O assassino da Caneta de Pena
4 Princípios que regem a loucura
Notas iniciais
Uma risada gutural e maleficamente deliciosa preenche o ambiente.
“Que cheiro, que noite! Ou deveria dizer dia? Tanto faz, o que realmente importa é que, novamente, estou fazendo minha arte!”, com tais pensamentos malévolos, deus uma passo de cada vez, pelo mal cheiroso e muito escuro corredor. A cada dois metros tinham lamparinas, em um estilo gótico requintado, mas ao mesmo tempo antigo e desgastado devido à idade.
O local era o subterrâneo de um armazém, em um porto abandonado, que uma vez, há muitos anos, fora um ponto de grande movimentação e comércio, mas que agora jazia em ruínas. O armazém em si, estava relativamente bem conservado, com somente algumas janelas quebradas e pichações, mas nada que comprometesse o local, alem do mais, era o esconderijo perfeito, levando em consideração as intermináveis raves que ocorriam freqüentemente, quem escutaria os gritos das almas penadas, que por algum enfadonho capricho do destino, haviam de ter caído em suas mãos?
Cada passo fazia com que seu coração ficasse mais e mais apertado, a ponto de quase explodir com a excitação. “Essa é a minha verdadeira arte, essa vai ser minha Mona Lisa!”, a loucura irradiava de sua face, tão refinada e sem um indicio de sua verdadeira natureza, claro que isso perante a sociedade; mas agora, o escárnio, o desprezo e toda a loucura se afloravam por entre cada poro do seu, ossudo, porém forte, corpo, e um sorriso, tão largo e medonho, que muito lembrava “O Gato” de “Alice no pais das maravilhas”, despontava-lhe no rosto, porem, não era um sorriso benigno que estava lá.
Por um impulso, levou sua mão ao rosto, tentando conter a vibração de felicidade, a qual vinha em ondas, e desnorteava todos os seus sentidos. Seu passo se apreçou derrepente, mas como o bom anfitrião que era, não iria mostrar sua fraqueza para seus caros e muito estimados convidados.
Agora, já estando no fim do corredor, olhou para a pesada porta corrediça de ferro, sua tonalidade era de uma cor avermelhada pela ferrugem, mas originalmente era de um belíssimo tom chumbo. Abriu com cuidado, fazendo cada movimento com o mais demorado floreio, somente para aproveitar o momento, pois, depois que começasse, não poderia mais parar, nem ao menos para deleite de seus ouvidos. “como são curtos os momentos de prazer hoje em dia” chorou seu cérebro, como se já tivesse abado, quando nem ao menos tinha pegado suas ferramentas ainda.
Deu um passo para dentro, e logo depois de feito, foi bombardeado por uma pergunta clara e em bom tom:
- O que pretende fazer conosco, seu monstro?! – a fúria emanava de cada palavra proferida pelo resle policial. “Por fim, depois de algumas horas, ele tinha acordado e ainda se livrado da fita adesiva, alem do mais, apesar de ser um espetáculo diferente, todos sempre gostam de uma platéia”:
- Nada com você, mas com ela, ela vai ser minha obra prima! – cada silaba impregnada da mais forte loucura.
Depois de tais palavras, o pobre e muito esfarrapado, vestido com o que um dia fora um uniforme policial, ficou calado, como que em choque:
- Bom, acho que está na hora de começar o espetáculo, não acha? – o que se seguiu, só pode ser descrito como sendo a mais medonha e bizarra gargalhada, tão completamente lunática. Enquanto ria, seu corpo se curvava para frente, em um ângulo medonho, e enquanto isso, com um grito abafado vindo da, um dia belíssima, mulher, que agora, em um estado tão deplorável, com o medo impregnado em sua pele, dando lhe um ar patético, ressoava na sala a prova de com, e o homem, em seu desespero, gritando insultos a plenos pulmões e ao mesmo tempo, desesperado para se libertar. E assim o que se esperava ser o mais macabro dos cenários, finalmente estava em vias de seu desfecho.
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