Era a grande noite do New York Film festival. Naruto estava uma pilha de nervos por causa da apresentação do documentário. Hinata já havia contado a ele sobre o estado de Sakura e que não iria com ele no festival para tomar conta da rosada, afinal essa era a sua função. Naruto ficou meio triste, mas ele estava tão feliz por causa do documentário que nem esse fato triste o abalou. Eu só fui pra lá com ele porque ele é meu melhor amigo e devia esse apoio a ele, porque se não estaria ao lado da Sakura mesmo ela nem se lembrando de mim. O Festival estava lotado, ali na galeria tinham muitos admiradores do cinema nacional e internacional. Tinha muita gente boa e profissional ali. Pra mim Naruto era puro talento e merecia ganhar o premio afinal ele tinha trabalho muito duro. Porém meu humor não estava dos bons hoje, minha vida estava um caos.

— Anima cara, é o meu documentário que vai ser exibido – disse Naruto colocando a mão no meu ombro. Isso era algo que eu admirava em Naruto, podia ser a dificuldade que fosse, mas ele não perdia a alegria de viver

— Eu sei e estou orgulhoso de você – forcei um sorriso, mas por dentro eu estava aos pedaços

— Eu estou ainda mais orgulhoso de você que está aí forçando sorrisos quando na vontade ta a fim de chorar.

— Você por acaso já me viu chorando alguma vez na vida?

— Não. Você sempre foi durão, frio. A manteiga derretida sempre fui eu. Mas aí veio a Sakura e você derreteu a pedra de gelo que tinha no lugar do coração.

— A pedra de gelo aqui sempre teve sentimentos ta bom?

— tudo bem. Mas eu só vi você assim duas vezes na vida.

— Ela vai lembrar de mim, não vai?

— Claro que vai. – Naruto confirmou positivo como sempre.

O festival rolou de boa. No final houve a premiação para o melhor documentário, o melhor curta e o melhor longa. O documentário do Naruto ganhou e ele depois disso ficou cercado de jornalistas para dar entrevistas. Aquilo ia durar muito, então resolvi ir embora, mas antes fui conversar com Sasori. Queria entender melhor o acidente.

— Como vai Sasori? – falei assim que o encontrei no salão

— Bem Sasuke e você? – estendeu a mão e nos cumprimentamos.

— Poderia estar melhor se o seu irmão não tivesse atropelado minha namorada. – fui direto

— A mulher de cabelo rosa era sua namorada?

— É sim.

— Sasuke eu entendo que você esteja mal, porque eu fiquei sabendo que ela perdeu a memória parcialmente, mas meu irmão já vai pagar pelo se erro.

— Não vim condenar seu irmão Sasori. Queria saber como aconteceu o acidente. As causas.

— Meu irmão estava sendo perseguido por marginais. Por isso ele tava em alta velocidade. Foi um acidente.

— esses marginais já foram presos?

— Ainda não, mas vão me procurar pra pagar uma divida do meu irmão.

— Você tem que denunciá-los.

— Não posso, eles podem matar meu irmão. O melhor que eu faço é pagar a divida e depois cuidar melhor do meu maninho.

— Então faça isso. O Nagato vai responder o processo em liberdade?

— Vai, até o juiz determinar a pena dele. Provavelmente será trabalho comunitário. E depois disso eu vou cuidar do meu irmão pra isso não se repetir. Sua namorada vai ficar bem Sasuke.

— Claro que vai. – me despedi de Sasori e na saída da galeria topei com a última pessoa no mundo que pensei que fosse ver.

— Você aqui? – meus olhos estavam incrédulos. Eu não podia imaginar que depois de tantos anos fosse reencontrá-la assim... Após sair de um evento.

— Sasuke Uchiha, quem diria que depois de três anos fossemos nos rever – sorria encantadora como sempre

— Pois é... Temari – falei seu nome com profundo desgosto. Ainda me lembrava das palavras dela tão más comigo.

— Ainda me odiando? – sorriu

— Você é indiferente pra mim há muito tempo.

— Sasuke, você pensa que eu não sei que o que te motivou a fazer sucesso foi o pé na bunda que eu te dei?

— Pode até ter sido isso, mas o que me manteve com o sucesso foi o meu talento.

— Vamos parar de falar desse assunto chato – ela colocou os braços em volta do meu pescoço – não quer saber o que aconteceu comigo?

— Na verdade não – tirei os braços dela de cima de mim

— Mentira. Você quer... Então vou dizer, acabei de me separar. Me casei com um milionário russo e agora ele me paga um pensão muito gorda.

— Que bom pra você. Sempre quis dinheiro, agora você tem...

— Exato, agora que eu tenho dinheiro me falta amor...

— E o que eu tenho a ver com isso?

— Eu quero você de volta. – fiquei chocado com essas palavras. Ela tinha me chutado no dia que eu pedi ela em casamento porque eu não era rico o suficiente pra ela, agora que ela tinha uma pensão gorda de um retardado qualquer pra quem ela deu; ela quer que eu volte que nem cachorrinho abanando o rabo pra ela? É uma louca. NUNCA que eu volto pra ela. Ela me quer agora só porque eu sou rico, bonito e famoso.

— Vai sonhando com isso vai – disse e saí andando

— Espera – ela correu atrás de mim e me segurou o braço – Tome o meu cartão. Aqui tem o meu telefone e o meu endereço. Apareça amanhã pra gente conversar sobre os velhos tempos.

— Eu não tenho nada pra falar com você – cuspi essas palavras

— Mas eu tenho – de repente ela me beijou e eu a afastei rapidamente

— Você é louca

— Só quero recuperar o que é meu por direito

— Eu não sou seu.

— Claro que é. Nunca mais se envolveu com ninguém porque ainda me ama.

— Errado. Eu tenho namorada.

— E cadê ela? – ela achava que eu estava blefando

— Está hospitalizada. Sofreu um acidente.

— Ela não serve pra você seja quem for – disse colocando o mesmo sorriso que antes eu amava nos lábios

— Você é quem não serve pra mim.

— Sempre servi. Você ainda me ama Sasuke, pode não querer admitir, mas a verdade é que você ainda pensa em mim e me deseja.

— Pretensiosa

— Você sempre gostou. – saí andando em direção ao meu carro

— hey, não esquece, amanhã eu espero sua ligação ou vou ter que ir atrás de você Sasuke. – mandou beijinho no ar e eu apenas ignorei. Aquela mulher tinha que ser ignorada. Hoje e sempre.