada, Beck — agradeceu ao vê-la na porta após preparar o banho.

Lucy tombou a cabeça para trás, respirando fundo, já tinha perdido as contas de quantas vezes chorava sozinha no silêncio, mesmo prometendo que não iria mais chorar por isso, mas era difícil.

Olhou para a carta ao seu lado e a segurou com força, amassando-a um pouco, soltou o ar pelas narinas de forma furiosa e levantou-se, largando o envelope, prendeu seu cabelo e se despiu para entrar na banheira.

Encostou sua cabeça na borda da banheira e permitiu que seu corpo fosse coberto pela água.

Logo saiu e pegou sua toalha, se secando, odiava que pessoas desconhecidas a enxugassem ou a vissem tomar banho, ficava incomodada com olhares estranhos e novos em cima de si.

Quando entrou em seu quarto, avistou Cassiey segurando um vestido e outros utensílios, sorriu assim que viu Lucy.

— Bom dia, Srta. Lucy! — disse aproximando-se. — Deixe-me ajudá-la a se vestir.

— Oh, bom dia, Cassiey! — cumprimentou de volta.

Cassiey ajudou Lucy a se vestir, colocando a anágua, amarrando o corpete e pondo o vestido rosa avermelhado por cima, logo penteou o cabelo da loira, deixando-o solto.

— Obrigada, Cassiey, não sei o que eu seria sem você — agradeceu levantando-se.

— O que é isso, Srta. é o meu trabalho — disse corando.

— Mas você faz com boa vontade, não de qualquer jeito — contestou sorrindo.

Logo Lucy foi até a porta, abrindo-a, começou a descer as escadas indo até a sala de jantar, sentou-se na cadeira e começou a comer.

— Está tudo do seu agrado, Srta. Lucy? — Beck perguntou com um pano na mão.

— Está tudo ótimo, Beck — respondeu sorrindo.

— Desculpa perguntar, mas a Srta. já leu a carta do Sr. Natsu? — questionou como se soubesse de alguma coisa e quisesse esconder.

Lucy pegou o guardanapo e limpou o canto da boca, logo colocando objeto no lugar, olhando para Beck.

— Tem algo que eu não sei, Beck? — indagou arqueando a sobrancelha.

— Claro que não! — respondeu de supetão. — Estou curiosa, apenas isso.

— Entendi, Beck, ainda não li, lerei quando subir — avisou, concentrada em sua comida agora.

Lucy ao terminar, limpou-se e subiu as escadas, pensando o porquê de Beck estar agindo daquela forma, como se não fizesse sentido.

Chegou em seu quarto e viu a carta, sentou-se na beira da cama para ler, respirou fundo e a abriu.

Olá, minha amada Lucy!

Como você está? Imagino que se divertindo muito por aí, afinal nunca me responde, mas também não é como se eu fizesse questão de receber alguma resposta sua.

Como já deve ter imaginado, hoje mandarei a carruagem para te buscar, espero que suas coisas estejam prontas, estarei te aguardando em nosso quarto.

Não se esqueça que você não é mais uma Heartfilia, então se comporte como tal, Beck te dirá algumas coisas.

Até mais, Lucy Dragneel.

Com amor, Natsu Dragneel.”

Lucy revirou os olhos percebendo as ironias feitas pelo seu marido, ela respirou fundo e levantou-se, tirando algumas coisas que ela julgava importante, logo Beck e Cassiey apareceram atrás dela com algumas malas.

— Me desculpe por não comentar nada antes, Srta. Lucy — iniciou Beck, com um tom de culpa.

— Tudo bem, Beck, eu te entendo — sorriu, olhando para trás. — Não precisa se desculpar, tá?

— O Sr. Natsu pediu para lhe avisar algumas coisas — começou olhando para os próprios pés.

— Tudo bem, prossiga — Lucy virou-se para as duas, depositando alguns objetos em cima da cama para guardá-los.

— Ele pediu para te informar que quer você quando chegar lá, aja como um casal amoroso, parece que é algo realmente importante para ele e que se perguntarem, vocês estavam vivendo juntos por esse tempo — disparou.

— Como é que é? — perguntou, franzindo o cenho, indignada. — Ele quer que eu finja?

Beck ficou em silêncio, não querendo dizer nada, apenas começou a arrumar com Cassiey as coisas dela.

Lucy respirou fundo e foi até sua varanda, olhando para o jardim, perdida por um bom tempo em seus pensamentos.

— Que cara de pau, ele realmente quer que eu finja algo que não é verdade? — perguntou para si mesma com raiva. — Canalha!

— Srta. Lucy — chamou uma voz masculina, acordando-a de seus pensamentos.

Ela virou-se e avistou Sr. Winson na porta.

— Oh, sim, o que houve? — perguntou se aproximando.

— A carruagem veio lhe buscar, o cocheiro está te esperando lá embaixo — respondeu.

Ah… Então essa é a hora, não é? — perguntou para si própria, a hora do até mais, do adeus. — Certo, já irei descer — avisou sorrindo.

— Tudo bem, Srta. irei levar suas coisas para baixo — disse pegando as malas para levar.

— Obrigada — agradeceu.

— Vamos, Srta. Lucy irei te acompanhar — disse Beck sorrindo.

— Oh, preciso fazer uma coisa antes, Beck, você e Cassiey podem ir na frente, já estou indo — retorquiu e as duas concordaram, saindo do quarto.

Lucy ao se ver sozinha foi até seu criado-mudo, pegando dois itens que julgava ser muito importante e os colocou dentro de uma sacola que tinha separado, fechou a mesma e a pegou, indo em direção à porta.

Desceu as escadas respirando fundo, odiava despedidas, era como se fosse realmente um adeus.

— Lucy… Quer dizer, Srta. Lucy — iniciou Beck apressando-se e segurando suas mãos. — Por favor, cuide-se, irei estar esperando pela sua volta, minha boneca, vai dar tudo certo.

— Já disse que pode me chamar de Lucy! — riu para não chorar. — Beck… irei sentir saudades — a envolveu em um abraço apertado. — Obrigada por cuidar de mim durante esse tempo.

— Não há de quê — retorquiu. — Fiz porque gosto muito de você.

— Eu também gosto muito de você, Beck — retrucou com os olhos cheios de água.

A Hearfilia se despediu de todos com abraço apertado e dirigiu-se a porta onde havia uma carruagem realmente a sua espera, fechou os olhos, inalando o máximo de ar que podia e começou a descer os degraus.

— Lucy! Espere — gritou Beck correndo atrás dela. — Por favor, minha querida, não seja tão dura com o Sr. Natsu, ele realmente é uma boa pessoa, você irá notar isso, não se deixe levar pelas aparências, por favor, eu te peço, ajude-o no máximo que puder — completou com uma voz chorosa.

Lucy sorriu amavelmente e assentiu com a cabeça.

— Não se preocupe, Beck — disse e subiu na carruagem, ficando ao lado da janela.

Sr. Winson, Beck e Cassiey acenavam para a mesma, enquanto ela retribuía.

A loira começou a resmungar sobre as últimas palavras proferidas pela mais velha, não achava que ele era uma boa pessoa e seria muito difícil enxergar isso nele, afinal, ele mesmo não ajudava nisso.

A convivência não seria fácil, disso tinha certeza.

Já tinha esquecido tudo sobre bailes e afins, de que poderia ser útil? Na verdade ela queria apenas uma desculpa, lembrava-se vagamente dessas coisas, não era tão apaixonada por esses tipos de evento, achava problemático.

Apoiou seu cotovelo na base da janela e encostou seu rosto em sua mão, olhando para a vista que estava sendo proporcionada.

Apenas mato.

Só havia mato e mais mato, não era nada de diferente, respirou fundo e olhou ao redor, a carruagem era realmente muito elegante e acomodativa por dentro, os assentos eram vermelhos e os adornos dourados para dar um contraste maior no lugar, as cortinas vermelhas eram presas com fitas amarelas.

Parecia que o tempo estava passando devagar naquele local, olhou para suas unhas e lembrou-se do quarto proibido que havia na mansão anterior, levantou a cabeça com o olhar vago.

Estava curiosa, muito curiosa para saber o que tinha lá e o que estava escrito naquele maldito papel “acordo Dragneel e Heatfilia”, aquilo estava deixando-a intrigada desde que saiu de lá, principalmente a chave de ouro, deu um sorriso travesso ao lembrar dela.

Obviamente usaria seu tempo livre na casa em Londres para achar mais pistas sobre o que procurava, com certeza acharia algo interessante por lá, ao menos era isso o que esperava.

Olhou para seu vestido rosa avermelhado, nunca havia usado-o, agora entendia o porquê de Cassiey ter escolhido-o e arrumado-a bastante, riu para si, ela tentou fazer de tudo para deixá-la bonita apenas para a mesma ir ver seu marido.

Mal sabia ela os conflitos internos que tinham entre os dois e que Lucy não estava nem um pouco feliz em ir para lá, encarar a realidade novamente, a realidade que custou esconder para não deixar que o ódio crescesse cada vez mais em seu coração, afinal, estava tentando ouvir o último conselho que seu pai havia deixado para ela antes de ir.

Balançou a cabeça negativamente, tentando afastar esses pensamentos, percebeu que havia se passado bastante tempo ao notar que já estava vendo a entrada de Londres, começou a sentir frio em sua barriga, estava nervosa e isso estava bastante claro, ela não conseguia esconder.

Apertou suas duas mãos e mordiscou o lábio inferior, não sabia porque estava se sentindo daquela forma, mas estava odiando, parecia que era fraca e que não sabia controlar seus sentimentos.

Queria gritar, fugir, espernear, fazer de tudo para não ter que ver aquele maldito homem.

Mas nada disso daria certo, provavelmente ele colocaria várias pessoas atrás dela e isso seria um desastre.

Ela apenas fechou os olhos e tentou meditar para afastar todo o nervosismo que estava sentindo naquele momento para não fraquejar na frente dele e nem de outra pessoa.

Sentiu a carruagem parar e seu coração acelerou mais ainda, a falta de ar começou a ficar mais evidente, ela abriu os olhos em pânico, procurando um lugar para fugir, mas obviamente não tinha.

O cocheiro foi abrir a porta e rapidamente ela segurou de volta, não sabia o porquê de ter feito isso, mas apenas fez, não queria deixar ele abrir, não queria sair dali, não agora.

— Srta. Lucy? Qual o problema? — ele perguntou preocupado. — Está tudo bem aí?

A loira piscou várias vezes, tentando recobrar a consciência e largou a porta, permitindo que fosse aberta, estava sem brilho nos olhos, vagando por sua mente, tentando achar alguma solução.

— Srta. Lucy? — tornou a chamá-la, se aproximando.

— Oh, sim, me desculpe, tive um surto momentâneo — sorriu amavelmente, como se nada tivesse acontecido.

— Ah, então deixe-me ajudá-la — Ofereceu a mão e a mesma aceitou, pegando sua sacola preciosa, não podia perdê-la de jeito nenhum.

Lucy desceu como uma princesa faria, agiu como se não tivesse passando mal por dentro, falou com todos os empregados e foi apresentada para todos, gostou da maioria que viu, mas se perguntava de Virgo e Loki.

Uma senhora muito agradável a levou para um quarto aleatório para ela, ambas entraram e quando Lucy observou, ficou bem feliz com o que viu, Virgo estava parada em sua frente, com um sorriso incrível, nem parecia que ela havia mudado alguma coisa, o corte do cabelo continuava o mesmo e com a mesma tonalidade.

— Virgo! — disse com bastante alegria, correndo para abraçá-la. — Estive com tanta saudade!

Virgo apenas sorriu e deu leves tapas no ombro de Lucy, afinal, estava se sentindo sufocada, mas muito feliz.

— Eu também estive com muitas saudades de você — comentou animada. — Você tem estado bem?

— Sim, as pessoas que tomaram conta de mim eram incríveis — respondeu animada.

— Isso é bom — Virgo parecia que havia se lembrado de algo. — Ah! Esqueci, você tem que ir aos seus aposentos, Lucy, estarei te esperando aqui — avisou.

Lucy ficou com uma expressão de interrogação, não estava entendendo, achava que ali seria seu quarto, mas pelo visto não era.

— Ah, onde é meu quarto? — perguntou curiosa.

— Irei levá-la, Srta. — respondeu a velhinha agradável.

A Hearfilia apenas assentiu, seguindo-a, os corredores eram muito elegantes, a parede vermelha com adornos dourados, o piso era de madeira escura, havia muitos espelhos e instantes com vasos caros decorando o ambiente.

A velhinha parou em frente a uma porta dupla marrom com decorações douradas.

Entre — disse a pessoa de dentro, o corpo de Lucy travou, ficou duro, não conseguia se mexer e nem dizer nada, a porta foi aberta e a mesma continuava estática.

Ela engoliu em seco e liberou todo o ar que tinha em si, deu alguns passos para dentro e ouviu a porta sendo fechada.

— Seja bem vinda, minha querida Lucy Dragneel — disse dando um ênfase ao Lucy Dragneel, como se quisesse pirraçá-la e obviamente tinha tido efeito.

Ela não sabia o que dizer e nem conseguia se mexer, apenas encarava o belo homem sentado em sua poltrona, seu cabelo rosado estava levemente bagunçado, trajava uma bata folgada e desamarrada na base do peitoral, uma calça preta com o cinto da mesma cor, o mesmo havia bebericado um pouco de seu conhaque.

Natsu sorriu levemente para a mesma e levantou-se, vendo que ela estava sem palavras.

Lucy travou mais ainda ao ver a aproximação de seu marido, ele parou em sua frente olhando em seus olhos, enquanto a mesma olhava para frente, onde avistava apenas o peitoral do mesmo, logo Natsu riu e passou a mão pelos ombros dela, elevando o queixo da mesma.

Logo uma expressão raivosa apareceu no rosto da Heartfilia ao olhar para aqueles olhos esmeraldinos.

— O que foi? —ela perguntou com um tom de ironia. — Perdeu alguma coisa para estar me olhando tanto?

— Apenas uma coisa muito importante, lembre-se que não consumismos nossa primeira noite, minha querida — respondeu para provocá-la.

Lucy semicerrou os punhos e franziu o cenho.

Não se preocupe, nem você, nem seu corpo me interessa — aproximou-se da orelha dela e mentiu ao passar as pontas de seu dedo pelo queixo macio da mesma, soltando-o.

Natsu saiu do quarto com as mãos no bolso frontal, deixando-a atordoada no fundo.

Sabia que estava tornando as coisas difíceis para ela, mesmo dizendo a si mesmo que não faria isso, que tentaria ser pacífico, mas toda vez que via o rosto dela, sentia vontade de provocá-la.

Lucy estava parada e petrificada com o que ele havia dito, estava se perguntando quem ele achava que é para dizer algo assim a ela, era ela que não sentia desejo nenhum por ele.

Apenas ela.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo, eu fiz com muito amor! E se ainda há meus leitores antigos aqui, olá, amo vocês ♥ Aqui tá o grupo pra vocês falarem comigo, verem spoilers e etc :3 https://www.facebook.com/groups/178366319041101/?fref=ts
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.