O amor é um unicórnio
1 O amor é um unicórnio
Notas iniciais
Atrás do meu ombro tenho tatuado um unicórnio.
Só que nem sempre foi um unicórnio.
Já foi um nome: "Eduardo".
Acho que vocês já sabem o que ocorreu, não é?
Ex-namorado.
Todo mundo sempre acha que é para sempre, até não ser mais, e a realidade aparecer como um monstro.
Há aquele ditado não há?
"Nada dura para sempre".
Será que o amor ainda consegue superar essa frase dura?
Eu espero que sim.
Por essa razão tatuei um unicórnio.
O amor deve ser tão raro quanto um mito, mas quem pode afirmar que mitos não existem em alguma realidade paralela? Uma coisa eu sei: mitos estão sempre dentro de nossa imaginação.
Só porque não é real, não significa que não seja real para nós.
E eu acredito em unicórnios, porque o amor deve ser tão especial, raro, e único quanto um.
Passo o batom vermelho em meus lábios, aguardando meu encontro.
Já tive tantos encontros desastrosos esses dias...que você nem imagina.
Hoje, contrariando os outros dias, estou confiante.
Porque eu sinto que estou amando.
E mesmo se nada der certo, o prazer de ter sentido tal sentimento é tanto que não me ocorrerá tristeza ou amargura depois.
Eu só quero que essa pessoa... desse meu encontro... que eu amo... seja extremamente feliz.
Não há apego.
Tampouco há algum problema.
Sorrio para meu reflexo quando aquele barulho do interruptor soa. E murmuro para mim mesma, refletindo sobre a situação:
—Tudo vai ficar bem — suspiro. — Mesmo se não der certo.
Porque no final o amor não exige nada.
E essa é a melhor qualidade dele.
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